Meu namorado é um Dementador

2 Capítulo 2 - Patronos não são simples


Notas iniciais
Hello people! Então, cheguei com mais um capítulo quentinho dessa fic doida :3 Sem mais delongas, ao capítulo!

A última aula de Miranda começou, era a de Defesa contra as Artes das Trevas, dada por um professor novo, chamado John Creevey. Ele entra no salão projetado para os alunos usarem seus feitiços e olha a todos:

—Hoje a aula vai ser um pouco diferente, a diretora MacGonagall me pediu para lhes ensinar o feitiço Expecto Patrono, por conta dos boatos de ameaças de dementadores que rondam a escola. -o professor fala, e logo os alunos já estavam comentando entre si:

—Mas professor, esse não é um feitiço difícil que geralmente é ensinado só no quinto ano? -uma garota da Grifinória pergunta:

—Realmente, o segundo ano não está preparado ainda para um feitiço como esse, mas como eu disse, foi um pedido da própria diretora, e em tempos de medo em que estamos, é bom vocês terem algum meio de se proteger. -o professor explica -alguém saberia me dizer porque é um feitiço tão difícil?

Alvo Severo levanta a mão e o professor lhe deixa falar:

—O patrono é um feitiço feito da sua esperança, felicidade. Para fazer ele, nada pode atrapalhar a mente do conjurador, e se o pensamento não for forte o suficiente, o patrono não será forte o bastante para tomar uma forma.

—Correto, muito bem Alvo Severo. -John sorri -um patrono com forma corpórea é capaz de afugentar vários Dementadores, porém um patrono sem forma é apenas uma luz que os retarda, dando tempo para vocês fugirem. Esse é o objetivo de hoje, não pretendo fazê-los criar um patrono de primeira, e sim pelo menos essa fagulha capaz de lhes dar uma chance de escapar.

—Ouvi dizer que os Dementadores são cegos, porque não ficamos apenas parados sem fazer barulho? -a garota que mais cedo havia tirado sarro da cara de Miranda pergunta:

—Dementadores podem até ser cegos, porém eles sentem a mente de vocês, suas emoções, e é isso que os atrai, o meio que eles escolhem entre dois bruxos é aquele que tiver mais felicidade para oferecer. -o professor se aproxima da garota -se ficar parada, estará praticamente pedindo para ele sugar sua alma. -a garota engole em seco e ele se vira -mas acho que já entenderam o que é preciso para fazer um patrono, então vamos a prática, peguem suas varinhas!

O professor ensina a maneira correta de falar o feitiço, e então os alunos começam a tentar realizar o patrono.

O primeiro a conseguir realizar um patrono corpóreo foi nada mais, nada menos que Alvo Severo. John o encara com um sorriso de satisfação:

—Aprendendo rápido, é mesmo um Potter. -ele ri, que faz Alvo coçar atrás da cabeça, exibindo um sorriso, mais alguns alunos conseguem realizar um patrono corpóreo, fazendo-os ficar eufóricos.

Miranda tentava realizar seu patrono, porém tudo que conseguia era apenas uma luzinha fraca que apagava em segundos:

—Consigo até ouvir ela tirando sarro da minha cara... -Miranda faz uma careta ao tentar de novo e falhar -Gah, porque tem que ser tão difícil?! Não pode colaborar comigo não? -ela encara sua varinha, podia até ouvir a varinha falando “não!” -gaaaaahhhh!

—Miranda, tudo bem? -o professor a olha, que havia começado a balançar loucamente a varinha com uma cara de raiva:

—É só que eu não consigo fazer nem ao menos um patrono decente, nem uma luzinha… -ela olha o professor:

—Hum… Poderia me emprestar sua varinha por um momento? -ele pergunta:

—Claro. -ela lhe entrega, ele a pega delicadamente e a inspeciona:

—Uma Alder, huh? Uma ótima varinha para feitiços não verbais… É uma ótima varinha para você. Qual é o núcleo dela?

—Dragão.

—Combinação interessante…

—Às vezes ela não colabora muito, e às vezes ela é excelente, praticamente tenho uma relação de “amor e ódio” com a minha varinha. -Mirando bufa:

—Hehehe, descrição adorável… -John ri -posso fazer um patrono?

—À vontade. -e então, sem nem ao menos dizer as palavras, surge o patrono do professor, um cão prateado que corre pela sala, chamando a atenção de todos, que sorriam ao vê-lo–você fez parecer tão fácil… E nem falou o feitiço…

—Não se esqueça que sou um bruxo experiente, e como eu disse, varinhas de Alder são boas com feitiços não verbais. -ele desconjura o cachorro e entrega a varinha de volta a Miranda -sua varinha é excelente, mas acho que há muitas coisas atrapalhando sua mente e a impedindo de fazer o patrono, estou certo?

—Sim… -ela olha o chão, envergonhada -eu não consigo encontrar o que seria minha lembrança mais feliz, e isso me frustra.

—Não precisa exigir tanto de você agora, é a primeira vez que está fazendo um feitiço tão complexo, ainda mais que nem é hora de aprender isso. -John coloca a mão no ombro dela -tente mais uma vez, se não conseguir, descanse um pouco.

—Certo… -ele se afasta pra falar com outros alunos, e Miranda se concentra, buscando dentro de si alguma memória feliz forte o bastante para um patrono.

Algo surge dela, não era exatamente uma memória, mas sim um sentimento, algo que ela nunca havia sentindo antes, e então, ela faz um movimento com a varinha e sussurra:

Expecto Patronum…—desta vez, a luz que surge não era uma simples luzinha, mas algo forte, tão forte que chamou a atenção de todos, que ao olharem são cegados pela luz.

Miranda conseguia ver que o patrono queria tomar uma forma, aos poucos ele se alongava, patas iam surgindo, porém alguém a empurra e toda sua concentração se esvai, o patrono se apaga e todos olhavam a bruxa que olhava furiosa para quem havia empurrado-a:

—Que ideia é essa?! Só porque eu tava conseguindo finalmente fazer um patrono?! -Miranda gritava para a garota de mais cedo, parecia que ela estava querendo virar uma rival dela:

—Foi sem querer! -pelo tom da garota, estava mentindo -aquela luz toda estava me deixando cega…

—E isso é motivo pra me empurrar?!

—Querida, pense bem, seu patrono não estava tomando forma nenhuma, foi apenas seus olhos mexendo contigo por ter olhado diretamente pra luz. Tudo o que consegue é uma bostinha de luz!

Miranda iria pra cima da garota, se o professor não tivesse surgido atrás dela e a segurado:

—Gertie Kettleburn, por favor volte ao seu lugar. -o professor a encara, que apenas dá um sorriso e se vira:

—Aquela guria merece uma surra… -Miranda bufa:

—Nem pense nisso, sabe que não vale a pena, ainda mais no meio da minha aula -John a encara, que suspira -mas parabéns, finalmente conseguiu um patrono!

—Patrono? Chama aquilo de patrono? Ele não conseguiu tomar forma! Se aquela patricinha não tivesse me empurrado…

—Se serve de consolo, aquilo era realmente um patrono, mesmo que não corpóreo, e um dos mais fortes que já vi.

—Sério?

—Sim, nunca antes vi um com uma luz tão cegante e ao mesmo tempo que passava um sentimento tão calmo e puro… -parecia que o professor começaria a recitar um poema, ou cantar:

—Tá, entendi, só não comece a cantar e estragar tua reputação com professor bonitão. -Miranda ironiza:

—Do que me chamou? -ele a encara:

—Nada não! -antes que o professor fizesse outra pergunta, o horário de aula acaba, ela havia sido salva:

—Salva pelo gongo… -ele sorri, se virando e saindo da sala.

~.~.~.~

No dormitório das garotas de Sonserina, Miranda tentava dormir sem sucesso. As garotas não paravam de falar e aquilo já a estava deixando com raiva, ainda mais porque não podia mais sair depois das aulas para cuidar dos Testrálios.

As garotas começam a rir, aquilo foi o máximo que ela conseguia aguentar. Miranda levanta e começa a caminhar, assustando as garotas:

—O que está fazendo? -uma delas pergunta:

—O falatório chato de vocês não tá me deixando dormir e como não tô afim de receber castigo por bater em vocês, vou tomar um ar! -Miranda responde, indo para o canto mais distante do dormitório e abrindo a janela.

O ar frio da noite bate em seu rosto, ela o respira profundamente, deixando aquele frio “congelar” sua raiva. Ela se senta no parapeito, que era grande o bastante e seguro para fazer aquilo, aproveitando aquele momento.

De repente, o ar parece ficar mais frio, e isso a incomoda. Estava ficando cada vez mais frio, aos poucos o vidro da janela formava gelo:

—Mas que merda é essa…?! -ao olhar pela janela, na sua frente estava a criatura que todos falavam durante as últimas semanas:

—D-D-DEMENTADOR!!! -uma das garotas grita, apontando para o ser negro coberto pela grande capa. Logo todas as garotas começam a gritar, porém Miranda continuava a olhar pasmada a criatura, não conseguindo se mover ou desviar o olhar.

A porta é aberta bruscamente, uma professora aparece e vê o Dementador, e no mesmo momento saca sua varinha. O Dementador, ao ver a mulher entrando e sacando sua varinha, olha Miranda e vai embora, voando rente as paredes do castelo e indo para o chão.

A professora vai até a janela e tenta ver onde o Dementador havia ido, porém não o encontra. Miranda continuava encarando para onde havia visto o Dementador ir.

Ele… Está na Floresta Proibida… Ela pensa.

Notas finais
Agora que a coisa vai começar a ficar interessante... Até o próximo capítulo!