Meu mundo

1 Ciúmes e reconciliações


Notas iniciais
Oieee

Pensem numa pessoa atrapalhada! Sou eu u.u
Estava eu ontem, num dia horrível, a bad dominava legal, quando já era quase onze da noite eu me toco que era aniversário do Alois.
Como assim ??? Como eu fui esquecer o aniversário do Lolois? O loirinho mais delícia que existe (calma, Yuri Plisetsky, tu é o segundo)!
Corri para fazer algo, mesmo sem muita inspiração. A idéia era fazer uma drabble, só pra não deixar passar em branco.
Mas quem já é meu leitor sabe: eu sempre me enrolo, seja com tamanho de capítulo, seja com as atualizações * desvia das pedradas. Eu juro que vou atualizar a Você quer ser meu? e a Desejos libertos, eu juro * junta as mãozinhas T~T

Bom, então é isso gente. Vou parar de tagarelar aqui. Essa fic seria uma continuação da Birthday, então eu vou deixar o link lá embaixo pra caso vocês queiram.

Eu espero que gostem, faz tempo que não escrevo e eu meio que perdi a mão. Sinto muito se não estiver bem, fiz meu máximo.

Beijos beijos e boa leitura

“Onde estava ele?” — pensou Alois se sentando na espaçosa cama do quarto amplo e claro demais pela luminosidade do sol matutino das Bahamas.

Suspirou pesaroso se dando conta que Claude não havia dormido ao seu lado. No travesseiro com o qual dormiu abraçado, que seria o dele, apenas as marcas das lágrimas que derramou durante a noite quente, e ainda nem era verão. Então tudo voltou à sua mente: a briga por conta dos ciúmes, o garoto ruivo dando em cima do seu homem, do seu Claude, mostrando algo no celular, algo que Alois concluiu, só podia ser nudes. O sorriso que o maior deu pro rapaz, entregando um cartão, obviamente com o número do próprio celular. A cara de culpado e a rapidez com que o maior tentou disfarçar quando percebeu que o loiro o havia pego no flagra.

Sentiu o coração doer e as lágrimas voltarem a correr pelo seu rosto a despeito de tentar secá-las até com um pouco de raiva com as mãos. Claude havia vindo atrás dele depois do flagra, tentando disfarçar contando uma mentira qualquer sobre ele ter um pouco de paciência e confiar nele, que tudo se resolveria no dia seguinte.
Paciência…. justo uma coisa que Alois não tinha nenhuma. Tinha subido para o quarto xingando o namorado, deixando-o para trás, pouco importava o fato de não ter ouvido o que os dois conversavam, Alois sentia que boa coisa não era, óbvio que estavam marcando algum encontro para depois. Fez questão de ter fechado a porta do elevador na cara de um Claude angustiado.

Se xingou ainda mais… como fora ingênuo…
Pensar que estavam namorando há um ano, ele… Alois… namorando!! Ele que era o filho único e herdeiro de uma empresa de peças ferroviárias, muito rico, bonito e altamente cobiçado, havia acabado por se deixar apaixonar pelo empregado da empresa do pai. Havia se deixado fisgar por uma dança sensual numa boate há um ano atrás, num jogo de sedução em que havia se deixado perder para ganhar. Após a dança, haviam seguido para o banheiro estreito do local, ambos impacientes demais que resultou em uma rapidinha muito quente dentro da cabine. Aquilo não tinha sido o suficiente, saíram dali para a casa do loiro para outras tantas sessões de sexo desenfreado, como se ambos estivessem passado por um longo período de seca. Depois daquilo, nunca mais se distanciaram, como se um imã os atraísse um para o outro: primeiro encontros rápidos, Alois havia se tornado bem mais presente e interessado na administração da empresa do pai, apenas para poder manter seus olhos sobre o moreno de olhos dourados, claro que não só os olhos mas as mãos e boca também, sempre que tinham alguma oportunidade de estarem à sós na sala presidencial. Logo partiram para encontros nos motéis, ambos tentando manter em segredo o relacionamento para o patriarca Trancy.

Passaram os meses assim, se encontrando às escondidas, disfarçando na frente de todos a paixão que os consumia entre quatro paredes. Pelo Alois, já teria contado há muito tempo, era muito bem resolvido e medo era algo que ele não sentia até então, pouco se importava se o pai fosse contra ou não, mas com Claude era diferente, ele temia perder o emprego, temia a reação do senhor Trancy, não queria ser a causa de problemas para o Alois, e portanto havia imposto a condição de que ambos mantivessem as aparências.

Se passaram 11 meses nisso, e o próximo aniversário do loirinho se aproximava. Alois já não queria tanto comemorar numa balada, exibindo o seu corpo magro e deliciosamente arredondado nas partes mais interessantes numa pista de dança, ao que Claude se sentiu muito contente, tudo o que ele não queria eram olhos gulosos sobre seu namorado. Então Alois veio com a ideia de ambos viajarem para algum lugar paradisíaco, alguma praia para que ambos se divertissem sem a preocupação de alguém conhecido os verem e dedurar para o pai do Alois. Claude achou interessante mas não queria ir muito longe, sabia da mania do namorado em exagerar em tudo.
Bobagem.

Foi Alois que decidiu pelas Bahamas e foi ele que convenceu Claude, enquanto o chupava entre os lençóis do motel numa das noites após o expediente, como faziam pelo menos duas vezes durante a semana.

—Tudo isso pra quê? — falou Alois consigo mesmo, acordando das lembranças.

— Pra ele vir me trair com algum idiota!!! — jogou com raiva o travesseiro do namorado no chão.

“Devo estar horrível… todo inchado!” — pensou desesperado, toda a sua vaidade falando mais alto momentaneamente.

Levantou-se se sentindo fraco, a garganta estava seca e doía pelo tanto que chorou, foi até o banheiro vendo pelo reflexo do espelho os cabelos desgrenhados, havia os puxado ontem, no desespero, os olhos estavam vermelhos e realmente estavam inchados.

— Idiota — xingou, sem saber se se referia a si mesmo ou ao namorado galinha. Ele tinha feito muito bem em bater a porta do quarto na cara do Claude e de ter gritado para ele sumir da sua frente, pensou enquanto abria os registros da banheira e a enchia. Se ele tinha feito bem fazendo isso, porque se sentia tão arrasado?

Tirou a roupa lentamente, cabisbaixo e choroso. Entrou na água morna, a espuma cremosa e perfumada envolveu a pele levemente bronzeada pelo sol que havia tomado no dia anterior, fechou os olhos, tentando relaxar e deixar a tristeza ir embora nas bolhas de sabão que estouravam conforme se movia.

Não soube dizer quanto tempo se passou até ouvir a porta do quarto abrindo.

—Ainda estou aqui — gritou para que a voz passasse através da porta fechada, achou que fosse a camareira que viera limpar e trocar as roupas de cama. Ouviu novamente a porta se fechando e voltou a se acomodar na banheira, tendo a certeza de que era a empregada mesmo e não Claude. Ele provavelmente estaria ainda dormindo depois de ter passado a noite com aquele ruivo…

Cerca de quarenta minutos depois saiu do banho bem mais revigorado embora ainda triste. Vestiu o roupão aveludado de um branco puro e enrolou os cabelos que batiam na altura dos ombros na toalha. Abriu a porta e deu de cara com a cama feita, pétalas de orquídea roxa, sua flor predileta, espalhadas pela cama e no meio desta, uma caixa amarela relativamente grande, fechada por um laço de fita roxo.
Ficou parado olhando a cena, abafou as batidas do coração que pulava feito louco e matou o sorriso que tentava a todo custo aparecer nos seus lábios. Ele não ia se deixar levar por uma cama romântica e um presente, não importava que hoje fosse seu aniversário. Bufou quando viu a figura do Claude aparecer na porta da varanda, lindo e extremamente sexy encostado na porta, os braços cruzados no peito, a brisa do mar balançava seus cabelos negros e repicados. Ele o encarava entre sério e ansioso.

—Acha que umas flores e um presente vai apagar a sua traição? — acusou, dando alguns passos para longe da cama. Seria tentação demais a mistura de cama, claude e ele, melhor evitar a proximidade. Mesmo com o coração machucado, ainda amava e desejava o namorado.
Claude se aproximou, estava decidido a reaver seu loirinho para si.

—Quantas vezes tenho que te dizer que não te traí? — tentou abraçar o Alois.

—Eu vi você com aquele ruivo. E você não voltou pro quarto — falou se livrando dos braços do maior, estava se segurando para não chorar.

—Espero que a bunda daquele ruivo seja enorme, vermelha e cheia de pintas, igual uma melancia — falou infantilmente, deixando algumas lágrimas caírem, melancia era a fruta que Claude mais odiava.
Claude riu baixo. Como ele amava seu loirinho. Até mesmo assim, ele o amava.
—Isso eu não posso dizer. Não vi a bunda dele — se aproximou novamente e segurou os braços do Alois, num aperto carinhoso.

—Não? Estava escuro? — as mãos do Claude queimavam na pele do Alois e fazia com que ele estremecesse. Mas não podia, tinha que resistir. Virou o rosto para o lado, não querendo encarar o outro.
—Alois… — Claude virou o menor para si — Eu não o traí, acredite em mim. Não voltei pro quarto porque você falou que não queria ver minha cara, mas passei a noite num quarto no andar de baixo. — falou sinceramente, olhando dentro daqueles estonteantes olhos azuis que não deixavam nada a desejar à cor do mar dali. Sentiu o menor titubear, ainda sem querer acreditar nele mas já dando alguma margem à dúvida.
—Mas…- ainda falou relutante, desviando os olhos daqueles orbes dourados que o dominavam.
—Mas nada, Alois. É seu aniversário, eu não faria nada desse tipo nem antes nem hoje que é um dia especial, nem nunca... — ponderou e diante dos instantes de silêncio do menor, suspirou triste — Pelo menos, abra o presente — indicou com a cabeça a caixa na cama.
Alois acenou com a cabeça e se soltou dos braços do Claude indo até a cama, estava curioso do que estaria dentro daquela caixa. Ajoelhou-se no colchão, sentindo o perfume que as orquídeas exalavam, ele sempre havia achado tão excitante aquele cheiro… até mesmo havia comprado um perfume com o extrato da flor, Claude havia adorado muito. Pegou a caixa e algo se moveu dentro. Estranhou muito e olhou para Claude que se mantinha parado mas exibia um sorriso endiabrado.
Voltou a pousar a caixa na cama e desfez o laço, abrindo a tampa e se surpreendendo com a bolinha de pelos que pulou de dentro direto pro colo do loiro. Era um filhote de Spitz alemão, o pelo denso e fofo era caramelo e Alois se apaixonou imediatamente pelo cachorrinho. Abraçou o filhote e encheu de beijos entre as orelhas peludinhas.
—Pelo jeito gostou dele… — comentou Claude, ousando se aproximar mais da cama, ansiava tomar Alois nos braços e beijar aquela boca deliciosa, mas não iria fazer isso antes de desfazer o mal entendido.
—Claro que gostei, mas mesmo assim…

—Veja o cartão dentro da caixa — falou se sentando na beirada da cama, tamborilando os dedos no lençol sendo prontamente atacados por mordidinhas do filhote.
Alois pegou a caixa e tirou o cartão preso na tampa. Olhou o retângulo de cartolina laranja lendo o nome do canil: Ginger Brothers Canil. Franziu o cenho, ginger…. era um apelido bem conhecido para ruivos. Olhou para o Claude e de novo para o cartão. Claude sorria para ele com uma expressão de “Tá vendo?”; soltou o cartão na cama.
—Entendeu agora? — perguntou Claude colocando uma mecha do cabelo loiro atrás da orelha — O que você viu foi eu comprando seu presente de aniversário…
Alois sorriu, agora chorando de alegria. Claude não o havia traído, não o tinha trocado por ninguém. Era seu. Somente seu.
—Claudeeeee…. — choramingou pulando nos braços do maior, beijando-o apaixonadamente. Claude o abraçou, puxando o corpo do loiro para si e retribuindo o beijo, estava feliz por finalmente saciar seu desejo: beijar Alois era uma das coisas mais prazerosas que conhecia.
Mas pelo modo como Alois o beijava, pelo jeito lânguido com o qual se entregava nos braços do moreno, soube exatamente o que seu pequeno namorado queria, iria muito além de beijos.

Com algum custo, se separou do beijo, ganhando um olhar interrogativo do loiro cujos lábios já estavam meio inchados pela intensidade do beijo. Pegou o cachorrinho e um travesseiro, indo até o banheiro e o trancando lá. Voltou para a cama já abrindo a camisa, ação que foi interrompida por um diabinho loiro que o capturou na borda da cama, estourando os botões da camisa e partindo para beijos e mordidas pelo peito, Claude deixou a cabeça pender para trás, suspirando ao sentir a língua deslizar pelos gomos do seu abdome, sentia seu membro pulsar e endurecer rápido.

— Alois…- murmurou ao ter sua ereção massageada pelas mãos hábeis do menor e sorriu quando ouviu o barulho do zíper sendo aberto e logo o calor daquelas mãos sobre seu membro, pele com pele.

O afastou antes que sentisse a boca do namorado o chupando, aquele dia era especial e Claude iria fazer de tudo para que Alois sentisse todo o prazer possível e se sentisse a pessoa mais amada do mundo.
Não se importou com o muxoxo que o loiro soltou ao se afastado do objeto do seu prazer, mas logo este entendeu o que o maior queria. Claude o deitou entre as pétalas e abriu a faixa do roupão, Alois estremeceu ao sentir os dedos do namorado passearem pelo seu peito, olhando o maior com os olhos semi-cerrados. Passou a ponta da língua pelos lábios e arqueou um pouco a coluna, gemendo baixo ao ter o mamilo direito pressionado entre o indicador e polegar.

—Claude… venha…. — murmurou impaciente. Por que ele ia tão lento? Aquilo era sexo de reconciliação, deviam já estar um dentro do outro.

—Ainda não… apressado — Claude riu, se inclinando sobre o menor e deslizando a língua, úmida e quente pelo botão rosado, provavelmente Alois reclamaria da demora mas o que ouviu foi um gemido deliciosamente arrastado.

Alois enroscou os dedos nos cabelos do Claude, se contorcendo lentamente enquanto sentia a boca voraz sugando e mordiscando seus mamilos, as mãos quentes e grandes passeando pelo seu corpo, apertando-o e o puxando para si.

Enlouqueceu quando sentiu seu membro ser envolto e acariciado. Claude o masturbava lentamente, descendo os dedos até os testículos, pressionando de leve e voltando ao membro, correndo os dedos pela extensão. Apertava as nádegas com a outra mão, aquela bunda durinha e empinada que o deixava maluco. Alois gemia, se esfregando no namorado, jogando seu quadril contra as mãos que o manipulavam tão bem. Claude tinha aquele dom sobre ele: o dominava e o excitava como nenhum outro, Alois havia se dado conta quando o beijou pela primeira vez e ele precisava mais disso exatamente agora. Puxou os cabelos negros, virando o rosto do namorado e o beijando vorazmente, enroscando as línguas e passando a abrir a calça do maior usando apenas o tato.

Claude o ajudou, chutando a calça e a box para fora, se deitando sobre o menor que o envolveu com as pernas ao redor do quadril. Alois rebolou, sorrindo após o beijo, pressionando sua entrada contra o membro do outro, querendo logo sentir-se preenchido, queria Claude dentro dele. Rápido!

Claude gemeu e afastou o quadril. Alois sempre era afoito demais.

—Tenho que te preparar ainda…assim — murmurou não conseguindo terminar a frase.

—Foda-se isso. Eu quero você agora dentro de mim — Alois havia perdido a paciência e numa chave de coxa havia jogado Claude para o lado, montando em cima do namorado.

—Vou te mostrar como se fode forte alguém — Alois declarou, levando a mão para trás e segurando a base do pênis ereto e sentando de uma vez, se auto-impalando.

Gemeu alto, de dor e prazer, aquilo ardia e o esticava de uma vez, mas ao mesmo tempo enviava ondas de prazer pela coluna acima, seu próprio membro pulsou de tesão quando sentiu suas nádegas baterem no quadril do outro.

Respirou fundo, abrindo os olhos marejados de lágrimas, vendo Claude o olhando entre assustado e excitado, ele segurava sua cintura, numa tentativa infrutífera de impedir o movimento rápido. Sorriu de um jeito safado.

—Grande, quente e duro. Do jeito que eu amo! — falou e começou a rebolar, acomodando o volume dentro de si. Claude gemeu e relaxou, seu pequeno demônio loiro era deliciosamente safado e tinha um toque masoquista que ainda o surpreendia.

Jogou o quadril para cima, atingindo-o mais profundamente e Alois deu um gritinho: havia atingido seu ponto sensível.

—Claude…tão fundo… — contraiu a entrada ainda estreita e apertou o membro dentro de si, logo se entregando ao prazer e começando a subir e descer no colo do maior, apoiando as mãos no peito do namorado para se mover ainda mais rápido, pulando e quicando enquanto gemia arrastado, com o rosto tomado pelo prazer.

Claude o olhava encantado, Alois era a encarnação da luxúria, do prazer e da paixão. Alois era tudo para ele, ergueu a mão e, num gesto carinhoso que não combinava muito com os movimentos enlouquecidos do loiro, acariciou a bochecha dele. Alois abriu os olhos e sorriu, segurou o pulso do namorado e lambeu o polegar sugando em seguida o dedo médio.
—Me fode, Claude. Me fode forte… — pediu manhoso.

E que tipo de namorado seria ele se não atendesse à um pedido tão claro do seu amor?

Jogou Alois na cama, o virando de quatro com o peito encostado no colchão e o quadril empinado e entrou de uma vez, segurou na cintura estreita do loiro e deu um tapa na nádega direita, ganhando um gritinho excitado: Alois havia gostado. Começou a mover o quadril rápido, batendo-o contra as nádegas fartas que estremeciam com o impacto, Alois gemia alto, apertando os lençóis com as mãos, sua mente já não funcionava, apenas perdido no prazer que o consumia, no modo como Claude o dominava naquele momento.

Claude se inclinou sobre as costas do Alois, aproveitando para beijar e mordiscar a pele deliciosamente bronzeada do loiro. Havia odiado vê-lo na sunga justa e branca com a qual foram para a praia no dia anterior, mas tinha que concordar, o tom levemente dourado da pele havia deixado Alois ainda mais sexy. Arrastou os dentes até a nuca, causando arrepios no menor que gemia arrastado, beijou o pescoço e o marcou com chupões aproveitando que ele havia inclinado a cabeça dando mais espaço para o outro fazer o que quisesse. E foi exatamente isso que Claude fez: o virou de frente, apoiando as pernas torneadas de coxas roliças nos seus ombros.

Agora poderia admirar cada expressão de prazer no rosto do seu amado, o modo como ele gemia com os lábios rosado entreabertos, as sobrancelhas levemente franzidas, os olhos de cílios tão fartos que sombreavam suas maçãs do rosto fechados na entrega total ao prazer que Claude buscava incessantemente proporcionar ao seu pequeno.

Alois o enlaçou pelo pescoço, praticamente dobrado sobre si mesmo numa posição que fazia Claude ir ainda mais fundo e a cada estocada sentia sua próstata ser pressionada. Seu ventre ardia e se retorcia na sensação do orgasmo iminente. Gemia ofegante, arrastado, puxando o ar sofregamente enquanto se retorcia embaixo do maior, sempre em busca de mais prazer. Arrastou as unhas pelas costas, gemendo perto do ouvido, murmurando coisas desconexas, queria avisar que estava vindo mas não precisou, Claude percebeu que estava perto e acelerou os movimentos, enchendo ainda mais o quarto com o som dos corpos se chocando, murmurou sacanagens e coisas pornográficas no ouvido do loirinho. Ele sabia exatamente como fazer para enlouquecê-lo na cama e Alois não se segurou mais: arqueou a coluna, gemendo alto e praticamente esmagando o membro dentro de si enquanto se contraía no orgasmo extremamente forte que o assolou. Ainda gemeu mais, manhoso agora, sentindo ser preenchido pelo sêmen do namorado, Claude não havia se segurado também.

Sorriu sentindo o corpo amolecer no pós- orgasmo, Claude o beijou levemente e se retirou, ainda continuando o beijo pelos minutos seguintes, acariciando seus cabelos e deitando-se ao seu lado.

—Eu te amo, Claude…- murmurou manhoso, se aninhando nos braços do seu amado.

—Eu te amo muito mais, vossa alteza. Feliz aniversário!! — respondeu num sorriso.

Alois riu baixo.
—Ainda me chama assim? — entrelaçou os dedos nos do namorado.

—Sempre! — respondeu.

Para Claude, Alois sempre seria sua alteza, sua majestade; e Claude sempre se sentiria seu servo, e se sentia feliz em ser isso, em fazer tudo o possível para fazer o loiro feliz, porque ele havia se tornado seu mundo e sabia que era o mundo dele também.

Passaram boa parte da manhã naquela cama e depois saíram para comprar ração, coleira e ajeitar a documentação para o Suggar Caramel poder embarcar com eles, quando voltassem.

Claude sorria ao ver Alois andando distraído pelas ruas ensolaradas e quentes com o cachorrinho no colo, confabulava com o filhote, decidindo se levariam a coleira azul bebê com pedrinhas brilhantes ou a lilás, se comprariam uma roupinha de bombeiro ou um tutu rosa.

Depois de instantes, Alois percebeu que estava sendo observado pelo namorado e sorriu de volta, segurou a patinha do Suggar Caramel e fez como se estivesse acenando para o maior.

—Oi papai, vem me ajudar a escolher minha roupinha — falou numa vozinha infantil, como se fosse o filhotinho.

E Claude se aproximou, surpreendendo Alois num beijo apaixonado. Sabendo que aquele loiro seria a sua salvação e sua perdição.

Aquele havia sido o primeiro aniversário que comemoravam como namorados. O primeiro de muitos que viriam ainda, juntos e se amando cada vez mais.

Notas finais
Então?
O que acharam?
Eu queria agradecer todos que leram aqui e todos que acompanham minhas histórias, pedir mil desculpas pela demora nas atualizações. Tem hora que a cabeça não ajuda muito ;-;
Mas eu diariamente tento escrever, não esqueci de nenhuma e nem de vocês, meus amores.

Aqui o link do especial de aniversário do ano passado.
https://fanfiction.com.br/historia/657557/Birthday/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!