Nunca sabemos quando nossas vidas podem mudar, e eu pensava ate então que minha vida sempre seria a mesma: acordar com minha mãe e Emma tagarelando na cozinha, encontrar o Tobby perto da praça ate chegarmos à escola e ficar praticamente babando por Henry; minha vida não era lá a mais desejada, mas fazer o quê eu gostava dela. Eu não teria que mudar apenas uma coisa na vida teria que mudar tudo, primeiro mudar de pais, como será em um lugar totalmente diferente para mim? O Tobby poderia ir comigo, claro que não Layla essa é a pior ideia que você já teve em toda sua vida. Minha Irma estava no quarto dela arrumando as malas, minha mãe já não estava mais em casa não quero vê-la agora espero que entendam isso. Emma sempre tinha um jeito espontâneo de se viver, mas quem estaria assim agora depois de saber que encontraram drogas na bolsa de sua mãe, ter que abandonar amigos, faculdade e ate mesmo o namorado, não sei como eles ficam agora, mas não acredito muito que ele ira também.

12 de abril às 6h A.M foi à hora que chegamos à Rússia, tive um erro enorme quando não me despedia de Tobby, porém eu só queria facilitar as coisas mais para mim, Emma, no entanto se despediu de todos seus amigos. Nem preciso falar que tivemos que nos hospedar em um hotel, claro tudo isso pagado pelo governo, não sei porquê estamos recebendo tanta atenção assim. Deitamos em camas separadas, eu me deitei próximo da janela o andar em que estávamos dava pra ver quase a cidade toda. Acordamos no dia seguinte meio que com o barulho das pessoas do hotel. Um homem alto de cabelo grisalho estava sentando próximo de minha cama, quase dei um salto quando o vi ali, sim eu sabia que aquele homem era meu pai, mais ele me ver assim nessa situação, meu deus devo esta horrível. Cobrir o rosto com a coberta para me esconder dele, ele, no entanto apenas riu e me fez mostrar de volta o meu rosto.

Pai: — Layla, Emma quanto tempo não vejo vocês – disse meu pai emocionado.

Emma: Desde que você foi embora pra cá só por causa de uma mulher – Emma joga na cara dele.

Pai: Sim – ele abaixa a cabeça – me arrependo todos os dias por ter feito isso, mas espero recomeçar tudo de novo com vocês.

Trocamos olhares, porem não falamos nada, a ideia parecia ótima recomeçar tudo, mas toda vez que lembro eu aos dez anos segurando a barra da calça dele implorando que ele ficasse, enquanto que minha irmã tentando fingir ser a pessoa mais forte do mundo, sim eu chorei quando ele foi embora, tinha ate dias que eu não estava nem disposta para acordar mas minha mãe sempre esteve lá comigo e assim eu entendi que agora minha família era ela e Emma.

Pensei que ele tivesse ido embora, mas não ele ainda estava lá, fiquei tão distraída que nem tinha percebido que não estávamos mais no quarto do hotel, agora estávamos próximo a uma imensa casa. Na porta havia um tapete onde estava escrito “Sejam bem- vindos” a porta era uma de madeira muito bonita, a parede do lado de fora era toda pintada de amarelo, eu particularmente odiava essa cor. Uma mulher de cabelos castanhos longos veio nos receber, ela usava um salto de bico fino, e um vestido rosa ( muito bonito por sinal).

Pai: Layla, Emma, essa é a Molly ela ficara responsável por cuidar de vocês enquanto eu não esteja por perto – disse ele.

Ambas: Teremos uma baba? – perguntamos na mesma hora.

Molly: — Eu não diria uma babá e sim uma amiga – ela fala.

Emma – amiga? Que tipo de amiga é essa que vai ficar vigiando cada passo meu? – ela perguntou sem se importar se estaria magoando alguém ou não.

Pai: Emma – meu pai a repreende.

Eu: Desculpa Molly, só acho que não precisamos que ninguém fique tomando conta de nós – falei meio que concordando com Emma.

Pai: Vocês querendo ou não já está tudo decidido, Molly ficara com vocês enquanto eu estiver fora – falou ele já irritado.

Emma: Tanto faz – respondeu ela saindo de perto de nós.

Emma nunca teve esse temperamento, mas o que se podia esperar é claro que ela estaria assim agora, sem pensar duas vezes vou atrás dela, mas acabo a perdendo no caminho, a casa era enorme comparando com a que eu morava lá em Londres, encontro um quarto com a porta fechada, empurro a porta para que eu possa entrar, saiu tateando pela parede ate encontrar o interruptor, quando a luz se acende posso ver onde eu estava, em um salão de festas que parecia não ser muito usado aqui, a parede estava cheio de telhas de aranha, o chão estava todo cheio de pó, talvez ate bichos arqueirosos devem esta por aqui agora, meio que com uma ação involuntária decido arrumar tudo, encontro tudo que eu preciso encostado na parede, começo tirando as telhas de área, depois toda a poeira que tinha lá, ate então começar a lavar o chão com apenas água, não sei quanto tempo demorei para fazer isso, mas fico feliz com o resultado, deito no chão já limpo e fico olhando para o teto estou quase pegando no sono quando alguém me puxa bruscamente, não faço ideia quem que seja, ate me deparar com um par de olhos castanhos claros, meu coração para por uns dois minutos ate voltar a bater.

Xxx: Seu pai, e sua irmã estão procurando por você por toda casa, o que você fez aqui? – ele pergunta me soltando.

Não respondo nada, vou ate a porta para sair, mas sou impedida por ele.

Xxx: Sei onde ele está posso te levar ate ele – ele estende a mão se oferecendo, eu a recuso.

Vou seguindo ele por um longo corredor até chegarmos em uma sala imensa, lá estava meu pai, Emma e Molly, Emma veio correndo para me abraçar.

Emma: Onde você estava? – perguntou ela sussurrando em meu ouvido.

Eu: Se eu te falar você não iria acreditar – sussurro de volta.

Pai: Obrigado Zac por acha-la – agradece meu pai.

Zac: Fique mais atento com ela – ele responde saindo da sala.

Ao mesmo tempo em que ele conseguiu fazer meu coração perder dois minutos de batida também conseguiu me fazer detesta-lo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.