Meu crush sobrenatural
6 Capítulo Cinco
Chegaram à festa, que pulsava com música e risos. O clima era de celebração, e Leo sentiu um frio na barriga ao pensar em Daryl. Mas a presença de Yusuke ao seu lado o deixava mais confiante. Eles entraram e foram imediatamente recebidos por Lisa.
—Leo! Que bom que você veio! Lisa exclamou, vindo em sua direção. _E você trouxe...
—Yusuke, meu nome é Yusuke? respondeu o rapaz
—Que ótimo! A garota parecia genuinamente animada, e Leo relaxou um pouco.
A música vibrava ao redor deles, e a atmosfera estava carregada de energia positiva. Lisa puxou Leo e Yusuke para um canto mais iluminado, onde outros amigos se reuniam.
—Vamos tirar uma foto! Lisa disse, empolgada, e rapidamente juntou o grupo para uma selfie. Leo sorriu, sentindo-se mais à vontade. Ele olhou para Yusuke, que estava sorrindo, e isso o deixava ainda mais animado.
Após a foto, a festa continuou a esquentar. Leo e Yusuke foram se afastando do grupo, explorando o local. Eles passaram por uma mesa repleta de petiscos e, atraídos pelo cheiro, acabaram se servindo.
— Você gosta de mini quiches? Leo perguntou, enquanto pegava um.
—Adoro! Yusuke respondeu, pegando cinco de uma vez, e os dois riram juntos. A conexão entre eles parecia crescer a cada momento.
Leo sentiu uma mão pousar em seu ombro. Era Daryl, que se aproximou com um sorriso desdenhoso.
—Olha só quem decidiu aparecer! E trouxe consigo seu namorado problemático, insinuou Daryl. _ Fica tranquilo, cara. Não estou a fim de briga, respondeu Yusuke, sem demonstrar emoções.
—Ah, não está? Mas eu estou. E você sabe o motivo, não é?
—Daryl, por favor, pare! suplicou Leo.
—Fica nasua,bichinha!!
—PEÇA DESCULPA PRA ELE, AGORA!! gritou o tatuador
A provocação de Daryl levou Yusuke a se lançar contra ele, agarrando com força o pulso do jogador de hóquei.
—Vai se fu AHHHHHHH!
O som dos ossos se quebrando era aterrorizante,o grito de dor de Daryl ecoou pela sala, e os convidados se afastaram, assustados. Léo sentiu um frio na barriga. Nunca tinha visto Yusuke tão violento. O sangue de Daryl escorria pelo pulso, formando uma poça no chão. A atmosfera ficou tensa, e a música parecia ter diminuído.
Virginia chegou acompanhada de Lisa e mais três meninos que também jogam hóquei.
—Daryl, o que ocorreu com você? Quem foi o responsável por isso? perguntou a garota, visivelmente apavorada.
—Eu vi tudo, foi aquele cara ali!Um garoto ruivo e magro, chamado Erick, que tinha aula de química com Leo, apontou para Yusuke.
—Você trouxe um agressor para minha festa?
Gritou Lisa para Leo, que estava em estado de choque pela gravidade da situação, que se agravara além de suas expectativas. Robin e Juliette abriram caminho na multidão de convidados em direção ao amigo.
—Leo, o que aconteceu aqui? indagou Robin para o jovem.
—Este idiota veio procurar briga comigo e ainda se mostrou homofóbico com Leo. A resposta veio de Yusuke, que tentou segurar a mão do garoto, mas foi bruscamente impedido.
—É melhor você se retirar da minha casa agora ou eu chamo a polícia," advertiu Lisa a Yusuke, indicando a porta. O tatuador dirigiu um olhar para Leo, que evitou seu olhar, enquanto os convidados se dispersavam na mansão à medida que o jovem saía.
Leo finalmente voltou à realidade; estava sentado no sofá com Juliette, Robin e Lisa..
—"E o Daryl, onde ele está?" questionou o garoto, olhando ao redor.
—A Virginia o levou para o hospital," respondeu Lisa, fixando um olhar sério no jovem.
Leo sentiu um nó no peito ao recordar a cena da agressão; ele foi o responsável por tudo isso.
—Amigo, espera um pouco, vamos chamar um Uber para ir embora, sugeriu Juliette enquanto segurava a mão de Leo..
—Não fique assim, cara. Não foi sua culpa, tentou confortá-lo Robin.
O barulho da porta se abrindo atraiu a atenção do grupo. Uma mulher asiática, com cabelos vermelhos e vestindo um macacão preto com botas de salto alto, entrou na sala..
—Vamos, garoto, a carona chegou e eu não tenho a noite toda, declarou Nanami de forma pouco amigável..
—Mas quem é você? Nem chamamos Uber ainda. Indagou Robin
—Ela é amiga do Yusuke," respondeu Leo, surpreendendo os outros jovens.
—Vou te esperar lá fora, se apresse.
A bartender saiu da sala rapidamente.
Leo ficou em silêncio, a mente confusa entre a recente violência e a presença de Nanami. O olhar de Juliette sobre ele era uma mistura de preocupação e curiosidade.
—Você tem certeza que quer ir? — perguntou ela, hesitando. — O clima está tenso e...
—Eu preciso falar com Yusuke — Leo respondeu, tomando uma decisão. O peso do que havia acontecido ainda o esmagava, mas ele não podia simplesmente ignorar.
Robin e Juliette trocaram olhares, mas acabaram aceitando a escolha de Leo. Lisa apertou a mão dele, transmitindo apoio.
—Vou com você, — disse Robin, decidido. — Não é seguro ir sozinho.
Leo assentiu, sentindo uma onda de gratidão pelo amigo. Juntos, eles saíram da sala, atravessando a festa que agora estava em um silêncio desconfortável, as conversas murmuradas e olhares críticos se fixando neles.
Do lado de fora, o ar estava fresco e uma brisa leve fazia as folhas das árvores dançarem. Nanami estava encostada em um carro preto, com os braços cruzados e uma expressão de impaciência.
— Finalmente! — ela disse, olhando para Leo e Robin com desdém. — Eu não posso esperar para sempre.
—Onde está Yusuke? — Leo perguntou, sua voz um pouco mais firme do que se sentia.
—Na casa de uma parente.Ele não quer ver ninguém agora. — O tom dela não era amigável, mas havia uma centelha de algo que Leo não conseguia identificar.
—Eu preciso conversar com ele.solicitou Leo
— Dê um tempo para ele; aquele garoto precisa se acalmar. Nanami respondeu, com um tom entediado.
Leo e Robin subiram no carro, e durante todo o percurso reinou um silêncio absoluto. Ele gostaria fazer mais perguntas, mas a cara pouco convidativa de Nanami o impediu. Mas a mulher estava certa, era melhor conversar com calma.
Nanami deixa Robin em sua casa, e o garoto se despede do amigo com um abraço. A bartender então leva Leo para casa e, ao olhá-lo pelo retrovisor, diz:
— Garoto, não te conheço, mas conheço o Yusuke desde que ele era bebê. Ele nunca agrediria alguém assim sem um motivo sério.
Leo respirou fundo, processando as palavras de Nanami. A afirmação dela pesava em sua mente. Ele sabia que Yusuke não era alguém que agia por impulso, e a violência que havia testemunhado o deixou inquieto. O silêncio no carro era opressivo, preenchido apenas pelo som do motor.
O carro parou em frente à casa de Leo. Ele olhou para a porta, hesitante. Ele sabia que precisava ver Yusuke, mas o que poderia dizer?
—Obrigado, Nanami — disse ele, tentando transmitir gratidão mesmo diante do ar frio da mulher.
—Cuide de si mesmo, garoto. — ela respondeu antes de dar partida e desaparecer na noite.
Leo entrou em casa, seu coração pesado. Ele subiu para seu quarto, tentando organizar os pensamentos. A imagem de Daryl sangrando e a reação de Yusuke ainda ecoavam em sua mente. Ele se sentou na cama, pegando o celular e hesitando antes de digitar uma mensagem.
"Yusuke, eu preciso falar com você. Estou preocupado."
Ele enviou a mensagem e ficou observando a tela, esperando uma resposta. Os minutos se arrastaram, e a ansiedade o consumia. Finalmente, o celular vibrou, e a resposta veio:
"Não agora, Leo. Preciso de um tempo."
A resposta foi um golpe, mas Leo sabia que Yusuke precisava de espaço. No entanto, o desejo de estar ao lado dele e apoiá-lo era forte. Ele decidiu que não iria desistir. Havia algo mais profundo entre eles, e ele não podia deixar que um momento de violência os separasse.
Leo se deitou, a mente ainda agitada, e antes de dormir, decidiu que no dia seguinte iria até a casa da parente de Yusuke. Ele precisava entender, precisava ajudar.
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