Meu cigano

8 Capitulo 7 - O Amor Que Rompeu Correntes


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários, espero que gostem, Boa Leitura!!!

Um mês e meio já havia passado, e o casamento de Renesmee aconteceria em uma semana. Os preparativos estavam a todo vapor: tudo do bom e do melhor, do mais caro e mais belo. Toda a alta sociedade estaria presente; a festa aconteceria na própria mansão dos Cullen, com tudo reservado nos mínimos detalhes. Renesmee sentia-se cada vez mais afundada em um lugar escuro e vazio, onde ninguém — nem mesmo Jacob — poderia salvá-la. Jacob… sim, lembrar-se dele lhe dava vontade de sorrir, de correr por um campo florido, sentindo o vento no rosto e a felicidade no peito.

Tudo aquilo parecia um sonho cada vez mais distante. A cada dia que passava, sentia-se mais desesperada. Como poderiam obrigá-la a casar-se com um homem e ser infeliz para sempre? Por que simplesmente não a deixavam ir?

Estava sentada em uma cadeira de balanço na sacada da mansão, balançando-se lentamente e fitando o horizonte, quando sentiu alguém se aproximar. Virou o rosto a tempo de ver Ângela, sua ama, sorrindo amavelmente, com uma xícara de chá nas mãos.

— Vossa mãe mandou lhe trazer — disse a ama.

— Não quero… — Renesmee suspirou fundo. — Sinto-me estranha… estou enjoada.

— Estais bem? — Ângela perguntou, observando-a com cautela.

— Sim… eu… — Renesmee correu e se curvou sobre a grade da sacada, vomitando intensamente. Sentiu a mão da ama afagar-lhe as costas. Respirou fundo algumas vezes até perceber o pai se aproximando.

— Renesmee, o que sentes? — perguntou Carlisle.

A ruiva segurou-se com força nos braços do pai, até desmaiar.

Sentiu-se deitada em algo confortável. Abriu os olhos lentamente, percebendo onde estava e quem se encontrava ao seu redor. Seu pai conversava com um homem que identificou como médico, que dava algumas ordens a Ângela, a qual assentia a tudo. Em outro canto do quarto, Edward e Emmet a observavam seriamente, assim como Isabella e Rosalie, que lhe lançaram pequenos sorrisos. Perguntava-se o que todos faziam ali.

O médico aproximou-se com um sorriso cauteloso.

— Sentis-vos bem, senhorita Cullen? — questionou.

— O senhor é médico? — perguntou Renesmee.

— Sim, vim examiná-la — respondeu, com cuidado, como se estivesse prestes a dar uma notícia delicada.

— Já me examinou? — perguntou ela, aflita.

— Sim.

— Então o que eu tenho afinal? Estou morrendo, não é? — disse, levando as mãos ao rosto.

Alguns presentes seguraram risos diante do desespero da jovem.

— Não, minha jovem. Vósmecê não está morrendo — disse o médico, sorrindo. — Vósmecê está esperando um bebê.

As mãos de Renesmee caíram ao lado do corpo, e uma expressão estupefata tomou conta de seu rosto.

— Um bebê? Eu… eu estou grávida?

— Exatamente. De quase dois meses, para ser mais exato. Meus parabéns. Creio que o senhor McCoy ficará feliz — disse o médico, afastando-se.

Renesmee forçou um sorriso. Estava indignada: o filho não era de Dylan, mas de Jacob, fruto de seu amor proibido. Sentiu, naquele instante, que Jacob estava mais perto de si. Sorriu de canto e tocou a barriga com a ponta dos dedos. Ao erguer o rosto, encontrou o olhar de desgosto do pai e o semblante severo dos demais. Ângela era a única que mantinha um sorriso discreto. Todos saíram do quarto, deixando-a sozinha — ou melhor, não estava mais sozinha.

O dia do casamento chegou. O vestido era magnífico, à altura da noiva e da festa. Esme fez Renesmee usar um espartilho mais apertado do que o normal, talvez como vingança, mas a ruiva sabia que seu filho era forte e que, no fim, tudo ficaria bem.

Ao fim da tarde, Renesmee estava pronta. Os cabelos soltos, com cachos perfeitos emoldurando o rosto; o vestido impecável, deixando-a absolutamente linda. Nada, porém, estava perfeito. Estaria, se o noivo fosse outro e a situação fosse diferente. Fitava o reflexo no espelho, perguntando-se onde Jacob estaria. Ele prometera que viria. Ele a amava — foi isso que lhe confessara no dia em que fora arrancada de seus braços de forma tão brutal. Ele viria, sim. Ela tinha fé, e ninguém lhe tiraria isso.

Ouviu alguém entrar no quarto e se virou.

— Nossa! — exclamou Ângela.

— Estou pronta — disse Renesmee, firme.

— Certo, irei avisar sua mãe — respondeu a ama, saindo.

Renesmee caminhou até a estante, pegou a caixinha de música e girou-a três vezes. A melodia acalmava seu coração. Fechou os olhos até a música cessar.

— Ness.

Aquela voz. Abriu os olhos lentamente, e o coração, antes calmo, tornou-se incontrolável. Era ele. Estava ali. Virou-se para fitá-lo; ele estava lindo, como no primeiro dia em que o vira. Sorriu abertamente, correu até ele e jogou-se em seus braços.

— Você voltou — sussurrou, afastando-se um pouco para olhá-lo.

Jacob abriu o sorriso que ela tanto amava.

— Eu prometi, não prometi? — disse, analisando-a e alisando-lhe o rosto com a ponta dos dedos.

— Sim.

— Você está linda — disse ele, pegando-lhe a mão, girando-a levemente e beijando-a com delicadeza.

— Obrigada — respondeu, sentindo as bochechas arderem.

— Temos que sair daqui — disse Jacob, puxando-a pela mão até a sacada, onde uma escada estava estrategicamente posicionada.

Ele desceu primeiro, escorregando pela escada até parar ao lado do cavalo.

— Venha.

Renesmee engoliu em seco e assentiu. Desceu com cuidado, pois o vestido dificultava seus movimentos. Fechou os olhos até sentir os braços de Jacob ao seu redor e os pés no chão. Estava livre.

Sorriu abertamente, virou-se e o beijou com todo o amor que havia em seu coração. Jacob a abraçou contra o peito e retribuiu o beijo. Separaram-se, e ele beijou-lhe a testa antes de erguê-la pela cintura e colocá-la sobre o cavalo. Subiu logo depois, sentindo as pequenas mãos dela o abraçarem. Sorriu de canto, e o cavalo partiu em disparada.

— RENESMEE! — ouviu o grito do pai. Preferiu não olhar para trás.

Correram por horas, até estarem bem distantes da mansão dos Cullen. Renesmee sentia-se enjoada, mais do que o normal.

— Jack… pare — pediu.

Jacob parou sob uma árvore e a ajudou a descer. A ruiva curvou-se, vomitando.

— Nessie, amor, estais bem? — perguntou ele, erguendo-a e fitando-lhe os olhos.

— Sim… eu…

— Você o quê? — insistiu Jacob.

Renesmee engoliu em seco, retirou o vestido e abriu o espartilho com dificuldade. Jacob observava, confuso. Por fim, ela ficou apenas com as roupas de baixo. Respirou fundo, tomou as mãos dele e as colocou sobre sua barriga, onde havia uma pequena protuberância. Jacob franziu o cenho e, em seguida, sorriu de canto.

— Vósmecê…

— Estou esperando um bebê — disse Renesmee, com os olhos cheios de lágrimas.

Jacob sorriu abertamente, puxou-a pela cintura e a abraçou com carinho.

— Por Deus… obrigada… eu te amo! — disse, secando-lhe as lágrimas.

— Eu amo você — declarou Renesmee, antes de ser tomada por um beijo apaixonado. Jacob a girou no ar.

O mundo podia estar acabando, mas ela estava nos braços de seu amor — e isso era tudo o que importava.

Notas finais
Gostaram? Sim? Não? Comentem !!! Beijos