Meu amor veste Dior.
26 Surpresa
Notas iniciais
Ao receber sua estimada alta do hospital, Jane passou em uma loja de brinquedos no shopping, comprou para todos as crianças brinquedos para cada idade. A assistente social havia mandado para a morena um relatório com a quantidade das crianças, e suas respectivas faixas etárias, para os meninos mais velho, comprara a nova edição do PlayStation, para os de menos idade um Xbox360 com direito à Direct — justamente para não dar brigas — comprou também mais duas televisões, para que não haja brigas por causa do aparelho, e os brinquedos para as idades restantes.
Por volta de duas horas de compra, Jane pede para que o caminhão entregue no endereço do orfanato todas as encomendas, ela saíra antes mesmo dos ajudantes da loja empacotarem os brinquedos e colocarem na caçamba do caminhão
***
Era pouco mais do meio dia, quando Jane bateu à porta da casa enorme que era um pouco mais afastada do centro, foi recebida pela assistente social, que ficou feliz em saber que ela estava cumprindo sua promessa.
— Entre, Jane. Fique à vontade.
— Obrigada. Onde está o Matthew?
— Vou chamá-lo, se quiser aguardar aqui, fique à vontade.
Jane ficou esperando pelo garotinho na sala de estar, era enorme. A casa realmente parecia acoplar todas as crianças que ali viviam. Era triste saber que, aos dezoito anos, tanto os meninos quanto as meninas que não tiveram a sorte de ter um lar, sairiam da casa para viverem suas vidas, e meter-se sabe-se Deus aonde. Jane sempre fora altruísta, humanitária, e gostava de dar chances para as pessoas, afinal, todos precisam de uma chance, não é mesmo? Teve uma ideia, iria ligar para sua mãe, mas ouviu uma voz que aprendera a gostar em menos de poucas horas.
— JANE — gritava Matthew correndo para o lado da mulher.
— E aí, garotão. Senti sua falta — abraçou-o.
— Você veio...
— Claro que sim, promessa é dívida. Eu trouxe um presente pra você — colocou-o no chão — lá está, vai pegá-lo.
Ao abrir, a boca da pequena criança se formou em um O, era um mini cart da Hot Weels, vinha com quatro carros de corrida e quatro controles remotos.
— Pra você brincar com os seus amigos, e não se preocupe, logo o restante dos presentes irão chegar para todos vocês.
O menino abraçou Jane novamente, até que eles foram chamados para almoçar.
Jane estava se divertindo com aquelas crianças, e com os mais velhos, que agiam como se fossem irmãos mais velhos dos menores, rindo e contando piadas, eram uma grande família. Sentiu-se emocionada, e prometeu a si mesma que conversaria com Maura, para saber qual seria a opinião dela sobre fazer um trabalho com todas aquelas meninas e meninos que iriam sair de lá um dia.
***
Quando o caminhão de brinquedos chegou até à casa, as crianças ficaram alvoroçadas, as meninas mais novas amaram suas bonecas e casinhas da Barbie, as outras também, os meninos ficaram encantados com o Cart de corrida já maior, e os vídeo-games, Jane explicara o porquê havia comprado dois, o que foi bem entendido pela diretora Eilen, e o restante dos funcionários. Mathew não saía do lado da morena, sempre brincando com ela ou de bola, ou com seu mini cart.
Aquele tinha sido um dos melhores dias da vida de Jane.
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