Meu amor veste Dior.
22 One and Only
Notas iniciais
Ao ouvir o que Jane havia lhe dito, Maura ficou por alguns minutos calada, sua mente estava “a milhão” várias coisas passaram pela cabeça da loira, ela sorria para Jane, e os minutos estavam passando e a aflição da morena estava se elevando a picos altos demais. Em contrapartida, a morena estava totalmente em desespero, o silêncio de Maura era gritantemente tortuoso.
“Fala alguma coisa, Maura. Caramba!” a loira riu do desespero da mulher à sua frente, mas ainda não havia respondido nada para ela. A verdade era que Maura queria sim, casar-se com a mulher que estava parada na sua frente, mas se a vida delas estavam agitadas apenas namorando, imaginam casadas? A mídia inteira cairia sobre elas, elas seriam o foco do momento, e depois do que Maura passou, ela não queria estar em evidência por um bom tempo. “Jane, eu quero muito me casar com você, mas… Você não acha que está muito cedo? Veja bem, faz alguns meses que a mídia aparentemente esqueceu dos nossos nomes depois daquela confusão no Brasil, não acha que podemos esperar só mais um pouquinho?” Jane olhou para Maura sem acreditar no que ela estava falando, passou a mão pelo cabelo, em seguida prendendo o num coque frouxo, cruzou os braços, não gostando da resposta “Não gostei. Me senti uma idiota. Poxa Maura, eu quase morri pra te pedir em casamento” Maura riu mais ainda do drama da namorada, parou em sua frente, passando os braços ao redor do pescoço da mais alta, beijou-lhe os lábios várias vezes “eu te amo, Jay. E tudo o que eu mais quero na minha vida, é passar o resto dela ao seu lado, pra sempre, até você ficar mais rabugenta ainda, mas temos muito tempo pra isso, concorda?” Jane não queria dar o braço a torcer, nos poucos minutos em que pensou na resposta da loira, ela mesma dera razão para Maura.
“Já que vamos nos casar, mas não agora…” E beijou a boca da loira com toda a paixão e amor, partindo da sala para o quarto.
***
POV – Jane
Maura era uma caixinha de surpresas… o medo de tê-la perdido para sempre alguns meses atrás fez com que eu me sentisse totalmente perdida, mas, também, que eu visse que queria passar a vida com junto dela. Depois que Maura me beijou, e foi para o quarto, eu só pensava em como minha vida deu uma guinada de 360º. Maura era incrível, inteligente, sofisticada (claro, ela era uma Isles), e mesmo ela não exercendo mais a carreira de modelo, ela vive como se tivesse saído sempre de uma revista de moda; seu trabalho como médica estava começando a ascender, e a minha carreira, deu um alto: de jornalista a modelo. Eu não deixei a minha profissão, ainda escrevo para a Império da Moda, eu amo escrever, mas vi, graças a Maura, que também tenho um jeito para estar nas passarelas, embora eu prefira estar dentro da redação.
Sorri e caminhei para o quarto, o sufoco de um sequestro havia passado, os responsáveis e comparsas pelo crime estavam presos, agora, em solo americano… O meu medo ainda não passou, mas eu sabia que eles estavam sendo punidos, e podiam pegar alguns anos de prisão
Caminhei ate o quarto e encontrei Maura já com seu pijama de seda, lendo um livro, deitei-me horizontalmente na cama, e apoiei minha cabeça em sua barriga
“Você consegue ser linda até mesmo de pijama de seda lendo um livro de medicina, Maur” ela riu, e eu acompanhei o som de sua risada, Maura começou a fazer cafuné em mim, e eu mesma não sabia que estava tão cansada a ponto de quase cochilar, se ela não tivesse me chamado. “Você ainda não tomou banho, Jane” SÉRIO? Quem pensa em banho quando tem uma mulher daquelas na cama? Tudo bem que eu estava quase dormindo, mas banho naquela hora não era minha prioridade, não é que eu não gostasse, mas eu estava entrando em um mundo tão bom dos sonhos..
“Really, Maura? Não quero tomar banho” Ela entrelaçou seus dedos em meus cabeços e puxou levemente filha da mãe pensei. “Você precisa tomar banho, não vai dormir comigo suja” Eu não estava suja, eu nem havia trabalhado “Eu sou cheirosa, meu amor. Todas gostam do meu cheiro” Senti que Maura parou de respirar na mesma hora, e então eu me toquei do que eu havia dito fodeu, pensei.
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