Meu Vizinho em Laguna Beach - Parte 1
6 Capítulo 5 - Ficando perigoso!
Notas iniciais
Espero que gostem!
E não me matem pela demora!
Beijos
Bella POV
Eu preciso sair daqui! Eu preciso sair daqui!
Estava deitada nos braços do Edward! Não sei em que horas exatamente pegamos no sono, mas o fato é que nesse momento estávamos dividindo a cama. Seus braços possessivos me agarravam por volta da cintura, e qualquer movimento que eu fizesse, provavelmente o acordaria. E qual o problema disso? Só o simples fato de eu não querer encará-lo logo pela manhã. Já tinha sido loucura o suficiente vir para cá ontem, e mais ainda dormir aqui. Eu também não precisava acordar dando “bom dia” a ele. Fui me virando aos poucos para conseguir sair dali. Substitui meu corpo por um travesseiro, e graças a Deus Edward continuou dormindo na mais perfeita paz. Vesti minha roupa, e sai do quarto. Mas antes, me debrucei sobre a cama e senti o cheiro dele bem de perto. Isso estava ficando perigoso.
Edward POV
- Edward? – ouvia alguém me chamando lá no fundo – Edward Cullen?
- Sou eu!
- Você prestou atenção em alguma coisa que eu disse?
Realmente não havia prestado. Na verdade, estava há quatro dias sem prestar atenção em nada. Na minha mente só vagava a minha vizinha. Que no final das contas, acho que deixou de ser minha vizinha. Desde o dia em que me deixou abraçado a um travesseiro na cama, eu não tinha voltado a vê-la. E agora, não conseguia mais tirá-la da cabeça. Nem da de cima, nem da de baixo. Ela dominava meus pensamentos e meu tesão. Prova disso, era que não havia conseguido pegar mais nenhuma mulher desde que ela deixou a minha cama depois daquela festa. O problema é que cada vez mais eu acreditava que ela tinha voltado a ficar bem com o marido, e aquele dia tinha sido uma despedida. Isso me deixava louco!
- Desculpa, James! Estava perdido em meus pensamentos. Pode repetir? – a reunião com meu assistente não estava rendendo, mas eu precisava tentar me concentrar no trabalho.
- Perguntei se você vai realmente querer tirar a cena do cachorro. Agradou a alguns, apesar de não a todos.
- Vamos tirar com certeza. Tenho que falar com o diretor a respeito disso.
- Acho que ele não irá gostar muito.
- Se ele quiser ir a Cannes, ele não tem que gostar ou desgostar. – James anotou algumas coisas – Acabamos?
- Acabamos! Mas chefe, acho que você está precisando relaxar. Há quanto tempo está sem mulher?
- Há quatro dias, James.
- Isso é muito para você. Tá com alguma na mente tomando o lugar das outras?
- Exatamente!
- Ihh! Então já vi que logo estará comprometido!
- Você sabe que Edward Cullen não combina com compromisso ne?
- Sei! Mas sei também que nunca o vi tão aéreo. Quem é ela?
- Minha vizinha! Muito gostosa e boa de cama. Mas apenas isso!
- Sei! Bem... de qualquer maneira, hoje irei a uma bar com uns amigos e uma gata nova. Se quiser pintar por lá...
- Acho que to precisando mesmo! Te ligo mais tarde para combinar.
James era meu assistente há algum tempo. Sempre soube de toda a minha vida, e me ajudou a enrolar muitas mulheres. Tinha a mesma idade que eu, mas se formou tardiamente nessa indústria do cinema. Posso dizer que era meu braço direito para qualquer coisa.
Confesso que estava animado para sair hoje. Assim pelo menos poderia tirar aquela praga da minha cabeça. E ainda sairia faturando, com certeza. Acho que queria uma ruiva para o cardápio de hoje.
Resolvi tudo que precisava no trabalho, o que demorou consideravelmente, já que estava em outro mundo esses dias. Deixei tudo ajeitado para o dia seguinte, pois esperava estar transando ainda na parte da manhã e não viria trabalhar.
Cheguei tarde no lugar que James combinou. Vi alguns conhecidos, mas ele não estava a mesa. Me sentei com todos e pedi uma bebida. Fui recebido muito bem, apesar de não falar muito com as pessoas que estavam ali.
- E onde está James?
- Está com uma baita gostosa em algum lugar por ai! – respondeu o que eu conhecia como Laurent.
- Aquele lá não perde tempo. E nem eu! Vou rodar por ai e ver se arrumo o que quero para hoje.
Todos riram. Gostaria ter feito uma social, já que eram amigos do James. Mas eu precisava arrumar uma mulher logo e sair dali. E infelizmente o que eu preciso vem antes do que eu gostaria. Andei um pouco pelo bar, e acabei por encostar no balcão. Tinha uma ruiva maravilhosa, do jeito que eu queria ali. Sorri para ela, sorriu de volta. Pronto! Estava na minha!
- Edward! – estendi minha mão em sua direção – Posso te oferecer algo para beber?
- Victoria! – apertou a minha mão e passou a língua pelos lábios – Eu adoraria!
Conversamos por um tempo, mas não estava para perder tempo hoje. Em poucos minutos já estava perguntando se ela queria ir para minha casa terminar nossa conversa. Ela prontamente aceitou. Paguei por nossas bebidas, e me dirigi até a porta. Pensei em passar na mesa para dar um tchau, até para encontrar James, mas desisti da idéia quando senti Victoria arranhando minhas costas por baixo da camisa. Pelo visto, eu tinha me dado bem essa noite!
Estava tudo perfeito até chegar perto da porta de saída. Meu sangue ferveu na hora. Ali, agarrada ao James, ninguém menos que Isabella. Estavam aos beijos, sem respeitar ninguém em volta. As mãos dela grudadas no cabelo dele, enquanto as dele se ocupavam daquela cintura maravilhosa. Os corpos grudados, quase fundidos um no outro! Quem ele pensa que era pra pegar a minha mulher assim? Homem nenhum encostava em Bella a não ser eu. Victoria falava alguma ao meu lado, mas eu não conseguia entender o que era. Não sei dizer como tudo aconteceu exatamente, mas quando eu percebi, já estava afastando os dois e dando um soco em James. Ele me olhou sem entender nada, e a expressão de Bella não era muito diferente. Ignorei todos a minha volta, e puxei a minha mulher pelo braço. Ela ainda tentou relutar, mas acabou por vir comigo. De relance, vi que Victoria ajudava James a se levantar do chão. Eu estava transtornado e não poderia conversar com ele agora. Apenas quando já estávamos do lado de fora do bar, soltei o braço de Bella e olhei para ela.
- Você é minha, entendeu? MINHA! – disse apontando um dedo em sua direção.
Não esperei que ela respondesse e puxei seu corpo para perto de mim. Passei a língua por seu pescoço e apertei forte seus cabelos com a mão que estava livre de sua cintura. Senti suas pernas amolecerem e seu corpo se desmanchar para mim!
- Me deixou louco sumindo desse jeito. – sussurrei em seu ouvido – Nunca mais faça isso!
Rocei minha ereção que já dava sinal de vida em sua barriga. Bella soltou um gemido e fechou seus olhos. Totalmente entregue em meus braços.
- Vamos embora daqui! –ela me surpreendeu ao pedir por isso.
Peguei rapidamente meu carro, sem soltar dela nem por uma fração de segundo. Não queria que ela se desse conta de que eu tinha acabado de ser um idiota. Eu sabia que ela queria aquilo tanto quanto eu, mas eu também sabia que Bella não era mulher de ser controlada por homens.
Mal liguei o carro e já senti aquelas mãos em meu pau. Bella abriu minha calça, enquanto eu dirigia, e começou a me massagear. Aquilo fazia com que eu acelerasse mais ainda. Precisava me enfiar naquela boceta gostosa, que eu já imaginava estar molhada para mim. Era a segunda vez que eu a tirava a força de algum lugar, e parávamos em minha casa. Eu precisava parar de fazer isso. Já estava ficando perigoso demais.
Bella POV
Desde que consegui sair dos braços de Edward sem acordá-lo no domingo pela manhã, eu tomei a decisão de que precisava me afastar um pouco. Juntei algumas coisas e fui passar uns dias na casa de Alice. Precisava de distância da minha casa, ou acabaria por continuar transando apenas com um homem como quando estava casada. E não era isso que eu queria. Eu precisava aproveitar minha solteirice novamente, e tinha que começar logo. Alice me recebeu super bem, mas me fez contar o que estava acontecendo de verdade. Depois de explicar tudo sobre meu vizinho gostoso, eu recebi o famoso sermão da baixinha. “Você está acabando com a sua vida! Esse cara com certeza é encrenca!” e mais todos os blá blá blá que Alice sempre falava. Eu escutei tudo com atenção, e não falei mais nada.
Passei os dias afundada no trabalho! Tom, meu cliente, começou a reclamar do meu humor. Disse que eu estava precisando de um homem, e que se ele mesmo não fosse casado, resolvia meu problema. Mas como estava impossibilitado, me apresentaria um amigo. Gostei da idéia! Carne nova, sexo novo, aventura nova. Tudo que eu estava precisando para tirar Edward Cullen dos meus pensamentos. Confesso que seria difícil! Só de pensar naquele membro duro, meu corpo estremecia e meu sexo latejava. Precisei me aliviar em vários momentos com o vibrador. Atém em meu trabalho, eu tirava uma meia horinha para brincar um pouco. E só fazia quatro dias que eu estava longe daquele maldito.
Tom ligou dizendo que seu amigo James me esperaria num bar hoje a noite. Fiquei animada com a idéia. Acelerei meus afazeres e sai o mais cedo que consegui do trabalho. Assim que entrei no bar, um homem loiro, alto e musculoso se apresentou como James. Hum... gostei! Poderia ser interessante! Não deixei que ele falasse muito, e logo já estávamos nos agarrando.
É... seu beijo era bom, mas nada comparado ao do Edward! Ele tinha uma boa pegada, mas nada comparada ao do Edward. Sua mão apertava minha cintura, mas a mão do Edward era mil vezes melhor. Meu tesão já deveria estar escorrendo a essa hora, mas não era o Edward que estava ali comigo.
De repente, o corpo de James não estava mais colado ao meu. Alias, o corpo dele estava no chão. E em pé, parado a minha frente, Edward! Ou eu estava ficando louca de vez e vendo coisas que não existiam, ou meus pensamentos foram concretizados, e aquele homem maravilhoso estava nesse momento me puxando pelo braço. Tentei reagir, me mantendo firme no lugar que estava, mas a quem eu queria enganar? Eu estava doida por aquilo! Queria mesmo que ele me levasse para outro lugar e metesse em mim a noite toda. Apesar de não ter esse tipo de mulher, que deixa ser controlada por homens, Edward podia fazer o que quisesse de mim! Eu estava louca por ele, pelo corpo dele...
— Você é minha, entendeu? MINHA!
Claro que sou! Sou sua para você fazer o que quiser de mim. Mas nem tive tempo de responder nada. Graças a Deus, diga-se de passagem. Senti minhas pernas virarem gelatina quando nossos corpos se colaram e sua língua passou pelo meu pescoço.
- Me deixou louco sumindo desse jeito. – sussurrou em meu ouvido – Nunca mais faça isso!
Ele queria me matar! Eu tinha certeza disso! Sua ereção roçou em minha barriga e foi nesse momento que deixei qualquer razão de lado.
- Vamos embora daqui!
Eu precisava daquele pau duro e gostoso em mim. Nem perdi tempo quando entramos no carro. Queria senti-lo de todos os jeitos, e comecei por minhas mãos. Abri sua calça, e comecei a massagear seu membro. Percebi que Edward acelerou mais o carro. Que bom! Porque eu precisava tê-lo o mais rápido possível. Passei a língua pela cabecinha e depois por toda aquela extensão. O gosto do pré gozo, já tão conhecido, se apossou da minha boca. Gemi com aquilo! Como pude ser tola de ficar tanto tempo longe, tendo esse homem disponível ao lado da minha casa? Eu era uma idiota mesmo! Continuei a massagear e lamber seu pau. Senti que ele começava a se contrair para gozar, e fiquei preocupada dele perder a direção. Mas em seguida me surgiu o pensamento que se eu morresse agora, morreria feliz sentindo seu gosto. Não parei meus movimentos, continuei até que ele explodisse gritando por meu nome e me chamando de “vadia”, “vagabunda”, “safada” e “gostosa”. Eu adorava ouvir aquilo saindo de sua boca. Era como musica para meu tesão. Só percebi que o carro estava parado, depois que lambi a última gota de seu gozo.
Num movimento muito rápido, Edward deitou seu banco e me puxou pra cima dele. Somente deu tempo de colocar minha calcinha de lado e sentar em seu pau, que já esperava por mim. Agradeci mentalmente o fato de estar de vestido. Enquanto eu rebolava loucamente, Edward investia forte contra meu corpo.
- Minha gostosa! Diz que é minha! Só minha!
- Só sua! Só desse pau gostoso. – eu falava e gemia ao mesmo tempo.
Minhas palavras não faziam sentido, nem tão pouco as dele. Nós estávamos perdidos um no corpo do outro e só isso importava agora. Acelerei um pouco meus movimentos, quando encontrei o ponto certo do meu prazer. O calor do meu corpo fez com que Edward enrijecesse mais ainda dentro de mim. Entre gemidos e gritos, chegamos juntos ao ápice. Tinha alguma coisa diferente dessa vez. O prazer pareceu se prolongar por mais tempo, e a explosão foi muito mais forte. Era um misto de saudade, reconhecimento de corpo e necessidade. Nunca havia sentido nada parecido. Era como se nossos corpos se conhecessem e estivessem nos agradecendo por termos unidos um ao outro novamente.
Foi difícil voltar a respirar! Foi difícil voltar a se mexer. Resumindo, foi difícil voltar a fazer qualquer coisa. Me dei conta de que já estávamos em frente a sua casa. Deitei meu corpo no seu, tentando me acalmar um pouco.
- Por onde andou? – Edward sussurrou em meu ouvido.
- Longe de você! – fui sincera.
- Não faça mais isso, por favor! Quase enlouqueci sem seu corpo.
- Comigo não foi muito diferente! Mas eu acabei de me separar, e não era bem isso que estava pensando para recomeçar minha vida de solteira.
Edward agarrou em meus braços e levantou meu corpo para me olhar.
- Você se separou? – só então me dei conta de que ele não sabia disso ainda. Corei um pouco.
- Sim! Da última vez que estivemos juntos, eu já estava separada!
- Eu pensei que você havia voltado as boas com seu marido.
- Eu estava na casa de uma amiga!
Era uma conversa estranha. Não sei se por conta do prazer que acabamos de ter, mas parecia que éramos amantes apaixonados que só precisávamos aceitar esse fato para ficarmos juntos. Claro que não era isso que estava acontecendo. Eu não tinha me separado para isso, e Edward era muito galinha para querer isso. Ficamos um tempo olhando um para o outro, até que a boa de Edward alcançou a minha pela primeira vez aquela noite. Que beijo! Que boca gostosa! Que homem perfeito!
Saímos do carro e entramos em sua casa. Riamos feito adolescentes que tinham acabado de fazer merda no carro. Já entramos nos beijando e indo direto para a cama. Senti aquele pau, aquela língua e aqueles dedos entrarem mim incontáveis vezes. E a cada investida, eu ia a loucura! Edward estava do mesmo jeito que eu! Um tão entregue ao outro, que se fossem outras pessoas ali, eu poderia afirmar que tinha algo além de tesão e sexo rolando ali!
O sexo papai e mamãe parecia uma coisa proibida entre a gente. Queríamos gritar, gemer e gozar alucinadamente; nada calmo, nem nada delicado. Isso estava fora de questão em nossa cama, ou sofá, ou chão, ou qualquer lugar...
O da já tinha amanhecido quando nos demos por vencidos. Confesso que já estava um pouco ardida, e precisava de um descanso. Estava nos braços de Edward, enquanto ele fazia carinho em meus cabelos. Era um momento intimo, que nunca havíamos dividido. E ficou ainda mais intimo quando ele iniciou uma conversa.
- Você já conhecia o James?
- Não! O conheci hoje. Tom me apresentou.
- Tom Sundley?
- Sim! Meu cliente. É por conta dele que estou aqui.
- Aqui em Laguna Beach?
- Sim! Estou o acompanhando em seu filme. Devo voltar para Nova Iorque em um mês.
- Um mês? Só isso?
- Já estou aqui há quase quatro. Tom já está terminando seu filme. Não vou ter mais trabalho por aqui depois disso.
- Isso significa que só tenho mais um mês com você?
Essas palavras me atingiram mais do que eu esperava. Eu também não queria só mais um mês daquele homem.
- Sim! – saiu como um sussurro.
- Então façamos um trato! – olhei para cima esperando por suas palavras – Durante esse mês aproveitaremos um ao outro. Não quero ficar te tirando a força dos lugares. Quero que fique ao meu lado até ir embora. Acho que me viciei em você.
E eu também havia me viciado dele. Ponderei por alguns minutos aquela proposta. Lógico que eu estava louca para aceitar, e que era exatamente isso que eu queria. Mas também me lembrei de que não foi pra isso que me separei. Se colocasse em uma balança, com certeza ficaria com Edward o tempo máximo que pudesse. Então deixei que minha resposta correspondesse apenas as minhas vontades e necessidades imediatas.
- Trato feito! Mas adiciono uma clausula nele.
- Qual?
- Não quero vê-lo transando com outras mulheres em sua varanda nesse período. Leva para o quarto, para a cozinha ou para onde quiser. Mas na varanda não.
- Acho que você não entendeu muito bem a minha proposta. Ela inclui exclusividade um sobre o outro.
- Ah!
Foi tudo que consegui falar antes de avançar em sua boca. Era mais que entendível que estava dizendo um “sim”. Agora era aproveitar ao máximo esse próximo mês! Não tinha duvidas de que seria o melhor mês de sexo da minha vida!
Notas finais
Mereci reviews?
Beijos
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