Meu Vampiro
1 Escuridão
Vai meu vampiro
Pelas noites tão escuras
Foges, Gritas
Mas ninguém o escuta
Toda essa agonia um dia sara,
Não sabes não a que ponto eu te amei
Vai, vai sim, mergulha naquela escuridão, se perca em loucura
Porque por você, mergulhei na mesma, para esquecê-lo
Mas a unica coisa que eu encontrei foi você me dizendo
Minha vida, minha vida, não me quer mais do teu lado?Quero minha vida de volta, mas ela está com outro rapaz talvez.
As palavras me atingiam como flechas, atravessavam todo esse forte escudo.
Não ia derramar lágrima alguma, mas depois daquilo não vi mais sentido
Foi como perder a noção, de espaço, lugar e tempo.
Minha alma e sanidade, de mãos dadas com os sentidos, foram todos embora
Amei ao ponto de desdobrar fibra por fibra do meu coração
Que agora nem batia
Que agora nem sentia
A dor era tão intensa
As lágrimas caiam involuntariamente
Eu, naquele estante me vi morrer, na escuridão, sem mesmo tempo de dizer
Um último eu te amo ao meu vampiro
Cresci, vivi e morri por ele
Senti tudo, senti o calor do corpo dele procurando por ela
A vida, porque não eu a vida?
Eu me dobrei e desdobrei, mas nunca tive nem um minuto
Fixo nos olhos dele
Eu consegui
Tudo bem, vampiro
Vagues a noite e me deixes morrer
Será melhor do que sentir o seu imenso amor
Para uma coisa que foi embora
Que nunca te deu valor
Mas corra atrás dela, e sim me deixes morrer.
Vagues na escuridão que me deixou, vá a procura de sua vida, que agora pertence uma um medíocre rapaz.
Agora que me vejo a morte pergunto me
Como gostar de algo que é nunca foi capaz de amar?
Cultuei-ti tão oculto, cultuo-ti ainda
Mas agora minha alma foi totalmente entregue a ti Vampiro,
Teus olhos ora tão claros ora tão escuros
Cobertos de um cego amor
Que nunca vira a ser correspondido
Vagas essa escuridão
Mas vá Vampiro e me deixes morrer
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