Meu Tudo
9 Capítulo 8
Notas iniciais

P.O.V Clara
— Não é um “encontro” Priscila. —Expliquei mais uma vez só naquela tarde para Priscila, que estava na frente do meu guarda roupa. —Pare de analisar minhas roupas. —Falei pela milésima vez. Ela estava a mais ou menos 15 minutos analisando meu guarda roupa, segundo eu entendi, ela que escolher a roupa que eu vou usar hoje.
—Que seja Clara. Ele é lindo, merece que você vá linda. —Tirou uma blusa do guarda roupa, mas, pois de volta no lugar depois de analisa-lá.
—Minha mamãe é linda, tia. — Falou Julia que estava sentada na minha cama com sua boneca.
Priscila riu.
—Isso eu sei jujuba. —Ela tirou uma saia, analisou e colocou em cima da cama. —Mas, eu quero que ela fique espetacular. —Falou se virando para mim e Julia.
Eu rir alto.
—Ok, deixa que eu consigo ficar “espetacular” sem você no meu pé mocinha. Pare de bancar a melhor amiga sabichona. —falei, conseguindo finalmente tira ela da frente do meu guarda roupa.
—Ah, agora eu sou a melhor amiga sabichona? —Ela serrou os olhos. Eu conhecia esse olhar, ela estava me xingando de todos os nomes possíveis. E eu tenho certeza que não são tão agradáveis.
—É, é sim. —Falei e também serrei os olhos, mostrando que entendi os seus palavrões e mandei outros bem mais feios para ela.
Ela riu alto.
—Hum… São 19:30 —Ela olhou no relógio de pulso. —Hora da senhorita, ir se arruma. —Falou pra mim
—Que? Não, esta cedo ainda, antes das oito e meia eu começo a me arruma. —Falei me sentando na cama e brincando com a barriguinha da Julia.
—Nããão. Ta Louca? Têm que começa agora, já raspo as pernas? Raspo tudo mesmo? — Ela falou dando ênfase no “tudo”
—Sério Priscila? Vai te cata. —Peguei uma almofada e joguei nela.
Ela continuou rindo.
—Cara é sério, é um encontro têm que está preparada pra tudo. —Ela explicou e sentou do meu lado na cama. —É outra, você não “dorme” — Sim, ela fez um parentes na palavra dorme. —… Com alguém a um certo tempinho. Não acredito que ainda tá de recesso deste de o pai…
—Cala boca Priscila. —Joguei outra almofada nela com força.
—Filha da p… — Ela se calou no meio do palavrão, por conta da Julia. Pelo menos a filha de uma égua, tinha respeito pela criança. —Doeu. —É pegou o seu celular pra ver alguma coisa.
—Filha, está com fome? —Perguntei pra minha pequena passando a mão em seus cabelos.
—Não, nem um pouquinho. —Ela balançou a cabeça junto com as palavras.
Eu ri. É comecei a fazer cosquinhas em sua barriga, seu ponto mais fraco. Eu amo o jeito que ela começa a rir quando recebe cosquinhas.
—Jujuba nós vamos embora, deixa a sua mãe chata, se arrumar.
— Tia, a Deise pode ir também? —Perguntou minha pequena se levantando da cama.
—Pode, mas ela tem que ir sentadinha na cadeirinha. Combinado? —Disse Priscila
—Tá. —Minha pequena concordou animada com a cabeça.
—Filha, vai pegar a mochila que está lá em cima da sua caminha. — Falei para a Julia sobre, a mochila que deixei arrumada com tudo que ela poderia precisar em cima da cama.
Ela concordou é foi pro quarto dela.
—Obrigada. —Falei pra Priscila.
—Que nada, me agradeça amanhã, quando você vai em conta tudinho desse encontro.
—Pode deixa.E não é um encontro —Disse rindo.
–To pronta. —Julia chegou no quarto com a mochila já nas costas e sua boneca, Deise. Nos braços abraçada.
—Então vamos, seu tio ainda vai pro supermercado hoje —Priscila pegou Julia no colo e fomos as três para a sala.
—Boa noite minha pequenina. —Falei, dando um beijo na sua cabeça, quando já estávamos na porta —Comporte-se.
Ela me deu um beijão de despedida na bochecha.
Eu fiquei brincando com a Julia até o elevador chegar é ela e Priscila entrarem para ir embora.
Entrei de volta em casa e arrumei a cozinha, lavando algumas coisas que sujamos quando lanchamos. Depois, fui até meu quarto escolher uma roupa. Peguei a saia que Priscila tinha escolhido e pus uma blusa tom vinho pra acompanhar. Fui para o banheiro é enrolei o meu cabelo em um coque, já que não queria molhar-lo. Tomei um banho um pouco demorado de 20 minutos. Sai do banho e fiz uma maquiagem simples de pouca coisa.Passei um pouco de escova com secador, para ele ficar mais arrumado.
Coloquei a roupa que separei.Procurei um sapato que desse para ficar confortável com ele a noite toda. Calcei os sapatos escolhidos é peguei a bolsa enquanto a campainha ecoava pela pequeno apartamento.
Fui até a porta e á abri.
—Uau. —Arthur falou quando me viu. É sim, me deixou com um pouco de vergonha. — Você está linda.
—Você também.
—Já está pronta? —Ele perguntou
—Sim.
—Vamos?
—Claro. —Sorri animadamente para ele.
Descemos até a garagem é formos no carro do Arthur. Durante caminho liguei o som e fomos ouvindo Charlie Brow Jr.
—Quer dizer que, alguém gosta de skate rock? —Brinquei enquanto uma das músicas começava.
—Já tive minha época de adolescente. —Ele disse rindo é dando de ombros — Esse é uma playlist que a minha sombrinha me deu baixada no Ipod.
—A mesma do Absorvente? —Perguntei
—É, a mesma. Ela faz meio que o tipo de garota, "ando de skate e pinto o cabelo de várias cores possíveis." —Ele disse.
—Qualquer dia você me apresenta essa sua sobrinha, ela parece ser legal.
—Qual é, não me diz que você era esse tipo de adolescente? —Ele parou em um sinal
—Que?! Aos meus treze, quatorze anos deixei de ser loira é virei as cores do arco-íris no cabelo. —Falei de uma forma convincente para que ele pensa-se se verdade.
Ele me olhou meio incrédulo. —Você não tá falando sério, né?
—Claro que não! –Comecei a rir. –Mas, a sua sobrinha parece ter atitude. Gosto de garotas assim.
—É muita, você nem imagina.
Fomos o caminho inteiro conversando, ele era um cara muito legal. Me fez rir o caminho inteiro. Chegamos na frente de um barzinho muito aconchegante, Arthur disse que era de um dos seus amigos de faculdade. Entramos é o tal amigo do Arthur veio o cumprimentar. Ele me apresentou, é parece que o Jorge, amigo do Arthur. Gostou de mim.
Sentamos em uma mesa próxima do balcão, mas um pouco afastada do movimento do “salão principal”.
—Olha, você me desculpa se não foi um lugar muito bom…
Eu rir dele.
—Arthur, eu adoro lugares assim. Não se preocupa. —Um garçom veio até nós e deixou o cardápio. —Pra te fala a verdade eu até prefiro lugares assim, eu gosto de ver gente se divertindo, rindo.
—Entendi. Eu fiquei meio que com o pé atrás em te trazer aqui, sabe?
—Cara, não se preocupa. —Falei rindo e vendo o cardápio —Meu Deus, aqui serve batata frita. Melhor lugar do mundo. —Falei já chamando o garçom.
É, ele ficou rindo de mim só porque eu amo batata frita.
Pedimos uma porção de batata frita. O Arthur pediu uma cerveja é eu pedi um copo de vodca com limão.
—Eai me conta, as suas longas histórias. —Ele disse bebericando sua cerveja e rindo de leve.
—Na verdade, não são tão longas assim, são complexas. É , uma historia se interliga a outra. É complicado até.
—Me conta. Prometo presta bastante atenção na aula. –Ele disse fazendo graça.
Eu ri. —Ok, vou tentar simplificar para você.
Eu contei tudo de uma maneira pra que ele entende-se é não me acha-se uma louca. Desde quando eu fui embora até agora que eu voltei. Ele me escutava é bebia a sua bebida. As vezes fazia sinal que sim com a cabeça pra mostrar que estava entendendo.
—Deixa eu ver se eu entendi. Você escondeu do pai da sua filha que ele é o pai dela?
—Ah, Arthur eu expliquei oque ele fez.É isso me magoou. —Falei
Ele pareceu pensar um pouco enquanto bebia sua cerveja.
—Você quer castiga ele. É isso não é certo, Clara. —Ele falou me olhando. Eu nunca tinha pensando como um castigo. —Olha, ele pode ser oque for mas é o pai dela.
— Que seja, minha filha não precisa dele. —Dei de ombros e bebi a bebida do meu copo.
—Ela precisa. Ou você acha que não vai chegar um dia em que ela vai pergunta. Que ela vai ver os amiguinhos na escola sendo todos acompanhados pelos pais e ela não. Ela vai precisar dele.
Ele dizia com tanta firmeza, parecia que ele havia vivido algo parecido, me deixo intrigada, mas preferir não pergunta.
Porém, nesse momento, eu não via o Arthur como vizinho nem como um possível affair. Ele estava sendo meu amigo, ele poderia dizer que eu estava certa. Defender o Diego, mais não. Ela estava dizendo às coisas que eu precisava ouvir.
—Eu ainda não posso contar, eu não aguento. –Falei desviando o olhar para qualquer lugar do bar.
—Ok, Clara. Espere o seu tempo, mas não deixa ser tarde demais. —Ele disse segurando as minhas mãos. Ficou um clima até que estranho na mesa, mas logo Arthur o cortou é começou a conversa de outros assuntos, sempre me fazendo rir.
Avistei uma cabeleira Ruiva ser aproxima, era a Charlotte. Reconheço ela apenas pelo cabelo.Sempre linda, ela chamava a atenção de alguns homens do bar mas ela parecia nem se importa. Veio até mim sorrindo.
—Ai meu deus, a Londrina resolveu sair de casa. —falou ela rindo e me abraçando
—Charlotte, você fala como se eu não sai-se de casa. —Falei depois do abraço
—Quase nunca. —Ela riu. —Oi. —Ela disse para Arthur.
—Oi .—Ele respondeu sorrindo aberto.
—Charlotte esse é o meu vizinho, Arthur. Arthur essa é Charlotte, minha amiga de escola. —Apresentei os dois.
—Prazer. —Charlotte sorria para ele enquanto apertava a sua mão. —Parabéns por arrancar ela de casa. — Ela riu
— A gente sempre tenta. —Ele disse.
—Ou, eu ainda estou aqui, ok?! —Falei rindo chamando a atenção dos dois.
—Ei, têm que sair mais de casa beber, se diverti. —Falou Charlotte
—Eu prometo, que eu vou sair mais vezes. —Eu disse
—Assim que eu gosto de ver. Bom, se vocês me dão licença eu vou ali com as minhas amigas, que aliais não param de te secar, viu mocinho. —Charlotte disse para Arthur, que acabo ficando meio sem graça.
Nós rimos. Abracei Charlotte mais uma vez é ela volto para perto das amigas. Sentei na mesa com Arthur é ele estava sorrindo bobo é olhando pro copo mordendo os lábios.
Eu rir dele. —Se quiser eu te passo o número dela. —Falei chamando a sua atenção,depois de ver a carinha dele.
— Clara! —Ele falou espantado é meio envergonhado.
—Que?! Eu dou mesmo, vai querer? —Ofereci mais uma vez.
Que feio Clara, eles se conheceram hoje é você já ta jogando ele pra cima da sua amiga. Mas parando para observa eles dois bem que soltaram sorrisos demais um pro outro. Ai tem, é eu conheço bem quando a Loitte se interessa por alguém .
Ele riu da minha cara.
—Eu vou no banheiro. —Avisei pra ele.
Fui até o banheiro do Bar, é era bem limpinho se você quer sabe. Enquanto fazia xixi, percebi alguém entrando, mas pouco me importei. Sai da cabine para lavar minhas mãos e dei de cara com Nathalia.
Sorri para ela é fui lavar as minhas mãos.
—Como você consegue? —Ela me perguntou enquanto lavava as mãos também.
–Consigo? –Falei não entendendo sua pergunta.
—Os homens. Sempre os mais bonitos, os mais interessantes. Me diz, você já transou com esse? Vai sumir depois desse pra onde Itália, Miami, Portugal?
Como hoje eu não estava com o menor saco pra gente igual à Nathalia, dei um sorriso pra ela é andei até a porta.
Ela foi um pouco mais rápida é pegou no meu braço me virando.
—Eu te fiz uma pergunta. —Ela disse próximo demais a mim. Pude sentir o bafo de álcool.
—Nathalia, entenda. Você sempre teve inveja de mim, e pior de tudo é que eu nunca me importei com você. Agora se os “mais interessantes ou os mais bonitos” não se interessam por você, o problema não é meu. —Me soltei do braço dela e voltei a andar até a porta.
Ela se meteu na frente da porta.
—Você é uma idiota, pode até ter os mais bonitos é legais Clara, mais sabe qual é o teu problema. Ah, você têm um probleminha —Foi irônica —, é muito sem sal. Não consegue segura um homem. Fico gravida porque? Queria segura algum londrino? —Ela me provocou.
—Cala a boca. —Falei dando um tapa na sua cara, somente por te posto a Julia no meio dessa conversa sem cabimento. —É se não “seguro” um homem é por que todos com que eu me relaciono gostam de vadias feito você. Sabe, carne barata todo mundo corre é compra. —Falei seca e áspera.
—Tão carne barata, que fiquei com o teu tão amado namoradinho. —Jogou na minha cara após passar a mão no rosto onde eu havia batido.
—O Diego é você se merecem. Faça bom proveito, aliais, tenho dois palitinhos usados ali. Se você quiser, depois que eu for embora pode ir lá é pegar pra você. —É enfim sair do banheiro.
Pedi um copo de água no balcão e fui até a mesa. Antes, claro que; Respirei algumas vezes para dissipar o ódio que eu estava da Nathalia. Sentei na mesa com Arthur é ele estava rindo.
—Não preciso mais que você me der, eu peguei o número. —Me mostrou um papel, com as letras cursivas da Charlotte escrito nele.
—É, to vendo. —Falei de bom humor.
Olhei no relógio é se passavam das uma é meia da manhã.
—Já quer ir? —Ele me olhou assim que bebi a água.
—Eu não quero estragar a sua noite. Se não quiser ir, não têm problema.
—Não, vamos. Amanhã vou viajar com os meus irmãos é quero pegar estrada antes do engarrafamento. —Ele falou chamando o garçom que trazia a nossa conta.
Ele não me deixou pagar, nem me deixo sequer olhar o papel. Formos para o carro é o caminho até o nosso prédio foi do mesmo jeito, eu fui rindo do Arthur imitando o cara da radio.
—Obrigada pela noite. —Falei da porta do meu apartamento.
—Imagina, eu que agradeço. —Disse ele educado.
—Boa noite, ah. Boa viagem.
—Boa noite.
Entrei em casa é fechei porta. Tirei logo os sapatos é me joguei no sofá. A noite foi ótima. Até a parte da Nathalia foi boa, eu falei meias verdades na cara dela aquela vadia merecia.
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