Notas iniciais
Fiquei super feliz com os reviews, agradeço muito a vocês e boa leitura!

— Calma Caroline, eu não vou morar lá, nem você, vamos apenas passar 2 semanas lá ok? – Alertei revirando os olhos e tirando algumas peças da mala que Caroline havia feito.

— Tira a mão daí agora Elena Gilbert! – Berrou como se eu estivesse assaltando alguém. Teríamos que ir para a casa de Steff antes de ir para a casa de praia, teríamos que ir no carro do pai dele por que agora eu era “namorada” dele e Caroline obviamente não iria sozinha, então ela está toda apavoradinha atrás de roupas que não existem, fazendo mala de mudança, por que não existe um Manual de Caroline Forbes?

— Estão prontas? – Perguntou Steff encostando no batente da porta do meu quarto.

— Não! Parem de me apressar agora! – Gritou Caroline colocando as mãos na cabeça estérica e eu e Steff tampamos os ouvidos e ela foi no banheiro pegar alguma coisa.

— Aqui Steff, a minha bolsa está pronta. – Sorri entregando a bolsa que Caroline havia feito pra mim.

— Eu não terminei ainda faltam algumas blusas e... – Antes que ela terminasse, fechei a bolsa dela e entreguei a ele também, puxei-a para descer as escadas e minha mãe nos esperava na porta.

— Pegou o cartão de Crédito do seu pai? – Perguntou sorrindo simpática.

— Sim, também estou com o telefone em mãos, qualquer coisa eu ligo mãe, EU ligo, ok? – Deixei bem claro e ela revirou os olhos me abraçando. Deixei-a para trás e entrei no carro de Steff, assim que cheguei em sua casa, que por sinal era muito linda, me passou um calafrio, só não sei te dizer o porque. Quando entrei na sala, coloquei minha bolsa no chão da mesma e um senhor baixinho veio nos cumprimentar, seus olhos eram um castanho idêntico ao de Steff, deduzi logo que era seu pai, cabelos brancos meio gordinho.

— Sejam Bem-Vindos – Cumprimentou o senhor.

— Oi, eu sou Elena e essa é Caroline, você deve ser o Senhor Salvatore, Prazer. – Ofereci minha mão e Stefan gargalhou e o senhor cumprimentou sem graça.

— Não, não, meu nome é Chavier, sou o Guarda Noturno da casa, Senhor Salvatore já está pra descer. – Sorri sem graça e estapeei o braço de Stefan para que parasse de rir de mim, logo um homem alto de cabelos negros, olhos azuis e barba por fazer desceu as escadas, ele era lindo, acho que nunca vi um homem tão perfeito assim em toda minha vida, como ele era gostoso, senhor, me abane.

— Esse é Damon Salvatore, meu pai, Pai Elena Gilbert e Caroline Forbes. – Stefan apresentou e eu o encarei séria esperando qualquer sinal de que ele estivesse brincando comigo, como aquele Deus Grego era pai do Stefan? Minha linha de raciocínio parou quando ele sorriu e beijou o rosto de Caroline, logo em seguida o meu, seu olhar entrou em contato com o meu e se distraio para Stefan.

— Então quem é a garota de sorte? – Perguntou extrovertido e sua voz era tão máscula e excitante, meu Deus, como vou fingir namorar o filho desse homem?

— Pai, essa é minha namorada. – Apontou para mim.

— Oi? Eu? Namorada? – Encarei Stefan voltando a realidade e Damon abriu um sorriso de lado que podia muito bem me fazer cair para traz. – Ah sim, namorada. – Sorri sem graça. – Prazer. – Apertei sua mão e ele a beijou educadamente com um sorriso sacana no rosto.

— Vou dar algumas instruções a Chavier e já podemos ir, Stefan põem as malas das meninas no carro? – Perguntou para Stefan e eu ainda estava perdida nele, naqueles lhos, naquele sorriso, naquele corpo, naquele cabelo...

— Elena... Elena... Elena! – Ouvi a voz distante ficando cada vez mais alta e um grito que me assustou, dei um pulo e encarei Caroline que estalava os dedos em minha frente para chamar minha atenção. – Me conta, o planeta que você foi visitar é legal? Vamos, Stefan ta esperando a gente. – Chamou e se virou, vi minha bolsa e resolvi pegar, claro que Stefan levaria a da Caroline primeiro. Revirei os olhos e fui em direção a bolsa, assim que eu toquei na alça da mesma minha mão encostou na dele que me olhou e abriu um largo sorriso.

— Deixa que eu levo. – Pediu e eu assenti soltando a bolsa ainda meio conturbada, meu Deus que perfeição, o acompanhei no silêncio até ele parar para fechar a porta, e eu não sabia se o esperava ou se eu continuava, pegaria mal eu o esperar? E ficaria ruim se eu fosse e o deixasse sozinho? Enquanto minha mente vagava nas opções ele já voltava sorrindo, será que ele só sabe sorrir? Meu Deus, to me apaixonando por esse sorriso.

— Então... como conheceu meu filho? – Perguntou me encarando enquanto andávamos, seus olhos entravam na minha alma e eu não sabia como expulsa-lo, talvez por que eu não quisesse.

— Conheço ele desde a 5º Série, sei lá, acho que me apaixonei por ele nos 34 minutos do 2º tempo. – Disse a primeira coisa que veio a minha cabeça, só tive experiências com o amor na 7º série e foi com o Matt, depois disso? Nunca mais me apaixonei ou amei alguém, nem se quer lembro a sensação, ele como de costume abriu um de seus sorrisos irônicos.

— Conheceu a mãe dele? – Perguntou colocando minha mala no carro.

— Sim, ela era grande amiga da minha mãe, meus pêsames, deve ter sido uma perda dolorosa. – Me senti levemente atingida pela sua mudança repentina de expressão.

— Bom, eu e Stefan já superamos, até por que todos se vão um dia. – Ele foi frio com as palavras, um tom amargurado que logo foi substituído por um de seus sorrisos, fechou o porta-mala e deu passagem me incentivando com as mãos para passar por ele, para entrar no carro. Assim que parei na porta do Carona, Caroline abriu a janela e eu fiz uma cara de indignada.

— Caroline Forbes! – Gritei e coloquei uma das mãos na cintura.

— Ah, você demorou de mais, se contente com o banco de traz. – Colocou os óculos escuros. Me encurvei para baixo para falar com Stefan.

— E você? Não vai fazer nada? – Perguntei esperando que ele mandasse Caroline sair de lá, mesmo sabendo que não o faria.

— Desculpe Elena, sabe quantas chances eu vou ter de pegar esse carro? Muito pouco posso lhe garantir, não vou sair daqui só por que você quer ir na frente, e bom, Caroline não vai sair.

— Não mesmo. – Completou Caroline e eu bufei entrando na parte de traz, Damon tinha um sorriso de “Bem feito” no rosto que me tirava do sério, nem o conheço direito e já saquei da onde Stefan herdou a chatice, ele tirava uma bolacha da bolsa que estava em seus pés e comia tão rápido que quando você achava que ele tava na primeira bolacha, já estava no segundo pacote.

— Quer? – Ofereceu o biscoito de chocolate com a boca cheia e eu neguei com a cabeça. Depois de um tempo de viajem, Caroline cantava animada e eu quase dormia com a cabeça encostada na janela, meus olhos estavam prestes a fechar quando a cabeça de Damon atingiu meu ombro, tomei um susto e o encarei, com o meu remelexo ele caiu no meu colo e eu levantei as mãos, não sabia o que fazer, acordá-lo? Falar a Stefan? Ou simplesmente agir como se isso não me atingisse. O problema é que atinge, e eu não sei onde colocar minhas mãos. Ele era tão lindo dormindo, mesmo com seus olhos fechados, seu cabelo bagunçado e as linhas de seu rosto dava um contorno perfeito para ser o homem mais bonito do mundo, as bochechas rosadas pelo calor que seu corpo sentia por estar sol, a mão no peito e a respiração que o fazia subir e descer em uma sensação agradável de conforto, passei a mão de leve em seu cabelo e balancei a cabeça ele tem o dobro da minha idade, meu melhor amigo é o filho dele e a mulher dele era melhor amiga da minha mãe. Encostei a cabeça no vidro e fechei os olhos na tentativa de dormir e fazer com que o tempo naquele carro passasse mais rápido.

— Elena, acorda, chegamos. – Chamou Stefan, mas a preguiça me impedia de abrir os olhos. Senti meu corpo cair e com o desespero abri os olhos e apoiei a mão no chão, Stefan abriu a porta do carro e eu cai, a única coisa que conseguia ver era a cara de assustado de Damon, provavelmente acordou comigo caindo no chão.

— Como você é carinhoso meu amor. – Belisquei sua perna e ele passou a mão em cima como se aquilo cessasse a dor.

— Eu chamei ta legal? Você que é preguiçosa de mais pra levantar. – Estendeu sua mão para me ajudar a levantar. Logo Damon estava ao nosso lado esfregando suas órbitas azuis com aquelas bochechas rosadas e o cabelo bagunçado, parecendo uma criança que acordou no meio da noite com medo de trovão.

— Cadê a Caroline? – Perguntei tentando desviar minha atenção daquele homem.

— Foi conhecer a casa. – Respondeu Stefan e eu revirei os olhos.

— Conhecer ou escolher o melhor quarto? – Perguntei e ele sorriu cúmplice, entramos na casa e o lugar era incrível, a escada de vidro que ocupava uma parte da sala com os tons branco, preto e cinza, a cozinha America era linda mais a frente, subi as escadas e encontrei um corredor, as bolsas que se apoiavam em minhas costas foram largadas ao chão e eu corri livremente até o último quarto do corredor, me joguei na cama e fechei os olhos. – Stefan, achei meu quarto. – Gritei da onde estava.

— Bée. – Fez um barulho diferente como de programas de TV quando a escolha é errada, abri os olhos e me sentei na cama. – Esse quarto é do meu pai. – Sorriu torto.

— Qual é Stefan? Olha essa cama, essa decoração, olha esse quarto, ele tem a minha cara. – Fiz beicinho.

— Infelizmente hoje esse beicinho não vai me convencer. – Sorriu irônico, tinha a impressão de que Caroline estava ouvindo, então me levantei sorrindo e fui até ele colocando a mão em sua cintura.

— Olha que esse beicinho já convenceu a fazer muitas coisas. – Sorri triunfal ele se aproximou e mordeu o meu lábio.

— Ham, Ham. – Pigarreou Damon na porta ao lado de Caroline que nos encarava séria fazendo eu e Stefan nos afastar imediatamente

Notas finais
Espero que gostem desse capítulo ! Eu queria ter um sogro desse gente, ai meu Deus u.u