Meu Querido Sogro
20 O Jantar
Notas iniciais

“Para o inocente, o passado pode guardar uma recompensa. Mas para os desleais, é só uma questão de tempo antes do passado devolver o que eles realmente merecem.”
— Emily Thorne
POV DAMON
— Tudo bem Elena... – Ouvi Stefan falando. Eu sei que espiar é um habito horrível, mas foi inevitável... – Aham, claro. – Continuou falando. – Hum... Alguém tem muito dinheiro então. – Ele gargalhou. – Como não? Você já foi no Stars? – Deu pra ouvir a risada dela de longe e emparelhada. – Nem eu! Esse é o ponto, só vai no Stars quem tem grana, pelo menos acertou no carinha. – Ele sorrio e eu revirei os olhos, ele ia levar Elena Gilbert no Stars? Logo a garota que odeia esbanjar qualquer coisa? – Tudo bem, depois me liga e me conta se ele pegou na sua bunda antes de entrar no carro. – Stefan gargalhou e eu fechei as mãos. – Tudo bem então madame, pode dormir aqui sim, mas quero detalhes do sexo. – Ele rio e eu arregalei os olhos, como assim? Sai de perto da porta e desci as escadas, peguei a chave no gancho e fechei a porta, ninguém ia encostar na minha garota.
[...]
Meus dedos batiam constantemente sobre a mesa, olhei ao redor uma, duas, três vezes e nada de Elena Gilbert, muito menos daquele garoto esquisito. Virei meu copo de borbon e enchi novamente o mesmo, assim que olhei novamente para a porta vi a morena entrar aos risos com o rapaz, me ajeitei na cadeira e olhei para os lados nervoso passando as mãos no cabelo, se ela me visse iria surtar. Abaixei um pouco me “escondendo” atrás da mesa até vê-la sentar em uma mesa perto da minha, eles conversavam e riam animadamente, até que ele tocou de leve na mão dela, e... Merda! Meu coração vacilou, Fica calmo Damon, vocês estão tendo um lance, ela não esta errada de querer curtir a vida, mas também não ta certa, na verdade, ela está errada mesmo, bufei, fazer esse joguinho era algo muito infantil, eu devia levantar daqui e ir embora, deixar ela curtir a sua noite em paz e amanhã levar ela para jantar e explicar que do jeito que tava não dava... Virei o copo e deixei algumas notas na mesa me levantando e indo em direção a porta, mas antes de chegar perto da mesa de sua morena, ou perto da porta de saída uma loira conhecida apareceu em sua frente e ele estava tão perdido no sorriso de Elena que não se deu o dever de nem mesmo olhar o rosto da jovem. Murmurou um “desculpe” e tentou desviar, mas a loira segurou seu cotovelo o forçando a olhá-la.
— Ei, não está me reconhecendo Damon? – Perguntou Lexi, sua melhor amiga. Ele abriu um sorriso e a puxou para um abraço, desde sua adolescência eles eram colados, aliás, ela era madrinha de Stefan.
— Você some e eu tenho o dever de me lembrar de você? – Questionou risonho e a loira deu um sorriso irônico.
— Faça me o favor, você não me esqueceria nem se quisesse Damon, não vive sem mim. – Ela jogou os cabelos brincalhona e ele sorrio sem jeito. – Quem é a mulher da vez? – Perguntou olhando por trás do rapaz e tudo que ele fez foi rir colocando as mãos nos ombros dela e a puxando para sua frente.
— Eu estou sozinho Lexi. – Falou sorrindo e ela ficou muda o encarando até começar a gargalhar.
— Você? Sozinho? – Ela ria, sem forçar, gargalhando, e isso era puro encanto da antiga amiga para Damon. – Me engana que eu gosto. Quem é? Vamos me conta! – Pediu sorrindo e olhando em volta, antes que ele abrisse a boca pra responder outra loira o chamou a atenção.
— Essa não, Lexi eu...
— Damon?! – Gritou Maryanne se aproximando dos dois. – Oi Lexi. – Sorrio a loira a cumprimentando com um beijo na bochecha e se virando para Damon. – Você não mudou nada... – Sorria impressionada e abduzida pela beleza de Damon, ela havia se esquecido do quanto aquele cara era bonito.
— Damon, não vá embora sem me despedir, meu namorado ta me esperando, mas passa lá na nossa mesa depois pra gente colocar o papo em dia, beijos Mary. – Se despediu sorrindo e nos deixando para trás. Eu acho que vou surtar, se eu empurrar ela e sair correndo vai ser muito ruim? Essa garota é pior que chiclete.
— Mary, é muito bom te reencontrar, mas...
— Ah, eu levei o bolo... – Fez um bico, não imagino o porque. – E pelo jeito você ta sozinho, não quer sentar comigo? A gente bebe alguma coisa e conversa um pouco, sei lá. — Deu de ombro e Damon já pensava em que desculpa dar para a garota, olhou rapidamente para a morena na outra mesa e um movimento o chamou a atenção, a perna de Elena puxava a do gayzinho de leve, alisando-a de forma sensual. – Então, o que me diz? – Questionou e eu a encarei, meio perdido em pensamentos e assenti, logo um garçom veio e nos colocou em outra mesa, a garota falava, e falava, e tudo que eu conseguia fazer era olhar para a mesa 7 onde estava Elena e Enzo, eu concordava com algumas coisas, ria de vez em quando, mas não ouvia nada do que Maryanne falava. – Eu sofri muito quando você foi embora... – Falou colocando o canudo na boca e eu a olhei por um segundo raciocinando o que ela havia dito.
— Oh... Me desculpe, eu não...
— Tudo bem. – Sorrio colocando o copo sobre a mesa. – Graças a você eu aprendi a aproveitar a vida. – Disse sorrindo maliciosa e eu senti seu pé alisar minha perna até alcançar uma área reservada.
— Ou! – Praticamente gritei. – Eu não acho que você deva... – Comecei e ela se colocou um pouco para frente encostando a mão no menino. – ai meu Deus. – Sussurrei fechando os olhos e empurrando o corpo para trás, me afastando dos seus toques, vi alguém da mesa 7 se levantar, e mesmo de relance percebi que era Elena, olhei-a e ela parecia emburrada, de mau humor ou algo do tipo, ela sorrio pra ele forçadamente e saio em direção ao banheiro, ouvi um barulho e voltei minha atenção para a loira que... Cadê a Mary? Senti mãos abrirem meu zíper e arregalei os olhos e com o meu susto ela bateu a cabeça na mesa o que fez a mesa do lado olhar, sorri simpático acenando e ele sorriram de volta. – O que você ta fazendo? Ta maluca? – Perguntei fechando o zíper enquanto ela tentava abaixar minha calça e eu brigava com ela tentando desfazer isso.
— To Damon, louca, maluca, surtada de desejo por você! – Falou maliciosa debaixo da mesa colocando meu membro pra fora, empurrei ela assustado e me ajeitei levantando, logo ela saiu de debaixo da mesa confusa e descabelada.
— O que foi? – Questionou se levantando do chão e vindo em minha direção.
— Não é esse tipo de relação que eu procuro. – Expliquei dando alguns passos para trás confuso até bater na mesa de trás, olhei para trás pedindo desculpas e senti mãos delicadas puxarem meu colarinho, virei-me irritado segurando suas mãos na intenção de afastá-la, ela tentava de forma desesperada me beijar e eu empurrava ela. Um garçom veio ajudar e ela emburrada e frustrada pegou sua bolsa e saio do lugar soltando fumaça pelo nariz.
— Sua namorada senhor? – Questionou o Garçom rindo e balançando a cabeça negativamente.
— Não! Longe disso. – Vi Elena sair como um furacão do banheiro em direção a mesa de seu companheiro lesado. — Ela é somente uma Malu... – Senti meu coração vacilar novamente. Elena puxou o colarinho de Enzo o fazendo levantar e o beijou, o beijou de forma intensa, um beijou que me transformou em milhares de cacos de vidro minúsculos, assim como o beijo que eu flagrei dela e de Max, meu coração parou, novamente. Sorri para o garçom o dando o dinheiro do "jantar" e saindo pela porta, eu estava irritado, essa definitivamente não tinha sido a melhor noite de minha vida. Primeiro aquela maluca, depois aquele beijo... Eu só precisava da minha casa, do meu Bourbon e do meu sofá.
[...]
Uma batida na porta me chamou a atenção, me levantei contragosto e fui em direção a porta, assim que eu abri encontrei Lexi na soleira da mesma, ela jogou os saltos contra meu peito e entrou na minha casa, se jogou no sofá e pegou o meu copo me encarando.
— Oi Damon, posso entrar? – Falei sozinho. – Claro Lexi, por que não? Sente no meu sofá e beba do meu Bourbon. – Continuei fechando a porta e ela sorrio, coloquei os saltos no chão e sentei ao seu lado.
— Desde quando preciso pedir para entrar? – Indagou e eu fiz cara de pensativo. – Nem pense nisso! – Ordenou e eu sorri.
— Não devia estar na casa do seu namorado? – Perguntei e ela rio entornando o copo.
— Não é você quem sempre fez drama sobre os amigos em primeiro lugar? – Questionou a loira triunfal e eu gargalhei.
— Você tem razão. – Falei suspirando pensativo.
— Ta legal, eu não sou cega, vi a Elena com outro cara na mesa 7. E o que exatamente aconteceu com a maluca da Maryanne? – Indagou erguendo uma das sobrancelhas sugestiva.
— Elena... – Suspirei pesadamente. – Quer mesmo saber? – Questionei e ela sorrio.
— Damon amor, até um cego de olhos fechados enxerga que você e a Elena estão juntos, o lance é saber o porquê ao invés dela estar com você no jantar, estava com outro. – Continuou e eu sorri.
— Ah... Então, acontece que, bom...
— Não enrola Damon. – Pediu e eu suspirei contando a ela tudo que havia acontecido no hospital e na noite em que fui atrás dela, na praça de alimentação e hoje e ela analisava tudo pensativa. – Ok, cheguei a uma conclusão, quer ouvir? – Indagou se ajeitando no sofá e eu assenti entornando um copo. – Ótimo, você é um idiota! – Falou simplesmente.
— Mas eu...
— Mas nada, você é um idiota e fim. – Continuou. – Ela está se vingando e nisso ela tem todo o direito, acontece que ela ta seguindo a regra principal. – Falou apoiando sua cabeça na palma da mão e seu braço estava apoiado no sofá.
— Que regra? – Questionei confuso.
— A Regra que diz: Olho por olho, dente por dente. – Sorrio. – Ela é uma ótima garota Damon, e você vai lá e da uma mancada dessa! Vacilão. – Balançou a cabeça negativamente deitando no sofá.
— Eu não queria me apaixonar Lexi e me apaixonei, ela é perigosa, não quero amá-la, e to fazendo o máximo pra evitar isso. – Falei ajeitando seus pés em meu colo.
— Ta com medo do que Damon? – Perguntou com voz sonolenta.
— Medo de perder ela... – Falei suspirando. – Sempre que eu amo alguém esse alguém se machuca... Foi assim com Rose, e não acho que será diferente com ela, não quero amá-la, não posso... – Falei e olhei para Lexi que estava quase dormindo com um sorriso no rosto.
— Não vai saber se vai dar certo se não tentar seu idiot... – Bocejou. – Me leva pra uma cama? – Pediu e eu sorri.
— Você é folgada. – Falei cruzando os braços e ela sorrio esticando os braços, levantei ela e o cabelo tampou seu rosto, assim que passei pela porta ela fez um barulho e eu me virei encontrando uma Elena de cabelos bagunçados, vestia apenas uma blusa masculina meio aberta e amassada e segurava seus saltos, ela parou e me encarou, passou seus olhos para Lexi e voltou para mim novamente.
— Boa noite. – Falou passando por mim a passos firmes e subindo as escadas, a última coisa que eu ouvi foi a porta do quarto de Stefan bater e o meu sangue subir, isso só podia ser brincadeira!
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