— Ta boa essa camiseta? – Perguntou Damon pela décima terceira vez, respirei fundo e terminei de colocar meus brincos me virando.

— Ta perfeita! – Falei sorrindo e ele revirou os olhos.

— Ta uma porcaria né? Eu não encontro nenhuma camiseta boa! – Falou abrindo seu guarda roupa e eu revirei os olhos indo a sua direção.

— Então vai sem! – Falei. Ele me encarou sério me fazendo rir.

— É sério Elena! Sempre odiei ir conhecer os pais de namorada! É um caos, eu nunca acho que está bom, eles nunca acham que está bom e sempre vem o pai perguntar “Quais são as suas intenções com a minha filha?” – Falou sério passando as mãos pelos cabelos, eu me divertia com seu desespero.

— Sério? Nossa! Então lembre de não agir assim quando for a minha vez ok? – Olhamos em direção a porta da onde vinha a voz e encontramos Emily que correu até mim me abraçando.

— O que você está fazendo aqui? Meu Deus! – Falei ainda a abraçando e nos afastamos.

— Quando Stefan falou que vocês estavam juntos, foi inevitável! Quis vir pra cá no mesmo instante. – Falou me fazendo rir. – Qual é a do desespero dele? – Perguntou erguendo uma das sobrancelhas se referindo ao Damon.

— Ele está surtando por que vai conhecer meus pais. – Falei revirando os olhos.

— Eles me odeiam Elena! – Ele falou e eu bufei.

— Minha mãe te odeia, meu pai não. – Falei vendo ele trocando de camisa de novo.

— Pai, fica tranquilo. – Falou passando a mão no ombro de Damon e ele se virou sorrindo e a abraçando.

— Nem falei com você né? Tudo bem? – Perguntou beijando a testa dela e ela assentiu.

— E ai, ta parecendo um adolescente que vai falar com o pai assassubi da namorada. – Rio me arrancando uma gargalhada também.

— Vocês são muito engraçadas, nossa. – Falou sem humor saindo do quarto e eu e Emily rimos de sua reação.

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— Suspirei fundo e toquei a maçaneta do carro e senti a mão de Damon tocar a minha, me virei para ele e ele sorrio confortante.

— Vai dar tudo certo ta? – Falou e eu assenti dando-lhe um selinho. Sai do carro de forma tranquila e subimos a pequena escadinha, bati na porta e meu pai abriu-a, beijou meu rosto e me abraçou, logo em seguida cumprimentou Damon e deu passagem para que entrássemos.

— Vem Lens, sua mãe está na cozinha... Digamos que ela está, hm... Ansiosa. – Fez uma careta e eu sabia exatamente o que significava. – Amor... – Chamou meu pai e minha mãe desligou o fogão se virando para mim, olhou para mim e Damon. Podia jurar que percebi a respiração dela mudar, ela tirou o avental e veio em nossa direção.

— Elena. – Falou e eu não tirei meus olhos dos seus, queria que ela soubesse que eu a respeitava e não a temia.

— Mãe. – Respondi no mesmo tom ela sorrio forçadamente e encarou Damon.

— Pedófilo. – Sorrio torto.

— Mãe! – Chamei irritada entrando em sua frente chamando sua atenção pra mim.

— Grace! – Gritou Meu pai.

— O que é? Estou mentindo? – Perguntou irônica cruzando os braços.

— Concordou em fazer esse jantar para me insultar? Por que se for isso eu posso sair por aquela porta e desistir da idéia de te chamar de Mãe. – Falei irritada e ela respirou fundo olhando em direção a janela.

— Me ajude com a mesa. – Pediu se virando, mas antes olhou de forma feroz para meu pai, ele fez gesto com a cabeça para que Damon o seguisse e foi andando na frente, puxei Damon.

— Fica calmo, meu pai definitivamente é a parte mais fácil. – Sorri e ele me acompanhou.

— Elena. – Minha mãe chamou e ele beijou minha testa saindo da cozinha. Fui em direção a pia pegar alguns pratos e talheres. – Então... Está mesmo mais apaixonada por ele? – Perguntou se referindo a “ele” com um tom de nojo.

— Eu o amo. – Falei firme e ela rio.

— Você não sabe o que é amor. – Disse com deboche tirando um tabuleiro do forno e indo em direção a mesa.

— E você por um acaso sabe? – Perguntei e ela colocou o frango na mesa e se apoiou na mesma, coloquei os talheres em seus lugares e ela permaneceu no mesmo lugar.

— Esta desperdiçando sua vida. – Disse em tom baixo.

— Desperdiçando? De que forma? Como? Faço faculdade, saio com ele ou com meus amigos, eu tenho tudo que qualquer garota da minha idade quer mãe. Pelo amor de Deus, deixa de ser orgulhosa. – Fui a sua direção e puxei suas mãos. – Olhe para mim, sou sua filha e estou mais feliz que nunca! Fique feliz por mim. – Falei olhando em seus olhos castanhos escuros. – Por favor... – Pedi em um fiozinho de voz.

— Elena... Eu quero o seu bem, tudo o que eu quero é que você se torne uma mulher independente! – Passou as mãos em meu rosto. – Quero você feliz!

— Eu estou feliz! – Falei sorrindo e ela me acompanhou.

— A única vez que te vi assim foi quando você ganhou aquele skate do seu primo... O que eu disse que não ia te dar por ser uma brincadeira de menino. – Sorrio e eu ri junto a ela, ela então me abraçou. – Não estou dizendo que sou a favor. – Falou e eu revirei os olhos.

— Teimosa. – Falei a soltando.

— Igual á filha. – Damon se pronunciou encostado no batente ao lado do meu pai, todos rimos, inclusive minha mãe, que quando percebeu que eu estava a olhando, segurou o riso e voltou para cozinha para pegar as outras panelas.

— E ai, como foi? – Perguntei para Damon indo em sua direção, ele olhou rapidamente para meu pai e sorrio.

— Fácil. – Disse voltando a atenção para mim e segurando minha cintura.

— Odiei esse olhar cúmplice. Eu estou aqui. – Falei sorrindo dando-lhe um selinho e os dois riram.

— Eu nunca vou me acostumar com isso. – Meu pai disse saindo dali nos fazendo sorrir.

— E ai? – Ele perguntou e eu sorri.

— Aparentemente está tudo certo. Acho que já posso voltar pra casa. – Falei sorrindo e ele fez bico.

— Pode? E deve? – Indagou me arrancando uma gargalhada.

— Sim! – A voz de minha mãe invadiu a sala. – Vamos comer? Está tudo pronto. – Avisou se sentando.

— Isso te responde? – Perguntei e ele assentiu puxando-me pela mão até a mesa. Comemos e conversamos, minha mãe fez um questionário sobre Damon, e a cada 3 frases, ela dava um jeito de dar um fora, tirar uma com a cara dele, tentar deixar ele sem jeito ou de estressá-lo, mas não deu certo, ele não ligou, apenas ria e eu ou ele mesmo mudava de assunto, isso acabou aborrecendo ela, acabamos dormindo por lá, graças a minha mãe, eu no quarto e ele na sala, mas de madrugada “alguém” surgiu no meu quarto... Foi um dia agradável, e eu consigo enxergar as coisas se ajeitando.

Notas finais
GEEEENTE *0* Desculpem a demora, a história está feita! Agora falta só postar... últimos capítulos :c