Meu Querido Sogro
27 Casamento
8 anos depois
Respirei fundo e cocei de leve a cabeça e Lourraine bateu em minha mão.
— Se fizer isso mais uma vez eu arranco sua mão fora! – Falou enfurecida.
— Mas está coçando! – Falei balançando as mãos impaciente.
— NÃO FAZ ISSO! – Gritou Elizabeth puxando minhas mãos olhando as unhas que acabará de pintar, uma francesinha simples com um lacinho no anelar.
— Deve ser por causa da química que nunca foi feita neste cabelo! – Falou irritada me dando um puxão nos ombros por eu estar me movimentando de mais.
— Caroline chegou, ela está histérica. – Elizabeth falou arrumando o pequeno borrão que eu fiz quando cocei os cabelos.
— E como quer que eu esteja? – Uma voz conhecida falou e eu virei para o lado vendo uma loira com os cabelos presos em um rabo de cavalo e segurando várias capas de roupas formais, teria reparado em mais detalhes se Lourraine não tivesse virado minha cabeça para frente novamente.
— É tão difícil ficar parada com a cabeça? – Falou enfurecida, devia ser a vigésima bronca que ela me dava naquela tarde.
— Os vestidos de todas as madrinhas e da noiva estão aqui! A maquiagem irá chegar daqui a 30 minutos, cadê a Rebekah? – Perguntou Caroline se jogando no sofá. – Hoje parece estar impossível, por que mesmo que eu aceitei fazer seu vestido de noiva e ser madrinha ao mesmo tempo? – Indagou e eu não me virei, mas conseguia imaginar a loira com as mãos sobre a testa de olhos fechados, sorri de sua histeria.
— 1º Você se ofereceu para fazer meu vestido, foi o seu presente lembra? – Falei e ela rosnou, permaneci rindo. – 2º Sua obrigação é ser a minha madrinha de casamento. – Dei de ombros e Lourraine empurrou meus ombros para baixo. – Ai. – Resmunguei. Me olhei no espelho me perdendo em pensamentos enquanto Caroline continuava reclamando.
Flash Back On
2 anos antes.
— Você está atrasada a exatamente... – Ele olhou no relógio inexistente em seu pulso me fazendo rir e voltou seus olhos azuis para mim. – 20 minutos. – Falou beijando minha testa e eu ri.
— É a minha formatura! Tenho total direito de me atrasar. – Falei sorrindo e ele rio junto. – Por que eu me matei de estudar para poder me formar, é só pra mostrar aos professores quem manda aqui. – Falei fazendo “Marra”.
— Como Caroline diz “ Se atrase 20 minutos e será considerado como charme, se atrase 40 e será tachada de irresponsável.” – Ele falou envolvendo seus braços por minha cintura enquanto entravamos pelos enormes portões da faculdade.
— Em falar em Caroline, ela vem? – Indaguei e ele assentiu tranquilamente e eu suspirei. – Queria que Stefan estivesse aqui.
— Aposto que ele também adoraria estar aqui. – Passou as mãos por minha costas me confortando. – Mas infelizmente, agora que Rebekah está com 8 meses, sobrou pra ele a empresa. – Disse e eu assenti concordando.
— Wendy aceitou a nova irmã bem? – Indaguei pensativa enquanto caminhávamos, estávamos chegando a onde estavam todos sentados e no palco o diretor falava algo.
— Mais ou menos... Ela sempre foi muito apegada a Rebekah, e por causa da gravidez, Rebekah não pode dar toda a atenção e cuidado que Wendy quer. – Suspirou e eu imaginei o peso de ser mãe, não sei se estava pronta pra isso.
— Elena Gilbert! – Dra. Sandra, ou melhor, Sandra me chamou irritada puxando meu braço. – Com licença. – Falou para Damon e ele apenas rio assentindo. – Você está totalmente atrasada! Você sabe que tem que fazer um discurso e fica se arrastando até aqui! O Diretor está enrolando a muito tempo no palco, ninguém mais aguenta ouvir aquele velho falar! – Ela disse bufando e eu ri de sua histeria, ela me lembrava Caroline em sua versão ruiva.
— Estou aqui. – Falei enquanto ela socava a beca sobre mim, tentando passar minha cabeça pela abertura.
— Estou vendo idiota, se você for uma médica atrasada desse jeito... Tenho pena dos seus pacientes. – Ela suspirou abotoando os botões atrás. Sim, acabei me formando como Médica e não enfermeira... Me encantei pelo fato de salvar vidas ao invés de ajudar a salvar vidas, demorou um pouco mais para me formar, mas valeu a pena. Tive que iniciar um estágio (novamente) em um hospital e lagar meu antigo trabalho.
— Vai! – Falou fazendo sinal para o diretor e voltando para mim me entregando um papel e colocando o chapéu azul sobre minha cabeça. Abri a folha e reli uma última vez a minha caligrafia naquele papel até ela tomar o papel de minhas mãos e me empurrar para o palco. Estava cheio, dei passos firmes até o microfone, respirei e recebi os aplausos de boa vinda de todos.
— Bom Dia, acho que eu nunca me imaginei estando aqui... Na verdade, meu sonho era ser astronauta, e acho que fui como qualquer outra criança que sonha alto de mais. – Falei sorrindo e arranco sorrisos alheios, procurei entre a multidão Damon, mas não encontrei, e isso foi estranho... Vi Klaus e Caroline que acenou para mim sorrindo e eu sorri de volta. – Uma hora todos temos que crescer não é? Fazer escolhas reais, errar um pouco até achar o certo, me formei em letras, fiz curso de administração, e decidi ser médica. – Todos riram, achei meus pais que riam orgulhosos. – Por que escolhi medicina? Bom, o fato de estar ali para salvar vidas me atrai. – Sorri sem mostrar os dentes. – Já estive com essa beca antes... Duas vezes. – Todos riram novamente. – E é a melhor sensação do mundo... Mas dessa vez, dessa vez é diferente. Por que sinto que estou no lugar certo, que todos as noite perdidas de estudo valeram a pena! Só desejo sorte para nós, só desejo dinheiro, só desejo sucesso aos mais novos médicos! – Levantei minha beca ao alto e todos aplaudiram meu discurso, errei basicamente tudo que eu havia programado, mas acho que não ficou tão ruim. De repente um som me fez virar assustada, o telão se encheu de cor, meu coração parou ao ver minha imagem com em torno de 19 anos, na casa de praia, quando conheci Damon.
– Da um sorriso. – Ouvi a voz de Stefan e senti meus olhos se encherem de lágrimas, meu Deus o que é isso? Eu e Damon forçamos um sorriso e a mãe de Damon passou atrás empurrando minha cabeça contra a dele eu sorri e ouvi algumas gargalhadas, a imagem mudou, era eu e Damon novamente, agora estávamos em casa, eu cortava algo e ele estava no fogão. – Que tipo de gororoba estão fazendo? – Perguntou a voz de Emily e eu a encarei sorrindo. – Isso não é nenhuma gororoba Emily, é a nosso almoço ok? – Respondi, eu me lembrava disso, tampei a boca com as mãos e senti lágrimas inundando minha visão. – Diz que me ama. – Agora era a voz de Damon, eu já estava com 22 ou 23 anos. Estava deitada e ele me filmando e eu reclamando do flash. – Vou ficar cega. – Reclamei e sua gargalhada invadiu meus ouvidos, parou minha respiração e fez meu coração parar. – Diz que me ama então. – Ele pediu novamente eu sorri tampando os olhos com o braço. – Eu te amo. – Sussurrei e ele rio. – Não ouvi. – Reclamou. – Damon... – Revidei. – Diz. – Insistiu. – Eu te amo. – Falei e ele me beijou. – Damon, ta gravando... – Falei e ele suspirou pesadamente. – Ops... Cena para maiores de 18. – Ele falou e a cena parou me fazendo – e fazendo toda a platéia- gargalhar. O que está fazendo? – Perguntei para Stefan. – Ele está filmando nossa morte. – Damon disse e eu o fuzilei com os olhos, estávamos no meu antigo carro, eu tinha em torno de uns 24 anos, Damon estava no carona e Stefan gravava. – Só quero dizer que eu amo a Rebekah. – Ele disse. – Eu tirei carteira a muito tempo ok? Eu sei muito bem dirigir! – Falei irritada e o carro morreu fazendo os dois rirem. – Não tem graça. – Reclamei e a cena mudou, agora era Rebekah, uma música lenta começou a tocar de fundo. – Eu te amo Amiga, Felicidade e parabéns, estou orgulhosa! Aceite. – Falou sorrindo e a cena mudou para Stefan. – Me desculpe não estar ai hoje pequena, mas eu te amo! Estou orgulhoso de vocês, e espero que aceite. – Falou e eu desabei em lágrimas. Aceitar o que? A cena mudou para Caroline. – É só pra dizer que eu a amo? Não pode dizer mais nada? – Perguntou a loira e eu ri. – Não. – A voz de Damon respondeu e ela fez bico e cruzou os braços irritada e bufou a tela cortou novamente para ela agora sorrindo. – Eu te amo Elena, você é minha melhor amiga e eu... – Damon a interrompeu. – Caroline. – Ela olhou para outro lugar (provavelmente para Damon) todos rimos e ela suspirou sem tirar o sorriso do rosto. – Eu apoio vocês dois! Aceite. – Disse e piscou, a cena cortou para Klaus. – Oi my sweet Heart... Caroline disse que isso soa galanteador, então... Parabéns, Eu te amo e desejo total felicidade a vocês! Aceite. – Ele piscou e apareceu minha mãe e meu pai, eu já estava chorando rios. – Quando eu soube de você e de Damon eu não aceitei muito bem, mas... Agora eu o considero como meu filho. Eu amo tanto vocês Elena. – Minha mãe disse e secou os olhos. – Aceite. – Ela disse e olhou para meu pai. – Vocês tem a minha benção. Amo vocês. – Sorrio. – Elena, aceite! – Pediu e piscou, aceitar o que meu Deus? A tela ficou preta, ninguém mais apareceu, não havia mais música nem nada, então senti alguém vindo em minha direção, Damon, ele segurava um buque de flores, veio em minha direção, deu o buque para mim e ajoelhou sobre o chão, meu coração acelerou.
— Elena Petrova Gilbert. – Chamou e eu sentia lágrimas escorrerem por todo o meu rosto. – Aceita se casar comigo? – Perguntou e eu ri.
— Você é o maior idiota que eu conheço. – Falei e sua expressão se fez confusa. – Odeio e amo quando você faz essas coisas. – Falei o puxando pelo colarinho o fazendo levantar e selando nossos lábios.
— Isso é um sim? – Perguntou quando nos separamos.
— Sim! – Falei o beijando novamente e todos começaram a aplaudir e gritar.
Flash Back Off
— Elena! – Gritou Caroline ao meu lado enraivecida com as mãos sobre a cintura. – Onde você está? Pelo amor de Deus, a maquiagem chegou. – Falou abrindo espaço para uma moça vir em minha direção, fiquei tanto tempo inerte que nem vi quando Lourrane terminou meu cabelo. – Caramba! Todo esse tempo falando sozinha por que minha amiga estava viajando. – Resmungou.
— Me desculpe. – Pedi sentindo a maquiagem se iniciar.
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Meu coração a qualquer minuto iria parar, eu tinha certeza disso.
— Está pronta? — Meu pai perguntou e eu balancei a cabeça negativamente o fazendo rir.
— Você já tem quase 30 anos Elena, claro que está pronta! – Ele afirmou e eu respirei fundo tentando não pensar que eu ia me casar naquele exato momento, mas foi algo meio impossível. – Fica calma. – Ele falou e foi como se essa fosse a palavra mágica, a porta se abriu naquele mesmo instante e meu coração parou, estava tudo tão cheio... Falar para Caroline “Eu quero algo simples.” É o mesmo que falar “Vamos dar uma puta festa.” Mas algo me chamou a atenção, o noivo... Ele estava tão lindo naquele smoking... Seu sorriso de lado que me conquistou disfarçava seu nervosismo que só eu sabia identificar. Caroline e Rebekah estavam deslumbrantes em seus vestidos verde água e branco, Caroline os havia feito, é claro que estariam perfeitos. Respirei fundo, paramos e meu pai me entregou para Damon, os minutos a seguir foram estranhos, não era como se eu estivesse lá, era como se eu estivesse assistindo tudo de cima. Ele disse aceito, eu disse aceito. Nos beijamos. E posso dizer que agora eu entendia por que todas as mulheres do mundo –exceto eu- sonhavam com esse dia.
–--x---
— Você está linda. – Falou Rebekah me abraçando, eu já havia tirado a saia longa do vestido, agora minha saia era até o meio das coxas, meus cabelos já estavam soltos e eu me sentia melhor desse jeito, sem nada me apertando.
— Você também! – Afirmei. – Cadê as meninas? – Perguntei e ela fez cara de perdida olhando em volta. – Bom... – Suspirou. – Wendy saiu por ai arrastando Kath e Hope. – Falou e eu sorri.
— Caroline sabe disso? – Perguntei e ela negou com a cabeça e então rimos. – Kath e Hope sabem andar? – indaguei confusa, a filha de Caroline, Hope, Tinha apenas 3 anos e Katherine, filha de Rebekah tinha 2 anos, Wendy era a mais velha, tinha 8 anos.
— Não... Mas sabem ser arrastadas. Juro Elena, elas parecem bonecas de pano na mão de Wendy. – Ela falou rindo e eu ri junto, senti mãos enlaçarem minha cintura e o peso do queixo pelo cheiro de perfume, de Damon em meus ombros.
— Seu presente chegou. – Ele disse no meu ouvido e Rebekah ergueu uma das sobrancelhas e sorriu maliciosa saindo, então eu me virei para ele.
— Que presente? – Indaguei confusa.
— O segundo melhor da festa. – Falou enquanto eu enrolava meus braços sobre seu pescoço.
— E qual é o primeiro? – Questionei e ele sorrio.
— Eu. – Ele disse e eu o beijei.
— Ele está mentindo. – Uma voz que me causou arrepio nos fez separar e eu me virei vendo meu melhor amigo ali, uma felicidade me invadiu.
— Ai meu Deus, Stefan! – Praticamente gritei pulando em seus braços. – Seu imbecil, como pode ficar tanto tempo longe e se negar a vim no meu casamento? – Perguntei sem sair de seus braços.
— Calma! Estou aqui. – Falou me abraçando forte. Nos separamos. – Jamais faltaria no seu casamento. – Ele disse colocando uma mexa de meu cabelo para trás. – E... Caraca! Como você está velha! – Ele disse e eu torci o nariz.
— E você está tão novo não é? – Falei irônica o fazendo rir. A noite foi tranquila, foi maravilhosa, fomos para o Hawaii comemorar nossa lua de mel e não poderia ser mais perfeito, eu amaria passar toda a minha vida junto aquele homem.
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