Meu Querido Sogro
7 Bom Dia!
Notas iniciais
Então ele colou seus lábios nos meus, sugou de leve eles e entre abriu os lábios, sua língua pediu passagem e eu cedi, suas mãos passaram a segurar firme a minha cintura, nossas línguas ainda estavam em guerra, em uma dança sensual, quando o ar foi necessário ele passou os beijos para meu pescoço
— Que saco vai ser ter que acordar depois. – Reclamei, já esperava cair da cama, do carro, da cadeira de praia, do sofá ou qualquer outro lugar que eu tivesse dormido e sonhado com ele de novo, ele então parou de me beijar e com um sorriso sacana me encarou.
— Acordar? Como assim? – Perguntou com uma das sobrancelhas erguidas e um sorriso malicioso brincava em seus lábios, ele estava mais sexy ainda, os lábios vermelhos inchados e o cabelo bagunçado que eu fiz questão de fazer isso.
— É isso é um sonho de novo, então posso aproveitar? – Resmunguei e o puxei para um novo beijo, suas mãos esfomeadas percorriam o meu corpo por de baixo de minha blusa, impaciente a jogou em algum lugar do quarto, ele chutou com o pé a porta a fazendo bater, saímos andando pelo quarto enquanto nos beijávamos procurando a cama, mas estávamos praticamente dançando, logo achei a cama e ele caio por cima de mim na cama, ele mordeu minha orelha me fazendo arrepiar.
— Não sabe quantas vezes eu imaginei esse momento. – Sussurrou no meu ouvido e voltou a fazer sua trilha de beijos até o meu umbigo e eu o puxei de volta para mim.
— Não sabe como eu sonhei com este momento. – Falei sensualmente perto de seus lábios os devorando novamente, senti seu sorriso surgir no meio do beijo, o virei na cama, ficando por cima, deixando um chupão em seu pescoço, aliás era um sonho, o que tinha de mal naquilo? Tirei sua blusa, e salpiquei beijos molhados e ardentes por todo seu peitoral, ele deixou um gemido escapar e me olhou sorrindo malicioso, seus olhos azuis estavam transbordando desejo, e eu estava do mesmo jeito, senti seu volume sobre a calça e sorri mordendo seus lábios e os puxando de leve. Ele se adiantou em tirar meu short jeans e eu para não ficar em desvantagem me adiantei e tirei sua calça, com tanto gira-gira fomos parar no chão e ele descia seus beijos para minha cintura, quando enrolou seus dedos em minha calcinha para tirá-la ouvimos a voz de Emily.
— Pai? Elena? – Ela estava subindo a escada.
— Droga, De novo isso? – Resmunguei batendo a cabeça no chão, fechei os olhos esperando acordar, ele se levantou e me encarou.
— O que você está fazendo? Vai ficar ai? – Perguntou incrédulo recolhendo suas roupas, minhas roupas e todo o resto, abri os olhos e percebi que não era um sonho, um sorriso brotou no meu rosto, mas logo se desmanchou quando eu ouvi o barulho na maçaneta da porta.
— Droga, droga, droga. – Levantei, olhei para os lados e puxei seu braço entrando no armário apertado e fechando a porta, o cheiro de mofo, droga eu tinha alergia, senti vontade de espirrar, mas eu não podia, então me segurei, fechei os olhos.
— Lena? – Emily passeava pelo quarto me procurando. – Eca, isso é do Stefan? – Perguntou sobre algo, abri os olhos e segurei um riso, ele me encarava rindo comigo, nos encarávamos e assim que ouvimos o barulho da porta se fechando continuamos ali, parte de mim queria sair, aquele cheiro estava horrível, mas a outra parte, queria que aquele momento continuasse, ele me deu um selinho demorado e deixou nossos olhos se encontrarem uma última vez antes de sair e me deixar ali, naquele armário, de roupas intimas viajando nos seus beijos, suas carícias, passei o indicador por meu lábios relembrando tudo que aconteceu nos últimos minutos, sai do armário e vi a camiseta do Damon no chão. “Eca, isso é do Stefan?” Não Emily, é do seu pai. Deixei um sorriso bobo brincar em meus lábios, tomei um banho e coloquei um vestidinho solto branco, deixei meus cabelos soltos e sentei na ponta da cama, o que eu fiz? Quase transei com o pai do meu melhor amigo, eu não sei se vou para o inferno, mas em quanto eu estiver na Terra, aquele homem tem o dom de me levar aos céus.
[...]
Acordei com o sol entrando pela janela que eu esqueci de fechar ontem, olhei ao meu redor e sorri, devo admitir que mesmo com o que aconteceu ontem eu ainda não estava acreditando que aquilo tudo realmente havia acontecido, coloquei as mãos sobre o rosto, depois de muito lutar contra minha preguiça levantei, escovei os dentes, prendi meu cabelo e desci as escadas, lá estava ele, comendo seu pão tranquilamente viajando naquele... pano de prato? Devia estar super interessante não é mesmo? Sorri e balancei a cabeça, andei até Stefan que estava jogado no sofá e dei-lhe um selinho, Caroline não estava por perto, mesmo assim, isso já havia virado costume, e de qualquer forma, pra Stefan, seu pai ainda não sabia de nada. Senti Damon se remexer na cadeira e preferi evitar qualquer troca de olhares com ele, seria uma tragédia Stefan descobrir sobre nós. Engraçado, será que existia esse “Nós”?
— Caroline não acordou ainda? – Perguntou Stefan me tirando dos meus pensamentos. — Parece que não, e a Emily? Onde está? – Perguntei olhando ao redor.
— Dormindo. – Respondeu sem desgrudar os olhos da TV. – Pai, em falar em Emily, conseguiu falar com a Rose ontem? – Perguntou Stefan e Damon olhou para frente meio perdido em pensamentos,
— Ham? – Perguntou confuso.
— Rose, pai. Disse que falaria com ela ontem, conseguiu? – Perguntou e Damon caio da cadeira, mas logo se ajeitou, eu ri da cena, ele aparentava ter o mesmo nervosismo que eu.
— Rose, é... Não... meu... meu celular estava descarregado. – Falou por fim se levantando.
— Vou acordar a Car. – Avisei ainda rindo e subindo as escadas, ele me olhou por um segundo enquanto eu subia, suspirei fundo em frente a porta de Caroline, quando coloquei a mão sobre a maçaneta fui puxada bruscamente e foi tão rápido que meu coração estava a mil e eu só consegui raciocinar que a mão de Damon estava evitando que eu gritasse, a outra mão estava na minha cintura e nós estávamos no banheiro, suspirei aliviada e fechei os olhos, então sua mão foi substituída por seus lábios, de início abri os olhos surpresa, mas sem muito esperar, fechei-os novamente apreciando aquela dança que explodia em minha boca, quando o ar foi necessário, nos separamos ofegantes.
— Bom Dia. – Disse sorrindo e eu sorri de volta.
— Você é maluco? – Perguntei sorrindo.
— No momento, acho que estou ficando louco, e acho que a causa dessa loucura seja você. – Sorriu de lado e me deu um selinho que logo iniciou outro beijo, que logo foi interrompido pelas batidas na porta atrás de mim.
— Vamos Elena, eu sei que está ai dentro, e a não ser que queira que minha bexiga estoure aconselho que saia logo daí. – Berrou, eu e Damon nos encaramos e começamos a rir, isso era ridículo, a gente quase sendo pego em flagra e tudo que conseguimos fazer era rir, então ele fez sinal para que eu falasse.
— Ér, Caroline... usa o banheiro do meu quarto, eu... hm.. vou demorar. – Afirmei ainda rindo e Damon me deu outro selinho.
— Hello! Se tem um banheiro no seu quarto, por que está usando o do corredor? – Perguntou bufando e se eu conhecia Caroline, estava de braços cruzados.
— Por que Stefan estava lá, mas acho que já saio! – Gritei enquanto Damon beijava meu pescoço e eu apenas ria.
— Tudo bem! – Afirmou do outro lado e eu logo ouvi a porta do meu quarto sendo aberta e fechando novamente.
— Meu Deus. – Comentei gargalhando junto a ele.
— Parece que a moda do momento é “Interrompa o casal que está se pegando as escondidas.” – Falou rindo e eu o acompanhei. – Não, é serio! Ontem Emily, hoje Caroline...
— No meu sonho Stefan... – Pensei alto de mais... Merda, o encarei de olhos arregalados e ele estava com um sorriso malicioso, colocou seus dedos em meu queixo o alisando de leve.
— Seu sonho? Está sonhando comigo Srta Gilbert? – Perguntou e eu senti meu rosto queimar, merda de boca grande.
— O que? Não. Quer dizer... Talvez. Ér... – Me confundi e me sentia cada vez mais no fundo no poço.
— Acho que você fica tão linda vermelha e confusa. – Disse me beijando novamente. – Acho melhor eu ir antes que alguém venha aqui de novo, vamos comigo buscar a Beatriz? – Perguntou sorrindo e eu fiquei séria, tinha me esquecido dela, merda.
— Pera, perai. Eu esqueci dela, merda Damon, coloquei chifre em uma mulher que eu nem conheço! – Passei as mãos pelo meus cabelos e ele apenas observava meu desespero.
— Qual é Elena, ela é só um passa-tempo, nem é minha namorada. – Disse sorrindo.
— Você disse para o Stefan que...
— O que eu disse pro Stefan não é verdade, é por que ele sempre implicou com todas as mulheres que eu sai depois de sua mãe. – Revirou os olhos. – Até com Rose ele implicou.
— Rose? Quem é Rose? – Perguntei confusa ele abriu a boca pra responder ouvimos batidas na porta novamente, fiz sinal para que ele falasse e ele balançou a cabeça negativamente.
— Lena? – Era a voz de Caroline, soou um pouco preocupada.
— Ér... Não, é o Damon. – Disse após eu beliscar seu abdômen.
— Ela está ai Caroline? – Stefan, só que mais distante, arregalei os olhos e encarei Damon.
— Não, seu pai está aqui. – Caroline disse ainda próxima a porta.
— Ela disse que vinha te acordar, onde será que ela se meteu? – Stefan perguntou se afastando, Damon abriu a porta de vagar e olhou para os dois lados, voltando para dentro do Banheiro.
— Te pego as 19:00 pra gente aproveitar. – Falou rápido sem me dar escolhas, me deu um selinho e saio, sai para rebater seu convite, mas senti meu pulso sendo puxado.
— Onde você estava? Fiquei preocupada. – Perguntou Caroline, obviamente ela não viu nada. Ótimo, agora era só inventar alguma coisa para ela.
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