Meu Querido Professor.
2 Duetos.
Notas iniciais
P.O.V Quinn
Era cerca de três horas da tarde de uma quinta-feira, um dia em que por essa faixa de horário o colégio não estava tão cheio como é de costume, tal vez por ser o dia em que a tarde é reservada para detenções, mas não era por esse motivo que eu estava aqui. Eu havia marcado com o senhor Schuester para ensaiarmos o nosso dueto para a competição.
Fui em direção a sala do clube do coral e ele já estava lá, junto a alguns músicos que seguravam suas partituras e afinavam seus instrumentos, e o senhor Schue corria seus olhos pelo papel com a letra da canção que estava a suas mãos.
–Oi!-Falo para me anunciar e seus olhos rapidamente deixam o papel e se encontram ao meu.
–Que bom que chegou! Aqui está a letra da música, espero que não se importe por eu ter escolhido.
–Sem problema. Confio em sua escolha.
–Bom, o nome da música é Sway, da Bic Runga. Tal vez você nunca tenha escutado é um pouco antiga...
–Eu já ouvi e é linda! Vou adorar cantar essa música!-Digo entusiasmada.
–Fico até aliviado com a sua aprovação.-Ele diz sorrindo. Então... vamos cantar?
–Vamos!-Os músicos começaram aos poucos a iniciar a melodia até chegar o momento certo para cantar.
P.O.V Will
Quinn iniciaria a música e logo em seguida seria eu, e então no refrão cantaríamos juntos.
Quando ela abriu a boca para cantar minha mente não se permitia escutar nada. Seus lábios mexiam devagar e sua olhos não desgrudavam dos meus. Eu nunca tinha reparado em como seus olhos eram lindos e hipnotizantes... isso era tão errado, era tão errado eu ter esses pensamentos sobre ela, Quinn era minha aluna, mas era tão encantadora e doce, e tenho que confessar que desde o dia em que eu havia recebido aquele caloroso abraço dela minha camisa continuava intacta na mala , eu ainda não queria que o cheiro dela saísse de lá. Era como se eu voltasse a ter quinze anos.
–Senhor Schue? Senhor Schue... porque não está cantando?-Quando finalmente acordo do devaneio vejo que os músicos haviam parado de tocar e estavam olhando para mim, assim como Quinn que não desviou o olhar do meu por momento algum e era isso que estava mantendo minha mente distante.
–Desculpe! Desculpe eu não percebi minha mente estava distante e...
–Acha melhor fazermos isso outro dia?
–Não! Podemos fazer isso agora sem problema algum, eu estava apenas destraido, não vai acontecer de novo.-E então ela volta a cantar e eu tento manter e minha mente longe o bastante dela, e os meus olhos também.
P.O.V Quinn
O ensaio foi mais estanho do que eu imaginava, por um momento o senhor Schue olhava em meus olhos de forma intensa como se estivesse perdido neles, e por outro ele não conseguia mais olhar para mim, sempre desviava o olhar para o chão, para os lados ou para a letra da canção. Se cantássemos assim no dia da apresentação nem passaríamos na porta do Breadstix. Quando o vi saindo do colégio em direção ao seu carro eu resolvi chama-lo.
–Professor! Professor precisamos conversar.
–Hoje não Fabray, tenho que ir pra casa.-Ele responde sem parar de andar.
–Ei!-Corro para alcança-lo e seguro seu braço.-O que aconteceu lá dentro em? No início estava bom mas depois... porque você não está nem olhando pra mim? Eu fiz alguma coisa errada?
–Não Quinn! O problema não é você...
–"O problema não é você, sou eu!", eu pensava que você era menos clichê senhor Schuester.
–Então precisa conhecer mais sobre mim.
–Mas como eu posso se nem em teus olhos você me permite olhar?-Ao ouvir isso ele levantou o olhar aos poucos até se juntar ao meu.-Agora sim.
–O que quer de mim?
–Saber o que está acontecendo.
–É apenas estresse pós divórcio. Leva tempo para normalizar.
–E eu posso fazer algo para ajuda-lo?-Ao falar isso fui encarada com seriedade observando o homem a minha frente umedecer os lábios com a ponta da língua.
–Tenho que ir Quinn, conversamos depois.-Ele termina de caminhar até o carro, abre a porta e sai de lá com rapidez, me deixando parada e sozinha no estacionamento.
O que foi aquilo? Ele estava tenso em falar comigo? Deveria ser o contrario, a apaixonada aqui sou eu! Então isso significa que... ah meu Deus... só podia ser um sonho mesmo. O senhor Schuester gostava de mim! Foi só esse pensamento surgir em minha cabeça que estava lá o bom e velho sorriso constante, que de acordo com o tamanho da minha alegria, levaria dias para sumir. Se fosse um conto de fadas esse seria o momento exato em que os violinos começariam a tocar e os passarinhos voariam ao meu redor.
P.O.V Will
Droga! Nem eu me reconhecia enquanto Quinn estava por perto. Minhas mão soavam, minha voz falhava e minha mente se distanciava. Era como se eu estivesse apaixonado novamente... droga! Droga! Droga! Eu estava apaixonado por Quinn Fabray? Mas como isso aconteceu? Nem eu mesmo conseguia adquirir respostas em meus pensamentos, ainda estava em choque com o que tinha acabado de perceber. A imagem do sorriso dela e dos belos olhos passavam em minha cabeça como slides, e por um momento me veio uma enorme vontade de vê-la novamente, e era isso que eu não deveria fazer! Eu tinha que evita-la! Esse seria o certo, evita-la até o dia das apresentações. O que não seria muito tempo, apenas três dias... que passaram tão rápidos quanto os momentos de bom humor de Sue Sylvester. E falando na Sue ela seria uma das juradas no nosso pequeno concurso, junto com Emma e o diretor Figgins.
Quando finalmente vi Quinn foi na sala do coral, e não trocamos nenhuma palavra. Olhamos as maravilhosas apresentações dos meninos, que me encheu de orgulho.
–Muito bem Rachel e Finn! Mandaram bem como sempre.-Digo batendo palmas maravilhado com a apresentação deles.
–Quem é o próximo? Essa droga não acaba nunca?-Sue reclama.
–Falta alguém pessoal?-Pergunto e uma mãozinha se ergue em uma das cadeiras do fundo.-Bom Quinn, vamos.-Falo me sentindo cada vez mais tenso.-Eu me apresentarei com Quinn Fabray porque ela não tinha dupla então... o tema das apresentações é duetos e...
–Já entendi Schuester! Começa logo essa droga!-Sylvester diz em um berro. Os músicos começaram a tocar e quando me dei por mim já estava entregue a canção e novamente perdido nos olhos de Quinn. Era se como tudo que nós falávamos se completava, e nossas vozes se curtiam pelo ar até chegar aos ouvidos das pessoas mais próximas. E sem ao menos perceber demos fim ao nosso dueto, que em seguida foi aclamado por palmas.
–Essa foi a coisa mais linda de eu já vi.-A voz de Brittany chega aos meu ouvidos, mas eu ainda nem tinha me mexido, e nem desgrudado os meu olhos da loira a minha frente, até ela caminhar até mim, segurar minha mão e me levar para as cadeiras me sentando ao lado dela.
–Fizemos um ótimo dueto.-Falou ainda sem soltar minha mão.
–Acho que sim.-Eu disse acariciando de leve sua mão com o meu polegar.
–Já posso dizer em quem votei?-Sue fala gritando novamente.-Eu vou dizer mesmo assim. Meu voto vai para Quinn Fabray. E sim, só estou votando nela porque ela é uma das minhas garotas da torcida, e nenhuma líder de torcida é perdedora, como vocês do clube do coral...
–Já chega Sue. Obrigada pelo volto. Próximo!-Digo interrompendo a falação dela.
–Eu vou votar em você Will... e em Quinn Fabray porque consegui sentir a mensagem que você passava na canção e...
–Alguém faz essa zoiuda calar a boca? Ela já não deu o voto dela?
–Sue se você atrapalha ou insultar alguém mais uma vez eu vou pedir para você se retirar! Obrigada pelo voto Emma. Diretor Figgins?
–O meu voto é o mesmo delas.
–Só isso que você tem a dizer?-Pergunto.
–Sim.
–Então a ganhadora para o jantar no Breadstix é Quinn Fabray!-Alguns bateram palmas, outros reclamaram e alguns saíram da sala batendo os pés, na verdade só a Santana fez isso, mas eu estava contente demais para me chatear com qualquer coisa.
–Obrigada senhor Schue, se não fosse por você eu nunca teria ganhado! Obrigada mesmo.-Quinn agradecia e me acolheu novamente em um abraço caloroso e confortável. Essa era a melhor recompensa que eu podia receber.
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