Notas iniciais
Olá meus amores!

Estamos a dois ou três capítulos do fim da fic e é hora das coisas começarem a tomar seu rumo.

Beijos e muito obrigada por cada comentário amores meus.

PDV de Bella

Assim que eu pisei no aeroporto internacional dei de cara com dois velhos conhecidos Gregory e Pierre , meus ex-seguranças. Meu avô os deixava no meu pé até meus 15 anos quando bate o pé e me neguei a ser seguida por eles por todo lugar que ia.

Mas o que eles estão fazendo aqui?

-Bom dia primeira dama. –Gregory foi o primeiro a falar quando me aproximei. O fuzilei com o olhar. –Bella. –ele se corrigiu rapidamente.

Nunca gostei deles usando formalidade comigo quando me conheciam desde pequena.

-Bom dia Gregory. Será que vocês podem me dizer o que fazem aqui?-questionei.

-O senador nos pediu para mantê-la segura. –Pierre foi quem respondeu.

-Agora isso é trabalho do serviço secreto, não mais de vocês. –observei.

-Sabemos disso Bella, mas o senador anda desconfiado com o serviço secreto e nos fez prometer que morreremos por você se preciso for. –fiz uma careta depois das palavras de Gregory.

-Se fizerem isso eu mesma mato vocês. –ameacei.

Ok. Isso soou estranho, como eu vou matá-los se eles já estiverem mortos? Devo ter esquecido de tomar meu remédio. Pobre do meu bebê terá uma mãe louca.

Ri dos meus próprios pensamentos.

Fomos direto do aeroporto para hospital onde meu pai estava internado, eu não pude ficar muito tempo com ele por recomendações médicas e por conta do meu estado, mas me fez bem vê-lo mesmo que ele não estivesse nas melhores condições do mundo, também fiquei um pouco com minha mãe e depois segui para a Casa Branca.

Mesmo tendo prometido não mais voltar eu não tenho escolha, pois ainda tenho de manter a droga das aparências!

-Pierre pode me fazer um favor?-perguntei ao paramos em frente a uma confeitaria quando o sinal de trânsito fechou.

-Claro Bella.

-Vá até aquela confeitaria e me compre uma torta de maça. –minha boca salivou só de pensar em comer essa delicia.

Espero não ficar uma baleia até o final da gestação, esse bebê ama doce.

Ele desceu do carro e logo depois estava de volta com a torta que eu devorei ali mesmo no carro.

Quando entrei na Casa Branca ninguém estranhou minha presença, então Edward não contou a ninguém sobre a nossa situação.

Escutei vozes vindas do escritório e estranhei, sendo quase dez da manhã Edward já devia está no gabinete.

Fui até o escritório e quando abri a porta vi algo que fez meu sangue ferver... Uma ruiva curvilínea estava curvada sobre Edward e não foi preciso usar muito da minha inteligência para juntar dois mais dois.

Engoli a bile que subiu em minha garganta, eu senti a dor me atingir como um cometa, mas a raiva que sente também foi grande.

Sai de lá sem alertá-los que vi a cena e chegando a sala derrubei um vaso de cristal de propósito no chão, isso iria alertá-los sobre a presença de alguém na casa.

Peguei uma revista qualquer e me sentei no sofá fingindo ler, não demorou muito para que os dois aparecessem onde eu estava.

-Primeira dama.

-Bella. –disseram em uníssono ao me verem.

-Olá. –eu disse dando o sorriso mais falso que consegue.

Obviamente ela não se deu conta do que isso significou, mas Edward sim, ele me conhecia e com certeza já tinha entendido que eu os vi no escritório.

-Victória nos falamos depois, agora eu preciso conversar com minha esposa, se nos der licença.

-Sem problema, foi um prazer vê-la primeira dama.

- Sem problema, foi um prazer vê-la primeira dama. –imitei baixinho sua voz de vitrola quebrada, enquanto ela ia para a porta de saída.

-Pensei que não a veria por muito tempo. –foi a primeira coisa que Edward disse depois de alguns minutos.

-Não estou aqui porque quero e sim porque meu pai está internado na UTI do hospital central. –murmurei o olhando duramente.

-Sinto muito. –ele me pareceu sincero ao falar.

-Não sinta, sei que ele ficará bem logo e eu poderei ir embora daqui de uma vez.

-Bella sobre isso eu gostaria de que começássemos de novo, que tentássemos esquecer o que se passou...

-Para você é fácil falar, não foi você que suportou sua indiferença dia após dia durante tanto tempo sem nem ao menos ter a chance de se defender. E do que adianta recomeçamos se você não confia em mim e eu não confio mais em você?

-Bella... –ele começou, mas eu o interrompi.

-Não. Agora você vai ouvir, eu voltei mais não será por muito tempo e continuaremos exatamente como estávamos... Vivendo como dois estranhos e se vou com você ao congresso nacional é porque como primeira dama é minha obrigação, mas nada, além disso, você vai se arrepender cruelmente do que me fez Edward e nem mesmo tem ideia do quanto. –avisei.

-Victória e eu não estávamos fazendo nada demais naquele escritório. –Edward disse.

-E quem disse que estou me referindo a isso?-indaguei antes de sair da sala indo para meu quarto.

A vida muitas vezes é irônica mesmo. Edward e eu agora estamos em pé de igualdade, a confiança foi quebrada de ambos os lados. Eu o amo com todas as minhas forças, mas não serei um joguete em suas mãos, não vou me curvar as suas vontades.

Talvez seja bom para ele sentir na pele um pouco do que eu senti. Maldade? Não. Eu fui muito magoada por ele justamente por tentar protegê-lo demais. É hora de deixar ele dá suas cabeçadas e aprender com seus próprios erros.

Durante os dias que foram se passando eu passei muito mal por conta da gravidez, mas ninguém percebeu porque fiquei a maioria do tempo trancada em meu quarto sem dá chance para que Edward e eu nos encontrássemos, as poucas vezes que saia era para visitar meu pai no hospital ou resolver algo urgente em meu gabinete.

O dia do congresso chegou e a impressa estava em peso lá, eles caíram matando sobre mim e Edward e já era esperado que fizessem isso devido a guerra que ameaçava estourar e o ataque terrorista de Boston.

O mais estranho de tudo é que Edward fez de tudo para me proteger atraindo a maior atenção para ele, aquela indiferença de antes já não estava mais em seu olhar ou em suas atitudes, mas eu não podia fraquejar por causa disso.

O vice-presidente fez seu discurso, mas eu não prestei atenção a nada do que ele disse preocupada demais com o fato de que se Alice havia ou não entregado todas as provas que consegue contra Jacob Black ao irmão.

PDV de Edward

Está difícil lidar com Bella sua ironia, seu sarcasmo. Ela voltou da viajem dura feito pedra e eu tenho a certeza de que o culpado disso sou eu, tenho de encontrar um jeito de amolecê-la. Mas como?

-Senhor presidente sua irmã já está aqui. –um dos meus seguranças me informou.

-Peça para ela entrar, por favor. –falei.

Ontem recebi o resultado da auditoria que pedi sobre o serviço secreto e quase cai para trás ao me dá conta do imenso esquema corrupto que havia.

Descobri que um dos chefões do serviço secreto fazia parte do esquema, James apodrecerá na cadeia, bem como Victória minha principal assessora e Seth.

Todos já deviam está presos há essa hora, eu não contei a Bella porque ela me evita a todo custo quando estamos sós e com a imprensa ao redor nem pensar e ao que tudo indica esse esquema de corrupção ainda fazia parte do antigo esquema no qual o ex-presidente foi pego.

-Oi Edward. –minha irã falou ao entrar na sala reservada do congresso onde eu estava.

-Oi Alice, e então o que disse que tinha de tão importante para me entregar.

Ela revirou os olhos.

-É claro que sim e é melhor você se sentar ou cairá para trás.

-Por que diz isso?-questionei curioso e impaciente.

-Veja você mesmo. –ela foi até o aparelho de vídeo que tinha ali e o ligou colocando um DVD lá e meu coração disparou a cada cena passada ali, a cada imagem passada ali.

Não podia ser.

Oh meu pai! O que foi que eu fiz?! Que rumo minha vida tomaria agora? O que eu faria para concertar as coisas?

Continua...