Meu Querido Presidente!
26 Decisão drástica
Notas iniciais
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Beijos e muito obrigada por cada comentário divo!
PDV de Bella
Meses depois...
A frieza e indiferença de Edward está me matando, ele simplesmente me olhar como se eu fosse o pior dos seres, todos os dias vejo em seu olhar a acusação pelo que ele acha que eu fiz.
Nós já não dormíamos no mesmo quarto, estamos juntos apenas para manter as aparências, ele deixou bem claro que para o resto do mundo eu posso ser sua esposa e primeira dama do país, mas para ele, eu sou simplesmente a primeira dama com quem ele tem que conviver até o fim do mandado e nada mais.
Nós moramos na mesma casa, mas somos como dois estranhos, mas acho que nem mesmo dois estranhos se tratam tão mal quanto nós.
As vezes penso em contar para Edward como tudo aconteceu, no entanto ele simplesmente não me deixa abrir a boca e é nesses momentos que eu me pergunto se ainda vale a pena lutar por aquilo que um dia nós tivemos.
Eu sei que a culpa pelo que está acontecendo é minha, pois foi a minha impulsividade ao querer protegê-lo que nos levou a isso, mas o que meu marido está fazendo não é justo, pois até o pior criminoso tem o direito de ser ouvido e Edward nem mesmo tem me dado a chance de me defender.
-Bella será que você pode deixar de agir tão estranhamente e me dizer o que está acontecendo com você? Eu não vejo mais aquele brilho de antes em seu olhar, é como se você fosse apenas um fantasma da minha amiga. –ele tem razão no que disse.
-Você não poderia ter me descrito melhor Mike, meu casamento está uma droga. Todo o carinho de Edward comigo na frente da imprensa não passa de uma farsa, o clima entre nós não poderia está mais pesado. –confessei. Nesses meses todos eu ainda não tinha falado com ninguém sobre isso.
-Caramba! Eu não sei nem o que dizer minha amiga, você e Edward sempre pareceram tão apaixonados. –eu sabia que Mike ficaria surpreso.
-Bom, isso até eu cometer a maior estupidez da minha vida e agora estou pagando por isso, porém o preço está sendo alto demais. Eu estou a ponto de jogar tudo para o alto e desistir de tudo. –um nó se formou em minha garganta.
-Olha eu não vou perguntar o que você fez, mas não pense que vou deixá-la cometer essa estupidez desistir de tudo porque essa não é a Bella que eu conheço, a Bella que eu conheço sempre enfrentou a verdade de peito aberto, sempre lutou pelo que queria e nunca deu o braço a torcer. Essa é a Bella que conheço, a mulher que sempre admirei, por isso não me decepcione agora.
-Essa mulher que você conhece se apagou Mike. –eu disse.
-Não. Eu sei que ela está ai dentro de você, basta procurá-la e você a encontrará. Eu preciso ir querida, Angela está me esperando, mas antes eu quero te dizer uma coisa... Lute pelo que quer até mesmo se tiver que ir contra o seu marido.
Meu amigo saiu do restaurante em que estávamos e eu fiquei pensando em tudo o que ele me disse, eu ainda não sei o que farei, mas talvez ele tenha razão.
O novo congresso nacional acontecerá dentro de uma semana e é quando o Black será desmascarado, eu não sei o que vai acontecer depois disso.
[***]
-Primeira dama precisamos acertar sua agenda conjunta com o presidente.
-Não será preciso, eu não irei na próxima viagem. –falei a minha secretária.
-Mas primeira dama...
-Mas nada, a minha decisão está tomada.
Eu enfrentarei Edward e jogarei tudo para o alto, eu irei colocar todas as cartas na mesa, não me interessa mais sua opinião sobre mim. Sei que errei, que pisei feio na bola mesmo, mas eu tenho amor próprio.
-Posso então comunicar ao presidente?-minha secretária perguntou.
-Pode, mas eu sei que ele nem mesmo se importará.
Os que trabalham ao nosso redor não dizem nada, no entanto sei que todos notaram que o clima entre nós mudou e muito. Antes fazia bem as pessoas estarem ao nosso redor quando estávamos juntos agora é como se fizesse mal a elas.
-Senhores poderiam me deixar a sós com o presidente?-perguntei após bater na porta do gabinete de Edward e entrar.
Ele estava em reunião com três de seus secretários.
Felizmente eles nãos se opuseram e logo assentiram saindo.
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-O que quer Isabella? Não deveria ter me interrompido assim. –Edward falou grosseiramente.
-Falar com você. –respondi.
-Se for para contar mentiras sobre a droga que fez nas nossas vidas é melhor ficar calada, quer saber? Eu não quero ouvi-la, me deixe sozinho. –ele se quer me olhava com a cara enterrada no maldito computador.
-Você pode não mais querer me ouvir como sua esposa e quer saber, dane-se! Eu não me importo mais, eu não vou ficar me humilhando para tentar fazer você me ouvir, eu ainda tenho amor próprio e é por esse amor que serei bem direta com você.
-Dá-me paciência. –meu marido resmungou.
-Eu não vou dizer que aquelas fotos eram falsas porque não, mas nem tudo é o que parece.
-Ah, típica frase de quem tem culpa no cartório! Você tem ideia de como eu me sentir ao ver aquelas malditas fotos? De como me doeu saber que a pessoa que eu mais confiava nada vida me era infiel?
-Isso não é verdade, eu não fui infiel a você por mais que seja isso o que parece, tudo o que fiz foi por amor a você. –falei.
-Não me venha com essa! Desde quando colocar chifre em alguém é prova de amor?-perguntou indignado. –Admita Isabella, você agiu como qualquer uma dessas vagabundas da rua ou talvez algumas delas sejam a até melhor que você, pois a maioria delas não são casadas, não devem respeito e fidelidade ao marido.
Eu arfei.
-Edward...
-Sim. Você agiu pior que uma vagabunda de rua!-foi rápido demais, quando vi já tinha batido nele.
Edward ficou imóvel de surpresa e confesso que eu não me arrependo do que fiz.
-Se eu agir como uma vagabunda como você encheu a boca para falar agora, então me diz que vagabunda colocaria a felicidade dela a beira do abismo em troca de proteger o homem que ama de um bando de abutres? Que vagabunda aceitaria tantas injurias quanto eu já ouvir de você nos últimos meses mesmo sem merecer? Eu não te trai seu imbecil! Essa ordinária aqui só foi boba demais ao acreditar que poderia de proteger e se você quiser saber como tudo aconteceu porque não vai em busca de resposta com o inútil do seu serviço secreto que é incapaz de proteger sozinho o presidente deles? Para mi chega Edward, eu sempre soube que você era um cara ciumento e possessivo, mas tudo tem um limite e eu estou no meu.
-Do que você está falando?-ele questionou parecendo acordar do choque do tapa recebido.
-Você terá que se virar sozinho agora. Hoje mesmo eu estou deixando o país e não sei mais se algum dia volto. Adeus.
Uma lágrima rolou por meu rosto antes de eu dar as costas para ele e partir dali.
Eu não avisei a ninguém sobre minha partida e nem avisarei, só ligarei para minha família quando já tiver chegado ao meu destino.
Não levarei nada comigo, deixarei tudo para trás, lá eu tenho tudo o que vou precisar, além do mais é um destino provisório.
Peguei meu carro na garagem e dispensei todos aos seguranças indo em direção ao aeroporto internacional.
-Adeus Edward, adeus meu querido presidente, meu amor. –murmurei vendo a Casa Branca pelo que imagino ser a última vez.
PDV de Edward
-Vai mesmo deixá-la ir?-Emmett perguntou.
Ele entrou em meu gabinete pouco depois de Isabella sair.
-E o que quer que eu faça? Que eu corra atrás dela me ajoelhe e implore para que ela fique? Não mesmo, não depois do que ela fez, depois de tudo o que tenho sofrido por ela. Se Isabella quer ir então que vá. –murmurei mau-humorado.
Emmett riu sem humor.
-A quem você pensa que engana Edward? A mim ou si mesmo? Você ama essa mulher e agora agi assim porque está com o orgulho ferido, mas nos dois sabemos que no fim você vai perceber que não pode viver sem ela e vai se arrepender de não ter corrido atrás dela. Vá homem!-ele me incentivou.
-Não. –eu disse firme.
-Pelo menos tente saber sobre o que ela estava falando a respeito do serviço secreto. –falou.
-E perder meu tempo?-indaguei.
-Ou talvez parar de bancar o idiota. –devolveu ágil.
-Alice me ligou mais cedo, ela queria falar com você, mas seu celular estava desligado, então ela ligou para mim. –me informou.
-E o que ela disse?
-Que no dia do congresso nacional tem algo para te entregar, mas não disse o que era, porém eu suspeito que seja algo muito grave e tenha haver com sua esposa.
Continua...
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