Meu Querido Onii-chan

39 Capítulo 39 - O 'suicídio' de Jellal


Notas iniciais
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Ever estava com uma expressão de assustada, deixando seu óculos escorregar entre seu nariz. Olhei em seus olhos tentando não tremer, pois fiquei muito nervosa. O que eu iria falar???

– N-natsu... Ele está doente.

– Doente?

– Sim.

– Deixe-me ver... Natsu, você está bem? — Evergreen começou a se aproximar da cama.

Dei um soco no braço de Natsu, como se fosse eu tivesse falando "agora é com você". Saí de perto dos dois, apenas olhando de longe.

– Ele está quente. — falou passando a mão em sua testa. — Mas... Por que você está todo molhado?

– Ahhh, eu estava passando um pano em seu corpo pra limpar! — respondi sem graça.

– Parece mais que jogaram água. — ela olhava bem desconfiada.

– Não! Claro que não! É que o pano estava muuuuuuito molhado, Ever-san.

– Hmmm, mas qual o motivo disso?

– É como se fosse um banho pra refrescar...

– Ah, Natsu... — ela passou a mão em sua testa mais uma vez. — É melhor você ir para o médico. Irei chamar o Jude, calma.

– NÃÃÃO! NÃÃÃO, CAAALMA! — pedi segurando os braços de Evergreen para ela não sair pela porta.

– O que foi, Lucy? Vai querer deixar seu irmão morrer? Ele está queimando.

Será que joguei uma água muito quente em Natsu?

– Ele vai melhorar, já dei alguns remédios! Não há necessidade disso...

– Remédios? Mas eles só ficam no meu quarto, e ele estava trancado...

Legal! Além de eu tentar dar uma boa desculpa, no fim deu tudo errado. Não sabia mais o que dizer, então olhei para o Natsu e ele fez um sinal de "ok" e piscou os olhos.

Evergreen chamou Jude e os dois o levaram para o hospital. Fiquei cuidando da casa enquanto isso, apesar de ficar apenas pensando no que poderia estar acontecendo com Natsu naquela hora.

Também lembrei dos últimos momentos que passei junto dele... Foi algo meio rápido, porém muito bom. No fim aproveitamos as coisas sem se importarmos com nada, nem mesmo com o fato de sermos "irmãos".

–

Encontrei meu celular jogado por aí e tinha várias mensagens nele. Todas de Jellal.

"Lucy, por que você não me quer mais?"

"LUCY, EU TE AMO!!!!!!!"

"Fica comigo, porra!"

"O que tu tá fazendo? Dando pro Natsu, hein???? SÓ PODE!"

"RESPONDE ESSA MERDA, LUCYYY!"

"Lucy, eu te amo! ):"

"LUCY, RESPONDEEEEEEEE! Você vai acabar com tudo assim mesmo?????"

"Vai me ignorar? Ok, eu vou me matar amanhã de manhã. Espero que você sinta minha falta."

JELLAL? Hã? Se matar? ARGHHHHHH! Que dramático. Mas ok, amanhã irei aparecer em sua casa para conversar.

–

Depois de uma hora, Natsu chegou junto com Jude e Evergreen. Sua cara não estava nem um pouco agradável. Ele passava a mão em sua bunda que parecia estar doendo. Já Jude e Ever... Estavam discutindo feito doidos.

– O que aconteceu? — perguntei preocupada.

– Ah, essa mulher só sabe reclamar... Só porque passei no sinal vermelho ela ficou parecendo uma doida.

– A GENTE QUASE MORREU, JUDE!

– Só queria chegar mais rápido em casa, preciso resolver alguns negócios.

– Sabia, Jude! Você só pensa nisso! Vai lá com seu trabalho que você ganha mais.

Evergreen subiu para o quarto e se trancou lá.

Apontei para a bunda de Natsu enquanto ele gemia de dor.

– O que houve, Natsu?

– Tomei uma agulhada de benzetacil.

– BENZETACIL?

– Sim, tá doendo muito. Nunca tomei uma injeção tão dolorida desse jeito. E ainda por cima foi na bunda. — ele falava sentando no sofá. — AHHHHH, QUE DOR! Não consigo nem sentar. LUCY, ME AJUDE!

– AAAH, CALMA!

Natsu berrava e não conseguia mais se mexer.

– Me desculpa, Natsu... Eu não queria que isso acontecesse!

– Ah... Tudo bem... — fez uma careta.

Me senti muito culpada por tudo aquilo. Mais uma vez!

– Tenho muita raiva de mim!

Natsu segurou meu queixo e puxou minha boca na sua, me dando um beijo. Quando terminou, sorriu e falou:

– Fica comigo hoje aqui? Acho que nem vou conseguir subir lá pra cima.

– Fico sim. — dei um abraço nele.

Natsu deitou em um sofá e me deitei em outro. Apesar de separados, dormimos com nossas mãos dadas.

–

No outro dia, acordei e vi que Natsu estava bem.

– Booom dia, Lucy! — ele disse me erguendo do sofá e beijando minha testa.

– Bom dia, Natsu! Tá melhor, né?

– Sim. Obrigada!

– Fico feliz por isso! — disse tentando o beijar, mas ele me segurou para não fazer isso e apontou para Evergreen que estava em nossa vista. Ela nos olhou desconfiada.

– É... Vamos tomar o café da manhã?

– Sim!

Natsu e eu ficamos conversando, enquanto Evergreen somente prestava a atenção na conversa. Ela estava um pouco estranha.

Logo depois, lembrei-me de Jellal. Precisava falar com ele. Também vi que tinha recebido outra mensagem.

"Olha, eu estou me matando hoje ás 10 da manhã. Espero que você venha ver minha morte".

O QUÊÊÊ? QUE IDIOTA!

Vi que faltavam apenas dez minutos para as dez horas. Poderia ser um drama de Jellal, ou não. De qualquer maneira, tinha que impedi-lo de fazer alguma loucura.

Saí correndo de casa, ignorando até mesmo Natsu que me chamou.

– LUCY, ESPERA!

Corri feito uma doida pela rua o mais rápido que pude. Atravessei sinais e trombei com várias pessoas, porém consegui chegar a tempo em sua casa. A porta estava encostada e quando entrei pela sala, me deparei com Jellal e Erza pelados e transando no chão.

– JELLAL, O QUE É ISSO? — perguntei assustada.

– HAHAHAHA, você caiu direitinho, Lucy!

– HÃÃÃ?

Erza me encarou e piscou os olhos, segurando em seus peitos e os chacoalhando para mim.

– Eaí, Lucy.

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

– HAHAHA! — Jellal ria feito um doido.

Ele então se acalmou e segurou nos peitos de Erza, os balançando para mim.

– VOCÊ É IDIOTA? — gritei. — Eu achei que você estava totalmente deprimido a ponto de se suicidar e você está aqui com a Er...

Fui interrompida.

– Lucy, você caiu direitinho. ISSO É PRA TE MOSTRAR QUE JÁ TE ESQUECI!

Jellal se levantou e começou a exibir seu corpo para mim.

– Você está perdendo tudo isso, Lucy! Você acaba de perder um cara incrível como eu. — ele mordia os lábios. — EU JÁ SUPEREI! ISSO É PRA VOCÊ APRENDER!

– JEEEELLAL! Que raiva!

– Está vendo, Erza? Você tem sorte de conseguir arranjar um cara como eu. A Lucy perdeu uma grande chance. Prometo sempre te fazer feliz, sua gostosa! — ele começou a beijá-la e apertar seus peitos, que eram enormes (não tanto quanto os meus, é claro!).

– VEEEEEM, EU VOU TE MATAR! — corri em direção de Jellal e dei um tapa muito forte em sua cara. — SEU IDIOTA, SEU SAFADO! Eu te odeio.

Ele continuava rindo e zombando de minha cara. Logo, Natsu apareceu.

No fim tudo aquilo era uma mentira. Ele sabia enganar muito bem.

Quando fui dar outro tapa em sua cara, alguém segurou minha mão e me impediu. Era Natsu.