Meu Querido Onii-chan
25 Capítulo 25 - O terrível domingo com Jellal
No domingo de manhã, acordei cedo e fui tomar o café que Evergreen havia preparado. Quando sentei na mesa, ouvi alguém descer pelas escadas. Segundos depois, na cozinha apareceu onii-chan sem camisa bocejando de sono. E com ele, estava Jenny agarrando-o por trás e passando suas enormes unhas vermelhas-cor-de-puta em seu peito, falando um monte de bobagem em seu ouvido.
Diferente de ontem, Natsu não estava nem ligando para Jenny. Era como se ela fosse uma mulher invisível. Ele a ignorava totalmente.
- Booom dia! — Evergreen sorriu. — Como está, Jenny? Está gostando de ficar aqui?
- Sim sim, Ever-san! Ainda mais com o seu filho, ele é tãooo lindo. — Jenny afirmava enquanto apertava as bochechas de Natsu.
Ele olhou para mim e deu um leve sorriso, como se estivesse pedindo desculpas com aquele olhar. Eu nunca irei me esquecer daquela putaria de ontem! E como eu resolvi ser vingativa e tentar esquecer esse amor idiota pelo meu irmão, chamei Jellal para passar a tarde comigo aqui em casa.
Evergreen ficou conversando com Jenny, enquanto eu e Natsu comíamos em silêncio. Tentei não olhar para seu rosto, mas eu nunca conseguia. As vezes, nossos olhares se encontravam e desviávamos no mesmo instante. Um evitava o outro.
Nunca pensei que um dia estaria evitando meu próprio irmão. Eu ama muito o Natsu, sua presença e sua voz sempre me deixava melhor. Era muito estranho ficar sem falar com ele. Queria poder perguntar o motivo disso tudo estar acontecendo e pedir desculpas.
-
Mais tarde, Jenny e Natsu estavam na sala vendo TV, enquanto eu preparava o almoço junto com Evergreen. Meu pai não havia aparecido ainda.
- O que aconteceu com o meu pai, Ever?
- Nada. Ele só está se tornando um grande velho chato.
- Velho chato? Por quê?
- Ele só pensa em dinheiro e em trabalho. Nunca dá atenção pra mim.
Não queria ouvir aquilo de Evergreen, mas ela estava completamente certa. Meu pai as vezes mal dava bola para gente.
- Vou chamar ele lá no quarto, já volto!
Evergreen subiu as escadas e em seguida Natsu apareceu na cozinha.
Ele sentou na mesa e deu um grande sorriso, como se quisesse me agradar e voltar ao normal.
- Ei, Lucy! Está fazendo o que de bom?
- Hmmm, a sua mãe disse que íamos preparar uma pizza.
- Eu amo pizza, é muito bom! — ele se aproximou da pia da cozinha e ficou cheirando um monte de coisa que tinha lá em cima.
- Naaaaatsu! — eu o puxei e dei risada. Acho que naquela hora, voltaríamos ao normal.
- Ei, Lucy. Pode deixar que Jenny vai embora hoje mesmo.
- Sério? Aleluia. Não aguento mais essa puta! — fiz uma careta
Nós dois rimos. Então, a campainha tocou.
- Vou lá abrir, já volto!
Natsu saiu e foi até a porta. Quando abriu, se deparou com Jellal que fez uma cara desagradável ao ver meu onii-chan.
- O QUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? — ouvi o berro do Natsu por vários metros de distância.
Que merda!
Corri para atender Jellal. Natsu me olhava com uma cara de ''porra, você tá de sacanagem né?''.
- Jeeeeeeeellal! — eu o abracei. Até pareceu que Natsu estava se matando por dentro. E matando Jellal junto. E eu também!
Ele entrou no meio de nós dois. Até pareceu quando eu fazia isso quando ele estava com Lisanna. Tentei não rir e me manter séria. Era muito engraçado ver Natsu desse jeito.
- O que foi, Natsu? — perguntei puxando Jellal para dentro.
Vi que Natsu ia bater no Jella, mas o impedi com ajuda de Jenny.
- Amor? O que você está fazendo?
Onii-chan olhou para Jenny furiosamente e a puxou pelo braço.
- Jenny, vem. Vamos sair daqui.
Ela saiu arrastada por Natsu.
Nossa! Era muito estranho ver Natsu assim.
Jellal estava totalmente confuso. Dei um sorriso e subimos para cima, onde ele deixou sua mochila.
- Hoje você vai passar o dia aqui, não é?
- Vou sim. Você deixa, né?
- Claro que sim, Jellal!
Nós dois nos abraçamos e ele deu um beijo no canto da minha boca.
Voltei para a cozinha para ajudar Evergreen, que estava totalmente revoltada com meu pai. Ela fava mal dele o tempo todo!
Quando deu o horário de almoço, fui almoçar com Jellal, Ever e meu pai. Meu pai encarava Jellal como se ele fosse um velho pedófilo que eu tinha trago para casa enquanto Ever conversava com sua simpatia de sempre.
Eu logo percebi: meu pai não estava nem um pouco feliz de eu ter trago meu amigo para a casa. Quando eu fui subir para o quarto com ele, meu pai me impediu na hora.
- Você acha mesmo que irei deixar você ficar sozinha com esse cara aí?
- É... Qual é o problema? — perguntei assustada.
- O problema é que esse idiota só vai querer fazer brincadeiras maldosas com você! TIRE ELE DE CASAAAAAAAAAA!
Meu pai se aproximou de mim e de Jellal, como se fosse pegá-lo para matar. Entrei na frente dele e impedi meu pai. Evergreen fez o mesmo, o puxando pra longe.
- Você é idio...
- LUCY! Não discuta. É melhor vocês saírem daqui. — Ever disse.
Ela estava certa. Se eu ficasse mais um segundo com Jellal naquela casa, eu acho que nós dois estaríamos mortos.
Sai de casa com ele, me desculpando toda hora.
- Relaxa, Lucy. Seu pai é preocupado, eu entendo. É estranho para um pai deixar um cara chegar assim em sua casa do nada acompanhado de sua filha. — ele me deu um abraço segurando-me me pela cintura e saímos andando. Por um lado, eu estava desconfortável. Por outro, eu senti firmeza naquelas mãos de Jellal.
Quando chegamos perto de um lago que tinha perto de minha casa, deitamos na grama e ficamos olhando para o céu. Então, Jellal se virou para mim me encarando.
- O que foi, Jellal?
- Lucy... Você é tão especial pra mim. Obrigada. Antes eu era um cara tão estranho e anti-social... E hoje você me mostrou que não devo ser assim, por causa que existem pessoas especiais com você para me ajudar. — ele deu um leve sorriso.
- Awwwwwwwwn, Jellal! — apertei sua bochecha.
Ele então resolveu me beijar. Porém eu não deixei. Toda vez que ele fazia isso, eu pensava numa única pessoa: Natsu. Me senti como se eu estivesse o traindo. Traindo meu amor por ele.
Jellal fez uma cara de dó e eu dei risada passando a mão em seu cabelo.
- Não seja tão antecipado, Jellal. Precisamos nos conhecer melhor, ok?
- Ok... — seu tom de voz era desanimador.
Quando percebi, do outro lado do lago, vi duas figuras na água bem de longe. O cabelo loiro de Jenny balançava enquanto ela e Natsu estavam....
HÃ? O QUÊ? OLHE DE NOVO, LUCY! VOCÊ NÃO PODE ESTAR VENDO ISSO!
Pisquei meus olhos umas mil vezes. Não, não pode ser....
Aqueles dois! Era isso mesmo que eu estava vendo?
AQUELES DOIS ESTAVAM TREPANDO NO MEIO LAGO!!!!!!!
Jellal viu minha cara de inconformada e seguiu meu olhar. Quando ele viu aquela cena, abriu a boca. Nós dois estávamos de boca aberta ao ver tudo aquilo.
- Ah, nãoooo! Não pode ser!
Me levantei e sai correndo pela grama até chegar do outro lado do lago, onde os dois estavam.
- LUCY, ESPERA!
Jellal gritava e corria atrás de mim.
Não pode ser, aquele safado do Natsu!
Quase caí no meio daquela grama, porém cheguei viva. Quando vi os dois de perto, Natsu estava em pé segurando pela bunda de Jenny que estava em seu colo. Ela me olhou com uma cara de assustada.
- Oh, Lucy! Meu Deus! Saia daqui!
Enquanto eu olhava para Natsu, ele estava com uma expressão de ''tanto faz''. Estava completamente desanimado e parecia que ele nem ligava para o que estava fazendo. Até que ele percebeu minha presença.
Aquele Natsu que transava desempolgado com sua namorada, ao me ver, se assustou e se transformou em algo totalmente diferente. Ele se empolgou muito, fazendo Jenny pular nele loucamente.
- VAIII JENNY, SUA GOSTOSAAAAAA! Quica em mimmmmmm! — ele pedia e gritava, olhando em meus olhos.
O QUÊÊ???
Idiota! Ele estava me provocando! Arrrrrrgh, nunca senti tanta raivaaaaaaaaaaaaaaa!
Pulei no meio do lago e fui até eles. Puxei Jenny pelos cabelos enquanto ela gritava por Natsu balançando seus peitos e pedindo socorro.
- Cala boca, vadia! Você acha que aqui é lugar de ficar fazendo sexo? S-E-X-O?
- Calma, Lucyzinha! Era só uma fantasia sexual que queria ter com seu irmão faz tempo.
Olhei então para o Natsu e nadei até ele. Ahhh, eu ia pegar aquele idiota!
Quando estava me aproximando dele, Jellal pulou na água e me segurou.
- NATSU, EU TE ODEIOOOOOO!
Ele deu uma risada e logo voltou a ficar sério ao ver Jellal me segurando pela cintura.
- Solta ela, Jellal! Seu viado!
Foi aí que tudo começou: Natsu e Jellal começaram a se matar no meio da água enquanto eu e Jenny fazíamos o mesmo.
A policia logo apareceu, surpreendida.
- Esses jovens de hoje... SAIAM DAQUI ANTES QUE EU LEVEM VOCÊS PARA A DELEGACIA!
E foi assim que passei meu domingo com Jellal. Chegamos todos molhados em casa, todos acabados e cansados por causa daquela situação.
Queria bater em Natsu também, mas Jellal me impedia toda vez. E ainda tive que aguentar os dois se xingando no meio do caminho.
Natsu... Você ainda vai me pagar!
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