Meu Querido Onii-chan

43 2ª temp - O colégio interno de Natsu


Notas iniciais
Olá coleguinhasssssss o/ resolvi postar mais cedo, porém irei postar +/- de 3 em 3 dias. Espero que gostem dessa nova temporada, tem muita coisa a acontecer ^^

– Ei, Lucy? Você está bem, filha? Faz horas que você está trancada aí no quarto... Já estou muito preocupada. Por que você não me responde?

Fiquei em silêncio.

Desde que havia chegado na casa de minha mãe, a única coisa que queria era ficar sozinha. Na verdade, o que eu mais queria mesmo era o Onii-chan. Onde ele estaria neste momento?

Passou apenas um dia desde que cheguei em nos EUA. Minha nova casa era pequena e vazia, diferente da de antes. O lugar era bem desagradável, mas por um lado, eu estava feliz por ver minha mãe novamente.Só que mesmo assim, a única coisa que fiz desde que cheguei em casa, foi abraçá-la e ir para meu novo quarto. Aqui, pude ficar sozinha e chorar. Chorar muito. Isso desde quando tinha saído do Canadá, me serando de Natsu.

Aquela cena horrível dele tentando impedir meu pai de me levar embora e o seu "Lucy, eu te amo!" não saia da minha cabeça, e mesmo eu ligando mil vezes em seu celular, ninguém atendia e dizia que o celularl estava desligado.

– Lucy, abra a porta, por favor! Você não me contou nada até agora. O que foi, filha? — ela perguntava e batia do outro lado da porta.
Me olhei em um espelho velho e vi meu rosto vermelho com os olhos cheios de lágrimas. Não podia deixar minha mãe me ver assim.

– Luuucy!

Limpei minhas lágrimas e respirei fundo, saindo da cama e abrindo a porta. Vi minha mãe sorrindo, até que viu minha expressão e seu sorriso sumiu do rosto.

– Filha? Pode me dizer o que houve? — ela perguntou sussurrando em meus ouvidos, enquanto alisava meus cabelos.

– Nada, mãe...

– Lucy, você pode enganar qualquer um, menos a sua mãe. Conta, poxa! — ela novamente deu aquele seu sorriso caloroso.

Como seria contar para minha mãe que me apaixonei pelo meu "quase-irmão"? Não seria algo legal de se ouvir.

– Ah, é que sinto falta de casa. — menti.

Ela me olhou desconfiada e suspirou.

– Hmmm, ok. Não quer contar, então não conte. Mas quando estiver preparada para contar, eu estarei aqui para te ouvir. — ela me abraçou.

Minha mãe preparou o café da manhã, um simples bolo acompanhado de café. Bem diferente da minha antiga casa, onde havia uma enorme mesa cheia de coisas diferenciadas. Tudo era muito diferente. Mas aquilo era o que menos me encomodava, pois a única coisa que eu queria de verdade era Natsu. Para onde Evergreen o levaria? Com certeza ela não ficaria mais morando com meu pai, e isso me preocupava. Será que tudo seria o fim?

[NATSU narrando]

– Naaaaatsu, ande logo. Eu não quero mais te ver demorando desse jeito. Você vai se atrasar! — ouvi a voz de Evergreen berrar pelos corredores de casa.

– Para de reclamar! Você está enchendo o saco.

– Quer bancar o grosso agora? Olhe o jeito que você fala, eu sou sua mãe! Agora anda, vai! Arrume logo essa gravata e traga logo suas coisas.

Tudo estava dando errado em minha vida. Tudo.

Em primeiro lugar, minha mãe havia se mudado de cidade, onde logo arranjou um novo namorado. O cara mais chato da face da terra: Bickslow. E além daquela velha ter quebrado meu celular para me impedir de falar com a Lucy, teve que me colocar em um colégio interno. Um dos únicos colégios que havia na nossa nova cidade, que por sinal era bem pequena. O problema é que ela teve que me colocar no pior! Tudo para ficar longe de Lucy.

– Anda logo, Natsu! — o namorado dela gritava. — Você vai se atrasar!

– Cala a boca, quem é você para mandar em mim? — rebati.

– Argh, olha essa boca hein, Natsu! Espero que nesse seu novo colégio interno você comece a mudar e se tornar mais obediente. — Ever falava.

Ajeitei minha gravata e meu uniforme, que era todo preto. O que será que me esperava nesse novo colégio? Um monte de adolescentes riquinhos e mimadinhos, onde eu teria que aguentar? Isso não será nada legal.

Coloquei minhas malas no carro e entrei. Ever e Bickslow me lavaram para o novo colégio, onde ficava no começo de uma estrada. Tudo aquilo me surpreendeu. Achei que o lugar seria algo com classe, mas parecia ser mais um prédio velho e mal cuidado.

Saí do carro junto com minha mãe, que me levou até a portaria.

– Espero que você se comporte nesse novo colégio. Sei que você não vai me ver, mas é seu último ano antes da faculdade, então você não vai sofrer tanto. — ela piscou. — Ah, e boa sorte com as garotas!

– Você é doida, né?

– Não. Por isso te coloquei aqui. Tenho certeza que você não será capaz de fugir e ir atrás de Lucy. Agora vai, e boa sorte. — Evergreen ajeitou um pouco mais minha gravata e uma mulher estranha de cara feia apareceu em minha frente.
– Olá, Natsu. Eu sou a diretora daqui. Agora pegue essas suas malas e ande para dentro. — ela dizia séria.

Seu olhar era tão assustador que me fez obedecê-la na mesma hora. Segui em frente, atravessando um enorme jardim cheio de árvores e flores murchas. Que lugar mais estranho!

– Ande mais rápido! Acha que você entrou aqui para ficar dando moleza? Não. Aqui é um colégio interno cheio de regras. E ninguém está aqui para suportar alunos irresponsáveis!

Estou empolgado! Sempre gostei de coisas difíceis, e aquele lugar seria um grande desafio para fugir e ir a procura de Lucy.

Lucy... Sinto tanto sua falta... Mas nada, nem ninguém irá me impedir de correr atrás de você.

Acelerei meus passos e entrei pela porta. Havia um pátio enorme, onde tinha duas escadas levando para o segundo andar. Pelo que eu vi, o prédio era bem grande e alto. Acho que aquilo deveria ter uns seis andares. O lugar era completamente velho e sombrio. Havia vários alunos pelo pátio, todos desanimados e com cara de tédio. Uns estavam jogando baralho em uma mesa, outros estavam conversando e rindo alto e até mesmo havia alunos que estavam bebendo e fumando naquele lugar.

– Que merda é essa?! — perguntei, me virando para a diretora.

– É nessa merda que você vai viver apartir de agora. Agora, suba! — ela respondeu tão alto, que a atenção daqueles alunos vieram toda para mim.

Eles ficaram me encarando em silêncio, depois começaram a cochichar. Um grupo de garotas correu até mim, onde me abraçaram. Elas usavam mini saias e blusas com um decote enorme. Tudo era preto. Aquele lugar mais parecia um velório do que uma escola.

– Oiiiiiii, seu lindo! Quem é você?

– Awwwwn, como ele é fofo!

– Adoro alunos novos, seja bem vindo, garoto de cabelo rosa!

Várias meninas chegaram pra cima de mim, mas entre elas, uma me surpreendeu. E muito!
Uma garota de vestido preto veio até mim, onde me agarrou pela nuca, me roubando um beijo.

– Olá, prazer. Sou Sherry.

– EI, o que você tá fazendo? — empurrei ela longe de mim. Mesmo não fazendo tanta força, a garota quase caiu, mas por sorte foi segurada por dois garotos.

–Ai! — ela gritou e se aproximou de mim novamente. — Ui, como você é selvagem. — disse segurando o meu queixo. — Adoro homens assim.

– Você é idiota, ou o quê? Eu tenho namorada.

– Awwwwwwn, desculpinha. E ela está estudando aqui?

– É... — fiz uma pausa, um pouco sem graça. — Não.

– Oh, então é caso perdido. Desculpe... Natsu, não é?

– Sim. Mas caso perdido? Por quê?

A garota começou a dar gargalhadas no meio do pátio, enquanto todos ficavam em silêncio.

– Ter uma namorada e estudar em um colégio interno não é uma boa opção. — ela ria que nem doida. — Ainda mais aqui, no colégio Hamtaro.

– COLÉGIO HAMTARO????? QUE MERDA É ESSA?

– É, querido. Colégio Hamtaro.

– Que nome mais estranho, conheço um anime que tem esse mesmo nome.

– Enfim, me desculpe. Mas você acha mesmo que pode ser fiel a sua namorada, quando tem um monte de garotas lindas por aqui? Você vai ter que aprender a conviver com todas nós, mocinho. — ela me puxou pela gravata enquanto várias garotas foram pra cima de mim.

– Achei que esse colégio interno seria algo descente. Mas vi que só tem putas aqui. — disse, pegando minhas malas e subindo pelas escadas.

– Pois é, todos pensam isso. Seja bem vindo, Natsu. E espero que você se dê bem neste novo inferno. Não esqueça meu nome, heiiiiiiin! Sou a Sherry!

Sherry? Ah, cale a boca, sua vadia. Eu irei sair logo desse lugar a única coisa que irei fazer é ir atrás de Lucy. Não importa o que aconteça, irei sair o mais rápido desse lugar!

Subindo pelas escadas, me deparei com várias portas. Todas tinham número, então lembrei de quando Evergreen havia me passado um número, que seria do meu quarto.

Quarto N°100, no último andar.

Vou ter que subir todos esses degraus pra chegar lá no quinto dos infernos? Bosta!

Depois de quase dez minutos, cheguei no último andar. Eu já estava exausto. Muuuuuuito, exausto. Tive que andar até o fim do corredor, onde encontrei o quarto 100! Que pelo jeito, era o último.

Peguei a chave e abri a porta. O quarto era bem pequeno e apertado, onde havia apenas um janela, que estava aberta.

Haviam apenas três camas. Em uma delas, estava deitada um garoto de cabelos negros lendo um livro. Ele estava tão concentrado que não percebeu minha presença. Hmmm, melhor assim!

Fiz silêncio para não atrapalhá-lo e coloquei minha mala em cima de uma cama, que estava completamente vazia. Lá mesmo, deitei na cama e fechei os olhos.

Dez segundos depois, senti a respiração de alguém perto da minha. Quando abri meus olhos, me deparei com o garoto quase em cima de mim, com o rosto perto do meu.

– QUEM É VOCÊ?????? O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? — saltei da cama e o empurrei.

O garoto ficou parado me olhando. Seus olhos brilhavam.

– Oi, eu sou Rogue. E você?

– Meu nome é Natsu.

– Natsu? Ah, o garoto novo. — ela me olhou dos pés a cabeça. — Uau, você é bem bonito. E esse seus cabelos me seduzem.

– HAÃÃÃA? QUAL É A SUA, CARA? EU TENHO NAMORADA!

Ele deu um sorriso.

– Relaxa. Seja bem vindo, Natsu. Seremos grandes colegas de quarto. — ela piscou.

O olhar daquele cara era penetrante. Aquilo me dava até medo, pois ele parecia um tarado.

– Você curte homens, cara? — perguntei.

O garoto de cabelos negros se virou, me ignorando e pegando seu livro novamente.

Fui observar a janela do meu quarto. Dava para um campo enorme, porém bem abandonado.

Onde estava a saída daquele lugar? Eu precisava ter um pouco de noção de como faria para fugir. Não ia aguentar por muito tempo, ainda mais longe da Lucy.

Falando nisso, como será que ela está? Queria poder ouvir aquela sua voz, ver ela me fazendo rir e me divertir. Eu a amava muito, e o que mais sentia naquela hora era a sua falta.

Com certeza ela estaria preocupada comigo. Ainda mais pelo motivo da minha mãe ter tirado meu celular. Mas logo aquilo ia acabar. Eu farei tudo pela Lucy. Tudo para consegui-la de volta.

Ouvi alguém abrir a porta e vi uma garota muito bonita. Ela era loira e bem pálida, dos olhos verdes.

– Olá! Qual é o seu nome? — perguntou, me dando um grande sorriso.

– É... Natsu. — falei, com vergonha.

Aquela garota ela diferente de todo aquele pessoal estranho que vi até agora. Espero que ela seja legal.

– Oi, Natsu-kun! Eu sou Mavis, prazer! Você é novo aqui, não é?

– Sou sim.

– Por favor, não se assuste com as pessoas desse lugar. Você irá se acostumar.

– Hm... Achei que aqui seria aqueles colégios internos certinhos, que nem nos filmes.

– Hmmm, pra ser sincera, não é nada disso. A diretora e os trabalhadores daqui não prestam pra nada, sem ofensas. Eles não estão nem aí para os alunos.

– Sério?????

– Mais ou menos. Eles só prestam para acabar com os alunos.

– Como assim, Mavis?

– Se você fazer algo errado, aí sim... Eles mudam completamente.

– O pessoal daqui faz bastante coisa errada. Você viu? Eles estavam bebendo e fumando!

– Sim, sim. Mas isso é normal. Porém existem coisas aqui que tem que ser obedecidas. Por exemplo, respeitar os professores. Agora, essas coisas de beber, fumar, ou até mesmo fazer sexo por aí... Eles nem ligam.

– Que lugar estranho! Aqui é um puteiro, ou o quê?

Ela riu.

– É por isso que vim aqui. Pelo menos posso fazer sexo com quem eu quiser, sem ninguém se importar. — Rogue disse, me encarando com aqueles seus olhos penetrantes.

Eu não gostei desse cara, nem um pouco!

Será que eu estava preparado para aquela escola? Pelo menos eu já sabia como ser expulso daqui.

Agora sim, estou empolgado!