Meu Querido Diário
7 A verdade
Notas iniciais
1 mês depois...
PDV Bella
Desde o beijo no shopping eu e Edward passamos a ficar frequentemente, praticamente todos os dias. Não era um namoro, eu acho. Pelo menos ele não disse nada.
Bem, eu não sei. Não entendo nada dessas coisas, na verdade. E eu realmente espero que essa questão seja resolvida. Sempre me senti completa quando estava com Edward e essa sensação vem aumentando cada vez mais, a cada toque, a cada abraço, a cada beijo...
Eu o amo.
E agora eu tenho certeza disso. Parei para pensar e analisar e descobri que apenas com Edward consigo me sentir bem, e é como se todos os problemas na escola simplesmente desaparecessem. É com Edward que quero ficar, não me restam dúvidas.
Mas há uma coisa que não sai da minha cabeça: tenho praticamente certeza que já o conhecia antes. Ás vezes, em sonhos, me vem pequenos flashes de duas crianças brincando no jardim de uma enorme e bem bonita casa. Uma consigo reconhecer muito bem: sou eu. E a outra é sempre um pouco borrada e apagada, mas semelhante com o Edward (eu nunca poderia confundir aqueles olhos verdes).
Isso vem me intrigado de uma maneira devastadora e dolorida. Edward me escondia alguma coisa? Quem era ele? Eu sabia mesmo a verdade e com quem eu estava me metendo?
PDV Edward
Querido diário,
penso que é a hora. É a hora de revelar o segredo. Bella e eu estamos próximos e cada vez mais os nossos laços vem tornando mais fortes. Ela confia em mim agora, e não pode saber como fico feliz.
Claro que me resta um certo medo de perdê-la se revelar, mas devo criar coragem. Já enrolei por muito tempo e acredito que contando poderemos viver uma vida de casal. Será?
Amo Bella e tenho quase certeza que é recíproco.
Diário, se você pudesse falar o que me diria?
E.C.
Terminei de escrever e deitei em minha cama para refletir. O que o diário me diria?
Ele me conhece como ninguém, e acredito que diria que deveria ir em frente e tentar. Afinal é tentando que se aprende, é caindo que consegue levantar. Sem tombos não há aprendizado.
Mas tenho medo de perdê-la. Isso doeria mais, e pior ainda se fosse definitivo.
Mas voltei para cá com esse objetivo. E se não tentar, ao menos, não vou conseguir.
Então era isso: confuso, porém, certo do que devo fazer. Em toda a minha vida busquei essas reflexões que apesar de muitas vezes doloridas, me ajudavam muito a decidir o que é o certo e o que é errado. Sempre fiz o certo, e agora isso não poderia mudar.
No dia seguinte...
— Boa tarde, Bella. — a cumprimentei com um selinho.
- Boa tarde. — ela sorriu.
- Como foi a aula, princesa? — sentei-me no lugar de sempre, colocando minha mão em cima da dela, como todos os dias.
— Normal. — Bella deu de ombros — Você me parece meio tenso...
— Eu estou...
— Por que? Aconteceu alguma coisa? — sua expressão mudou de amável para preocupada.
— Não é nada demais, só preciso te contar uma coisa.
— Algo sério?
— Um pouco.
— Então conte logo, Edward.
— Bella, olha, eu tenho medo da sua reação então me prometa que seja o que for não vai sair e me deixar sozinho ou ficar brava comigo?
Sabia que aquela pergunta a deixaria muito mais curiosa e ansiosa, mas precisava da resposta.
— Sim, Edward. Eu prometo. Agora me conte logo, pelo amor de Deus, antes que eu tenha um ataque do coração!
— Me preparei 50 vezes antes de vir para cá, mas olhando nos seus olhos todas as minhas ideias de como contar e o que dizer simplesmente desaparecem. — suspirei e, apesar da vergonha e da incerteza, olhei em seus olhos — Você sabe que quando criança sofreu um acidente, não é?
Ela se ajeitou na cadeira. Aquele assunto visivelmente a deixava desconfortável.
— Sei. Foi nele que eu perdi a memória. — ela suspirou — Edward, precisamos mesmo tocar nesse assunto? Não gosto de falar sobre isso.
— Bella, eu imagino que esse assunto te incomoda mas...
— Edward, como você sabe disso? — interrompeu — Eu nunca disse nada disso a ninguém.
Suspirei.
— Sei disso porque, bem... — abaixei os olhos. Não conseguia olhar para Bella naquela hora — eu fazia parte da sua vida antes do acidente. — enchi meu peito de ar, e principalmente de coragem e disse tudo — Eramos amigos quando pequenos, mas meus pais tiveram de se mudar, então nos separamos. Você ficou muito triste, talvez tanto como eu. E quando o acidente aconteceu... seus pais quiseram nos separar para você não se lembrar de mim nunca mais e não sofrer por isso fui apagado da sua vida. Nossa relação era tão boa... E eu confesso: era e sou apaixonado por você. — nem conseguia acreditar que estava conseguindo falar tudo isso de uma só vez — Depois desses anos todos, quando pude, vim atrás de você nesse café e todos os dias tentava tomar um pouco mais de coragem para falar com você. Bella, você é tão incrível e me surpreende a cada dia. Desde que — finalmente consegui olhar para ela. Bella estava para olhando para mim prestando muita atenção em tudo que dizia — começamos a conversar minha vida mudou completamente e nem preciso dizer que para melhor, não é?!
Em sua boca formou um pequeno sorriso, para mim era um sinal que continuasse.
— É só quando estou ao seu lado que consigo estar feliz e quando estamos longe você é a pessoa que penso o tempo todo. Bella, doeu muito ficar longe de você e, por favor, não fique brava, pequena. Não me faça ficar longe de você por mais tempo.
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