Notas iniciais
Para começar obrigada pelos favoritamentos aninha castro e diana malik. Sei que só tinha um capitulo mas vocês me deixaram bastante feliz. E como vocês amaram está aqui o segundo capitulo, espero que gostem. Boa leitura.

— EU VOU MATAR O DEMITRE – Grito olhando para a mulher ridícula que estava no espelho.

Como é que Demitri me dá uma fantasia de galinha. Aquele tipo de fantasia com a barriga estufada. Os meus braços movimentam as asas que tem até penas. E essa cabeça com um bico enorme que tem que usar está me matando. Vou pagar o maior mico da minha vida indo a algum lugar com esse troço.

Eu não imagino para onde ele foi com esta fantasia, deve ter ido para o gueto. Onde raios o Demitri foi com essa fantasia de galinha? Não deve ter sido uma festa muito bonita. E com certeza não foi a parada gay. Ele só vai de sunga e a bandeira LGBT nas costas.

— Claire – John bateu na porta – Nós vamos nos atrasar. Sai logo desse banheiro.

— Eu não vou sair vestida nessa coisa. – Grito novamente.

— Vamos, Claire. A sua fantasia não deve ser pior que a minha.

— Promete que não vai rir? – Peço com a voz chorosa.

— Está bem. Eu não vou rir.

Olhei novamente para o espelho. Por que o Demitri fez isso comigo? Era melhor ter dado uma tapa na minha cara. Nunca mais vou pedir alguma coisa a ele. Respiro profundamente varia vezes antes de abrir a porta. John me olha por um instante antes de cair na gargalhada.

— Você disse que não ia rir – Falo com raiva.

— Não pode pedir uma coisa dessas. Você está vestida de pintinho.

— Isso é uma galinha. – Bufei.

Estou parecendo uma orca. A barriga avantajada e os braços como as asas. Além do pé de galinha tem a meia calça listrada vermelha e amarela.

— Não vejo diferença se fazem parte da mesma família.

Fiz cara feia para ele e mostrei-lhe a língua, um gesto bastante infantil.

— Claire, não fica assim. – Ele mordia o lábio tentando prender o riso – Eu estou vestido de pinguim.

— Você se veste de pinguim todos os dias.

— Aquilo se chama terno. – John agora ficou serio. Suas mudanças de humor repentinas ainda vão me matar.

— Você não disse que estávamos atrasados. – Digo tentando mudar de assunto.

— Vamos. – Saímos do quarto de hospedes ao qual eu tinha usado o banheiro. Chegamos à sala e ele me deu a minha bolsa. – Iremos no seu carro.

— Por quê? O seu quebrou? – Pergunto indignada.

— Não conseguirei dirigir com isto. – John aponta para a sua fantasia aonde o fundo quase chega aos pés.

Convencida, saio do apartamento e começo a descer as escadas. Será que vamos para alguma festa de carnaval? Nós não estamos no Brasil. Ainda vou jantar esta noite com o casal apaixonado para me lembrar de que faz um ano que estou sem ninguém. Preciso tirar umas férias, principalmente do Sr. John. Ainda estou no decimo andar e esse pé de galinha desgraçado não ajuda muito. Tiro os sapatos pé de galinha começando a descer os degraus mais rápidos. Chego à garagem encontrando John encostado na BMW.

— Você não se cansa, não? Assim demora mais. – Reclama bastante arrogante.

— Mude-se para uma casa, então. – Respondo no mesmo tom de sua arrogância.

Entro no carro jogando os sapatos de galinha no banco de trás. John senta-se no banco carona. Ligo o carro e saio da garagem. As ruas de Los Angeles estão calmas, claro, ainda é domingo.

— Para onde vamos? – Pergunto olhando para frente.

— Sou o seu guia. – John diz com o ar de riso, mas não tenho como olha-lo ou sofreremos um acidente.

Dirigi enquanto John dizia esquerda, direita, siga em frente, etc... Avancei o sinal sem querer recebendo vários palavrões da parte do Senhor Certinho. Acabamos chegando a uma mansão enorme. Paro o carro bem em frente ao portão. No entanto o que vi não me agradou em nada.

— Festa de criança? John me diz que isso é uma brincadeira. – Fecho os olhos segurando o volante com bastante força.

— Ninguém nunca deixa de ser criança, Claire.

— Eu me recuso a fazer este papel de besta. – Falo com a raiva subindo a cabeça.

— É rápido. Você nem vai sentir o tempo passar. – Afirma saindo do carro.

Faço o mesmo batendo a porta do carro com certa força. John foi para o interfone avisar a nossa chegada. Sou capaz de adivinhar que ele se ofereceu para animar a festa só para me humilhar. Chego perto do portão onde John estava, ele me olha de cima a baixo e para nos meus pés franzindo a testa.

— Galinha não tem pés de ser humano. – Seu olhar era de advertência.

— Que droga – Exclamo voltando para a BMW para pegar os pés de galinha.

Abro a porta traseira, pego os sapatos horrorosos e os calços. Volto para frente do portão onde o segurança o abre para deixar-nos entrar. Andamos em direção à festa passando por um magnifico jardim muito bem cuidado. Em uma extremidade do jardim acontecia à festa. Tinha um pula-pula, uma piscina de bolinha, um palco pequeno com uma banda infantil e do outro lado do jardim imenso tinha mesas e cadeiras para os pais das crianças. John começa a andar na minha frente, ele estava andando bastante estranho.

— John, você está com algum tipo de assadura nas partes intimas?

Ele para de andar e vira-se para me olhar.

— Não. Por quê?

— Seu jeito de andar está estranho.

— Como posso andar normal se essa fantasia ridícula não deixa. – Reclama – A proposito, nunca mais peça mais nada a esse seu amigo.

Reviro os olhos recebendo mais um olhar de advertência. Uma mulher loura em um vestidinho rosa bem elegante nos ver e começa a aproximar-se.

— Vocês estão atrasados. Deviam estar aqui há meia hora. – Ela diz reclamando com uma voz fina ao chegar perto de nós.

John me lança um olhar como se dissesse “eu falei”. Reviro os olhos novamente e volto à atenção para a loura que agora estava encantada com a beleza do pinguim ao meu lado.

— Nos atrasamos sem querer, mas já estamos aqui. – John diz com o seu tom de voz que encantava as mulheres. – Podemos começar a trabalhar?

Ela continuou admirando John. Sei que o meu chefe é um pedaço de mau caminho, principalmente com seus olhos verdes esmeraldas. Inclusive eu ficaria sem palavras. Mas se ela convivesse com ele nunca mais iria querer olhá-lo na vida. John pigarreia antes de falar:

— Senhora?

— Oh, sim. – Exclama a loura, acordando do transe – Podem começar a animar as crianças.

— Obrigada. – Agradecemos.

A mulher volta para a região dos adultos enquanto eu e John íamos em direção as crianças. Quando nos aproximamos sofremos o que parece um ataque. Todas as crianças correm para nos abraçar, puxando-nos para participar da festa. Essas pessoas não querem animadores, querem uma babá para cuidar das crianças enquanto se embebedam. Nunca me dei bem com crianças, por isso não sei animar crianças. Meninas e meninos gritando. Fizeram-me sentar em uma das almofadas coloridas que estavam perto da pista de dança. John caiu no chão por causa da fantasia que dificultava tudo. John conversava animadamente com as crianças, ele sempre foi bom com elas. Uma das coisas que admirava nele. Menos a canalhice, isso é pedir demais para mim.

— Galinha? – Uma menininha eu acho que tinha cinco anos me chamava. — Galinha?

Viro à cabeça para os lados até raciocinar que a galinha que ela chamava era eu.

— Sim? – Sorrio lindamente ao ver a beleza da garotinha loura.

— Quer pirulito? – Oferece com uns dez pirulitos em uma mão e na outra segurava o que chupava.

— Não. Mas muito obrigada, linda. – Agradeço ainda rindo. Sempre detestei doces. Nunca entendi como uma pessoa podia gostar de coisas que enjoa rápido.

— É gostoso. – Continuou a menina.

— Não obrigada.

Ela deu de ombros e voltou a chupar o pirulito se sentando ao meu lado direito.

— Tem certeza? Eu tenho vários aqui. – Insistiu.

— Se ela não quiser eu quero. – John pega uns cinco pirulitos da menina e senta-se ao meu lado esquerdo. – Claire, preciso entrar na mansão. Tenho que achar os arquivos contendo os roubos da empresa do senhor Potter. – Sussurra para que só eu ouvisse.

— O que vai fazer com os adultos ali? – Sussurro de volta sorrindo disfarçadamente para as crianças.

— Tenho uma distração.

— E qual seria essa distração? – Enrugo a testa.

John levanta-se indo em direção ao pequeno palco onde a banda estava tocando. Pede para pararem a musica e pega um microfone para ele. Minha orelha coçava o que significa que iria sobrar para mim.

— Senhoras e senhores, meninos e meninas. Queremos que se divirtam bastante, então a nossa tia Galinha irá cantar para vocês.

— Eu não acredito que ele fez isso. – Digo para mim mesma.

Notas finais
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