Notas iniciais
OBRIGADO A TODOS QUE ESTÃO COMENTANDO E LENDOOOO E para as #teamLeo, É POV LEOOO GENTTEEEEE ♥

POV Leo

Não me agradava voltar a ter missões tão cedo. Apesar do sucesso do Argo II, eu não estava animado com tudo isso. Carly era uma boa companhia, até que ela começava a me ignorar e reclamar das minhas brincadeiras.

Ela me lembrava Calypso.

Nossa missão estava indo bem, até que Nico DiAngelo resolveu "ajudar". Nossas diferenças eram visíveis. Não gostei de ter que viajar num cão infernal, afinal, ninguém tinha controle sobre ele, ou ela, no caso. Tentei pensar que era parecido com Festus, mas não tinha comparação.

Graças aos deuses, chegamos logo próximo aquele maldito ferro velho. Tinha alguma coisa que me chamava aquele lugar. Por mais sombrio que ele fosse, sentia que ali eu estaria em casa. Mas eu não estava animado pra entrar naquele lugar, eu sabia que se eu pegasse alguma coisinha, um monstro horrível iria vir atrás de mim.

Ai, do nada, descubro que sou o único que tem permissão para entrar. Ótimo, pelo menos me livraria do Nico por um tempo, mesmo que secretamente não me agradava deixar ele com Carly.

– Eu vou – Nico disse, acabando com qualquer coisa boa que aquela situação poderia ter. Supliquei em silencio para que Carly protestasse, mas ela pareceu gostar do meu sofrimento.

Então, depois de mais um pouco de conversa, Nico e eu partimos em direção ao ferro velho. Vi que ele estava mais pálido que o de costume. Ele sempre direcionava olhares de ódio a todo lugar, mas, sinceramente, eu não queria ser esse ferro-velho.

– Olha, Nico, eu sei que é difícil, então se quiser...

– Não Leo, eu não vou voltar.

Ficamos em silencio até chegar lá. Pensei que Nico ia desmaiar, ele estava transparente. Chegamos ao portão do ferro-velho. Do nada, um robô, mais ou menos de 2 metros de altura, surgiu.

– Filho de Hefesto, sua entrada é permitida – falou com uma voz parecida com a do meu pai – Porém, você não tem permissão para tocar em nada. Filho de Hades – ele se virou para Nico – Sua entrada só será permitida ao passar por um desafio, totalmente sozinho.

– Eu aceito.

– Você terá que me trazer uma alguma coisa que uma vez já foi tirada daqui – disse ele apontando para o ferro-velho. Nico sorriu. E por um momento pensei que ele tivesse ficado louco, não imaginava onde ele encontraria tal peça. Ele simplesmente pegou a mochila e mostrou um estatua de um deus, Hades se não me engano.

– Como consegui isso? – perguntei, assim que o robô nos permitiu entrar.

– Quando minha irmã veio a esse ferro-velho, foi a primeira e única missão dela. Ela havia se tornado uma caçadora a pouco tempo. Ela viu essa estatua e se lembrou de mim, eu era viciado em um jogo chamado Mitomagia e esse era o único que eu não tinha, meu pai, Hades.

“Ela achou que ninguém perceberia e que ela poderia levar essa estatua para mim. Porém, alguém percebeu e ela acabou morrendo numa batalha, por ter tentado tirar essa estatua daqui. Percy então fez questão de guardar a estatua e entregar para mim. Desde então carrego ela para todos os lugares.”

Pensei em fazer uma piada sobre ele ter guardado um presente do Percy, mas achei melhor ficar quieto. Era um milagre ele ter me contado essa historia, mas acho que ele achou necessário.

– Olá meninos – disse a voz de uma mulher. Eu não a reconhecia e aparentemente Nico também não. – Pelo visto, nenhum dos dois sabem que eu sou? Nem você, Filho de Hefesto? — Negamos com a cabeça, a mulher pareceu contente. – Vejam se não são os viajantes em busca do amor.

– Não estamos atrás do amor, estamos atrás de Afrodite! – falei.

– Parece que a parceira de vocês deixou um detalhe de fora então – ela piscou – Um detalhe muito importante por sinal – ela tinha uma voz suave e tão irônica que dava vontade de vomitar.

– Carly teria contado qualquer coisa que fosse importante – Nico resmungou. Foi impressão minha, ou tinha algum motivo a mais para que ele defendesse Carly?

– Quanta inocência – ela gargalhava. – E ironia. Você ainda convive com ele, mesmo depois de tudo? – ela perguntou pro Nico. Eu sabia do que ela estava falando e não gostava de relembrar isso. – Gostaria de ouvir a história outra vez, podem me contar?

Ambos negamos. Essa historia não agradava a nenhum dos dois. Ninguém gostava de lembrar da dor.

– Será que eu vou ter que obrigar vocês a falar? Ah não, isso seria tão insensível, imagine se vocês falassem mais que deviam?

– Não vamos falar nada – falei – Deixe a gente passar.

– Jovem semideus, é por minha causa que vocês estão aqui, é por minha causa que tudo está acontecendo. E agora vão me falar exatamente o que eu perguntar! – uma poeira roxa sai dos dedos dela e eu do nada senti que podia confinar naquela pessoa, pensei que era...

– Carly – Nico falou. Desviei o olhar dele e voltei a olhar para a mulher e realmente parecia a Carly.

– Agora vocês vão me falar o que aconteceu entre vocês – eu ia começar a falar de como descobrimos que Nico estava em perigo, então ela completou – Depois da missão dos 7.

– Leo me pediu ajuda para chegar à um lugar – Nico começou – Ele disse que tinha que cumprir uma promessa. Que alguém estava esperando por ele.

– Pedi a ele que me levasse à Ogígia – continuei – Precisava voltar para Calypso

– Vocês chegaram lá?

– Sim – respondeu Nico – Chegamos, foi até fácil, porém, quando tentamos sair...

– Não conseguimos.

– Só os heróis por quem Calypso está apaixonada consegue sair de lá – ela concluiu.

– Ela não me amava mais – eu falei, sentindo as lágrimas nos meus olhos – Ela amava ele.

– Eu a amava também, tínhamos combinado de fugir e arranjar um jeito de buscar Valdez de volta.

– Mas ela não fugiu, não é? – assenti em resposta.

– Ela disse que somente ela sabe quão solitário é ficar nessa ilha. E que não deixaria ninguém lá. – Nico respondeu.

– Certa manha, Zeus apareceu na ilha – Nico agora estava chorando e eu me segurando para não chorar também – E disse que um de nós teria que deixar a ilha, consequentemente, deixar Calypso.

– Ela ouviu a proposta – Nico disse em meio as lágrimas – Mas não ouviu nossa resposta.

– Dissemos a Zeus que nenhum dos dois deixaria ela, e ele concordou em tirar nós três de lá, mas... já era tarde

– Calypso se matou por não aguentar ter que ver o amor partir mais uma vez.

– Nico diAngelo roupou Calypso de mim! – quase gritei.

– E você a fez se matar!

– QUANTAS VEZES VOU TER QUE DIZER QUE NÃO QUERIA ISSO TAMBÉM?

– A MESMA QUANTIDADE DE VEZES QUE IMPLORAVA PRA ELA VOLTAR PRA VOCÊ!

– Tão lindo – a mulher voltou a sua forma de antes, não parecia mais a Carly. – Agora é hora de destruir vocês!

Então ela começou a girar, formando um furação de areia. A areia sugava tudo que estava no ferro-velho para um buraco. Havia explosões por toda parte, varias coisas acertaram Nico e eu enquanto corríamos lado a lado para fora daquele lugar.

O ódio começava a surgir em nos novamente. Um objeto atingiu minha perna e eu pensei que devia ter quebrado.

– Eu devia, mas não vou te deixar morrer – disse Nico me entregando um pedaço de Ambrósia.

Depois de desviar de muitas coisas e salvar a vida do outro varias vezes, conseguimos sair, segundos antes do ferro-velho sumir no deserto.

Notas finais
E ai? Acham quem a rixa dos dois podem prejudicar a missão? Será que Carly vai aguentar os dois? Será que ela vai continuar escondendo o segredo? Dicas? Comentários? Sugestões? RESPONDAMMMMMMMM