Meu Parceiro De Apartamento
6 Capítulo 6 - Almoço / Parte I
Notas iniciais
Um beijo para vocês, suas lindjas ♥
11h40m
Parei de ler o livro após ver o horário, calcei uma sandália com um salto baixo e continuei com o vestido que usara, coloquei meu cabelo para os lados e amarrei com um prendedor de cabelo, deixei minha franja caída como sempre, procurei minha bolsinha dentro da mala e pus dentro dela meu celular e dinheiro para o taxi de ida e volta, procurei David pela casa, mas não o encontrei, será que ele havia saído? Eu me perguntava. Fui até a porta de seu quarto e bati algumas vezes.
– David?
– Sim...? –me senti aliviada por ouvi-lo.
– Eu estou saindo.
– Certo, cuidado para não se perder.
– Não irei. –saí de perto da porta.
– Espera! –disse ele, parecia estar se levantando da cama.
– O-O que foi?
Ele abriu a porta e me encarou, ele estava com olheiras e muito pálido, me assustei com a sua aparência, como ele ficou assim em tão pouco tempo?
– Você está horrível! Aconteceu alguma coisa? –arregalei os olhos.
–... Aonde você vai mesmo?
– N-Na casa da Eliza, conhecer o marido e o filho dela.
– O filho dela? Por quê? –que tipo de pergunta era aquela?
– Como assim “Por que”? Ela me convidou.
– Certo, se divirta então. –ele ia fechar a porta, mas eu impedi.
– Por que você sempre muda de assunto e não me responde? Que saco! –me irritei.
– Desculpe, pode ir... –disse ele sendo interrompido por tosses.
– Você está se sentindo bem? Gostaria que eu trouxesse algum remédio?
– Não, pode ir. –ele fechou a porta.
De alguma maneira a voz e a aparência de David estavam estranhas, fiquei preocupada, ele poderia estar muito doente, mas ele não tinha mais cinco anos para ser cuidado, então esqueci. Usei a chave gêmea que eu tinha do apartamento e abri a porta, saí e tranquei-a novamente, coloquei-a na bolsa e fui para a porta do prédio.
Era a primeira vez que eu iria sair para algum lugar desde que cheguei à Califórnia, fiquei um pouco nervosa, mas de qualquer maneira eu tinha dinheiro para pagar um taxi, cheguei até a portaria e o porteiro puxou conversa, ele tinha cabelos grisalhos com umas partes pretas, e tinha uma barba que estava recrescendo.
– Olá, boa tarde. –disse ele me dando um sorriso.
– Boa tarde –sorri de volta –, à essa hora passam taxis?
– Passam sim, deixe-me chamar um para a senhorita. –ele saiu até a ponta da calçada.
– O-Obrigada. –agradeci, mas acho que ele nem escutou.
Rapidamente um taxi já estava parado na ponta da calçada, agradeci por ele ter pedido para chamar um taxi, nunca fui boa nisso, uma vez fiquei totalmente molhada com a água da chuva que estava no chão, parece que tenho certo azar na vida.
– Aí está moça. –disse ele abrindo a porta do carro a mim.
– Muito obrigada.
– De nada, como é mesmo seu nome?
– Elizabeth, pode me chamar de Liza para simplificar. –sorri.
– Sou Jhonny.
– Muito prazer Jhonny, enfim, estou quase atrasada, até mais tarde. –entrei no carro.
– Até. –ele acenou quanto voltava até a porta.
– Espere –chamei Jhonny – Só um momento. –falei para o taxista.
– O que houve?
– Você poderia pedir para a recepcionista levar o almoço de David Chevalier?
– Claro. –ele sorriu.
– Obrigada de novo.
– Não há de quê.
O taxista ligou o motor do carro, tirei o celular da bolsa e coloquei no bloco de notas, o mostrei a rua e o número da casa a ele, ele fez que positivo com a cabeça e deu a partida no carro. Encostei a cabeça no assento, fiquei mais preocupada com David, não sei o porquê de eu estar fazendo tudo aquilo, mas ele normalmente pedia o almoço àquela hora, só naquele momento me toquei que ele ainda não havia pedido, na volta eu iria perguntar a ele se ele estava sentindo algo.
Realmente foi muito rápido, cheguei até lá em uns quatro minutos, entreguei o dinheiro para o taxista e saí do carro, olhei no bloco de notas o número da casa, era realmente aquela, me aproximei e toquei a campainha, dei um passo para trás e esperei pacientemente.
– Estou indo –ouvi a voz de Eliza – Liza! Que bom que veio, entre.
– Como vão as coisas? –eu disse entrando com as duas mãos na bolsa.
– Estão ótimas, espere só um pouco enquanto eu chamo os dois moleques para o almoço. –ela riu.
– Espere Eliza! Eu queria te falar uma coisinha antes.
– O que foi?
– É que... só a senhora sabe que estou morando com o David.
– Como assim? –ela franziu o cenho, confusa.
– É uma longa história, mas ele disse que não quer que ninguém que esteja na nossa faculdade saiba, pois ele é popular e não quer que os fofoqueiros e os seus amigos espalhem essa conversa e blá, blá, blá, então apenas vamos dizer que eu moro em um apartamento sozinha, certo?
– Que estranho, tem certeza que é só isso?
– De jeito nenhum, eu sei que tem mais alguma coisa, mas eu não me importo. –sorri amarelo.
– Está bem então, por sua sorte não contei sobre isso a ele.
– Muito obrigada.
– Enfim, enquanto eu os chamo pode olhar a casa. –ela sorriu enquanto subia às escadas.
Suspirei enquanto andava pela sala de estar, a casa era muito fofa, típica de idosos, parecia aquelas casinhas antigas, toda feita de madeira, o piso era feito daquelas madeiras lindas e brilhosas, minha sandália fazia um barulho gostoso enquanto eu pisava nele, era viciante, ao andar um pouco vi uma lareira, me apaixonei por ela, na parte de cima haviam algumas fotos, era Eliza e um homem que parecia seu marido com uma criança, provavelmente era o filho deles, sorri enquanto olhava uma das fotografias.
– Chegamos! –disse Eliza enquanto descia.
– Ah, olá. –eu disse aos dois.
Bem, seu marido era como um idoso comum usava aquelas blusas de crochê xadrez e uma calça um pouco frouxa nas pernas, e também um chapéu marrom, o filho deles era lindo, parecia ter o mesmo tamanho de David, espera, por que eu estou falando dele? Enfim, ele tinha os cabelos loiros muito lisos quase chegando os ombros e os olhos verdes, ele usava uma calça preta e uma blusa de manga comprida branca, não sei ao certo, mas ele ficou um pouco chocado quando me viu, não entendi.
– Olá, eu sou Peter. –ele disse para mim, buscando minha mão.
– Prazer, sou Liza, já sabe meu nome?
– Sim. –ele sorriu.
– Oi moça, sou Robert. –disse o senhor.
– Muito prazer.
– Enfim, vamos comer? Assim vocês se conhecem melhor. –disse Eliza.
– Claro. –eu disse.
Sentamos-nos a mesa e Eliza foi buscar a comida, os pratos e os talheres já estavam no lugar, eram lindos, Peter estava na minha frente e ao seu lado o seu pai, Eliza trouxe a comida e se juntou a nós.
– Que esta comida esteja sempre em nossas mesas! –disse Eliza enquanto todos nós fazíamos o sinal da cruz. Eliza começou a por a comida em cada prato.
– Peter, que faculdade você vai fazer? –perguntei logo depois.
– Astronomia. –ele sorriu.
– É sério? Ouvi dizer que é muito demorado e difícil. –arregalei os olhos.
– Pois é, demorei um pouco para ver que era astronomia que eu gostava.
– Eu gosto muito, o estudo dos cosmos e os planetas, tenho muito interesse em saber. –sorri.
– Você gosta mesmo? –ele parecia comovido.
– Com certeza!
– Eu posso-te falar sobre os planetas qualquer dia. –ele ficou um pouco vermelho.
– Eu adoraria.
– Você vai fazer direito não é?
– Sim, quero ser advogada. –corei um pouco.
– Boa sorte! –disse Robert.
– Obrigada.
– Olhem, a comida está na mesa, podem comer. –disse Eliza de sentando e pegando os talheres.
Notas finais
E calma pessoal, o David ainda vai falar muuuito, estou preparando um segredinho pra vocês.
Não esqueçam os reviews, certo?
Kissus ♥
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