Meu Parceiro De Apartamento

38 Capítulo 38 - Um casamento e a terceira pessoa


Notas iniciais
OOOOOOOOOOOI ♥ ATENÇÃO: Esse não é o último, ainda terá um epílogo pequenininho pra mostrar o finalzinho da fic, ok? Vou postar o mais rápido que eu puder. *-* Obrigada a todas que comentaram no cap. passado. Vou citá-las no último capítulo, ok? Até lá.

Eu estava nervosa para conhecer os pais de David. E eles estavam lá, bem perto de mim. Minhas pernas travaram na hora e meu coração disparou de nervosismo. David segurou-me com mais força e me levou até os dois.

– Mãe, pai. – os chamou, pois ambos estavam de costas.

E eles se viraram.

– Oh, David, que saudades! – exclamou sua mãe, o abraçando com amor. Logo seu pai, Louis, fez o mesmo.

– Eu também estava, como estão?

– Estamos ótimos, mas bem melhores agora. – sorriu, mas percebeu minha presença. – Deus, você não seria...

– Elizabeth Raynes, prazer. – respondi nervosamente, mas recebi um abraço apertadíssimo de sua mãe, Marzia.

– Liza, como você é linda, não é, querido? – perguntou a seu pai que concordou com a cabeça, sorrindo.

– O-Obrigada!

– Mãe, a senhora vai nos acompanhar juntos da mãe e a amiga de Liza para um jantar hoje à noite?

– Com certeza, estou ansiosa para conhecê-las, onde estão?

– Do outro lado. – respondi.

– Vamos até elas, pode ser?

– Claro, você vai reconhecê-la facilmente. – ri. – Ela está chamando bem a atenção.

– Entendo. – riu. – Vamos, querido?

– Claro. – respondeu.

Os dois saíram, e David e eu ficamos a sós. O pai de David parecia muito com ele, mas a mãe parecia muito mais por causa dos cabelos claros e a cor da pele. Ela era linda e aparentava bem jovem. Um pouco depois vi os três patetas – um apelido carinhoso dado à Luce, Nataly e Lionel –, que estavam correndo em disparada até mim e David. Conversamos um pouco até os alto falantes avisarem que faltavam cinco minutos. Os três foram se sentar.

– Está pronta? – perguntou David.

– Com certeza, só que eu queria ver Peter, ele já se formou, mas disse que viria. – entortei os lábios.

– Não é ele ali? – apontou para trás de mim.

– É ele mesmo. – sorri e acenei alto. – Peter!

Peter me ouvir e foi até onde nós estávamos, mas parecia nervoso com alguma coisa. Mary não estava com ele, achei um pouco estranho.

– Oi, Peter. – eu e David dissemos em coro, ele respondeu rapidamente com um sorriso morto.

– Mary ainda não chegou, ligo pra ela, mas ela não atende!

– Calma, Peter, ela deve estar pra chegar.

– Espero que sim. – suspirou e novamente ligou novamente para Mary.

Conversamos um pouco sobre o que Peter estava fazendo. Ele nos disse que estava procurando um trabalho e que provavelmente iria ser contratado. Fiquei muito feliz por ele. Com dois minutos para começar a cerimônia, Mary chegou às pressas e deu um beijo de saudades em Peter. Ela estava viajando depois que se formou de acordo com Peter e só voltou depois de uma semana.

Eu e David nos despedimos dos dois e fomos aos nossos postos para finalmente começar a cerimônia. Voltei a ficar nervosa, mas David me abraçou e disse várias palavras doces em meu ouvido.

Uma voz masculina saiu dos alto falantes. Percebi imediatamente que era o diretor.

Alguns nomes foram chamados até chegar em David. Dei um rápido selinho nele antes de ele ir. Todos aplaudiram, inclusive seus pais que sentavam perto de mamãe e Verônica.

David começou a falar no microfone, começou falando de seus pais que o incentivaram a fazer medicina. Logo depois passou para seus amigos. De repente ele falou meu nome, me fazendo sair de meus devaneios.

– Agradeço à Liza por entrar na minha vida e me fazer querer muito terminar logo a faculdade para que eu me case logo com ela. – riu, e todos começaram a assobiar e a fazer “uuhhh”. Corei muito e quase chorei.

David saiu com diploma em mãos para o outro lado. Eu queria estar nos seus braços naquele momento, mas eu ainda teria que falar no microfone.

Vários outros alunos passaram, e finalmente era minha vez. Minhas pernas tremiam e por um momento achei que eu fosse cair, mas me segurei e respirei fundo.

O diretor me deu um grande abraço e me entregou o diploma. Agradeci em um sussurro e fui até o microfone.

– Bem, eu queria, primeiramente, agradecer por estar aqui e ter conseguido com muito esforço, passar na faculdade e finalmente poder procurar o meu futuro como advogada. – sorri. – Depois, quero agradecer a minha família: Mamãe e Verônica, as pessoas que cuidaram de mim até que me tornasse independente. Um obrigada aos novos amigos que fiz, e principalmente por ter conhecido David... – algumas pessoas deram gritinhos e barulhinhos de garotas excitadas, corei um pouco. – Ele foi uma das pessoas mais especiais pra mim, e eu nunca imaginei que algum dia chegaríamos a ficar noivos, e por esse motivo, quero convidar todos que estão aqui para o casamento. É isso!

Todos da plateia e também os alunos, aplaudiram muito e gritaram alto. Finalmente pude ir para onde David estava e beijei-o com vontade, sem se importar com quem estava assistindo ou vendo tudo.

Depois de todos receberem os diplomas. Soltamos para o alto e comemoramos um pouco. Abracei algumas pessoas que não veria, provavelmente, nunca mais. Foi bem triste.

Depois disso fomos com nossos pais para um restaurante muito bonito. Colocamos nossas roupas e o chapéu da formatura no carro.

Quando chegamos, pedimos a entrada, e enquanto não chegava, senti um enjoo terrível ao sentir o cheiro de uma carne que o garçom levava para a mesa ao lado.

– Ér, com licença, eu vou ao banheiro e volto logo. – sorri forçadamente e fui até o banheiro. Percebi que David estranhou um pouco, mas concordou.

Fui o mais rápido que pude sem chamar a atenção de ninguém e me tranquei em um dos banheiros. Eu nunca havia sentido um enjoo por cheiro de carne desde que eu tinha uns 10 anos. Vomitei tudo que eu tinha comido no resto do dia. Ouvi alguém entrar e me controlei.

– Liza? – ouvi a mãe de David e mamãe me chamando, saí do banheiro tentando fazer um rosto normal.

– O-Oi, eu estava sentindo um pouquinho de enjoo, mas já pass... – o enjoo voltou de repente e eu voltei para o sanitário para vomitar mais.

– Oh, Deus, Liza. – chamou mamãe.

[...]

– O que você comeu? – perguntou Marzia enquanto eu estava encostada na pia.

– Nada de diferente...

– Tem certeza? – perguntou mamãe.

– Sim, me lembro de tudo que comi.

Marzia ficou um pouco receosa para falar, mas perguntou:

– Liza, sua menstruação está normal?

Estranhei a pergunta, percebi que mamãe também, mas respondi.

– Bem, ela está atrasada há uma semana.

– Amanhã eu e Louis vamos ao apartamento de vocês, pode ser?

– Claro, vamos adorar. – sorri. – Vamos voltar? Eles devem estar preocupados.

Fomos para nossa mesa. Contei o acontecido para David e foi óbvio que ele ficou preocupado. Ser casada com um médico iria ser interessante, pensei.

Voltamos para casa, e como eu imaginei, “dormimos” juntos para comemorar.

[...]

Recebemos a visita de Marzia e Louis no apartamento como o estimado. Mamãe e Verônica haviam ido embora depois do jantar. E combinamos do casamento ser depois de dois meses, David parecia apressado, e eu também não queria esperar muito.

– Olá, Marzia. – sorri. – Olá, Louis.

– Oi, Liza, David está?

– Sim, ele está tomando banho.

Deixei os dois entrarem. Louis quis esperar David, mas Marzia me chamou até o meu quarto.

– O que houve?

– Você ainda está sentindo aqueles enjoos?

– De vez enquanto, mas é pouco. – sorri. – Não se preocupe com isso.

– Bem, eu trouxe algo para você testar.

– Testar?

– Aqui, tome. – me entregou uma caixinha retangular e comprida, Marzia parecia séria.

– O que é isso? – perguntei, mas logo vi o nome na caixa. – I-I-Isso é-

– Um teste de gravidez. – sussurrou Marzia. – Acho melhor você fazer, só pra ter certeza de que não é isso.

– M-Mas não tem como...

– Liza, eu sou mãe. – sorriu. – Eu passei por isso.

– Eu vou fazer apenas para a senhora ver que não é verdade. – entortei os lábios em um sorriso meio sério.

– Obrigada.

Fui até o banheiro e tive que ler as instruções antes. Eu já sabia como usar, mas não como saber se estava ou não grávida.

Grávida de David. Algo que eu nunca imaginaria. Tudo bem que às vezes não usávamos proteção e eu apenas tomava as pílulas. Iríamos casar, mas não pensei que eu pudesse engravidar cedo. Talvez depois de alguns anos.

Fiz o teste e esperei as listras aparecerem com a cor. Por um momento senti medo, mas respirei fundo e esperei. De repente, meu coração deu uma pontada.

As duas listras estavam com a cor muito forte.

Me segurei na pia para não cair. Não. Não poderia ser, o teste estava errado!

Demorei um pouco para abrir a porta. Então, abri uma brecha e chamei Marzia que veio rapidamente.

– Liza, você está grávida! – percebi que Marzia não sabia se sorria ou tinha pena de mim.

– E-Eu não posso! É cedo demais! O que David vai pensar?

– Eu conheço o David, ele vai ficar muito feliz, tenho certeza.

Conversamos um pouco antes de sairmos do banheiro. Quando finalmente acreditei que estava grávida, resolvi contá-lo apenas depois de casarmos e irmos para a lua de mel.

Quando chegamos à sala de estar. David conversava com Louis. Fiz um rosto de que nada estava acontecendo e me sentei ao seu lado. Por sorte ele não percebeu. Era só esperar mais dois meses e revelar tudo.

Dois meses depois

– Não! Eu não vou! – gritei desesperada na casa de Lionel.

Lá estava também Luce, Nataly e Mary. Todas estavam ajudando a me arrumar, por sorte minha barriga não havia crescido nada. E todos que estavam lá sabiam sobre a gravidez.

Eu estava super nervosa, eu usava um vestido com rendas enormes, e a grinalda chegava até o chão. Meu cabelo estava com cachos e eles escorregavam pelos meus ombros. A maquiagem tinha sido feito por Lionel e estava perfeita.

– Como é que é? Nem que a gente te amarre, sua vaca. – gritou Lionel balançando a cabeça como a Beyoncé. – Demorei horas pra fazer seu make.

– Não tenho dúvidas que eu também a mataria. – disse Luce. – Meu boy magia já está na igreja. Ele me mandou uma mensagem dizendo que o David também tá muito nervoso.

– Deus, e se eu cair?

– Não vai!

– E se eu chorar e borrar a maquiagem?

– Como é? – ele riu altíssimo. – A maquiagem é a prova d’água, lindinha.

– Ótimo. – suspirei.

– Vamos, já chega. – disse Mary, ajeitando o cabelo trançado. – Nataly, pegue o buquê, preciso ver o Peter, ele já me ligou 50 vezes.

– Caramba – gritou Lionel, enquanto ajeitava o blazer. –, e um bofe desses pra mim, não tem?

Todas nós caímos na gargalhada e eu finalmente tive a menção de me levantar do sofá.

– Liza, você vai contar pra ele sobre a gravidez quando? – perguntou Mary.

– No hotel, já me decidi. – respirei fundo e todos concordaram.

Fomos para o carro de mamãe que estava lá fora. Ela também me ajudou a me arrumar, mas teve que descer para ligar o carro até eu chegar lá embaixo.

Me senti como uma boneca de porcelana na mão daqueles malucos. Eu não podia ser tocada por ninguém. Ri do jeito que Lionel falava com quem me encarava por muito tempo.

Chegamos à igreja depois de que eu rezei umas 20 vezes. Desci do carro e mamãe segurou minha mão.

– Pronta, filha?

– Não. – choraminguei.

– Vai dar tudo certo, amiga! Te vemos lá dentro. – disse Lionel, correndo com as meninas para dentro da igreja.

– Meu Deus, espero que saia tudo bem.

– Vai, sim, vamos.

Quando pisei dentro da igreja, as músicas começaram a tocar. Não consegui ver David direito por causa do véu em meu rosto. Meu buquê era vermelho e quase todos da faculdade estavam lá. Escolhi para ser minha madrinha, uma prima, apenas para não causar desavenças com o pessoal. O padrinho era um amigo de David.

Andei lentamente ao som da música até chegar bem perto que pudesse ver o homem com quem eu estava casando. Ele estava mais que perfeito. Seu terno o caía muito bem, seu cabelo estava quieto por causa do gel e ele estava nervoso, e ficava muito fofo daquele jeito.

Mamãe me deixou ao lado de David, sorri timidamente para ele, e o mesmo retribuiu. Olhamos para o padre.

– Queridos irmãos...

E o casamento foi lindo. Tudo em seus conformes, do jeito que eu queria. Terminamos a cerimônia com aplausos e mais aplausos.

Quando chegou o momento de jogar o buquê. Quem pegou não foi nada menos que Mary. Peter, que não estava longe, corou um pouco e se aproximou dela, que pelo acaso também estava corada.

– E-Eu... – Mary tentou falar, mas não conseguia. Todos estavam em silencio.

– Eu te amo, Mary! – Peter soltou rapidamente e a beijou, todos foram à loucura novamente.

E finalmente o momento da nossa lua de mel estava próxima. Nos despedimos de todos e saímos em direção ao carro de David. Lionel chorava horrores, e Luce e Nataly abraçavam e beijavam seus respectivos namorados.

De lá nós iríamos para um hotel cinco estrelas que seus pais nos deram de presente. No caminho, fiquei nervosa novamente, mas por outro motivo, e já estava perto de ser contado.

– Liza?

– S-Sim?

– Eu estou muito feliz. – sorriu e tocou minha mão enquanto dirigia.

– Estão é recíproco. – ri. – David...

– Oi?

– No hotel eu quero te contar uma coisa. – olhei para minhas mãos.

– Por que não conta agora?

– Prefiro lá. – sorri.

– Ok, então vou me apressar. – riu.

Quando chegamos. Um carregador se encaminhou de levar nossas malas. Fomos até a recepção e ele pediu a chave do nosso quarto, e quando ele a recebeu, David me tomou no colo, me dando um susto.

– David!

– Vou entrar com você assim, não tenho dúvidas. – deu uma gargalhada e foi rapidamente até o nosso quarto.

Daquele mesmo jeito, após o carregador colocar todas as malas na sala. David me colocou no chão e trancou a porta. Pensei em falar naquele momento, mas ele me calou com um beijo apaixonado.

– D-David, eu...

Quando me dei conta, ele já abria o zíper do meu vestido lentamente. Não. Daquele jeito eu ia esquecer até meu nome, imaginei como contaria sobre o bebê depois.

– Espera, eu tenho que te contar aquilo. – respirei pesadamente depois do beijo.

– Ah, é mesmo, pode dizer. – perguntou, colocando o queixo em minha cabeça, enquanto me abraçava.

– Eu descobri isso graças a sua mãe – minha voz saiu falhada. – Eu estou... V-Você vai... Nós vamos, na verdade...

– Liza, fala logo.

– Eu estou grávida! – disse, David ficou imóvel por alguns segundos, mas logo me empurrou pelos ombros para conseguir olhar nos meus olhos. Ele estava espantado, senti muito mais medo que antes. Ele ia brigar comigo? Pensei.

– Você está grávida? – ele não gritou, não me chacoalhou, nem nada. Apenas perguntou, com os olhos arregalados.

– S-Sim. – corei.

– Meu Deus... – ele olhou para o chão por alguns segundos, mas voltou a olhar para mim, sorrindo como eu nunca havia visto. – EU VOU SER PAI, LIZA! MEU DEUS.

De repente David me segurou e eu rodopiei no ar, e como eu não esperava, dei um gritinho de susto, mas acabei rindo também.

– Você acha isso bom? – perguntei, assustada.

– É óbvio, Liza! Não acredito que achou que eu não fosse gostar.

– Nós nos casamos agora, achei que iria querer filhos apenas mais tarde.

– Eu não me importo com a data, meu amor, mesmo com filhos, ainda poderemos fazer qualquer coisa. – e me deu um beijo longo.

– Estou aliviada. – sorri. – Agora me espera aqui, vou me trocar no banheiro. – mordi o lábio inferior e peguei uma bolsa vermelha.

– Não demora. – sorriu maliciosamente.

Tranquei a porta do banheiro e me troquei rapidamente. Dentro da bolsa tinha um lingerie que eu havia comprado pouco antes do casamento. Depois disso, pus uma camisola por cima, mas ela não era transparente, ou seja, ele teria que tirar para saber o que teria embaixo. Sorri com malícia ao terminar de me vestir.

Eu estava mais feliz que o normal. Ele gostou da notícia da gravidez, eu seria mãe. Eu não conseguia conter a alegria que estava sentindo.

Quando saí do banheiro e fui para o quarto. David havia tirado o blazer e estava apenas com a camiseta branca. Lambi os lábios e fui até ele. O vi engasgar quando me viu.

– Está linda...

– E é tudo seu.

– Sério? – perguntou, entrando na brincadeira.

– Depende, você gosta de dividir o seu apartamento com outras garotas?

– Bem, se ela tiver o cabelo castanho, ser perfeita e se chamar Liza, acho que sim.

Soltei uma gargalhada e subi em cima dele.

– Então acho que é mesmo tudo seu.

– Ótimo, porque é assim que deve ser. – e me beijou.

Nunca imaginei, de maneira nenhuma, que esse amor fosse crescer tanto, mas cresceu. Nunca me imaginei casada com David Chevalier, um cara que, visto de primeira vez, nunca daria certo comigo. Mas com o que vivi e aprendi nesses anos que se passaram, é que as melhores coisas da sua vida estão subliminares, e que se você olhar bem de perto e prestar atenção, o que precisa pode estar ao seu lado, como um parceiro de apartamento, talvez.

E nós estávamos felizes...

FIM.

Notas finais
Repito: AINDA NÃO ACABOU. Mas no próximo, será uma despedida. T____T Até lá, meus amores. ♥