Meu Parceiro De Apartamento
36 Capítulo 36 - As últimas explicações e um natal perfeito
Notas iniciais
Um silencio constrangedor nos abateu de uma hora para outra, pensei quem poderia ser aquela mulher tão estranha. Poderia ser mãe de David, mas ela não se parecia com ele e nem tinha sotaque francês. Olhei para meus pés, pois percebi que a senhora queria realmente falar com ele.
– Vocês podem conversar a sós, vou falar com o pessoal da minha sala. – quase sussurrei para David, mas ele me olhou sem acreditar e segurou meu braço antes que eu saísse.
– Fique, Liza.
– Mas-
– Isso, você é a namorada dele, não é?
– Sim, ela é.
– Ótimo, porque não vamos ao seu apartamento? Ela mora com você, certo?
Oh, Deus, como ela sabia?
– Como sabe? – perguntou David.
– Imaginei. Podemos ir? Você sabe sobre o que eu quero falar.
– Tudo bem pra você, Liza?
– Claro, mas não quero me intrometer na conversa de vocês. – corei.
– Não se preocupe, moça, me chamo Elena, sou a mãe de uma pessoa que ele conheceu muito bem.
Meu estomago gelou. Imaginei muitas pessoas que eu conhecia ou outras que nunca vi na vida que David pudesse ter conhecido.
– Entra no carro, Elena, espero não prolongar essa conversa...
Elena entrou pela parte de trás do carro enquanto eu ia à frente. Não trocamos nenhuma palavra durante o percurso de volta. Falei rapidamente com Jhonny antes de subirmos. Elena não parecia ter muito dinheiro, mas parecia viver bem de vida.
Entramos no apartamento, logo a ofereci um café, e a mesma preferiu água. Quando voltei, David já havia saído do quarto e estava sentado no sofá, entreguei a água para ela e me sentei do lado de David, com o pensamento de não abrir a boca.
– Então? – perguntou David.
– Eu queria saber o porquê de você não me avisar onde estava.
– Eu não tenho mais nada a ver com a senhora, Elena.
– E a Wendy? Esqueceu-se dela?
– Ela faleceu, por favor, ainda está nesse assunto de anos? – meu coração bateu mais forte, eles estavam falando da namorada que o traiu? Continuei calada.
– Olha, David, não sei se você sabe, mas eu não tive oportunidade de falar com minha própria filha antes daquele acidente, ela estava com você e ficou o dia todo estranha com todos lá em casa.
– Quer realmente saber a verdade? Você parece que não sabe.
– É por causa disso que eu estou aqui.
– Bem, a Wendy me traiu.
– O quê? – sua mãe arregalou os olhos e abriu a boca, eu já sabia, então não me assustei.
– Era um cara que havia se mudado pra esse apartamento enquanto... – ele pensou um pouco antes de falar e olhou para mim de recanto. – Ela morava comigo.
Deus, eu congelei mais que o normal nesse momento. Tentei agir com naturalidade, mas eu não conseguia. Ela morou com ele naquele mesmo apartamento?
– Minha nossa, nunca imaginei que ela te trairia...
– Pois é, eu também não imaginei. Ela parecia muito certa pra tudo, mas é a vida.
– E depois? Não pare de contar.
– Eu descobri quando fui à casa de um amigo meu, quando voltei, ela não estava no apartamento. Perguntei ao Jhonny, e ele disse para mim que não tinha visto ela saindo – ele suspirou. – Eu sabia que ela era amiga desse cara, e até estranhei no começo, quando bati na porta, ninguém atendeu, ameacei abrir e ela estava aberta. Bem, é isso.
– Eles não estava...
– Sim, na cama. – eu o vi sorrir, mas um sorriso sínico.
– Meu Deus, e depois?
– Terminei o namoro com ela e pedi gentilmente para que ela saísse do apartamento. Ela tentou reatar comigo, mas eu estava com tanta raiva que poderia fazer uma besteira. Ela disse para mim que ia tomar banho, então a encontrei morta na banheira.
Caramba, ela havia morrido na banheira daquele apartamento. E eu havia tomado banho nela, por algum motivo senti um calafrio e pensei em algo que me tirou do sério.
– Entendo... Eu apenas queria ter falado com ela antes que ela morresse. Ela te amava. – foi como se eu tivesse levado um soco no estomago.
– Talvez, mas já acabou.
– É só isso, então, e Liza – olhou para mim, sorrindo fraco, sorri da mesma maneira para ela. – Sejam felizes.
– Obrigada, Elena. – respondi enquanto vi David se levantar, levantamos juntas.
Nos despedimos de Elena depois que ela disse mais algumas coisas para David, mas eu não quis escutar, fui ao meu quarto quando dei um adeus para ela. Eu estava um pouco triste, e vi que David havia percebido.
– Liza? – perguntou ele, entrando no quarto.
– Hm? – eu estava deitada do lado oposto da porta.
– Aconteceu alguma coisa? – sentou-se do meu lado e acariciou minha perna, meus pelos se eriçaram, mas continuei onde estava.
– A história me deixou com um pouco de pena de você.
– O quê? Já passou, Liza, pelo amor.
– Eu imagino a dor de ser traída.
– Como assim?
– Meu primeiro e único namorado me traiu quando eu estava no colegial.
– Liza... – senti um to mde dó em sua voz.
– Mas ok, não vamos pensar nisso, é mais que passado.
– Digo o mesmo pra você – senti-o deitar atrás de mim, a sensação era ótima – Quer fazer alguma coisa? – sua voz era maliciosa.
– Tenho que estudar, seu pervertido. – sorri fraco, ainda de costas para ele.
– Entendo, eu também tenho.
– Mais tarde, ok? – me virei para ele e beijei seu nariz, senti seus dedos acariciarem minhas costas por baixo da camiseta.
– Tudo bem – voltou a sentar na cama, mas antes de sair ele olhou para mim. – Você não acha que estou te vendo com a Wendy, não é? Pensei que fosse pensar isso pelo fato dela ter morado aqui.
– Confesso que fiquei com medo...
– Saiba que eu nunca imaginei que eu fosse me apaixonar por você, apenas aconteceu desde o dia que eu te beijei pela primeira vez.
– Eu também. – sorri timidamente e me levantei para beijá-lo.
[...]
Rapidamente chegou dezembro, e nosso natal foi perfeito, totalmente perfeito. Compramos uma árvore de natal gigantesca e demoramos muito para montá-la.
Comemos a ceia de natal a dois, pois não tinha como estarmos com os familiares. mamãe e Verônica me ligaram para me darei um feliz natal, e claro, minha mãe quis de qualquer maneira falar com David, e ele parecia ter gostado. A família de David, depois de tanto tempo, ligaram para ele também, e foi ali que falei com eles pela primeira vez, eles pareciam ser bem legais.
Depois da ceia fizemos amor sem pressa, foi uma das melhores noites que tive com ele, era como se ele estivesse muito mais apaixonado, como se quisesse falar alguma coisa para mim.
[...]
– 3... 2... 1! – gritei e dei um beijo em David, era ano novo e fogos brilhavam no céu.
– Caramba, estamos juntos há tanto tempo, não é?
– Sim, estou muito feliz. – sorri e mordi o lábio inferior.
– Somos dois – sorriu maliciosamente. – Nos vamos terminar a faculdade no mesmo ano, certo?
– Pelos meus cálculos, sim.
– Espera um pouco. – deu um beijo em minha testa e correu até o quarto, fiquei um pouco confusa e me sentei no sofá enquanto escutei mais fogos.
– Voltei. – apareceu por atrás de mim, escondendo algo.
– O que é isso, hein? – sorri, tentando olhar suas costas, mas ele não deixou.
– Liza, eu...
– David?
– Eu quero... ér... – o vi corar, o que era a coisa mais difícil de ver.
– O-O que foi?
– Casa comigo, Liza! – me mostrou uma caixinha vermelha e um anel dentro, abri a boca sem saber o que dizer.
Meu Deus, meu coração bateu rápido, eu tremia, mas não de frio.
– D-David, como assim? O que é isso?
– Quero me casar com você, Liza. Eu te amo como nunca amei ninguém. – sorriu um pouco nervoso.
– Não, não fala nada clichê. – ri.
– Então...
– Mas casar agora? Ainda faltam 5 anos pra sairmos da faculdade, David.
– É por isso que vamos ser apenas noivos.
– Oh, David, eu te amo tanto.
– Isso é um sim?
– Sim! – o abracei forte.
E quando chegou um novo ano na faculdade, os dias foram cada vez melhores.
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