Meu Melhor Amigo, é o meu Amor...
11 São Paulo... Parte 2
Notas iniciais
Karina estava na inercia, as palavras de Bianca escoavam em sua cabeça, Pedro iria pra São Paulo, ele realmente a deixaria??
Bianca balançou Karina perguntando se estava tudo bem, a loira apenas assentiu, saindo correndo logo em seguida, ele não podia ir, ele não poderia deixa-la.
Karina correu até o Perfeitão, sua respiração estava descompassada, o que não era pra menos.
Tocou a campainha fortemente, Delma que abriu, estava com o rosto vermelho, ela havia chorado, odiava ver o filho sofre, e mesmo que ele não dissesse ela sabia, prova disso era essa viajem repentina.
A loira abraçou a mais velha, que chorava, Karina estava sentindo-se culpada, será que ele iria viajar por que eles tinham brigado? não, isso não era motivo suficiente.
Após pedidos da Mãe do guitarrista, Karina subiu até o quarto dele, precisava tentar impedi-lo de fazer aquela loucura, aonde já se viu, mudar toda sua vida, e sumir pra outra cidade?
Bateu na porta três vezes, sem resposta, resolveu entrar assim mesmo, Pedro arrumava as malas em silencio, tentava evitar o bolo que se formava em sua garganta.
A Loira se aproximou em silencio, tocou-lhe as costas, o que fez o guitarrista se virar bruscamente, encarando aqueles olhos azuis, aquele pedacinho do céu e do mar.
_ Oi.. — ela disse timidamente, ainda estava com vergonha do que acontecera na academia, balançou a cabeça, tinha que esquecer isso, agora ela tinha namorado e Pedro era seu melhor amigo, somente isso.
_ Oi! — ele falou com um meio sorriso, repreendeu-se por isso, não queria, mas estava se sentindo estranho, depois daquele beijo algo mudou, ele sabia disso, e por isso resolveu se afastar, seria o melhor.
_ Pedro, que historia é essa de se mudar pra São Paulo? — ela perguntou Prendendo o goto que se formava em sua garganta, Pedro suspirou, ele sabia que ela acabaria sabendo.
_ Olha K, eu vou pra São Paulo, preciso respirar um pouco, descansar, esquecer sabe? — ele falou com um meio sorriso, aquilo era tudo verdade, ele precisava pensar um pouco, tudo tinha ficado confuso demais de uns dias pra ali.
Karina respirou, limpando uma lagrima temerosa, deu um meio sorriso ao sentir o polegar de Pedro acariciar suas bochechas.
Pedro fechou os olhos fortemente para evitar as lagrimas temerosas de cair, ele não iria chorar, seria somente alguns dias, logo ele estaria ali, e tudo voltaria ao normal, era isso que ele desejava.
Ambos se olharam, e logo após o guitarrista a abraçou, a loira não aguentou, caiu no choro, suas lagrimas banhavam a jaqueta de couro do cabeludo, que ergueu seu rosto, olhando-a.
_ Ei, não chora pequena! — ele pediu abraçando-a, não aguentava vê-la chorar, seu coração quebrava em mil pedaços.
A loira concordou, dando um sorriso de lado, após terminarem de arrumar as coisas do guitarrista eles desceram, Delma caiu no choro ao ver as malas, ela ainda tinha a esperança de que Karina o impedisse, mas parece que não dera muito certo. Pedro olhou a mãe, meio temeroso, não gostava de vê-la chorar, isso o quebrava também.
_ Mãe.. — ele pediu, Delma apenas concordou, abraçando-o, pedindo que ele se cuidasse, e tudo mais, o guitarrista apenas ria dos cuidados da mãe.
Enfim chegou a hora, o Táxi acabara de chegar, Pedro resolveu que não queria que ninguém fosse até o aeroporto, se não ele ia acabar desistindo ao ver aqueles olhos, seus céus particulares.
Pedro abraçou a todos, se despedindo, deixou Karina por ultimo, sorriu forçado para a melhor amiga, puxando-a pra um abraço, a loira já soluçava, nunca fora tão difícil se separar de alguém, como estava sendo agora.
_ K, por favor não chora! — ele pediu limpando as lagrimas da amiga, que deu um meio sorriso, seu rosto também já se encontrava banhado de lagrimas.
_ Pê... — ela chamou, Pedro suspirou, ele sabia que ela estava pedindo que ele não fosse, abraçou-a apertado, plantando um beijo na sua testa, e em suas bochechas, ela sorriu.
_ Eu tenho que ir! — ele Disse soltando-a, se não fosse agora, ele desistiria.
_ Tchau Pê... — Ela disse abraçando-o pela cintura, ganhando um sorriso alegre do guitarrista, o primeiro daquele dia.
_ Tchau K! — ele disse lhe dando um beijo na testa dela, pegando a mala, e seguindo para seu táxi, mas antes virou-se pra ela — Não esquece, Eu te amo! — ele gritou pra ela, essas palavras nunca fora tão verdadeiras como aquelas, em seguida entrou no táxi, deixando Karina com o coração acelerado, em suas mãos.
_ Eu também Te amo! — ela falou, mas ele não ouviu, o táxi já tinha ido, levando consigo o sentimento que ele havia de esquecer.
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