Notas iniciais
Hey, amores! Voltei aqui com mais uma proceis tudin, espero que gostem ♥

Acordei com o barulho irritante do despertador. Eu não queria sair da cama, hoje seria o meu primeiro dia de aula na 5ª série, e eu não estava nem um pouco animado.

E um dos motivos era que eu iria para uma escola nova.

A única vantagem em toda essa história é que meu amigo, Tiago, iria comigo, mas estava em outra sala, então praticamente não existiam vantagens.

—Vinícius! — Minha mãe gritou do andar debaixo, me fazendo soltar um grunhido e me levantar, sem ânimo nenhum.

—Querido, temos que ir, ou irá se atrasar para o seu primeiro dia- Ela disse, abrindo a porta e colocando apenas seu rosto dentro do quarto.

—Okay mamãe, já estou indo-digo, ainda desanimado, e percebo que antes de fechar a porta e voltar para o primeiro andar, ela fez uma cara de comiseração.

O que deixou tudo pior.

Eu sempre agradeci muito a Deus por ter me dado essa mulher como minha mãe. Ela sempre me apoiou em momento difíceis, fazendo de tudo por mim. Ela até me comprou o livro Extraordinário no final de semana passado, para eu ler e não me sentir tão ruim na escola nova.

Eu gostei muito do livro, me identifiquei com o August. Não sei qual a era a sua lógica quando comprou o livro para mim, já que eu não tenho nenhuma deficiência física séria, mas acho que minhas orelhas são muito grandes, e meus olhos, muito esbugalhados.

Mas eu não sinto mais o mesmo amor tão incondicional por minha mãe como antigamente, mas isso deve significar que estou ficando grandinho, certo?

~--~

—Tomou o seu remédio, querido? — Minha mãe dizia, enquanto despejava leite em minha tigela com sucrilhos.

—Tomei, mamãe. –Por mais que não sentisse tanto afeto por ela como antes, não posso deixa-la triste e parar de chama-la de mamãe

—Querida, você comprou o Flufenan? (Notas da Autora: Se eu fosse você, procurava para que serve esse remédio. Pode te ajudar a compreender melhor a fanfic) — Papai interveio, enquanto olhava diretamente para ela

—Você está maluco? Nosso filho não precisa disso! –Mamãe gritou, me fazendo encolher na cadeira, assustado. Não gostava quando ela gritava assim.

—O médico que receitou! Não podemos ignorar suas ordens! –Papai também levantou a voz, o que quase me fez chorar. Não gostava quando eles brigavam.

—Eu que sou a mãe dele, sei do que ele precisa. E ele NÃO precisa disso! -Ela bradou com toda a sua fúria, e desviou os seus olhos de papai para mim, percebendo que eu estava chorando

—Depois nós conversamos- Ela disse, se levantando e ficando por trás da minha cadeira- Vamos, querido? Você não pode se atrasar.

—Claro –Passei a mão pelo rosto, secando-o e me levantei, sendo surpreendido pela mamãe me puxando pelo ombro para um abraço.

~--~

—Vinícius! – Eu estava andando pelo corredor da nova escola, olhando assustado para todos os lados quando vi Tiago bradando, correndo em minha direção.

—Tiago, finalmente te encontrei! Se soubesse o quanto estou assustado...

—Eu sei, também me sinto assim. E estou triste de não estarmos na mesma sala

—É, eu também –Olho para os meus pés, cabisbaixo.

Um barulho estridente ecoa, dando a entender que era a hora de ir para aula

—Até depois-Ele diz e saí correndo para a sua sala

~--~

—Tiago! Tiago! –Grito quando vejo ele indo embora. Ele sempre foi embora sozinho nas escolas. Como os pais deles confiavam tanto nele?

—Ah, oi. Eu estava indo embora, quer ir na minha casa?

—É, pode ser- Mamãe iria entender, ela sempre me deixou dormir na casa dos meus amigos. Não que eu tivesse muitos.

No caminho para a casa dele, eu contei tudo para ele, como sempre fiz. Ele com certeza era meu melhor amigo

—O pessoal da minha sala é SUPER! Eles são muito legais e me receberam de braços abertos. Hoje tivemos que sentar em dupla, então sentei com um garoto, o nome dele é Renato. Ele é muito legal! Você devia conhecer ele. –Digo empolgado, mas quando olho para ele, percebo que ele não estava tão feliz assim.

—Eu não preciso conhecer ninguém! Eu tenho você e isso basta! –Ele diz, com um tom um pouco mais elevado, mas não tanto quanto a da mamãe hoje de manhã. Só de lembrar tenho vontade de chorar –E eu espero o mesmo de você! Você não pode virar amigo de ninguém! Eu sou seu único amigo e você sabe!

—Sim, claro. Me desculpe, é só que é chato ficar na aula se...-Antes de terminar de falar, percebo que havíamos chegado em casa.

Mas chegamos na minha casa

—Mas...Não íamos na SUA casa? –Digo meio engasgado de surpresa

Nah, deixa para outro dia. Vamos para o seu quarto! –Ele disse animado, abrindo a porta e adentrando o lugar, subindo as escadas correndo

Enquanto eu fiquei estático em frente a porta.

Já que eu nunca disse o endereço da minha casa para ele.

~--~

—Então, esse tal de Renato... Ele é legal? –Ele disse, deitando em minha cama, enquanto eu estava sentado na cadeira da escrivaninha

—É, ele é MUITO! Eu acho que ele deveria entrar em nosso “grupinho” — Digo e dou uma risadinha

—Você sabe que para entrar no grupinho temos que fazer o pacto de sangue, né? — Ele diz, com um tom que nunca o ouvi proferir. Era sombrio, zombeteiro. Não sabia descrever.

—Você quer dizer cortar a mão e pingar em uma taça, certo? — Eu me lembro bem de que quando nos conhecemos fizemos isso. E me lembro muito bem da dor que senti, o canivete passando pela palma da minha mão, do sangue escorrendo. Até hoje tenho a cicatriz do corte.

—Não, algo maior. –Seu tom continuava o mesmo

—Que tipo de maior?

—Eu te conto tudo o que deverá fazer. Você confia em mim? -Ele se senta, olhando fixamente em meus olhos. Parecia que ele conseguia penetrar em minha mente e se apossar de minha alma.

—Claro, você é meu melhor amigo.

~--~

—Você entendeu o que deve fazer? –Ele me entrega o celular, com o contato de Renato piscando na tela

—Sim. –Pego o celular e ligo para ele. Após algum tempo de conversa, eu desligo

—E então? –Tiago pergunta. Seus olhos brilhavam, enquanto olhava para mim, como um caçador olha para a presa

—Ele está vindo –Digo, tão animado quanto ele. Aquilo ia ser divertido. Por mais que, no início parecesse ser errado, eu, como disse antes, confiava em Tiago. Ele não ia querer meu mal

Passaram-se alguns minutos, até que ouço a campainha tocar

—Ele chegou. Vou te esperar aqui em cima –Tiago disse e me mandou uma piscadela, seguida de um sinal de positivo com as mãos

Admito, estava meio nervoso, mas confiante.

Estava extremamente ansioso para incluir Renato em nosso grupo.

Ele era um cara legal.

Eai Vinicius, suave?— Ele disse, após eu abrir a porta e deixa-lo adentrar minha casa

De boa- Eu falei, me sentando no sofá e fazendo menção para ele fazer o mesmo, o que aconteceu. O plano seguia perfeitamente

—Então, que trabalho é esse? –Ele tocou no assunto do telefonema, sem antes bater um papo. Que cara estranho, minha mãe sempre me disse que fazer isso era falta de educação, e que, antes de tocar no assunto principal, devíamos puxar uma conversa.

—V-você tá com sede? –Eu estava aflito. Não era esse o combinado. Ele não estava seguindo o roteiro. Mas, mesmo assim, decidi continuar. Realmente espero que dê certo.

—Hum...Pode ser –Ele disse, com uma cara de desentendido, mas me seguiu até a cozinha

—Okay, você pode pegar o copo, por favor? –Pedi, apontando para o outro lado da bancada.

O lado contrário a gaveta de talheres.

Ele vai até o lugar onde estava o copo e o pega.

Estava chegando a hora

Ele finalmente ia fazer parte de nossa panelinha.

Ele parecia ser um cara bem legal

Ahm, me desculpe se soar grosso, mas porque está faz..- Ele se vira, com a menção de ir até mim, mas antes que ele pudesse terminar a frase, cravo uma faca de cozinha em seu peito, onde deveria estar o pulmão, e a tiro rapidamente, como Tiago me ensinou.

Ele estava surpreso, não havia ouvido eu pegar a faca na gaveta, ou me aproximar dele.

Eu olhava para todo o sangue que escorria de seu peito e pingava no chão, sujando sua camisa branca.

—“Meio estupido da parte dele usar uma camisa branca, agora ela está toda suja. A mãe dele irá sofrer na hora de limpar. Será que sangue é fácil de limpar? Tenho que me lembrar de perguntar isso para Tiago depois” — Penso, e solto uma risadinha

Depois, comecei a perceber que seu corpo começara a perder a cor, e que seus olhos estavam esbugalhados

E, finalmente, seu corpo sem vida caiu no chão

Acredito que aquela quantidade se sangue serviria para fazer ele entrar em nossa “gangue”.

Estava feliz que ele estava em nossa panelinha.

Ele é tão legal

Notas finais
Hi! E então? Gostaram? Espero que sim, pois dediquei muito de mim para fazer essa fanfic. Para se comunicarem comigo, ou se tiverem alguma duvida sobre a história, esse é meu Twitter: @NayaraS2Maya Beijinhos com cheiro de abacaxi ;3 —Tia Hanna
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!