- Tae.. Eu... O Jae... – Balbuciava o moreno, com o anel repousando sobre sua mão trêmula.

- o Jae percebeu o erro dele a tempo. – Iniciou o jovem, descendo do carro. – Será que você percebeu? – Fitando o moreno o olhar com desespero instantes antes de correr para a escuridão atrás de seu anjo sem asas.

Taemin observou Yunho desaparecer rapidamente, e se dirigiu a casa de Kevin novamente. Ao entrar, percebeu uma energia pesada, não entendendo as expressões dos amigos.

- Está tudo bem? – Fechando a porta atrás de si.

- Claro. O Junsu só fez a maior merda da vida dele. – Respondeu ChangMin com um sorriso debochado.

- Como assim? – Indagou o jovem, sentando-se no sofá.

- Eu achei que o Yunho estava gostando de você e o xinguei por ter deixado o Jae de lado, então ele foi embora. – Respondeu Junsu, olhando para suas mãos inquietas.

- Sabe Junsu, eu realmente queria muito que isso fosse verdade. – Disse Taemin, sentindo todos os olhares curiosos voltarem-se para ele. – Eu conheci o Chang e o Yun quando estávamos no colégio. O Chang estava sempre atrás de tudo que se movia, então nós demoramos um pouco mais para nos tornarmos amigos. – Rindo um pouco por ver o amigo sendo estapeado pelo namorado. – Mas o Yun foi muito gentil comigo desde o dia em que nos vimos pela primeira vez. Ele era novo na cidade, então me ofereci para ajudá-lo a situar-se enquanto não conhecia Tóquio. Eu sempre era meio discriminado no meu bairro porque eu gostava de um amiguinho meu, e um dia, quando o Yun me acompanhava até em casa, uns garotos tentaram bater em mim, mas ele me protegeu. Não deixou nenhum deles encostar em mim. A partir desse dia, eu comecei a gostar dele. – Sorrindo tristemente. – Quando ficamos mais íntimos, ele me disse que era apaixonado por um garoto da rua dele aqui em Seul. Eu perguntei como ele era, e os olhos do Yun brilharam, descrevendo Jaejoong como algo divino. “Ele tem um sorriso doce, os olhos dele parecem dois diamantes negros que brilhavam cada vez que eu dava a maçã preferida dele, o abraço era igual às asas de um anjo me envolvendo, e cada vez que eu me atrasava para brincar ele inchava as bochechas, franzia a testa e fazia a cara mais fofa que eu já vi.” E apesar de ele dizer tudo isso com um sorriso doce, as lágrimas não paravam de cair. Ali eu percebi que o coração dele nunca seria meu, mas nunca desisti de lutar por ele. Até hoje, quando realmente conheci o Jaejoong. Eu nunca acreditei que o famoso Jaejoong fosse tão divino, até conhecê-lo. Sei que sou bonito e doce, mas nada se compara ao Jaejoong. Pelo menos aos olhos do Yun. Para ele, nada nem ninguém pode preencher esse desespero que ele sente toda a vez que fica longe do Jae. E o mais engraçado é que estou muito feliz por ter perdido o Yun para sempre, porque eu sei que toda a vez que ele me vê sorrir, é o sorriso do Jae que ele quer, e não o meu. – Sentindo uma lágrima lhe escapar dos olhos.

A essa altura, Kevin já berrava como uma criança abandonada, ChangMin sentia-se profundamente emocionado pelo amigo, Junsu sentia-se a pior pessoa do mundo por ter pensado coisas tão ruins de Taemin, e YooChun sentia-se estranhamente tentado a consolar o jovem de cabelos vermelhos.

- Me desculpe... Eu... – Iniciava Junsu.

- Não diga mais nada. – Interrompeu Taemin. – Eu faria a mesma coisa para proteger alguém que gosto. – Sorrindo docemente.

Junsu sentiu-se aliviado e mais leve, tratando de levantar-se e animar o pessoal. Foi até a cozinha preparar o jantar com a ajuda de Kevin, que ainda chorava emocionado. ChangMin foi até o bar preparar alguma bebida suave para todos relaxarem, mas YooChun não conseguia se mover, ficou ali, contemplando o lindo rosto triste do jovem, molhado por lágrimas lentas e delicadas.

O moreno se levantou, ajoelhou-se em frente ao menor e sorriu.

- Não precisa chorar. – Iniciou YooChun, com uma voz grave e suave. – Você não está mais sozinho. – Limpando as lágrimas de Taemin com o polegar, acomodando aquele rosto tão belo em sua mão.

O jovem de cabelos vermelhos sorriu e sentiu-se protegido. Ao encontrar o olhar do moreno ajoelhado, sentiu algo estranho, inexplicável. Algo semelhante a um sopro em seu peito, o deixando inquieto e com o rosto vermelho.

- YOOO!! VEM CÁ ME AJUDAR! O KEVIN NÃO PARA DE CHORAR! – Gritou Junsu, assustando os jovens.

- Eu vou lá ajudar o meu irmão. – Tirando a mão do rosto de Taemin. – E quando eu voltar, não quero te ver triste, ok? – Sorrindo.

- Ok. – Concordou o menor, com uma expressão fofa.

- QUE TU QUER TAMPINHA? – Brincou YooChun, olhando feliz por cima de seu ombro ao ver Taemin rir pela brincadeira.

Já se passavam das três da manhã e Yunho estava exausto. A única coisa que ainda permitia suas pernas continuarem se movendo era seu desespero. Seu rosto era gelado das lágrimas secas pelo vento da madrugada, e sua mão doía por apertar o anel com tanta força. Sentou-se, impossibilitado de continuar, na porta da casa do ruivo, sentindo-se derrotado e impotente.

- Yun? – Indagou Junsu, que voltava para casa sozinho, pois YooChun ainda estava na casa de Kevin com os outros.

- Junsu?! – O moreno levantou a cabeça.

- O que você está fazendo aí? – Indagou inocente, mas já sabendo de tudo, pois Taemin havia contado a eles.

- Eu sou um perdedor. Um nada. Um maldito imbecil que nem consegue descobrir onde o Jae está. – Voltando a chorar.

- Talvez seja melhor assim. – Disse o menor com a voz um pouco ríspida. – Isso prova que o Jae nunca foi realmente especial para você. – Falou o jovem, tentando usar da mesma psicologia que usara antes.

- Especial? – Indagou o moreno, pensativo. – É isso! – Exclamou. – Junsu, como eu não pensei nisso antes? – Levantando-se.

- Por que... Você é burro? – Indagou o menor confuso.

- Junsu, eu te amo! – Abraçando o amigo confuso. – Agora eu tenho que ir! – Correndo rua a fora.

- Eu hein, que gente mais maluca. Parece que bebe. – Voltando a caminhar em direção a sua casa.

Yunho correu o mais rápido que pode. Seu corpo parecia renovado pela esperança e expectativa. Ofegante, o moreno finalmente parou em frente a uma antiga figueira em um parque abandonado. “Seu lugar especial” pensou ele. Respirou fundo e começou a subir as escadas frágeis encrustadas no grosso caule. Ao entrar na já conhecida casinha na árvore, Yunho sente um alívio tão grande que seria capaz de sorrir, não fosse o fato de vê-lo chorando.

Jaejoong estava sentando em um canto abraçado em seus joelhos, soluçando. Yunho já havia visto aquela cena antes, mas parecia muito mais dolorosa agora.

- Jae? – Chamou baixo o moreno.

- VAI EMBORA! – Gritou o ruivo em meio ao choro, sem olhar para o maior.

- Jae, você entendeu tudo errado! Eu... – Yunho tentava se explicar.

- Não Yunho, eu entendi muito bem. – Iniciou cheio de raiva, levantando-se. – Você está apaixonado pelo Taemin e pragueja o dia em que me conheceu. Não a nada a ser explicado.

- Eu amo o Taemin. – Disse o moreno firme, Deixando Jaejoong perplexo. – Mas não o amo como amo você. O amor que eu sinto por ele é igual ao que eu sinto pelo Kevin, pelo Chang, pelo Junsu e pelo YooChun. – Sorrindo docemente. – Toma. – Estendendo sua mão onde o anel repousava.

Jaejoong cruzou os braços e virou de costas, em sinal de rejeição.

- Sabe por que ele é meu anel da sorte? – Indagou o moreno, aproximando-se lentamente de Jaejoong. – Porque eu comprei ele no dia em que te conheci. – Sorrindo. – Eu realmente praguejei o dia em que te conheci todas as manhãs, enquanto estava em Tóquio. Mas ao te ver de novo naquela Universidade de um jeito tão maluco, foi que eu percebi que pouco importava se eu tivesse te levantado naquele dia chuvoso em que você resvalou em uma poça de água. – Acariciando suavemente os ombros de Jaejoong, enquanto falava em seu ouvido. – Se não fosse daquele jeito, seria em um cinema comprando a mesma pipoca, em uma cabine telefônica fugindo da chuva, em uma fila de parque para o mesmo brinquedo, em uma loja escolhendo o mesmo brinquedo... Nós estamos destinados um ao outro Jae. E nada vai mudar isso. Porque EU não vou deixar, nada mudar isso.

Jaejoong fechou os olhos quando Yunho beijou seu pescoço. Com aquelas palavras, percebeu que não importaria quanto tempo ficassem separados, ou se Yunho nunca tivesse dado aquele anel para si. Eles ficariam juntos. Amando um ao outro como as flores amam o sol no inverno.

- Seus olhos me hipnotizam. Seu sorriso me alegra. Seu toque me arrepia. Seu cheiro me inebria. Sua voz me acalma. Você é o que eu quero. E nada mais. – Sussurrou o moreno novamente, segurando o ruivo pela cintura e o girando para ficar de frente para si, o tomando em um beijo apaixonado e desesperado.

Jaejoong se entregou ao moreno que tanto ama, o correspondendo de maneira desesperada e avassaladora. Seus corpos pareciam magnetizados, suplicando para ficarem juntos.

Começou a chover muito forte, uma tempestade, mas nenhum dos dois se importava com isso, na verdade, nada os importava mais do que aquele único e belo momento.

- Me desculpe. – Pediu Jaejoong, interrompendo o beijo. – Eu fui um idiota ao pensar que você não seria mais meu.

- Nada vai me tirar de você, porque você está em mim. – Respondeu o moreno, afagando o rosto perfeito do menor.

Jaejoong tomou o maior em um beijo apaixonado. Aos poucos, seus corpos foram ficando mais e mais quentes. Suas respirações já estavam aceleradas e seus corações palpitavam descompassadamente.

O ruivo interrompeu o beijo e olhou profundamente aqueles olhos amendoados que queimavam de amor e paixão.

- Eu quero você. – Disse o menor, com a voz sussurrada. – Quero te ter da única maneira que ainda não tenho.

Yunho retirou seu casaco e estendeu-o no chão. Com delicadeza, deitou Jaejoong em cima da peça de roupa, deitando-se por cima do menor delicadamente. Com um sorriso doce, o moreno afastou a franja dos olhos negros do jovem perfeito que tanto suplicava seu amor, o beijando com suavidade e paixão.

Jaejoong sentia seu corpo flutuar com o sabor incomparável da boca do moreno, deixando seu instinto o comandar. Suas mãos deslizaram das negras madeixas para a barra da camiseta que o maior usava, introduzindo suas mãos delicadas e acariciando as costas fortes do moreno.

Yunho levou sua mão até a coxa do menor e o puxou mais para si, ouvindo um gemido rouco e provocante.

Levantou seu tronco e retirou o cinto de Jaejoong com um pouco de dificuldade, pois o ruivo lhe mordiscava a orelha. Após finalmente conseguir retirar o acessório, o maior puxou a camiseta de Jaejoong com agilidade, deixando-o com o tronco desnudo.

Um breve instante foi o suficiente para Yunho contemplar a beleza de seus ombros definidos, seus braços fortes e firmes, seu peitoral saliente e abdômen impecável. Ao levantar os olhos para a face do menor, sentiu como se estivesse literalmente pegando fogo, pois Jaejoong possuía uma expressão de desejo mesclada à súplica. Tomou aqueles perfeitos lábios em um beijo quase desesperado, enquanto sentia as mãos do menor lutar contra suas roupas.

Ao ver que seu corpo explodia de tesão, o moreno interrompeu o beijo e retirou suas roupas, ficando completamente nu.

Jaejoong o olhou com paixão e luxúria, sentindo seu corpo ferver e suplicar por aquele moreno. Ao levar as mãos até o botão de sua calça, Yunho o impediu com delicadeza, deitando-se novamente sobre o menor, fazendo-o sentir todo seu corpo.

A pele do moreno era macia e quente, fazendo o ruivo se arrepiar ao primeiro contato. Yunho levou sua boca à orelha do menor, raspando seus lábios provocativamente enquanto sussurrava.

- Por favor, me deixe fazer isso. – Beijando a região.

Jaejoong gemeu baixo, deixando Yunho ainda mais excitado. O moreno mordiscava seu pescoço com delicadeza e suavidade, enquanto sua mão massageava o membro rijo do menor. Aos poucos, foi descendo até seu peitoral, lambendo e sugando seus mamilos. Jaejoong gemia e suplicava pelo moreno, que sentia seu corpo vibrar.

Sentiu as mãos do ruivo empurrarem sua cabeça mais para baixo, o que deixou o moreno com um sorriso nos lábios. Enquanto massageava Jaejoong com uma mão, desabotoava sua calça agora justa com a outra, vendo sua expressão desejosa e ouvindo seus gemidos suplicantes. Retirou a calça do menor e segurou o membro pulsante do menor com firmeza, fazendo-o trancar a respiração.

Quando o ruivo sentiu a língua de Yunho em sua glande, gemeu tão alto que seus pulmões doeram, não conseguindo conter o prazer que estava sentindo.

Aos poucos os movimentos do moreno foram ficando mais rápidos e precisos, fazendo Jaejoong se contorcer de tesão.

Ao sentir que não aguentaria mais, o ruivo entrelaçou seus dedos nas madeixas negras do maior e o puxou para um beijo selvagem e apaixonado.

Yunho sentou-se e puxou o ruivo para sentar em cima de si. Jaejoong obedeceu rapidamente, apoiando-se nos ombros fortes do maior. Ao sentir o membro de Yunho dentro de si, o ruivo sente uma dor muito forte, mas logo é amenizada pelos beijos desejosos do moreno.

Ao ver que Jaejoong já havia se acostumado com o volume dentro de si, o maior inicia movimentos calmos e compassados, ouvindo os gemidos provocantes do ruivo enquanto beijava seu pescoço.

Jaejoong mordiscava o lábio inferior e apertava os ombros do moreno, tentando conter aquele prazer que parecia o consumir por inteiro.

- Y-Yuun... – Gemeu o ruivo, fazendo o moreno delirar.

- Eu te amo. – Gemeu Yunho, o puxando para um beijo quente.

Seus corpos ferviam como fogo e suplicavam por mais. O moreno interrompeu a penetração e deitou Jaejoong de lado, posicionando-se atrás do jovem, e reiniciando a penetração.

Yunho segurou o menor pela cintura para sincronizar seus movimentos, enquanto mordia o pescoço do jovem.

Jaejoong gemia e se contorcia de prazer, e segurou a mão do moreno para ajudá-lo a melhorar ainda mais aquele prazer tão desumano. O ruivo estava tão excitado que movia seu quadril contrariamente aos movimentos do moreno, deixando as estocadas mais fortes.

Yunho não aguentaria por muito tempo, então mudou de posição novamente para prolongar ainda mais aquele momento.

Deitou Jaejoong virado para si e deitou-se em cima do jovem, reiniciando a penetração. Seus corpos estavam cansados e suados, mas o prazer os movia para mais e mais.

Com a nova posição, Yunho podia acertar diretamente no ponto G do ruivo, fazendo-o ir às nuvens e voltar a cada nova estocada.

Os gemidos de Jaejoong iam deixando Yunho maluco. Seu corpo suplicava pelo dele. As estocadas foram ficando cada vez mais rápidas e fortes, quando o moreno sentiu aquele corpo perfeito estremecer por inteiro e gemer alto, vendo o líquido quente derramar sobre aquele abdômen perfeito. Ao sentir as unhas cravadas em suas costas, o moreno sente seu corpo inteiro eletrizado e um prazer que não cabia em seu corpo. Sentiu seu líquido se esvair para dentro do menor, um cansaço lhe tomar conta de seu corpo.

Seus braços fraquejaram e seu corpo tombou lentamente sobre Jaejoong, que respirava forte e descompassadamente.

- Eu... Nem sei... Onde... estou... – Riu Jaejoong, ofegante.

- Mas.. Eu sei... – Yunho fez uma pausa para tentar recuperar o fôlego. – No céu com o anjo da minha vida. – Sorrindo.

- Eu amo você. – Disse o ruivo, sentindo uma lágrima feliz lhe escapar dos olhos.

- Nunca mais vou deixar você sair da minha vida. – Sorriu o moreno, selando suas palavras com um beijo doce.

Jaejoong virou-se de lado e foi abraçado carinhosamente pelo moreno. Ambos com um sorriso bobo, o coração explodindo de felicidade e amor, e o corpo exausto demais para continuar, o jovem casal adormeceu com a calma chuva que agora caía na agradável madrugada.