Meu Melhor Amigo, é o meu Amor...

14 Primeiro dia de Aula... Confusão...


O Mês de março chegou rápido, levando consigo as férias, Karina, Pedro e joão caíram na mesma turma, diferente de Bianca, que caíra em outra sala, por ser um ano adiantada.

_ Vamos logo pequena! — chamou Pedro, não demorou muito, a amiga apareceu com seus curtos cabelos molhados, e com a roupa da escola, o perfume de sua pele exalava, um perfume natural, dela mesmo, Pedro sorriu, tantas garotas se esforçando para ficarem lindas, se arrumam, já ela não, ficava linda sem nem fazer esforço.

_Pê? — Chamou Karina, tirando-o dos devaneios, balançou a cabeça, tirando tais pensamentos da cabeça.

_ Sim? — ele perguntou meio atordoado, ela estava com esse efeito sobre ele, sempre o deixava bobo, não sabia se era bom o ruim, mas o que importava?

_ Vamos? o nosso ônibus chegou! — ela avisou, o moleque concordou, abraçando-a pelos ombros, deram sinal, logo subindo no transporte, que rapidamente seguiu caminho.

***

A escola estava cheia, Karina suava, nunca gostou muito bem de se relacionar, sempre fora tímida, e quando o assunto era se relacionar, ela era péssima, fora que achava aquele bando de garotas nojentas, tudo patricinha, que babavam por meninos.

Pedro, por sua vez, ao perceber o nervosismo da amiga abraçou-a, sempre fora bom em fazer amigos, por ser bem espontâneo.

_ Relaxa... — ele sussurrou em seu ouvido, arrepiou-se mas sorriu, era bom ter esse conforto, se sentia segura com Pedro, juntos, eles entraram na sala, se sentando logo os dois nas carteiras, próximas.

Logo murmurinhos começaram, as garotas olhavam Karina de cima abaixo, algumas comentavam, outras reparavam em Pedro, diziam o quanto ele era lindo, isso estava incomodando Karina.

Logo a professora de literatura chegou, João, que tinha se atrasado pra vim com os amigos sentou-se junto a eles, ignorando os murmurinhos, a professora que se apresentou como Ana Paula, começou a aula, com as apresentações dos alunos, o que deixou a lutadora ainda mais constrangida, odiava aquilo.

Depois de quase todo mundo se apresentar, Karina já estava entediada, a maioria dos garotos se exibiram, as patricinhas ou falavam de moda ou roupas que gostavam, odiara aquilo tudo, só faltava ela, joão, Pedro e outra garota lá.

_ Senhorita Karina Duarte, pode vim! — Chamou a professora, Karina suou, ela não queria ir, olhou pra Pedro, como se pedisse socorro, ele segurou sua mão, apoiando-a, Ana paula olhou-a mais uma vez — Senhorita, sua vez! — ela chamou novamente, risadinhas começaram, a lutadora estava morrendo de vergonha.

_ Pê eu não quero ir! — ela sussurrou, o guitarrista deu-lhe um sorriso, e um beijo na testa.

_ Olha K, se você sentir vergonha, você olha pra mim, esquece todo mundo e olha só pra mim! tá bom? — a lutadora assentiu, levantando-se, ficando de frente pra todos, fechou o olho uma vez, e ao abrir focou naqueles olhos castanhos que ela tanto amava, respirou, começando a falar.

_ Bem, eu sou Karina Duarte, tenho 16 anos, luto muay thai e meu maior sonho e ser uma grande lutadora! — ela disse, Pedro sorriu com aquele sorriso bobo, que ele só dava pra ela, seus olhos brilhavam ao vê-la falar dos sonhos.

Depois de Karina foi João, Pedro, que foi bem carismático, arrancando suspiros das garotas e logo depois Fabi, a garota era bem legal, também gostava de muay thai, dissera até que procuraria a academia de Gael, ela e Karina logo viraram amigas.

***

A hora do recreio chegou, as aulas foram bem legais, quase não fizeram nada, Karina fora no banheiro, os meninos já tinham seguido para o refeitório, lavou seu rosto, indo em direção a onde os meninos estavam, não antes de pegar seu lanche, suco com torradas e uma maçã.

Karina andara até a mesa dos meninos, mas sem querer, esbarrou numa garota de nariz em pé, tainá, a menina não gostara da lutadora desde que a vira com Pedro, e como não perdia a oportunidade, foi arrumar confusão.

_ Sua idiota! — gritou Tainá, jogando seu prato no chão de propósito.

_ M-mas eu não.. — disse Karina vermelha, os aluno viraram-se todos para ver a discussão.

Karina se encolheu quando sentiu algo molhar sua blusa branca, suco de laranja que Tainá tinha jogado, manchando-a, a blusa era branca, e ao molhar ficou transparente, a lutadora saiu correndo para o banheiro, onde sentou-se chorando, abraçada aos joelhos.

Pedro, que tinha ido ao banheiro, assim que soube do que tinha acontecido, por Fabi, foi logo atrás da amiga, que estava encolhida entre os joelhos no banheiro.

_ Hey, Ka, olha pra mim! — Pediu se sentando ao seu lado, ergueu seu rosto, limpando suas lagrimas, odiava vê-la triste, mas essa garota que a humilhou ia pagar, a se ia.

Karina olhou o amigo, abraçou-o chorando, por que era sempre com ela que acontecia as coisas? era tão ruim assim ser diferente? só por que ela era tímida e não atirada queria dizer que nenhum garoto nunca se interessaria? suspirou, encarando o amigo.

_ Ai Pê, por que tudo é comigo? — ela perguntou chateada, o amigo aconchegou-a perto dele — Por que eu tenho que ser sempre a zoada? desde de pequena é assim, os garotos da escola nunca reparavam em mim, sempre babavam naquelas atiradas... — ela fungou — Pê, o que eu tenho de errado? — ela perguntou com lagrimas nos olhos, Pedro suspirou, não acreditava que ela havia perguntado mesmo isso, ela não tinha nada de errado, ela era perfeita.

_ Hey Pequena, você não tem nada de errado, você é perfeita, minha Pequena, lembra? — ele disse fazendo-a sorrir, sentia que ela ainda estava triste, odiava vê-la assim, por um súbito de consciência ele ergueu seu rosto, olhando-a nos olhos, acariciou-lhe as bochechas, beijando-a em seguida.

O Beijo era lento, cuidadoso, especial, passava todo o carinho que ambos tinha um com o outro, Pedro quebrou o beijo por falta de ar, dando-lhe alguns selinhos.

Karina sorriu, ficando um pouco sem-graça, não era esquisito beijar o melhor amigo, longe disso, o esquisito era ela ter gostado de ter sido beijada por ele.

_ Vem, vamos pra sala, já tocou o sinal! — ele chamou, ajudando-a levantar, Karina negou com a cabeça, Pedro abraçou-lhe.

_ Eu vou estar lá com você, e eu não vou deixar ninguém magoar minha pequena! — ele disse fazendo-a sorrir, Karina limpou o que dera da blusa, mas ainda assim ficou um pouco manchada, Pedro deu-lhe seu casaco para ela vestir para não ficar tão transparente, a esquentadinha sorriu, sentindo o cheiro do guitarrista no casaco.

Pedro pegou em sua mão, entrelaçando-as, e seguiram para a sala de matemática, onde mais uma vez sentaram juntos, terminaram o trabalho da professora Alice rápido, afinal eram bons, e ficaram ouvindo musicas juntos, ambos sorrindo.

Karina sorriu, mesmo o dia tendo sendo péssimo ela gostou, afinal ele sempre a fazia sorrir, seu moleque.