Meu Lar

34 Capítulo 34


Notas iniciais
Oi, gente.

Santana só acordou quando o avião estava praticamente pousando em Miami e Quinn a chamava delicadamente para que se sentasse corretamente na poltrona, uma vez que vinha praticamente deitada sobre a loira.

Saíram do aeroporto um tempo depois no carro alugado por Quinn. Pararam em frente ao hotel onde tinham reservas e logo fizeram o checkin na recepção. Já era quase dez horas da noite quando entraram na suíte escolhida para aquela temporada. Santana olhava encantada para o local, tudo era lindo e a cama era enorme e de aparência bastante confortável.

Sem pensar duas vezes a latina correu e se atirou sobre o colchão macio, sob o som da risada de Quinn, que a olhava encantada. A loira se aproximou e deitou ao seu lado, admirando as feições felizes da esposa, a qual não continha o sorriso feliz.

– É tudo tão lindo, Quinnie. – encarou os olhos brilhantes – E essa cama é muito confortável.

– Tudo para te agradar, minha rainha. – beijou o rosto de Santana – Mais tarde quero ver se essa cama é realmente boa. – brincou – Mas agora vou providenciar o jantar para minha esposa amada que tem de se alimentar por dois.

– Agora que você falou... – olhou para Quinn com uma cara de sapeca — ...estou mesmo com muita fome.

– Então vai tomar um banho enquanto eu peço alguma coisa para o serviço de quarto e já vou lá te encontrar. – falou beijando os lábios carnudos carinhosamente.

– Já que minha esposa insiste.

– Como se fosse um grande esforço.

Rindo Santana pegou sua nécessaire e se dirigiu ao banheiro. Não demorou muito e Quinn se juntou a ela embaixo do chuveiro, pegando um sabonete e ensaboando as costas de sua amada, beijando o local logo em seguida.

Entre carinhos secaram-se e vestiram apenas um roupão. Mal entraram no quarto e um funcionário do hotel batia à porta a fim de entregar a refeição que Quinn recebeu e acomodou com esmero sobre a mesa da antessala.

– Amor, pode vir. – chamou e logo Santana entrou no cômodo.

– Huuummm, o cheirinho está maravilhoso. – disse e Quinn se surpreendeu ao sentir o nariz de Santana aspirando seu pescoço – Não vejo a hora de te devorar. – sussurrou maliciosa, mordendo o lóbulo da orelha da loira, que gemeu.

– Não adianta me provocar, a senhora vai jantar primeiro. Tem que alimentar a si e a nosso bebê. – ralhou, tentando disfarçar o tesão – Mas mais tarde você não me escapa, senhora Lopes-Fabray.

– Safada...

Jantaram mantendo uma conversa agradável, mas trocando olhares que antecipavam a noite que teriam. O desejo que exalava de seus corpos estava latente, quase palpável e nenhuma das duas tentava disfarçar.

– Não vai comer mais? Comeste tão pouco... – reparou Quinn.

– A comida está ótima, mas já é tarde e não quero encher muito o estômago. Amanhã no café eu compenso. – brincou e a loira percebeu suas intenções.

– Não quer sobremesa? – insistiu.

– A sobremesa que quero é uma certa loira lá naquela cama me dando prazer como só ela sabe. – disse sedutora, piscando para Quinn que de imediato sentiu o ponto entre as pernas latejar.

Santana levantou vagarosamente e andando de forma cadenciada foi em direção ao banheiro. Quinn pensou em segui-la, mas resolveu escovar os dentes no lavabo e esperar a latina já pronta na cama.

Escovou os dentes rapidamente e voltou ao quarto tirando o roupão. Ficando completamente nua deitou-se na cama a espera de Santana, que não tardou a entrar no local da mesma que Quinn, sem qualquer peça sobre o corpo.

– Agora eu vou querer minha sobremesa. – declarou e sem tirar os olhos de Quinn caminhou até a cama e subiu, sentando sobre o quadril desta.

Abaixou os lábios até encontrar os da loira, que sem qualquer cerimônia deu passagem à língua sedenta que tomou sua boca. Alisava as costas de Santana, que passou a mover o quadril sobre o membro de Quinn que começava a ficar ereto. Era incrível o efeito que a latina tinha sobre seu corpo, conseguindo acendê-lo rapidamente.

Sem perda de tempo Santana afastou sua boca da de Quinn e encheu seu rosto de beijos, mordendo seu queixo e dando um leve chupão em seu ponto de pulso. Lambeu o pescoço alvo e em seguida caiu de boca nos seios de auréolas rosa. Sugou com vontade os dois e sentiu que a essa altura o pênis da esposa já estava totalmente pronto para ela.

Levou a mão entre os corpos, ainda com a boca nos seios alvos e pegou o membro de Quinn com a mão, posicionando-o em sua entrada. Assim que o sentiu penetrando-a, afastou-se do ponto onde estava e sentou no colo da loira, encarando os olhos verdes cheios de desejo que a encaravam.

Languidamente sentou-se por completo sobre a esposa, que agora mordia o lábio inferior enquanto a segurava pela cintura. Santana mexeu o quadril e gemeu, passando a se movimentar incessantemente sobre Quinn, que a ajudava impulsionando o quadril contra ela.

– Quero te beijar. – gemeu Quinn, friccionando o clitóris túrgido de Santana, que estava em êxtase.

– Oh, Quinn. – era só o que Santana conseguia dizer.

Quinn não conseguia mais se segurar. Ver Santana cavalgando sobre seu membro e com os seios balançando bem a sua frente a estava fazendo salivar e acabou sentando-se enquanto a latina continuava a rebolar contra seu quadril. Sugou os seios volumosos com prazer, quase desespero. Ainda mantinha uma das mãos entre os corpos manuseando com destreza o clitóris inchado, com a firmeza que sabia agradar a esposa.

Apertou aquele ponto com um pouco mais de força e sentiu Santana gozando, logo a seguindo, sendo tomada por tremores de prazer. Mal deixou a latina se recompor e girou seus corpos na cama, ainda unidas. Ainda tomada pelo desejo de a pouco beijou os lábios carnudos com sofreguidão, passando logo em seguida a estoca-la com força.

Santana enlaçou a cintura fina de Quinn com as pernas enquanto cravava as unhas nas costas alvas. Com certeza deixaria marcas, mas isso não importava no momento.

Quinn estava selvagem com os cabelos grudados no rosto suado e os olhos brilhando cheios de tesão. Seu quadril batia contra o de Santana e a cama se mexia. Enfiou o rosto no pescoço da amada, que enfiou uma das mãos entre seus cabelos, puxando-os levemente.

Sentiam o pênis de Quinn entrando e saindo de dentro de Santana com destreza, indo ao limite da latina, que quase gritava de prazer. Quando a loira levantou o rosto e encarou os olhos negros de paixão a sua frente, invadiu-a mais uma única vez com força e gritaram, chegando a um orgasmo que às levou literalmente aos céus.

– Te amo. – disse Quinn ofegante, caindo sobre Santana que mal teve forças para a abraçar com carinho.

– Também te amo. – falou alisando os cabelos loiros.

Quinn juntou o resto de forças que tinha e rolou para o lado, levando Santana junto a si, aconchegando-a contra seu peito, como gostava de fazer quando se amavam. Ainda naquela posição adormeceram, uma sentindo a cadência da respiração da outra.

...

– Acorda, amor. Já passam das nove da manhã e quero ir à praia. – Santana dizia enquanto distribuía beijos pelo rosto da loira adormecida.

– Huuummm...

– Anda, Quinnie, o dia está lindo. Vamos aproveitar. – choramingava.

– Já vou. – gemeu a loira virando de lado e voltando a dormir.

– Se você não acordar eu vou sozinha e já aviso que irei fazer topless. – provocou e no mesmo instante a loira sonolenta pulou na cama.

– Nem pensar. – disse sentando – Essas belezinhas aqui são só minhas. – falou colocando uma mão em cada seio coberto pelo biquíni que Santana já vestia.

– Só assim para você acordar, né, dorminhoca? – disse rindo e se aproximando para beijar Quinn.

– Eu ainda não acordei por completo. – concluiu abraçando Santana e caindo de volta na cama, com os olhos fechados – Só mais um pouquinho, amor.

– Está bem, mas só um pouquinho. Já pedi o café e quando ele chegar nós levantamos.

– Ok, ok, senhora mandona. Olha só com quem fui me casar. – brincou.

– Com alguém que vai colocar a senhora na linha. – fez-se de autoritária e as duas riram.

Ficaram deitadas namorando e rindo das bobagens que Quinn falava até o café ser trazido para elas. Dessa vez foi Santana quem recebeu a refeição enquanto a esposa ia até o banheiro trocar de roupa.

– Preciso repor minhas energias para agradar minha senhora mais tarde. – brincou dando uma palmada no bumbum de Santana que riu.

– Onde está aquela mulher séria e temida que eu ouvi falar antes de ir trabalhar no Rancho e que se apresentou a mim nos primeiros dias? – questionou.

– Ficou lá, guardadinha para os empregados que precisam de um feio e para os negociadores inescrupulosos que existem em qualquer meio. – explicou sorrindo – Essa Quinn aqui é privilégio só da família e dos amigos mais chegados. – completou.

– Pois eu gosto de qualquer uma delas. A séria e compenetrada é tão sexy quanto a despojada e engraçada.

– E qualquer uma delas te ama da mesma forma. – disse apaixonada e em seguida provocou – E não pense que não percebi a forma como você me secou a primeira vez que me viu.

– Não me julgue, meu amor. Você não tem noção de como fica gostosa com aquela calça justa e aquela camisa preta. – falou no mesmo tom – E eu também vi você me secando no dia em que cheguei e estava arrumando o quarto da nossa filha.

– Bom, então estamos quites. – beijou os lábios carnudos – Vou colocar uma bermuda e vamos a la palla.

– Ui, assim não me aguento. Loira, gostosa, sexy e agora falando em espanhol... Não há libido que aguente. – falou alto para que Quinn ouvisse do quarto onde entrara.

Santana colocou um vestido leve sobre o biquíni enquanto Quinn vestia uma camiseta e um short curto e levemente larguinho que a deixava extremamente feminina, ninguém que a olhasse diria sobre sua “diferença”.

– Tá gostosa, Quinnie. – Santana sussurrou em seu ouvido, já dentro do elevador – Acho que não vou deixar você sair assim.

– Por mim ficaríamos somente no quarto. – declarou no mesmo tom, já que havia outras pessoas junto a elas – E você está linda demais com esse vestido, nem quero ver quando tirá-lo e ficar só com aquele biquíni indecente que insistiu em vestir. – falou fazendo um bico.

– Prometo deixar você tirá-lo assim que voltarmos para o quarto. – provocou.

– Podemos voltar agora? – sussurrou roçando os lábios no pescoço de Santana.

– Não, Quinnie, quero tomar um pouco de sol e curtir uma praia com minha esposa antes de nos entregarmos ao prazer. – falou cochichando, mas pela cara que a senhora que estava do outro lado do elevador, teve certeza que todos ali tinham ouvido e acabou ficando corada.

Saíram de mãos dadas do elevador, rumando em direção à praia privativa do hotel. O sol brilhava e o céu estava completamente sem nuvens. Caminharam até a areia e acomodaram-se embaixo de um guarda-sol. Quinn estendeu uma canga e fez Santana sentar enquanto pegava um suco para a esposa que havia reclamado de sede.

Nenhuma das duas percebeu que alguns metros dali um homem de cabelos escuros secava Santana sem qualquer pudor.

Não demorou muito e Quinn voltou com dois copos, sentando ao lado de Santana e alcançando um para ela, deixando o seu de lado.

– Nossa, isso aqui é lindo. – a morena estava encantada.

– É mesmo. Você está gostando? – não pode deixar de perguntar, tamanha era sua ansiedade em tentar agradar a mulher.

– Estou amando. Obrigada. – sorriu doce e tal gesto refletiu no rosto de Quinn.

Ficaram um tempo sentadas à sombra conversando ou apenas curtindo a paisagem, até que Santana resolveu tomar um pouco de sol. Estendeu a outra canga ao lado do guarda-sol que Quinn usava para se proteger e deitou-se de bruços.

– San, vou entrar um pouco na água. Não quer ir? – perguntou antes de levantar.

– Ainda não. Vou ficar mais um pouquinho aqui. Vai tranquila que se me der vontade daqui a pouco vou te encontrar.

– Ok. – falou já de pé, jogando um beijo para Santana que retribuiu o gesto sorrindo e se afastando em direção ao mar.

Santana admirava Quinn caminhando com seu jeito elegante até a água, não gostando nada dos olhares interessados e de cobiça que ela atraía. Viu a loira mergulhar e logo voltar à tona, olhando em direção ao local onde estavam a fim de se certificar que não havia se afastado.

Voltou a fechar os olhos, os quais só abriu ao perceber uma sombra que cobria o sol. Olhou para onde estava o motivo daquela sombra e deparou-se com um moreno musculoso que a encarava de forma lasciva, sem qualquer disfarce. Arqueou uma sobrancelha como que indagando o que ele queria e viu-o abrir um sorriso sedutor.

– Vi que sua amiga gostosa finalmente a deixou sozinha e resolvi vir lhe fazer companhia. – Santana arqueou ainda mais a sobrancelha, como se indagasse se ele realmente estava dizendo aquilo, mas o homem entendeu aquilo como um consentimento para prosseguir ali – Você é muito bonita para ficar sem ninguém. Meu nome é Kevin e é um prazer te conhecer, senhorita...

– Em primeiro lugar não estou sozinha e tampouco sem ninguém. Em segundo lugar, não sou senhorita. Em terceiro lugar você está cobrindo o sol que estou tentando tomar. – falou seca, mas pelo que pareceu aquilo não surtiu muito efeito a fim de afastar o homem.

– Desculpe estar cobrindo seu sol. – sorriu tentando ser simpático – Você gostaria de tomar um drinque comigo?

– Não sei se você não entendeu ainda, mas vou explicar de uma forma que não seja rude. – Santana falou sentando na canga – Me desculpe, Kevin, mas eu não quero sua companhia.

– Mas por quê? Eu sou bonito, você é gostosa, imagina que dupla faríamos. – falou convencido, fazendo a latina revirar os olhos – Posso sentar com você? Você ainda não me disse seu nome.

– Cara, se liga... Tá vendo isso aqui? – perguntou mostrando a aliança – Mesmo que essa aliança não estivesse no meu dedo eu não me interessaria por você...

– Como assim? Não sou bonito o suficiente para você? – perguntou ofendido.

– Beleza não é tudo. – disse sem paciência – E está vendo aquela loira gostosa ali, que vem vindo para cá? – apontou para Quinn e ele olhou, secando o corpo de Quinn – Aquele é meu interesse e não admito que ninguém olhe dessa forma para ela.

– Você é lésbica. – concluiu.

– Bingo.

– Algum problema, amor? – Quinn questionou séria, encarando o homem que viu de longe importunando Santana.

– Acho que não, amor. Só estava explicando para o Kevin que não estou disponível porque sou casada com a loira mais linda de todas. – sorriu boba para Quinn que baixou o rosto ao nível de Santana e a beijou de forma carinhosa.

– Casal lindo vocês. – o homem falou decepcionado – Vou indo, desculpe o inconveniente. – disse já se afastando.

– Pensei que ia ter que bater em um hoje. – Quinn disse, fingindo-se de zangada, transparecendo todo seu ciúme.

– Eu cuidei dele direitinho, minha ciumentinha. – disse e logo bateu com a mão do seu lado – Senta aqui do meu ladinho e vem me dar carinho, vem.

– Não sou ciumenta, só cuido do que é meu. – disse com um bico, sentando ao lado de Santana.

– Vem aqui que vou desmanchar esse bico que eu amo. – falou e logo beijou Quinn de forma apaixonada.

Ao longe Kevin observava as duas e sorria. Como havia conseguido cometer uma mancada daquelas? Era visível que aquelas duas eram completamente apaixonadas uma pela outra.

Notas finais
Obrigada a quem ao menos se deu ao trabalho de comentar o capítulo anterior. Estou seriamente pensando em abreviar a fic...