Meu Lar
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Ambas sorriam quando afastaram os rostos lentamente com os olhos fechados. A sensação que sentiam era de plenitude. Abriram os olhos lentamente e o sorriso se expandiu ainda mais ao constatarem o brilho das orbes a sua frente, uma refletia a felicidade da outra.
Alícia ainda abraçava as pernas das mães e as olhava também com um sorriso feliz estampando sua face. Quinn afastou-se de Santana e abaixou-se para pegar a pequena no colo. As três trocaram um apertado abraço e cada uma colou os lábios em uma das bochechas da filha.
– Agora sim a Mami Britt está feliz. Ela disse que agora estamos bem onde deveríamos e ela pode ir ficar com os anjinhos. – disse baixinho, de forma inocente, só para as duas ouvirem.
Santana e Quinn se olharam espantadas, mas não tiveram tempo de questionar a filha, que foi tirada de seus braços por Kitty, que a abraçou fortemente. Quase que instantaneamente as duas foram engolfadas por braços ávidos que as envolviam e parabenizações pelo enlace.
Após conseguirem superar o tumulto pós cerimônia foram para o local onde seria a recepção. Os organizadores haviam preparado uma mesa única para a família Lopes-Fabray e os demais convidados foram acomodados em mesas pelo salão.
Quinn e Santana sentaram-se em seus lugares que ficava ao centro da mesa principal. Olhavam-se com devoção e a todo momento trocavam carícias ou simples beijos que demonstravam todo o amor que uma sentia pela outra.
A orquestra tocava músicas animadas e aos poucos a pista de dança foi sendo preenchida pelos presentes, que pareciam refletir a felicidade das recém casadas. Santana dançava uma música mais lenta abraçada a Quinn, que cantarolava a letra em seu ouvido, como uma declaração de amor.
– She — May be the reason I survive — The why and wherefore I'm alive — The one I'll care for through the rough and ready years — Me I'll take her laughter and her tears — And make them all my souvenirs — For where she goes I've got to be — The meaning of my life is — She, she, she. (Ela — Pode ser a razão pela qual eu sobrevivo — O porquê e pelo que eu estou vivo — A pessoa que cuidarei durante os rudes e fáceis anos — Pegarei suas risadas e suas lágrimas — E farei delas minhas lembranças — Para onde ela for, eu tenho que estar — O sentido da minha vida é — Ela, ela, ela) – Santana sorria emocionada com as palavras ditas por Quinn, pois sabia serem de coração e refletiam seus próprios sentimentos pela esposa.
– Eu te amo. – Santana disse ao afastar levemente seus rostos e encarar os olhos de Quinn, que tinham um brilho novo, uma felicidade incontida sendo emitida por eles – Você me fez a mulher mais feliz do mundo ao me escolher para ser sua companheira, mulher, esposa, mas principalmente, para ser a mãe dos seus filhos.
– Eu te procurei por tanto tempo... – disse emocionada – Nunca vou deixar você escapar de perto de mim, meu amor.
– E quem disse que eu quero? – sorriu e alisou o doce rosto de sua amada – Tão linda... E só minha.
– Tão linda, e tão possessiva... – Quinn brincou e antes da esposa responder selou seus lábios carinhosamente, antes de completar — ... e só minha.
Abraçaram-se colando completamente seus corpos, enquanto moviam-se no ritmo da música entoada.
– Acho que já está na hora de partirmos. – Quinn falou marota.
– Partir para onde? – perguntou desconfiada, afastando-se levemente.
– Para nossa lua de mel. – explicou no mesmo tom.
– Mas não podemos sair assim, sem mais nem menos.
– San, não vai ser sem mais nem menos. – riu – Acabamos de casar e é normal tirarmos uns dias só para nós duas.
– E a nossa bebê?
– Vai ficar uns dias aqui com nossos pais e irmãs e na sexta-feira que vem eles vão todos nos encontrar em NY. – explicou.
– E para onde nós vamos? – questionou agora curiosa e já empolgada em aproveitar uns dias a sós com a esposa.
– Que tal uns dias de calor antes do nosso rigoroso inverno?
– Eu iria amar. – sorriu.
– Então Miami, aí vamos nós. – disse animada.
Vendo a animação de Santana, Quinn não perdeu mais tempo e saiu arrastando-a pelo salão. Despediram-se apenas dos pais e mais demoradamente de Alí, já que suas irmãs não estavam à vista. Diferente do que a latina achou, a filha não fez qualquer objeção em razão da viagem e tampouco pediu para ir junto, informando que a mãe loira já havia conversado com ela e que em breve se encontrariam em NY.
Quinn conduziu Santana diretamente para sua pick-up, que já estava com suas coisas no porta-malas. Acenaram para todos e partiram rumo a cidade, onde ficariam hospedadas no hotel da família até partirem no dia seguinte para pegar o voo reservado.
Chegaram ao hotel e Christie já as esperava com um sorriso animado no rosto, não se contendo e abraçando as duas com toda a felicidade que sentia por sua chefa.
– Parabéééénnnsss!!!! Espero que vocês sejam muito felizes. – falava e ao se afastar olhou direto para Santana – Espero que você dê para a minha chefinha todo o amor que ela merece, senão você vai se ver comigo.
– Com certeza isso eu farei. – riu diante da ameaça da outra.
– Preparamos a melhor suíte para as ilustres recém casadas. – brincou – Esperamos que gostem.
– Com certeza vamos adorar. – sorriu Quinn.
– Sua bagagem já foi levada para o quarto. Nós do Hotel FW esperamos que tenham uma ótima estada. Aqui estão suas chaves. – falou de forma profissional, mas com um sorriso maroto no rosto.
– Obrigada, senhorita Christie. – Quinn falou no mesmo tom e se dirigiu ao elevador de mão com Santana após dar uma piscadela à funcionária.
Mal entraram no elevador e Santana envolveu a esposa em um terno abraço, por mais que o momento já fosse parte de sua lua de mel não havia nada de urgente naquele contato e tampouco urgência sexual. Queriam apenas sentir o calor de um corpo contra o outro, como que se suas almas se completassem apenas com aquele gesto.
– Tão bom esse abraço. – Quinn falou alisando os cabelos escuros.
– Tudo de melhor para minha esposa. – sorriu e encarou Quinn.
– “Esposa”. Quem diria que eu estaria casada agora e com uma latina faca na bota e fogosa como nenhuma outra. – sussurrou as últimas palavras perto do ouvido de Santana, plantando um beijo em seu pescoço.
– Como se minha esposa loira e gostosa também não fosse fogosa. – retrucou no mesmo tom.
– Tenho que acompanhar o pique da minha morena, senão é capaz dela querer me trocar por outra. – provocou.
– Isso você pode ter certeza que nunca vai acontecer. Sabe por quê? – perguntou e Quinn fez que não com a cabeça – Porque eu te amo mais do que tudo. E ainda vou te amar mesmo que a gente não tenha mais o mesmo pique que temos hoje na cama. – riu.
– Mas ainda assim vou me esforçar. – falou rindo, até mesmo porque as palavras de Santana a haviam tocado e a deixado extremamente feliz.
Assim que entraram no quarto Santana avançou com urgência contra os lábios de Quinn, mas esta ditou um ritmo mais calmo. Queria que aquela noite fosse especial. Não queria apenas sexo, queria fazer amor com sua esposa, exatamente da forma como ela merecia.
– Eu te amo, Santana Lopes-Fabray.
– Também te amo, Lucy Quinn Lopes-Fabray.
Sorriram docemente uma para a outra e selaram aquela jura de amor com um beijo apaixonado, onde as línguas se acariciavam de forma ritmada, demonstrando através daquela contato a declaração feita a pouco.
– Hoje eu vou fazer amor com você de uma forma a te demonstrar que todas as declarações que tenho te feito são a mais pura verdade.
Dizendo isso passou a baixar vagarosamente o zíper do vestido que a esposa usava, beijando cada local desnudado. Desceu a boca pelo pescoço de Santana, que jogou a cabeça para trás, passando pelos ombros e detendo-se mais demoradamente no busto e seios semi-descobertos.
Baixou ainda mais o tecido e ao descobrir os seios volumosos sugou-os com desejo, arrancando um gemido de Santana, que a segurava pela nuca, enfiando os dedos pelos fios sedosos de Quinn.
Quinn foi baixando os beijos pelo abdome de Santana, que desfrutava cada toque, aguçando sua percepção a cada beijo que recebia. Não chegou a perceber quando ficara apenas de calcinha, mas ao sentir falta dos carinhos da esposa abriu os olhos e viu-a a devorando com um olhar cheio de lascívia.
A loira aproximou-se novamente, ainda completamente vestida, e beijou Santana com paixão, massageando as costas desnudas. Deslizou as mãos de cima para baixo até chegar ao local ainda coberto pela calcinha. Apertou as nádegas firmes com vontade e num movimento totalmente reflexo adentrou o pano passando os dedos pelo centro de seus glúteos.
Santana gemia e seu corpo já ardia de desejo. Sem pensar duas vezes baixou o zíper do vestido de Quinn e passou a puxá-lo para fora do corpo da esposa. Precisava do toque da pele branca contra a sua.
Quinn agora havia baixado a calcinha branca de Santana até o meio de suas coxas e acariciava sua virilha. Ainda se beijavam com fervor enquanto as carícias eram mantidas e o vestido da loira deslizava para o chão.
No momento em que Quinn tocou o clitóris de Santana, esta gemeu contra sua boca, pressionando ainda mais o quadril contra os dedos que se moviam habilmente. Retribuindo o carinho, alisou o volume já protuberante por cima da cueca, não demorando a colocá-lo para fora, massageando toda sua extensão.
A loira afastou-se momentaneamente e acabou de tirar a única peça de seu corpo, enquanto Santana fazia o mesmo. Conduziu a esposa até a cama onde a deitou de costas e de igual forma a beijou delicadamente em toda sua extensão, utilizando as mãos para afagar lugares estratégicos.
Ao findar o carinho, virou-a para si e delicadamente deitou-se sobre o corpo da amada, acomodando-se entre suas pernas que lhe deram imediata passagem. Santana circundou a cintura de Quinn com as pernas e olhando-a no fundo dos olhos a penetrou, consumando mais uma vez aquele amor que as duas sabiam existir entre elas.
Moveu-se lentamente dentro da esposa, beijando seus lábios da mesma forma. Santana rebolava conforme o ritmo imposto por Quinn. Sentia-se amada em todos os sentidos e cada carinho era uma explosão de prazer. Realmente nunca tinham feito amor daquela forma.
Quando sentiu que ambas já estavam perto do limite, Quinn acelerou os movimentos e intensificou um pouco as estocadas. Ambas foram tomadas por um orgasmo simultâneo, como nunca experimentado antes. Os corpos ficaram um bom tempo tendo espasmos em razão do nível de prazer atingido.
– Uau. – foi tudo que Santana conseguiu sussurrar, exausta.
– É... Uau. – Quinn disse sorrindo contra o pescoço da morena.
Assim que conseguiu se mover Quinn girou com Santana e esta acomodou-se em seu peito, onde a exaustão a levou ao sono dos apaixonados.
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