Meu Lar
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Como prometido Alícia e Santana dormiram com Quinn naquela noite. Mais uma vez ambas tiveram um sono tranquilo e sereno, sem qualquer tipo de perturbação. Alí dormiu toda a noite abraçada a Quinn, que não a soltou por um minuto sequer. Parecia que estavam acostumadas àquilo desde sempre e que aqueles braços haviam sido feitos para acalentá-la.
Santana não podia estar mais feliz. Quinn se revelava a cada dia ser uma pessoa maravilhosa para ela e completamente devota a Alícia. Só isso já fazia com que seu coração amolecesse para ela. Mas o jeito que ela a tratava e a sua mãe, mostrava uma mulher totalmente comprometida em lhe fazer feliz.
Sem sombras de dúvidas estava completamente apaixonada por Quinn Fabray e apesar de ainda ter um pouco de insegurança por tudo que já passara na vida, se jogaria de cabeça naquele relacionamento. Algo lhe dizia que Quinn jamais a magoaria e que às protegeria sempre que fosse necessário.
Quinn acordou antes que as duas mulheres de sua vida e sorriu ao vê-las acomodadas e à vontade em sua cama, como se ali fosse seu lugar. Feliz levantou-se de vagar e se dirigiu ao banheiro, onde abriu o chuveiro e deixou-o esquentar um pouco antes de entrar.
Santana acordou levemente ao sentir Quinn deixando a cama. Ficou fazendo tempo, ainda deitada, enquanto a preguiça passava, mas assim que ouviu o som da água caindo do chuveiro, abriu um sorriso malicioso e constatou que a filha dormia pesadamente. Ainda dormiria por mais umas duas horas.
Saiu da cama da forma mais delicada possível, para não acordá-la e ao ver que obteve êxito, rumou ao banheiro, onde entrou e trancou a porta. Observou o corpo alvo sob o jato de água quente e sem qualquer cerimônia tirou a roupa de dormir que usava e juntou-se a Quinn, abraçando-a por trás assim que entrou no box.
Ao sentir os braços que lhe envolviam, Quinn riu marota, virando-se e encarando olhos negros repletos de desejo. Alisou carinhosamente a face de Santana e a beijou. Inicialmente o contato foi carinhoso, mas em seguida o desejo que às aplacava tomou conta de seus corpos e suas línguas passaram a travar uma guerra pelo domínio.
A latina envolvia o pescoço de Quinn com os braços e a puxava mais para perto de si, afagando sua nuca e cabelos molhados, enquanto a outra a prendia com uma mão pelas costas e com a outra apertava suas nádegas, juntando suas intimidades.
– San... a Alí... – gemeu Quinn, ao sentir a mão de Santana baixando por seu tórax, barriga e finalmente parando em seu ventre, onde passou a alisar o membro quase completamente duro.
– Ela não vai acordar agora. – garantiu e Quinn perdeu o controle de vez, gemendo ao sentir a mão que a masturbava fazendo movimentos sensuais em toda sua extensão – Gosta assim? – provocou.
– S-sim... muito. – declarou com os olhos cheios de desejo.
Beijava Santana com volúpia, gemendo em sua boca. Aquele contato já não era mais o suficiente e se afastou, saindo do box e deixando uma latina confusa para trás. Sem se importar se estava molhando o banheiro ou não, caminhou até a pia e abriu uma gaveta, pegando um preservativo da embalagem e o colocando rapidamente, sob o atento olhar de Santana, que mordia o lábio inferior e massageava o próprio clitóris enquanto esperava o retorno de Quinn.
A visão de Santana se tocando enquanto a olhava cheia de desejo deixou-a ainda mais louca e entrou no box como um furacão, pegando-a pelas pernas e içando contra a parede. Antes de consumar aquele ato beijou-a com sofreguidão, sendo devidamente correspondida.
– Agora, Quinn. – ordenou Santana e imediatamente a loira se posicionou na entrada encharcada, penetrando-a de forma torturante.
As duas gemeram sofregamente. Santana tinha a cabeça jogada pra trás apoiada na parede fria e aproveitando o corpo levemente arqueado, Quinn passou a sugar os volumosos seios, enquanto passava a estoca-la com sensualidade.
As pernas de Santana apertaram-se ainda mais contra a cintura delgada, exigindo mais contato e as unhas arranhavam as costas alvas, deixando riscos vermelhos por onde passavam. Aquilo já estava torturante demais e Quinn acelerou a velocidade que investia contra o quadril da namorada.
Santana rebolava sobre o pênis rijo que escorregava de forma perfeita em seu interior apertado. Sentia-o batendo bem no ponto que mais a enlouquecia e movia-se cada vez mais de forma frenética, para delírio de Quinn.
– Assim, Quinn. Bem como eu gosto. – incentivou a namorada que prosseguiu penetrando-a vorazmente.
Não demorou muito e ambas alcançaram o clímax, simultaneamente, coisa que nunca tinha lhes acontecido antes.
– Sensacional. – sussurrou Santana sem forças, arrancando uma risada convencida de Quinn.
Já um pouco mais recompostas terminaram o banho, uma lavando a outra, enquanto conversavam.
– San, posso te fazer uma pergunta? – disse Quinn enquanto esfregava as costas de Santana e beijava seu pescoço carinhosamente.
– Pode perguntar o que quiser, Quinn.
– Você só namorou mulheres, em toda a vida.
– Sim. – respondeu sem entender.
– Nunca teve nenhuma relação com algum homem. – perguntou curiosa.
– Não. Por quê? – perguntou ainda sem entender.
– É que eu fiquei curiosa, pois desde a vez que a gente transou a primeira vez você nunca mostrou qualquer desconforto quando a penetrei... – dizia tímida e Santana riu.
– Vou te contar um segredo... – falou sussurrando, em tom de brincadeira – Eu amo as mulheres, sou totalmente lésbica. O toque feminino, naturalmente delicado, a pele macia, os seios, os traços femininos, a delicadeza, o cheiro, tudo me encanta. – dizia enquanto alisava Quinn – Mas tem uma coisinha que a senhora tem que eu sempre sentia falta nas minhas relações, mas vamos esclarecer que não é só por isso que estou com você. – se apressou em dizer – Quando eu era casada com a Britt, digamos que ela sempre usava um brinquedinho em mim. – riu com a cara de espanto de Quinn – Ei, não faça essa cara. – repreendeu e prosseguiu – Ela não gostava que eu usasse nela, mas não se importava de usar em mim, apesar de sempre fazermos o convencional sexo entre duas mulheres.
– Então você gostava de brinquedinhos? – provocou – E agora achou um melhor ainda?
– Vamos deixar claro que não estou com você só por isso. – disse mais uma vez – Você me encantou completamente. Apesar de termos começado errado, acho que agora estamos indo da forma correta. Quero ficar com você pela pessoa que você é e pelo que eu sinto por você. Não pelo que você tem a me oferecer.
– E o que você sente por mim? – perguntou esperançosa.
– Eu estou apaixonada por você, Quinn Fabray. – declarou envergonhada, mas o sorriso que Quinn abriu afastou qualquer temor que poderia estar sentindo.
– Eu também estou perdidamente apaixonada por você, Santana Lopes. – disse convicta – Acho que desde o instante em que te vi. Me desculpe por ter agido como uma idiota com você. Eu me perdi...
– Já te desculpei por isso, Quinnie. Não vamos mais falar nesse assunto. – determinou, fechando o chuveiro e puxando Quinn para fora do box, passando a secá-la.
Vestiram-se em clima de romance e deixaram Alícia dormindo feito uma pedra no quarto. Entraram na cozinha de mãos dadas, com a felicidade estampada em seus rostos. Emma e Maribel tomavam café conversando animadamente e seus olhos brilharam ao verem suas meninas tão felizes.
– Bom dia. – Quinn e Santana disseram juntas e riram.
– Nossa, que sintonia dessas duas. – brincou Emma – Bom dia, meninas.
Tomaram café em um clima totalmente familiar. As duas trocavam olhares apaixonados, os quais não passavam despercebidos por Maribel e Emma, que compartilhavam da alegria das duas.
Terminaram a refeição e cada uma foi a seus afazeres, mas não sem antes trocarem um apaixonado beijo na porta do escritório de Quinn. Santana foi direto aos estábulos ver como os cavalos haviam passado, pois a umidade que havia se concentrado no local poderia vir a causar algum problema, mas felizmente estava tudo aparentemente bem. Os bezerros também visivelmente normais, então passou a se dirigir onde encontravam-se os demais animais.
Já era metade da manhã quando Quinn apareceu séria. Santana observava ela se aproximar do pasto onde estava cuidando de uma rês juntamente com Blaine. Pisava duro e suas feições não eram muito diferentes.
– Santana, temos de ir à cidade.
– O que houve?
– Broddy me ligou. As gravações já estão com eles. O suspeito já foi identificado, mas eles querem que você confirme mais alguns fatos.
– Ele disse quem era? – perguntou tomada pela preocupação.
– Não, apenas informou que o conhecemos. – falou bufando de raiva. Estava prestes a descobrir o causador do acidente de Santana e certamente não deixaria aquilo barato.
– Mas quem pode ser... – falou mais para si do que para Quinn.
– Vamos. Puck vai conosco e voltará em sua pick-up que já ficou pronta. – anunciou pegando a mão de Santana e começando a se afastar – Blaine, termine sem Santana o procedimento que vocês faziam. – mandou.
O percurso até a cidade foi feito praticamente em silêncio. Quinn estava visivelmente tensa e isso estava preocupando Santana. Puck também não ajudava muito, com uma cara de poucos amigos. Para Maribel falaram apenas que iriam terminar de resolver uns problemas do Rancho, decidiram não contar a verdade sobre o que estava acontecendo.
Pararam em frente à delegacia e mais uma vez Santana ficou trêmula. Tinha medo do que descobririam. Quinn desceu e abriu a porta para que a namorada descesse. Envolveu os ombros com um dos braços e caminharam lado a lado até onde Broddy os esperava.
– Vamos a minha sala para eu lhes mostrar o vídeo. – disse após os cumprimentos.
O vídeo mostrava claramente quando o homem chegava perto do veículo de Santana e após se certificar que não havia ninguém por perto despejou o conteúdo de um frasco nos pneus da caminhonete, dando um sorriso doentio em seguida e se esgueirando para um beco próximo ao local.
– Aquele desgraçado... – falou Quinn com fúria.
– Você reconhece o homem, Santana? – Broddy perguntou direto para a morena, ignorando Quinn.
– S-sim. – disse nervosa – É o Jesse.
– Você sabe que motivo ele teria para fazer isso? – indagou.
Santana passou então a narrar todo o episódio ocorrido quando Jesse fora demitido e que ele havia afirmado que aquilo não ficaria daquele jeito. Contou também da interpelação que sofreram dele no shopping, onde o homem foi retirado pelos seguranças do local.
– Pelo jeito tudo foi motivado por vingança. – concluiu Broddy – Mais um agravante: motivo torpe.
– Vocês vão fazer o que agora? – Quinn estava ansiosa.
– Vamos para a sala de reconhecimento apenas como formalidade. Nós o prendemos em uma briga de bar após assistirmos ao vídeo. Conseguimos detê-lo aqui com essa desculpa até que vocês viessem. – informou.
Foram então para a sala indicada, onde Santana ficaria sem ser vista pelo suspeito. Imediatamente ela o reconheceu e indicou-o como sendo a pessoa no vídeo e Broddy garantiu que dali ele não sairia tão cedo, em função da tentativa de homicídio contra Santana.
Puck segurava Quinn para que ela não invadisse a sala onde o homem estava e acabasse com sua raça. A loira só se acalmou quando Santana envolveu seu rosto com as mãos e olhou diretamente em seus olhos, pedindo-lhe calma.
– Vou me certificar que ele não saia daqui tão cedo. – falou o delegado, tranquilizando-as.
– Vem, amor, vamos sair daqui e deixar que a Justiça se encarregue de agora em diante. – falou Santana tentando acalmá-la e viu os olhos de Quinn brilhando como nunca, sem entender – O que foi?
– Você me chamou de amor. – disse boba.
– Mas você é o meu amor. Não te disse hoje que estou perdidamente apaixonada por você? Minha heroína do cavalo negro. – brincou.
Quinn não conteve a felicidade por ouvir aquilo e beijou Santana com paixão, sem se importar que ainda estavam em frente à delegacia e tendo Puck, que sorria contente pela amiga, como plateia.
– Vamos deixar Puck na oficina para pegar o carro que quero dar uma paradinha num lugar com você, já que ainda é bem cedo. – sussurrou no ouvido de Santana, que já imaginava o que vinha pela frente.
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