Meu Lar
23 Capítulo 23
Notas iniciais
– Você está querendo me dizer o que eu acho que está? – disse confusa.
– O que você diria se eu dissesse que sim? – Santana estava apreensiva com a reação que a loira teria.
– Eu diria... – fez uma pausa e seu rosto abriu o sorriso mais feliz que alguém já havia visto – Que essa é a melhor notícia do mundo. É sério isso? Você já tem certeza? Meu Deus, vamos dar um irmãozinho ou irmãzinha para a Alí. Vamos ser mães de novo?
Atropelava tudo o que dizia, feliz que estava. Abraçou Santana forte, demonstrando toda sua gratidão e amor.
– Obrigada, amor. Meu Deus, vamos ter um bebê. – dizia se abaixando e beijando o ventre de Santana, que ria daquela reação.
– Calma, Quinn. Ainda tenho que fazer algum exame para nos certificarmos.
– Vamos agora para a cidade. Se veste e vamos, ainda é cedo. – disse já colocando a própria roupa.
– Calma, Quinn. – repetiu rindo – Eu nem marquei hora com o médico, não podemos sair assim.
– Isso não importa. Minha família é dona de 50% do hospital local, então é só ligar para o Michael que ele vai nos atender a hora que chegarmos. – declarou, já vestida – Anda, amor. Se veste logo. A Alí vai ficar tão feliz. – ria feito criança.
Santana saiu do galpão quase arrastada por Quinn. Foram direto para a casa da latina para que ela pudesse tomar um banho rápido e trocasse de roupa, já que a namorada havia inutilizado suas peças íntimas.
– Alí! Alí! – chamava Quinn, mas quem apareceu foi Maribel – Sogrinha, cadê minha pequena?
– Nossa, Quinn, que agitação toda é essa? – perguntou confusa – Alí está na sua casa com Emma. – informou.
– Sogrinha, se tudo se confirmar em breve teremos mais uma criança nessa casa. – anunciou feliz.
– Não acredito, minha filha. Vem cá me dar um abraço, Quinn. – disse já envolvendo a nora em um alegre abraço – Que notícia mais maravilhosa.
– E não é? Finalmente eu estou realizando meu sonho e formando a família que eu tanto queria. – dizia feliz – Vocês já tinham me permitido ter essa sensação de que fazia parte da família de vocês, mas agora parece que uma pontinha que ainda estava vazia se completou de vez.
– Você merece ser feliz, minha filha. Você é uma pessoa boa. – declarou Maribel ainda agarrada à nora – Sua mãe vai ficar tão feliz. Ela já ficou entusiasmada com a Alí, imagina com um filho seu.
– A Alícia é minha filha, Maribel. Tanto quanto o bebê que está vindo. – declarou séria.
– Tenho tanto orgulho de você, filha. Era isso mesmo que eu queria ouvir. Que mesmo com o bebê a caminho você não ia deixar de amar a Alí como sua. – disse emocionada.
– Eu amo aquela criança como se fosse minha. Eu a via em meus sonhos antes mesmo de conhecer vocês. Amei aquela pequena desde o momento em que me deparei com aqueles olhos azuis me encarando. – falava – Meu coração se encheu de um amor que eu nunca imaginei sentir. Nós estávamos destinadas a ser mãe e filha...
– Quinn, você é a mulher certa para a minha filha. Tenho certeza que vocês vão ser muito felizes juntas. – falou sem conseguir esconder a felicidade.
Enquanto Santana terminava de se arrumar Quinn deixou a sogra terminando seus afazeres e foi atrás de Alícia para lhe contar a novidade. Não precisou ir muito longe para localizá-la. Bastou entrar na cozinha e viu a filha sentada na ponta da pia observando Emma sovando uma massa de pão.
– Mamãe Quinnie. – gritou ao enxerga-la entrando.
– Minha pequena. – Quinn falou no mesmo tom, rindo e em seguida pegando Alícia no colo e a abraçando calorosamente.
– O que você faz em casa a essa hora, Quinn? – espantou-se Emma.
– Vim pegar a Alí. Santana e eu vamos na cidade. Ela vai ao médico. – informou.
– A Mama tá dodói? – perguntou preocupada.
– Não, meu amor. A Mama está bem. Só vamos confirmar uma suspeita. – disse feliz e piscou para Emma que levou as mãos à boca.
– Quinnieee, verdade isso?
– Acho que sim. – o sorriso não cabia em seu rosto – Vem, pequena. A Mama e eu queremos falar com você.
– Mas eu não fiz nada. – se assustou.
– Eu sei, danadinha. – fez cócegas na criança, que se contorceu em seu colo.
Quinn levou Alícia no colo até sua casa. Encontraram Santana já esperando na sala, abraçada a mãe que parecia extremamente feliz.
– Vem com a Mama, mi hija. – falou sentando a filha no colo.
– Mama, eu não fiz nada. Foi o Tobby. – acusou e Santana riu por sua filha se entregar tão facilmente.
– Tem certeza que foi o Tobby?
– Sim, Mama. Ele saiu correndo atrás de mim e bateu na mesinha que o vaso estava.
– Então foram vocês que quebraram o vaso, e não o vento. – acusou, mas com ar brincalhão.
– Desculpa, Mama. – baixou os olhos.
– Tudo bem, Alí. Mas da próxima vez tem que contar a verdade para nós. – incluiu Quinn, que ficou ainda mais feliz – A Mamãe e a Mama querem te contar uma coisa. – anunciou e a menina ficou atenta – O que você acha de termos um bebê em casa?
– Ia ser tão legal. – disse animada – Eu ia poder cuidar dele e brincar, ajudar a dar banho...
– Então... A Mama vai ao médico agora com a Mamãe, para ver ser aqui na minha barriga tem um irmãozinho ou uma irmãzinha para você. – disse de vagar para ver a reação da filha.
Alícia baixou os olhos em direção ao ponto que a mãe colocava a mão e arregalou as orbes azuis. Imediatamente sorriu e aquilo tranquilizou as duas mulheres que estavam apreensivas.
– Mama? – perguntou de repente preocupada – A Mamãe ainda vai ser minha mãe?
– Claro que sim, minha pequena. – foi Quinn quem respondeu, pegando-a do colo de Santana e abraçando-a com carinho – A Mamãe já tinha dito que vai ser sua mãe para sempre. Eu sempre vou te amar. Você é minha filha assim como o bebê.
A pequena apenas abraçou Quinn com força e beijou seu rosto de forma carinhosa.
– Eu também te amo, Mamãe.
– Então... Eu fui lá te buscar para ver se você quer ir conosco até a cidade para ver se o médico vai dizer se o bebê já está na barriga da Mama. Você quer?
– Claro, Mamãe. – pulou no colo de Quinn.
– E já vou aproveitar para comprar mais umas roupas de inverno para você. O frio já está começando a chegar com tudo.
– Quinn, não precisa. – disse Santana.
– Vem, vamos trocar sua roupinha. – disse pegando Alí e indo em direção do quarto, ignorando o comentário de Santana, que rolou os olhos e foi atrás das duas.
Enquanto Quinn despia a pequena, Santana escolheu uma roupa para ela por. As duas riam enquanto a loira beijava a barriguinha gorducha. A menina se contorcia e tentava dar as costas para a mãe, gargalhando.
Quando finalmente conseguiu se desvencilhar e ficar de bruços Quinn observou um sinal peculiar que a menina tinha nas costas, muito parecido com um que ela mesma possuía. Achou aquilo bastante estranho, mas achou melhor não comentar.
Finalmente prontas, Quinn ajeitou a pequena na cadeirinha e pensou que logo teria de comprar outra para seu outro bebê. A cada instante conseguia ficar mais e mais feliz. Beijou a cabecinha de Alí, que lhe lançou um sorriso e seguiu brincando com a boneca que tinha em mãos.
– Estou tão ansiosa...
– Acho melhor eu dirigir.
– Não mesmo. Não vou deixar você se esforçar. Você tem que descansar, San.
– Quinn, eu não estou doente. Posso fazer tudo normalmente. – riu.
– Pode mesmo? – sussurrou maliciosa dando partida na caminhonete.
– Você teve a prova ainda hoje mais cedo. – falou no mesmo tom, apertando de leve a coxa da loira, que se espichou e deu um selinho demorado em Santana antes de partir.
...
O médico já as esperava quando chegaram para realizar o exame. Logo foram encaminhadas para a sala apropriada e o médico fez a coleta de sangue, que confirmou a gravidez da morena, para alegria das duas e de Alí, que estava no colo de Quinn desde que chegaram ao local.
– Agora vamos fazer uma ultrassonografia, para ver como o bebê está. – informou Michael.
Santana deitou-se na maca, conforme orientado, sob o atento olhar de Alí e Quinn. A pequena questionava sobre tudo o que via, curiosa em saber se aquilo não doeria em sua mãe ou no bebê.
– Não, fofura, isso não vai doer em nenhum dos dois. É para ver se o bebê está bem. – explicava Quinn, pacientemente.
Michael examinava a tela onde uma imagem começava a se formar. Quinn estava sentada ao lado de Santana segurando sua mão ansiosamente, enquanto com a outra segurava Alí que se espichava para ver a imagem no monitor.
– Bom, mamães, aqui está o bebê de vocês. – mostrou a imagem perfeita de um pequeno bebezinho na tela.
As duas sorriram instantaneamente quando viram seu pequeno bebê sendo mostrado.
– Meu Deus, é lindo. – murmurou Quinn, completamente emocionada.
No instante em que Michael colocou o som do coraçãozinho batendo acelerado Santana se virou para Quinn com um sorriso gigantesco e os olhos marejados e ficou totalmente encantada com a imagem da loira chorando emocionada, abraçada a Alí.
– Céus, como eu amo vocês. – conseguiu dizendo, enquanto se inclinava para a frente a fim de selar os lábios de Santana.
Alícia batia as mãozinhas comemorando o fato de que realmente havia um bebê na barriga de sua mãe e que em breve teria uma irmãzinha ou um irmãozinho. Até mesmo Michael ria da reação da criança, admirado, pois geralmente crianças dessa idade davam um ataque de ciúmes ao constatarem que não seria mais a exclusiva atenção dos pais.
– E eu vou ter um maninho ou uma maninha? – perguntava entusiasmada.
– Nossa filha é mesmo a criança mais fofa do mundo. – Quinn a apertava em um beijo, feliz diante da alegria de Alí.
– Ainda não dá para ver, Alí. O bebê ainda está muito pequenininho. – explicou o médico.
– Ah, que pena. – lamentou.
– Mas logo, logo vai dar. Dentro de um mês talvez já consigamos.
– Obaaaa. – vibrou.
O médico deu mais algumas instruções para Santana e informou que não havia restrição nenhuma. Quinn ainda perguntou se ela podia viajar, pois dentro de duas semanas e meia Black e Blue Sky teriam uma competição em NY, sendo tranquilizada mais uma vez que não havia problemas, poderiam viajar tranquilamente.
Saíram animadas do consultório de Michael, tanta felicidade não cabia dentro delas e era facilmente exteriorizada com amplos sorrisos em seus rostos. Alícia fazia planos e mais planos com o bebê que estava a caminho.
Santana tratou de ligar para Maribel e Emma e confirmar a novidade, enquanto Quinn falava com sua mãe, que antes mesmo de saber da novidade tinha anunciado que na semana seguinte estaria juntamente com o marido e a filha mais nova no Rancho para conhecer a neta Alícia e a nora pessoalmente.
– Mas essa minha nora está saindo melhor que a encomenda. Me dando uma neta linda como a Alí já de chegada e agora mais um bebê a caminho. – Judy falava entusiasmada.
– E não é? Essa mulher é a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. — Quinn falou de forma apaixonada enquanto piscava para Santana que ainda falava com a mãe.
– Filha, você não sabe o quanto fico feliz em te ver assim: tão feliz e apaixonada. Você merece isso.
– Obrigada, mãe. Finalmente estou acreditando nessas suas palavras. – falou emocionada e ganhou um abraço de Alí, que prestava bastante atenção em suas feições.
– Não fica triste, Mamãe Quinnie. – pediu.
– Não estou triste, meu amor. Estou muito feliz na verdade. – falou sem afastar o telefone enquanto Judy ouvia tudo.
– Que criança mais amada, Deus do céu. Não vejo a hora de conhecê-la pessoalmente e enche-la de beijos. – falou ainda mais entusiasmada em conhecer Alícia.
– Ela é a criança mais doce que já conheci, Mãe. Sou completamente apaixonada por esta pequena. – dizia enquanto acariciava os finos cabelos escuros da criança que lhe sorria.
Assim que terminaram as respectivas ligações Quinn arrastou Santana e Alícia para o shopping, afinal tinha que garantir o bem estar de sua filha, da sogra e da mulher que amava. Não deixaria que nenhuma delas passasse mal naquele primeiro inverno delas juntas.
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