Meu Lar

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Gente, vocês vão me matar com essas recomendações. Rebeka, esse capítulo vai especialmente para ti. Bjão

Santana suspirou e decidiu que aquele era o momento de contar alguns fatos sobre sua vida para a mulher que queria sempre ao seu lado.

– Os Pierce são uma família muito rica e poderosa de Ohio, para ser mais exata a origem deles é da cidade de onde eu vim, mas com o passar dos anos eles expandiram tanto os negócios que agora têm uma grande influência no país inteiro. – dizia — Quando eu era adolescente ganhei uma bolsa de estudos em uma das escolas mais caras do estado. Minha família sempre foi pobre, mas minha mãe nunca poupou esforços de me dar estudo e de me incentivar a sempre fazer o melhor de mim.

Quinn a abraçava e ouvia atentamente enquanto Santana contava sobre sua vida. Estava extremamente curiosa.

– Foi nessa escola que eu conheci Brittany Susan Pierce, uma garota tímida e frágil. A criatura mais meiga e delicada que já conheci, com seus doces olhos azuis. Nossa afinidade foi imediata e nos tornamos grandes amigas desde logo. Naquela época eu já sabia que gostava de garotas e Britt estava recém se descobrindo. – parou para respirar um pouco – Estudamos juntas por três anos e os pais dela desde sempre reprovavam nossa amizade. Quando estávamos terminando o último ano e descobrimos que íamos para universidades na mesma cidade, nos aproximamos ainda mais e começamos a namorar. Mais uma vez os pais e o irmão de Britt foram contra e fizeram coisas horríveis. Uma delas foi não fornecer qualquer tipo de auxílio para ela enquanto estávamos na faculdade. Isso a destruía por dentro, mas ela nunca desistiu de quem era e se mostrou uma pessoa batalhadora. Trabalhamos juntas em vários bares e restaurantes para bancar o aluguel e nos mantermos. Logo que nos formamos eu consegui um emprego em uma grande firma e resolvemos nos casar. Tudo ia aparentemente bem até que decidimos ter um bebê e Britt quis ser ela a engravidar primeiro.

A voz de Santana era completamente triste ao relembrar aqueles fatos. Falar sobre aquilo fazia com que revivesse tudo. Mas agora parecia não doera tanto, tendo os braços protetores de Quinn a sua volta.

– A gravidez de Britt foi complicada desde o começo e mesmo o médico insinuando que seria melhor interrompê-la ela insistiu em prosseguir com aquele sonho. Sua saúde foi se desgastando cada vez mais e ela passou toda a gestação mal, a saúde cada vez mais debilitada. Eu fazia o que podia, o que estava ao meu alcance. Quando ela entrou em trabalho de parto pediu para eu avisar os pais dela e assim eu fiz. Infelizmente ela não resistiu, assim que Alícia nasceu e foi colocada em seus braços ela faleceu. Quando os pais dela chegaram ao hospital tudo já havia acontecido. Eles ficaram ensandecidos por terem perdido a filha e acabamos trocando ofensas, pois eu disse que a culpa de tudo era deles, por a terem afastado deles, por terem rejeitado a própria filha. Eles me ameaçaram e disseram que nunca iriam considerar a minha filha como neta deles. Que jamais reconheceriam aquela criança como filha de Brittany. Que para eles ela não existia e que odiavam aquela criatura que havia tirado a vida de sua filha.

Santana agora chorava. Não conseguia conter as lágrimas que escorriam por seu rosto. Quinn tinha o corpo tensionado. Jamais poderia imaginar que ela tinha passado por tudo aquilo.

– A partir daí eu passei a criar Alí com a ajuda da minha mãe, que já estava morando conosco em função da saúde de Britt. Pouco tempo depois eu fui demitida, sem maiores explicações, de um trabalho onde eu estava há anos e era altamente requisitada. Depois disso cheguei a conseguir mais dois ou três empregos onde era muito elogiada, mas sempre me dispensavam sem maiores explicações depois de um tempo. Até que eu descobri pelo último administrador, que deixou escapar, que na verdade quem estava por trás de todas as minhas demissões eram os Pierce. – falou com raiva – Eles sempre descobrem onde estou e fazem questão de manipular e ameaçar quem quer que seja, até conseguirem que eu seja colocada para fora.

– Eu não acredito que esses desgraçados possam fazer isso com a própria neta. – Quinn falou com ódio – Não se preocupe, ninguém mais vai importunar ou magoar a minha filha.

A convicção das palavras de Quinn espantaram Santana. Aquilo só fez com que acreditasse ainda mais nas palavras que a loira dissera a Alí antes da menina dormir: ela era sua filha.

– Quinn, não precisa se envolver nisso. Deixa eles lá. Não quero saber deles nunca mais. Só quero viver minha vida tranquilamente aqui ao seu lado e com nossa filha.

– Santana, se eles aparecerem aqui eu não respondo por mim. – avisou – Ninguém vai chegar aqui achando que vai fazer algum mal à mulher que eu amo e à minha filha e sair bem. – disse enfurecida.

Santana parou de ouvir quando Quinn disse que ela era a mulher que amava. Depois de relembrar tanta tristeza abriu um sorriso de mais pura felicidade.

– Sou a mulher que você ama? – perguntou marota, tentando distrair Quinn, não gostava de vê-la daquele jeito, enraivecida.

– Você quer ser a mulher que eu amo? – devolveu a pergunta no mesmo tom, puxando Santana para cima de seu corpo.

– Mais que tudo... – respondeu simplesmente e recebeu um sorriso feliz, enquanto aqueles olhos verdes que tanto amava brilhavam.

– Eu te amo, Santana Lopes.

– Quinn... – se espantou com aquela declaração tão aberta – Eu também te amo, Quinn Fabray.

O beijo que se seguiu foi terno, cheio de sentimentos. As duas se abraçaram cheias de amor uma pela outra. Assim, aninhada sobre Quinn, Santana adormeceu, sentindo-se finalmente amada e protegida.

...

Quase dois meses desde que começaram a namorar havia se passado e Santana a cada dia se sentia mais estranha. Enjoava praticamente todos os dias, havia desenvolvido verdadeira aversão por alguns cheiros e algumas comidas, sentia um sono descomunal, mas o que mais a preocupava era o fato de não se lembrar de ter menstruado. Isso só podia ser indicativo de uma coisa...

Analisava algumas amostras de sangue de um gado adquirido recentemente quando aqueles pensamentos vieram a sua mente. Estava preocupada e logo teria de verificar se suas suspeitas eram verdade ou não. O que mais temia era a reação que Quinn teria caso tudo fosse confirmado.

Ao pensar em Quinn lembrou-se do jeans extremamente justo que ela estava usando naquele dia e a camisa preta que a deixava ainda mais sensual. Sentiu uma quentura incomum tomar seu corpo e imediatamente sentiu seu centro pulsar. Precisava encontrar sua loira naquele momento.

O escritório estava vazio e nos estábulos ela não estava. A encontrou no galpão menor, onde havia suprimentos para os animais, alguns medicamentos e equipamentos. Ela conferia o estoque de forma concentrada e não viu Santana entrar e trancar a porta.

Surpreendeu-se quando a latina chegou por trás já a agarrando pelos seios e beijando seu pescoço. Sem aviso prévio já havia baixado uma das mãos e massageava o centro de suas pernas por cima da calça, fazendo Quinn gemer.

Ainda posicionada nas costas de Quinn, roçando seus seios contra os músculos da loira. Passou a lutar contra o cinto que fechava as calças justas que moldavam perfeitamente as coxas bem torneadas da namorada.

– San... – gemeu, ao sentir novamente a carícia sobre seu membro.

– Te quero agora. – disse, finalmente conseguindo tirar o cinto que a atrapalhava.

Abriu a calça jeans e deslizou sua mão até o ponto que queria, constatando que já estava semi enrijecido apenas com aqueles toques. Baixou a peça até o meio das coxas de Quinn e passou a masturbá-la languidamente, enquanto beijava seu pescoço e chupava o lóbulo da orelha.

– Deus, o que te deu? – perguntou entre gemidos.

– Saudade de você. – respondeu passando a desabotoar a camisa com a mão livre, alisando a barriga bem definida.

Vendo que a namorada estava completamente dura afastou-se e abriu a própria calça, tirando-a rapidamente, ficando apenas com uma lingerie vermelha, que fez os olhos de Quinn saltarem das órbitas.

Ao ver Santana só de lingerie a loira rapidamente tirou a própria roupa, ficando nua. Deu um passo em direção à latina que a impediu e caminhou sensualmente até alguns fardos de feno empilhados apoiando-se neles, ficando de costas para Quinn.

Se deparando com aquela cena não conseguiu mais se conter e espalmou as mãos na bunda arrebitada para seu lado, esfregando-se por cima da calcinha. Deitou sobre as costas de Santana e beijou suas carnes com vontade. Abriu o sutiã e libertou os túrgidos peitos que amava sentir em suas mãos, massageando-os e ao final apertando levemente os bicos sensíveis.

Santana rebolava, apenas de calcinha, contra a ereção que pressionava o pano que cobria sua intimidade, implorando para invadir seu território. Sem pensar duas vezes Quinn puxou as finas alças e rasgou-a, deixando a namorada completamente nua.

Nenhuma das duas aguentava mais, precisavam consumar logo aquele ato. Quinn, vagarosamente, introduziu a glande de seu pênis na vagina encharcada, tirando-o em seguida e repetindo aquele ato mais algumas vezes, fazendo Santana protestar e exigir com seus movimentos que ela a possuísse de uma vez.

A penetração foi lenta e extremamente prazerosa para as duas. Tão logo tomou posse de sua propriedade, o membro latejante de Quinn passou a se movimentar dentro de Santana, que rebolava como nunca contra a loira.

Seus quadris faziam barulho ao se chocarem, e aquilo às estimulava cada vez mais a acelerarem seus movimentos. Quinn estava praticamente deitada sobre Santana e apertava seus seios enquanto exigia um beijo cada vez mais voraz daquela boca carnuda que tanto amava.

Os seios alvos roçavam nas costas que se moviam em ondas, aumentando ainda mais a satisfação de ambas. As estocadas estavam cada vez mais viris e sem nem ao menos perceberem, ambas explodiram em um orgasmo sensacional, que as fez literalmente irem aos céus e voltarem logo em seguida.

– Oh, Quinnie, isso foi muito bom. – disse se virando e beijando carinhosamente os lábios de Quinn.

– Muito, muito bom. – disse arfando – Você acabou comigo... como consegue estar assim tão bem?

– Quero mais... – pediu manhosa, se abraçando contra a outra.

– Deixa eu me recuperar. – pediu espantada e logo mudando suas feições para preocupada – San, nós não usamos camisinha... – assustou-se de repente.

– Acho que isso não vai ser um problema. – disse simplesmente.

– Por que diz isso? Está tomando algum anticoncepcional?

– Não, mas acho que não vamos ter problema por um tempo. – sussurrou incerta, pois não queria contar naquele momento e nem naquele lugar acerca de suas suspeitas /quase certeza.

– Ainda não estou entendendo. – Quinn tinha as feições confusas.

Santana simplesmente pegou a mão de Quinn e colocou sobre seu ventre. A loira de imediato não entendeu aquele gesto, mas logo que começou a compreender sua fisionomia era de puro espanto.

Notas finais
Boa semana. :D