Meu Lar

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Bom feriadinho. :D

Deixaram Puck na oficina mecânica e Quinn determinou que ele acertasse todas as despesas do concerto do veículo de Santana e que depois o conduzisse até o Rancho, pedindo que avisassem Maribel que chegariam mais tarde, pois ainda tinham algumas coisas a resolver na cidade.

Quinn entrou no próprio veículo e lançou um olhar cheio de lascívia em direção a Santana, que sentiu seu corpo todo imediatamente aquecer. As intenções da loira logo foram captadas e quando esta entrou sem rodeios em um motel não esboçou qualquer espanto, muito pelo contrário, estava ansiosa pelo que viria.

Assim que entraram no quarto alugado, Quinn a tomou nos braços e passou a abrir os botões da camisa que Santana vestia sem qualquer delicadeza, precisava dela com urgência. Quando ambas já estavam completamente nuas e seus corpos incendiando de desejo, a loira içou o corpo da namorada e delicadamente colocou-a sobre a cama.

Devorou-a com os olhos antes de passar a beijá-la desde a boca até os pés. Santana se contorcia sob as mãos que a acariciavam enquanto a boca fazia o percurso desejado.

Quinn entreabriu as pernas de Santana e admirou o sexo já encharcado. Lambeu sua virilha de forma provocante, enquanto a latina arqueava o quadril em ânsias para sentir a boca da loira no ponto exato onde pulsava naquele momento.

Sem mais delongas abocanhou o clitóris de Santana e passou a chupá-lo com vontade. Sua língua passou a percorrer toda a intimidade quente da namorada, que quase gritava de prazer. Não deu qualquer aviso quando a invadiu com sua língua úmida e quente, passando a fazer movimentos circulares, alcançando o mais fundo que conseguia.

Com o polegar direito seguia massageando o clitóris inchado e com a mão esquerda apertava os seios túrgidos. Passou a estoca-la com a língua e Santana rebolava em sua boca. Seu pênis latejava e doía, pedindo para tomar o lugar de sua boca, mas ainda não era o momento.

Chupou-a com vontade e sentiu as paredes de sua vagina se contraírem com força e em seguida relaxarem, soltando todo o gozo de Santana em sua boca. Pegou a camisinha que havia deixado à mão e ainda a lambendo colocou-a sem dificuldade.

Beijou toda a barriga de Santana e quando se apoderou da boca carnuda, que sentiu o próprio gosto, penetrou-a de uma vez, arrancando um grito de prazer das duas. Movimentou-se sofregamente sobre Santana que mesmo tendo gozado há pouco já estava novamente na beira de convulsionar mais uma vez.

O corpo de Santana estremeceu fortemente e Quinn deixou-se segui-la, gozando convulsivamente. Espasmos percorriam ambos os corpos, que caíram cansados sobre o colchão.

– Você também é meu amor. – Quinn declarou quase sem fôlego.

Santana a abraçou e beijou carinhosamente aqueles lábios que tanto amava. Nunca esperava encontrar a mulher de sua vida num lugar tão ermo e distante de sua cidade natal. Puxou Quinn contra si e deitou a cabeça da namorada contra seu peito, acariciando seus cabelos.

– Não quero estar em nenhum outro lugar no mundo, que não seja em seus braços. – declarou – Como pode? Em tão pouco tempo que nos conhecemos eu me sentir assim?

– Não sei. Mas deve ser porque já era para nos encontrarmos e nos completarmos. – divagou Quinn, quase dormindo.

– Vai dormir? – Santana perguntou, também com preguiça.

– Só um pouquinho. – já apagando por completo.

Santana riu e beijou aquela cabeça loira. Ainda perguntava para si mesma como pudera se envolver com Quinn tão rápido e ter tanta certeza que era com ela que queria ficar. Perdida nesses pensamentos também pegou no sono, apertando sua mulher ainda mais contra seu corpo.

...

Chegaram ao Rancho quando já havia anoitecido. Foram direto para a casa de Santana, que estava desesperada de saudades de Alícia. Entrou rapidamente em casa e não a encontrou em lugar nenhum. Rumaram para a casa de Quinn e a encontraram esparramada no sofá, assistindo a um de seus desenhos.

– Hija, porque você e a abuela não estão em casa? – questionou Santana a apertando em um forte abraço.

– Porque eu queria esperar você e a Mamãe aqui. – explicou.

– Você gostou daqui? – perguntou Quinn alegre, em razão da menina ter escolhido ficar na sua casa.

– Sim. – falou e parou para pensar – Mamãe Quinnie, podemos vir morar aqui com você?

Aquela pergunta surpreendeu tanto Quinn quanto Santana, que se espantou com a facilidade com que a filha aceitara aquele relacionamento.

– Quando vocês quiserem. – declarou sem nem ao menos pensar.

– Alí... filha... você pode vir dormir com a Mamãe quando quiser, mas ainda não vamos morar com ela, ok? – Santana propôs, ainda era muito cedo para aquilo.

Quinn não pode deixar de aumentar seu sorriso quando ouviu Santana afirmar que ‘ainda’ não era hora e dizer para a pequena que a loira era sua Mamãe. Então ela cogitava a hipótese de morarem juntas e quem sabe algo mais...

– Mamãe Quinnie, você faz um quarto para mim aqui na sua casa para eu dormir quando vier posar com você? – pediu.

– Claro, minha pequena. Já até sei qual vai ser seu quarto. – falou pegando Alícia no colo e subindo as escadas, sendo seguida de perto por Santana, que resolveu não se intrometer no assunto daquelas duas teimosas.

Quinn abriu a porta de um quarto tão grande quanto o que a menina tinha na casa que moravam. Ele era bem em frente ao da loira e tinha uma cama que seria ideal para Alí, armários e prateleiras perfeitos para seus brinquedos serem organizados, além de ter um banheiro agregado.

– Esse vai ser meu quarto, Mamãe Quinnie? – perguntou com os olhinhos brilhando.

– Se você quiser...

– Obaaaaa. – vibrou a pequena, agarrando-se ao pescoço de Quinn e dando beijinhos por seu rosto.

Santana ria, completamente feliz com aquilo. Sem dúvidas nenhuma Quinn era a mãe ideal para sua filha. Tinha a sensação que seriam muito felizes naquela casa. Abraçou-se as duas e afagou a cabecinha morena da sua pequena.

– Mama, posso dormir no meu quarto novo hoje? – pediu cheia de expectativa.

– Só se a sua mãe me deixar dormir aqui hoje, também. – disse para a alegria de Quinn.

Desceram as escadas ainda abraçadas e se depararam com Maribel, que procurava por Alícia.

– Meninas, não vi que tinham chegado. – sorriu em direção a elas.

– A Mamãe Quinnie foi me mostrar meu quarto. – Alí não cabia em felicidade.

Maribel olhou para Santana sem entender e então a latina mais nova explicou tudo que acontecera há pouco. Sem conseguir se conter a mais velha abraçou Quinn com força.

– Obrigada, Quinn. Minha filha não poderia ter encontrado uma mulher tão boa como você. – disse para a nora, que se emocionou.

– Não precisa agradecer nada, sogrinha. – correspondeu ao abraço, ainda com os olhos cheios de lágrimas – Vocês estão a cada dia mais importantes para mim. Alícia e Santana são sem sombra de dúvidas a razão de meu viver, desde o dia em que as conheci.

– Vocês já sofreram demais nessa vida. Merecem ser felizes. – disse soltando a nora.

– E você vai ficar aqui conosco hoje e experimentar seu novo quarto. – convidou, incluindo a sogra em seus planos de família.

– Não quero incomodar, minha filha.

– Deixa de bobagem, sogrinha, você não incomoda nunca.

Após o jantar Santana subiu com Emma para arrumar os quartos em que Alícia e Maribel dormiriam. A mulher de olhos azuis não conseguia conter a felicidade por tudo estar se ajeitando para Quinn.

– Sabe, Santana, desde a primeira vez que eu vi você e a Quinn juntas percebi uma energia ligando vocês. – disse analisando a reação de Santana, que apenas sorria para ela enquanto ajeitava a cama da filha – A Quinn já sofreu demais, e desde que você chegou sinto ela mais feliz, emanando um brilho diferente.

– Ela também está me fazendo muito feliz, Emma. Realmente espero que isso que temos dê muito certo, não só por mim, mas pela Alí também. Aquela garotinha ama a Quinn como uma filha ama uma mãe.

– E tenho certeza que a Quinn a ama de igual forma. Nunca a vi tratar nenhuma criança com tanto zelo e amor.

– Minha filha merece uma mãe como a Quinnie. – disse carinhosa e Emma teve ali a certeza de que Santana Lopez amava Quinn Fabray.

...

– Filha, a Mamãe vai deixar a porta do seu quarto e do meu abertas para você entrar se precisar, tudo bem? – Quinn falou sem nem ao menos perceber que havia chamado a pequena de ‘filha’.

Santana ajeitava as cobertas da filha, enquanto Quinn a arrumava no travesseiro, beijando-a carinhosamente nos cabelos escuros. Alí abraçou-a pelo pescoço e beijou o rosto sorridente.

– Boa noite, Mamãe Quinnie. Obrigada por querer ser minha mãe também. – falou ingenuamente e aquilo emocionou as duas mulheres.

– Oh, minha pequena, quem não ia querer ser a Mamãe de uma criança linda e amada como você? – disse emocionada, a abraçando.

– É que eu saí da barriga da Mami Britt e depois você vai ter outro bebê seu e da Mama e aí não vai me querer mais. – a declaração de Alí espantou mais uma vez as duas. Como uma criança tão pequena conseguira pensar tudo aquilo sozinha. Santana preferiu ficar quieta e deixar Quinn responder as argumentações de sua filha, realmente estava interessada naquilo.

– Nunca mais diga isso, filha. Você pode ter saído da barriga da Mami Britt, mas isso não importa. Você é minha filha também. Eu vou te amar para sempre, mesmo que a Mama e eu tenhamos outro bebê. Esse bebê vai ser seu irmãozinho ou irmãzinha e vai te amar assim como nós te amamos. – Quinn falava e enchia Santana de felicidade, enquanto Alícia prestava atenção, olhando com devoção para a loira a sua frente – Eu te amo, e sem dúvidas nenhuma você é minha filha.

– Mamãe... – abraçou-se a Quinn chorando – eu também te amo.

Santana não resistiu e se juntou ao abraço. Ali estavam as mulheres de sua vida e agora tinha ainda mais certeza de que amava Quinn com todas as forças. Ela tomando sua filha como também sendo sua era a prova que precisava para se entregar de vez àquele relacionamento.

Quando Alí finalmente dormiu foram para o quarto de Quinn, trocaram de roupa e deitaram-se abraçadas.

– Nunca pensei que em tão pouco tempo pudesse me envolver tanto com alguém e me sentir tão segura quanto me sinto ao seu lado. – declarou Santana.

– Nem eu. Para te falar a verdade eu sito como se te conhecesse a minha vida toda. Que eu estava vazia até você chegar e me trazer de volta o que faltava.

– Vou ser eternamente grata aos Pierce por terem feito eu perder meu emprego e ter vindo parar aqui.

– Como assim: fizeram você perder o emprego? Quem são os Pierce?

– É uma longa história e me dói ter de falar sobre isso. – falou baixo.

– Eu quero muito saber, mas se você se sente mal com isso não vou força-la a me contar agora.

Notas finais
Gostaram?