Meu Lar
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Depois do momento mágico que dividiram, Santana e Quinn caíram em um sono profundo, abraçadas uma a outra.
No meio da noite Santana acordou e a tempestade ainda prosseguia. Levantou-se vagarosamente para não acordar Quinn, que dormia como um anjo. Vestiu um roupão e foi ver se estava tudo bem com Alí, apesar de ser raras as vezes da filha se acordar por causa da chuva isso poderia acontecer.
Alícia dormia tranquilamente, com Tobby lhe fazendo companhia aos pés da cama. Olhou o restante da casa e viu que tudo estava em ordem. Espiou pela janela e constatou que a chuva continuava forte, mas o vento havia diminuído. Rezou para que não houvesse muitos estragos no dia seguinte.
Voltou ao quarto e se deparou com a visão de Quinn dormindo, deitada de barriga para cima coberta só da cintura para baixo, mas com um evidente volume levantando o pano que cobria sua cintura.
No mesmo instante colocou um sorriso safado nos lábios e sentiu uma quentura entre as pernas, sentindo sua intimidade pulsar de desejo. Deixou o roupão que vestia escorregar por seu corpo e cair ali mesmo. Deitou-se ao lado de Quinn e passou a beijar seu rosto, chamando-a dengosamente, enquanto alisava seu estômago.
– Quinn... – sussurrou em seu ouvido e a loira nem se moveu – Quinn... Eu te quero. – disse, mas só teve um pequeno resmungo de volta.
Já que ela não atendeu ao pedido de Santana, esta resolveu tomar uma atitude. Retirou por completo o lençol que cobria Quinn e viu a ereção manifesta que ostentava. Não pensou duas vezes ao pegar um preservativo na mesa de cabeceira e desenrolar por toda a extensão exposta.
Só de olha-la sentia seu corpo vibrar e sua intimidade pulsar cada vez mais, ansiando pelo contato que logo viria. Levou a própria mão até o meio das pernas e se tocou, já estava muito molhada e seu clitóris estava inchado. Massageou-o gostosamente enquanto colocava uma perna de cada lado de Quinn, que ainda dormia sem perceber o que viria.
Pegou o pênis da namorada e posicionou-o na entrada de sua vagina, sentando lentamente sobre ele e logo passando a mover-se de forma que entrasse e quase saísse de dentro de si. Rebolava sobre o membro turgido e acariciava os seios de Quinn, que logo acordou com aquela agradável surpresa.
A loira não perdeu tempo e logo foi acariciando as coxas de Santana, que estavam rijas em função da posição que estava. Apreciava a visão da namorada rebolando sobre seu pênis e encolheu um pouco as pernas para que ela se afirmasse, fazendo com que seu membro entrasse mais fundo ainda, atingindo seu limite.
Santana massageava os próprios seios enquanto Quinn passou a afagar seu clitóris com o polegar, aumentando ainda mais o prazer que sentia. Gemidos ecoavam pelo quarto e eram abafados pelos trovões que reverberavam nas paredes.
Quinn sentou-se e tomou seus lábios em um beijo ardente, cheio de desejo. Pressionava as costas de Santana com ambas as mãos, fazendo com que seus corpos se juntassem ainda mais e se roçassem enquanto se moviam.
– Deus, como você é gostosa. – gemeu Quinn.
– Quiiinn...
– Isso assim, rebola em mim, minha gostosa. – sussurrava no ouvido de Santana que gemia aumentava seu ritmo – Minha gostosa. Só minha... – dizia enquanto apertava-a ainda mais contra si.
– Só sua... – gemia com os olhos negros de desejo.
– Vem pra mim, minha latina. Goza pra mim. – pediu quase no ápice.
– QUINNNNN!!! – gritou ao gozar, sendo seguida pela namorada, que foi novamente tomada por espasmos de prazer.
Ficaram abraçadas mais um tempo, até que Quinn se levantou e foi ao banheiro colocar fora o preservativo que usara. Voltou rápido para a cama e se arrolhou como um cãozinho friorento contra Santana que a envolveu em seus braços. Com a chuva a temperatura havia caído bastante e dali para a frente só ia esfriar cada vez mais.
– Você comprou roupas de frio para a Alí? – perguntou preocupada, já que sabia como o frio ali era bem rigoroso.
– Algumas, acho que são o suficiente. – respondeu, alisando os fios dourados que deslizavam sedosos entre seus dedos.
– Amanhã eu quero ver o que você comprou. E quero ver as suas e as de Maribel também. Aqui faz muito frio, principalmente quando começar a nevar.
– Não precisa se preocupar, Quinn. Nós temos bastantes roupas de frio.
– Não me teime, San. Estou acostumada com o frio daqui de Montana e tenho certeza que é bem pior que o de Ohio. – falou autoritária – E não adianta ficar bravinha e fazer esse biquinho que eu desmancho ele a beijo.
Diante da declaração de Quinn, Santana teve de abrir um sorriso e aceitou de bom grado os lábios que lhe eram oferecidos. Trocaram um beijo terno, antes de se acomodarem sob a coberta que as cobria.
Na manhã seguinte Quinn abriu os olhos vagarosamente. A chuva fraca batia contra a janela. Momentaneamente perdeu a noção de onde estava, mas com certeza conhecia o perfume que exalava do travesseiro onde sua cabeça descansava. Estava deitada de bruços e sentia um leve peso e gostoso calor contra o lado direito de seu corpo.
Terminou de despertar quando tudo o que vivera na noite passada voltara a sua mente. Feliz, virou a cabeça vagarosamente e deparou-se com a face bronzeada de Santana. Os cabelos negros caíam brilhantes e sedosos sobre o travesseiro de fronha branca. Os lábios carnudos faziam um bico sensual enquanto a latina dormia.
Beijou-a lentamente, para que não acordasse e acariciou o rosto amado. Rosto amado? Sim, amava aquela mulher e por ela faria qualquer coisa.
Levantou-se procurando não acordá-la e se dirigiu ao banheiro, onde tomou um demorado banho morno. Voltou ao quarto vestindo um roupão branco que encontrara em um dos armários, deparando-se com Santana espreguiçando-se como uma gata manhosa, completamente nua.
– Bom dia, princesa. – falou deitando-se na cama e alisando o corpo ao seu lado, enquanto admirava o sorriso lânguido que brincava nos lábios de Santana – Dormiu bem?
– Perfeitamente bem. Alguém me deu um cansaço durante a noite e me fez dormir como um anjo. – brincou.
– É? E você gostou? – provocou, mas no fundo estava ansiosa para saber a resposta.
– Digamos que eu não gostei... – disse e viu a cara de decepção de Quinn – Eu amei, bobinha.
Quinn lhe dirigiu um sorriso tão iluminado de felicidade que não se conteve e riu. Parecia uma criança que acabara de receber a notícia que passara de ano. Abraçou-a com carinho e se afastou, cheirando seu pescoço.
– Cheirosa essa minha namorada. Vou ter que ir para o chuveiro a fim de ficar em pé de igualdade. – falou já se levantando, sendo puxada de volta para a cama.
– Você não precisa de banho nenhum, o cheiro da sua pele já me enlouquece. – declarou desejosa.
– Huummm, bom saber. Mas preciso de um banho mesmo assim. – beijou Quinn e se afastou mais uma vez — Tenho que ir trabalhar daqui a pouco, senão a minha chefa me demite.
– Que chata deve ser essa sua chefa. – entrou na brincadeira.
– É uma megera. Você não tem nem noção... – riu da cara indignada de Quinn e se trancou no banheiro gargalhando.
– Saia daí que a megera vai te mostrar só... – falou alto para que a outra ouvisse através da porta.
Quando saiu do banheiro se deparou com Quinn totalmente vestida e sem qualquer pudor tirou o roupão para provocá-la e foi completamente nua procurar uma roupa para vestir. A loira secava o corpo curvilíneo como se pudesse devorá-la apenas com o olhar.
Santana vestiu sensualmente um fio dental vermelho, empinando a bunda em direção a Quinn, que a mirava encantada. Em seguida virou-se de frente e colocou sensualmente o sutiã da mesma cor, acariciando os seios sobre o tecido. Aquilo estava sem dúvida nenhuma melhor que qualquer streep tease, sua excitação crescia vertiginosamente.
Levantou-se como uma felina que vai à caça e ergueu Santana pelas pernas, prensando-a contra o guarda roupas. Sem qualquer cerimônia abriu o zíper de sua calça e puxou-a levemente para baixo, só liberando seu pênis pulsante. Afastou o pouco pano que a calcinha de Santana tinha acabado de vestir e a penetrou, gemendo enquanto preenchia a intimidade de sua namorada.
A estocava cheia de desejo, encarando a latina que tinha os olhos fechados e feições de prazer incontido. Seu membro escorregava com facilidade dentro da vagina completamente molhada e já sentia os músculos a pressionando cada vez mais.
Todo aquele momento foi muito rápido. As emoções foram fortes demais e Santana gozou. Num lampejo de lucidez Quinn retirou seu pênis de dentro da namorada e após manuseá-lo rapidamente também acabou alcançando o máximo do prazer.
– Olha o que você fez. Perdi a cabeça. – ralhou, enquanto beijava o pescoço de sua namorada.
– Desculpa, não consegui resistir. – falou temendo que Quinn ficasse brava e que achasse que tinha sido premeditado – Não foi intencional...
– Eu sei que não. – deu-lhe uma bitoca – Mas vamos ter que controlar esses rompantes...
Soltou Santana e passou novamente a arrumar sua roupa. A latina rapidamente se vestiu e saíram do quarto de mãos dadas em direção à cozinha.
– Você vai fazer aquele café que só você sabe, para mim? – perguntou Quinn enquanto a abraçava pelas costas e distribuía beijos em seu pescoço.
– Assim fica difícil de resistir a qualquer pedido seu. – riu, alisando os braços que envolviam sua cintura.
Tomaram o café olhando a chuva, que ainda continuava forte, pela janela. Estavam em um silêncio confortável, apenas apreciando a companhia e o calor de um corpo contra o outro. Era incrível como aquela sensação de proximidade era reconfortante para ambas.
– Espero que não haja muitos estragos. – Quinn disse pensativa.
– O que mais me preocupou foi o vento. Mesmo que tenha durado pouco, foi bastante forte.
– Sim, sempre causa os piores danos mesmo. Mas estou torcendo para que nenhum dos bezerros tenha sucumbido à chuva. Alguns pobrezinhos estavam muito fracos. – falou penalizada, dando para notar que sua preocupação não era com relação a perda material, mas sim do animal em si.
– Eles estavam no galpão coberto, eu mesma os coloquei ontem quando vi que se aproximava um temporal. – informou Santana.
– Mas que esperta essa minha garota. – disse feliz – Nem eu me dei conta de fazer isso. Obrigada. – falou a abraçando mais forte.
– Estou só fazendo meu trabalho, para a megera da minha chefa não me castigar. – brincou.
– A é? Sou megera, é? – disse fazendo com que Santana ficasse de frente para ela – A megera vai te castigar então.
Mal terminou de falar e beijou-a com volúpia, arrancando um suspiro de Santana que aproveitava para apertar com vontade aquela bundinha que lhe chamara a atenção desde a primeira vez que vira Quinn com um jeans justo.
– Bem durinha como eu gosto. – falou ao se afastar levemente da boca que a pouco havia se apossado da sua.
– É só disso que você gosta durinho? – perguntou safada.
– Você sabe bem que não. – respondeu a altura, trazendo uma das mãos para o meio das pernas de Quinn e massageando por cima da calça, fazendo com que a loira a olhasse espantada.
Santana se afastou de Quinn e se dirigiu à cozinha para lavar a xícara antes de ir trabalhar, rindo da cara da outra.
– Santana Lopez, você vai ver. Isso não vai ficar assim. – ameaçou da sala, num visível tom de humor, já recobrada do susto anterior.
– O que não vai ficar assim? – perguntou Maribel, entrando no cômodo.
– Aaahhh, a Santana que não quer me dar mais café. – disfarçou fortemente corada por quase ter sido pega pela sogra – Bom dia, sogrinha.
– Bom dia, Quinn. – riu, percebendo que a loira saíra pela tangente.
Santana se juntou a elas e deu um beijo e um abraço de bom dia na mãe, como sempre fazia. Logo se despediram e saíram para verificar os estragos que haviam ocorrido no Rancho.
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