Meu Lar

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Hoje estou meio calada.

O resto da semana passou rápido. Todos estavam muito envolvidos com o gado que estava confinado antes da venda. Alguns bezerros que ficariam no Rancho estavam exigindo mais cuidados que outros. Os cavalos necessitavam sempre de um cuidado mais especial e bem de perto, para manter a qualidade que puros sangue exigiam.

Quinn havia inscrito Black e Blue Sky em uma competição fora do estado, para dali a três meses e os animais tinham de estar em sua mais perfeita forma, recebendo tratamento diferenciado de Santana, que já tinha um especial apreço por eles. A égua tinha se transformado seu xodó e o garanhão, mesmo que imponente e cheio de vontades, havia se rendido ao charme da latina e também era um doce perto dela, para espanto de sua dona.

– Você realmente conseguiu conquistar dois animais ariscos. – falou Quinn atrás de Santana, que cuidava concentrada de Black e não viu a loira chegar.

– Ai Quinn, que susto. – reclamou, mas sorriu diante da visão de sua namorada vestindo um jeans justo, botas e uma camisa azul que ressaltava suas curvas, além do inseparável chapéu.

– Desculpa, não foi minha intensão. – retribuiu o sorriso.

– Blue Sky não é arisca. – defendeu a égua.

– Não estava falando dela. Ela realmente é um doce. Estava falando de Black e de mim. – se aproximou sorrateiramente, puxando Santana para si.

– Então eu conquistei esse animal arisco aqui? – falou sedutora, envolvendo o pescoço de Quinn e a beijando apaixonadamente.

O beijo já estava tomando enormes proporções e as duas já perdiam a noção de onde estavam. Quinn alisava as costas de Santana com uma mão e com a outra apertava sua bunda, trazendo-a para mais perto de si, pressionando seu quadril contra o dela. O desejo era tanto que a latina começava a sentir a ereção que se formava contra sua cintura.

Foram tiradas daquela bolha de sensualidade com um relincho de Black, que parecia estar querendo trazê-las de volta a realidade. Se afastaram a contragosto, mas com um sorriso nos lábios inchados.

– Vem jantar conosco hoje à noite? A Alí vai adorar.

– E você não?

– Vou pensar no seu caso. – disse roubando um selinho de Quinn e se afastando para terminar de cuidar de Black.

– Estarei lá pela Alí então. – brincou já saindo, completamente feliz.

– O jantar vai ser servido às 19h, não se atrase. – gritou para a loira que já havia saído de seu campo de visão.

O dia passou atarefado e Quinn só conseguiu se livrar do serviço por volta das 18h, correndo para casa a fim de tomar um banho e se arrumar para ir jantar na casa de Santana. Não conseguia disfarçar a felicidade que estava vivendo e Emma a incentivou a se apressar a fim de não chegar atrasada.

Enquanto se banhava tinha os pensamentos em Santana. Estava se descobrindo cada vez mais encantada pela latina e talvez fosse melhor liberá-la da obrigação de um namoro forçado como o que estavam tendo. Era melhor vê-la livre do que a odiando por ser forçada a algo que não queria.

Mesmo que aquele pensamento e decisão a entristecesse, decidiu por liberá-la do compromisso, sob a garantia de que não perderia o emprego. Todavia imploraria a ela, caso fosse preciso, para que permitisse sua convivência com Alí. Havia se afeiçoado à pequena como se fosse realmente sua filha.

Chegou à casa de Santana séria, tentando esconder o olhar tristonho que sua decisão lhe causava, mas este não passou despercebido a ela.

– O que houve? Por que esse olhar tristinho? – Santana falou carinhosa, alisando a face levemente dourada de Quinn.

– Nada, não. É só que queria conversar com você depois do jantar sobre uma decisão que tomei. – disse sem encara-la.

– O que foi? Não estou gostando disso. – falou alarmada.

– Não se preocupe, não é nada demais. – concluiu tomando os lábios de Santana no que podia ser o último beijo entre elas.

Mesmo que Quinn estivesse um pouco mais quieta que o normal, o jantar transcorreu animadamente. Alí sempre que podia fazia algo para chamar sua atenção. Arrancando-lhe um sorriso terno. Maribel comentava algo sobre um dos livros que havia começado a ler e que parecia ser bem interessante.

Após a sobremesa Alí apresentou sinais de cansaço e pediu para Quinn colocá-la para dormir, sendo prontamente atendida pela loira que ainda leu uma história para sua sonolenta pequena.

Santana observava enternecida da porta aquela cena e se comoveu ainda mais quando Quinn plantou um beijo carinhoso na testa de sua filha adormecida antes de sair do quarto.

Dirigiram-se lado a lado até a sala, onde o reflexo dos relâmpagos iluminavam o local seguidos de trovoadas estrondosas. Sinal que uma tempestade se aproximava.

– Agora a senhorita vai me dizer o que está acontecendo e por que de você estar com esse olhar tristonho. – Santana exigiu, encarando Quinn.

– Eu tomei uma decisão. – fez uma pausa, tomando coragem – Você está livre do compromisso que eu impus a você.

– Como assim? – perguntou confusa. Quinn a estava dispensando tão rápido? Como podia, se ainda esta tarde ela demonstrara todo seu desejo?

– Eu não posso seguir com isso. Está bem? Você está livre para fazer o que quiser. Não posso te obrigar a manter um namoro comigo contra sua vontade. Eu agi por impulso aquele dia e gostaria que você me desculpasse, não costumo fazer esse tipo de coisa. – dizia, envergonhada – Você não vai perder seu emprego, se é isso que te preocupa. Não sou um monstro para fazer esse tipo de coisas, só falei antes da boca para fora.

– Quinn... – tentou interromper, mas a loira prosseguiu.

– Só gostaria de te pedir, Santana, por favor, não afasta a Alícia de mim. Apesar de fazer tão pouco tempo que convivemos ela se tornou importante demais para mim. – dizia com os olhos verdes cheios de lágrimas, as quais tentava segurar a todo custo – Não posso suportar o fato de você estar comigo apenas por obrigação. Gosto demais de você para mantê-la obrigada do meu lado...

Pretendia seguir falando, mas foi interrompida pela boca de Santana, que tomou a sua com sofreguidão e logo estavam entregues às sensações que tomavam conta de seus corpos.

– Cala a boca. Você fala demais. – disse Santana sorrindo de forma terna para Quinn – Isso pode ter começado da forma mais errada possível, mas eu sei que você não é assim. Até fiquei com raiva e pensei seriamente em arrumar minhas coisas e ir embora, entretanto meu coração sempre me dizia que aqui é o lugar certo para mim. – continuou, vendo um novo brilho tomar conta dos olhos verdes a sua frente – Quem sabe se você pedir direito eu aceite ser sua...

– Sério? – não conseguia disfarçar sua felicidade e apertava cada vez mais Santana contra si, como ela se fosse fugir a qualquer momento.

– Sério. – sussurrou contra os lábios de Quinn, roçando-os levemente.

– Então, Santana Lopez, você quer ser minha namorada?

– Não tenho dúvida alguma de que é o que mais quero.

Quinn iniciou um beijo carinhoso, onde explorava cada canto da boca de Santana, que não ficava atrás e correspondia à altura. Abraçavam-se com força, como se uma não quisesse que a outra fugisse a qualquer momento.

O barulho do vento açoitava as janelas e o barulho da chuva do lado de fora começava a ficar cada vez mais forte.

– Você vai ter que ficar aqui esta noite, Quinn. – determinou Maribel, entrando na sala interrompendo o carinho que trocavam – Não vou deixar você sair com essa tempestade.

– Eu posso dormir no sofá então...

– Deixe de ser boba, minha filha. Pode ficar no quarto de Santana. Vocês não são adolescentes há muito tempo e eu não sirvo para ser uma dessas mães carolas. – riu e piscou para a nora.

Embora tenha enrubescido com o comentário de Maribel, Quinn não pode deixar de rir. Santana olhava indignada para a mãe, como se não acreditasse no que estava ouvindo. Rindo do efeito causado, a mulher mais velha dirigiu-se ao próprio quarto, dando privacidade ao casal.

– Então quer dizer que vou passar a noite com minha namorada? – Quinn perguntou, embalando seus corpos.

– Não sei se devo permitir isso, afinal recém hoje começamos a namorar oficialmente. – fez que estava pensando no assunto.

– Mas é que eu queria te mostrar como eu fiquei feliz por você ter aceitado ser minha namorada. – sussurrou no ouvido de Santana, começando a roçar o nariz em toda a extensão de seu pescoço, aspirando o perfume suave.

– Se é assim, talvez eu deva abrir uma exceção...

Mal terminou de falar e saiu puxando Quinn em direção ao seu quarto, trancando a porta logo que entraram, prensando-a contra a parede colando seu corpo ao dela.

As mãos de Santana alisavam as coxas musculosas de Quinn, ainda cobertas pelo jeans, subindo desejosamente pelo abdome definido e logo parando nos seios, que massageou com vontade.

Quinn não ficou muito atrás e aproveitou para apertar as nádegas de Santana por baixo do vestido com vontade, enquanto roçava vagarosamente seu ventre contra o dela. Ainda massageando sua bunda colocou os dedos por dentro da calcinha da namorada, baixando a mão conduzindo-os vagarosamente a seu centro já molhado.

Santana tinha pressa, atrapalhando-se ao abrir os botões da camisa de Quinn, revelando um sutiã branco de renda, no qual caiu de boca enquanto terminava de tirar a peça que acabara de abrir e descerrava o fecho do que prendia os seios que tanto queria sentir o gosto.

Assim que os liberou apreciou por breves segundos os dois pontos alvos de auréolas rosadas que pediam por sua boca, de pronto passou a suga-los fervorosamente, arrancando gemidos de Quinn.

A ereção da loira já pressionava com força a calça que ainda vestia, pedindo para ser liberada. O vestido de Santana foi arrancado de seu corpo sem qualquer pudor, deixando-a apenas de calcinha.

A urgência por um contato maior tomava cada vez mais as duas. Tanto que nem tiveram qualquer percepção em que momento Quinn acabou totalmente desnuda deitada sobre Santana na cama.

Sua boca acariciava o corpo latino, tirando gemidos sôfregos dos lábios carnudos. Parou em frente à intimidade de Santana ainda coberta pela calcinha e salivou, segurando-a pelos lados e puxando-a vagarosamente até deixá-la totalmente nua esperando por ela.

Admirou aquele corpo perfeito por alguns instantes, enquanto seu próprio corpo recebia uma análise detalhada dos olhos negros a sua frente. Quando Santana parou sua inspeção no membro rijo em sua frente e mordeu o lábio inferior, Quinn perdeu totalmente o controle. Precisava tomar aquele corpo para si.

Deitou-se novamente sobre Santana e exigiu sua boca possessivamente, como que para realmente ter certeza que ela era sua. Ao entreabrir as pernas da latina a fim de se posicionar para penetrá-la foi interrompida por esta, que se afastou momentaneamente e pegou um preservativo na mesa de cabeceira.

No auge do desejo quase se esquecera de usar proteção. Colocou o preservativo rapidamente e mais uma vez beijou a namorada antes de se posicionar para finalmente possuí-la como sua.

Penetrou-a vagarosamente enquanto tinham os olhos fixos uma na outra. Ao perceber que havia se ajustado perfeitamente à Santana, começou a se mover lentamente. Os corpos ondulavam em sincronia e logo o ritmo foi aumentado. A ânsia de uma dar prazer à outra tomou conta daquele momento.

Santana cruzou as pernas na cintura de Quinn, fazendo com que a penetração fosse ainda mais profunda. Arqueava as costas e rebolava sob o pênis que investia cada vez mais rápido dentro de si.

Quinn era uma amante incrível e não demorou muito para que sentisse seu ápice chegando. Gozaram ao mesmo tempo, como se milhares de estrelas explodissem ao seu redor. O som da tempestade ao fundo não era nada, perto das sensações que tomaram seus corpos, que convulsionavam de prazer, ainda unidos.

Ficaram alguns instantes ainda naquela posição, totalmente sem forças. Quinn caída sobre Santana, que não conseguia se mover de tão extasiada que estava. O calor da loira a reconfortava e mais uma vez teve a certeza de estar onde era seu lugar.

Notas finais
Bom fim de semana a todas.