Meu Idiota

4 Capítulo 4 - Só de você tocar em minha mão sinto que posso voar


Notas iniciais
Cometem o que acharam

As vezes ficava pensando se um dia eu ia me apaixonar
Sabe eu era pequena, tinha 10 anos
Minha mãe assistia novela é sempre via os casais ficando juntos por que se amavam
Por exemplo: a mulher tem dois pretendentes um a trata bem, leva pra jantar e da presentes
O outro é um cafajeste que não pode dar nada pra ela
Mais ela escolhe o segundo, por que o amor dos dois é sincero
Ficava pensando: por que ela ficou com ele? Por que não ficou com outro que era um cara bem melhor ?
É hoje eu entendo por que os dois se amavam
Um amor sincero
Foram esses meus pensamentos antes de sair da cama
Me vesti e desci para tomar café
E lá estava Roberta e minha mãe
– Bom dia — falei sem um sorriso
– Bom dia — falaram as duas
– Onde está Vitor Roberta ? — perguntou minha mãe
– Ele foi pro trabalho — respondeu Roberta
Não escutei muito
Fui para frente da televisão ver um pouco de The big bang theory
Só o Sheldon para me animar
Pelo menos na minha cabeça eu estava me matando de rir
Mais no meu coração estava doendo e sagrando
Quando os seus sentimentos em seu coração ficam mal, dói mais que uma faca em seu peito
E meu coração era melhor que tivesse uma faca nele, doía menos e seria mais rápido
Quando está se sofrendo no amor ele é longo e doloroso
Agora que está um pouco melhor por fora, fui dar uma volta na praia
Mais apenas para andar e tomar uma água de côco ou chupar um picolé
E foi isso que eu fiz, estava tentando esquecer um pouco o Vitor
Tinha certeza que era apenas eu que estava pensando nele
Você pensa que a pessoa está pensando em você, mais não está, ela está vivendo a vida é você está sofrendo e perdendo tempo
– Melissa — gritou alguém e vi que era Bia
– Oi Bia — falei ao vê-la
– Como é bom te encontrar aqui — disse Bia alegre
– Digo o mesmo — falei com um meio sorriso
– Que tal irmos no shopping preciso de um tênis novo, já que é liquidação — sugeriu Bia
– Claro, apenas deixa eu trocar de roupa — falei
– Ótimo! Te vejo aqui na praia daqui a meia hora — disse Bia e saiu
Ficava pensando como ela é feliz e pra cima, cheia de vida
Diferente de mim que é reservada e não é muito alegre
Acho que ela ainda não se apaixonou
Sou feliz do meu jeito
Voltei para casa, coloquei uma calça uma blusa com frase é uma bota
Me olhei no espelho, e gostava do que via
Dei um sorriso e vi que ficava mais bonita sorrindo do que com a minha expressão normal
Mais não da pra forçar um sorriso
Não é o tipo de menina lindíssima, que tem um cabelo liso enorme e olhos azuis
Sou bonita do meu jeito
E acredito que cada garota seja, só precisa se valorizar
Fui para a praia me encontrar
E lá estava Bia com sua alegria e energia
Me perguntava se ela nunca ficava pra baixo ou triste
– Vamos — disse Bia passando o braço por volta do meu como se fôssemos amigas de anos
Simpatizo com ela, mesmo sendo muito diferentes uma da outra
Ela é tão amigável e expressiva as vezes queria ser assim
Bia é como um girassol que é iluminado pelo por sol, aberto e cheio de vida e que simpatiza fácil
Já eu sou como uma rosa branca, reservada e fechada, que se abre as poucos. Não é cheia de vida e tem espinhos para se defender
Chegando ao shopping vi varias coisas lindas
Mais Bia quis passar na loja de tênis
Ela dava cada grito acudo com cada tênis, acho que era mais capaz de ela casar com o tênis do que com um garoto
Pelo menos o tênis não fazia ela sofrer igual os garotos fazem
O que eu comprei mais pra mim foi acessórios e esmaltes novos e um óculos
– Ah vamos passar aqui nessa loja — sugeriu Bia
– Mais é uma loja masculina — falei o óbvio
– Mesmo assim — disse Bia e entrou
Era uma loja elegante e tinha vários rapazes lindos que atendiam
Fui no balcão e vi um lindo pingente de diamante pequeno
Não é um diamante a joia
Era apenas em forma de diamante. Ele era pequeno e delicado, não era aqueles diamantes de Raps


Ele era tão lindo eu pedi pra ver
Ele se encaixava perfeitamente em mim
Vi que Bia estava falando com um rapaz
Era Vitor
Nossos olhares se cruzaram ele arregalou os olhos e eu apenas franzi
Não imaginava que ele estaria ali
Parecia que aonde eu fosse ele estaria
Até que Bia foi falar com um outro rapaz e Vitor veio em sua direção
– Veio me ver ? — ele provocou
– Idiota, vim com a Bia — falei séria e continuei olhando o pingente
– É eu vi — disse e ele começou a me observar enquanto eu olhava pro pingente com desejo
– Gostou ? — ele perguntou
– É lindo — respondi
– É combina com você — ele disse e quis pegar no pingente mais acabou pegando em minha mão
Nossas mãos se tocaram e sua mãe quente se encaixou com minha fria
Meu coração acelerou
Sua mão era macia com uma pétala de rosa
Ele começou a mexer o polegar, querendo fazer carinho em minha mão
Ele mexendo o polegar me dava um choque me arrepiava
– Aqui obrigada — meio que empurrei a mão dele e devolvendo o pingente
As vezes queria bater nele por fazer aquilo comigo
Estava sendo muito vulnerável e fraca, precisava ser mais forte
Como ele podia ser tão forte e me enfraquecer tanto
Ele parecia ter um poder sobre mim
Será que meu cérebro não era forte o bastante para resistir
– Vamos Melissa — disse Bia — Já conseguir o que... Já falei... A você entendeu só vem
– Foi bom te ver — ele respondeu
– Não posso dizer o mesmo — falei olhando seria pra ele é apenas sai
– Você não vai acreditar — disse Bia alegre
– O que ? — Perguntei
– Vou sair com uns dos cara da loja, o Henrique — disse Bia animada
– Sério ? Que bom eu acho — respondi meio que sem entender
– Sabe quantas garotas sonham com eles — disse Bia vitoriosa — Vitor me ajudou, por isso fui falar com ele
– Hum — respondi — Que bom

Depois chegando em casa, fui aproveitar minhas compras e olhar elas
E fui ler um pouco pra me distrair
Aquele toque
Sentia se segurasse a mão dele podia voar e olhar o céu estralado e vigiar com ele por dimensões
As linhas de sua mão, era como caminhos de flores que queria redesenhar uma a uma
E seus ossos da mão forte, que podia segurar a espada mais pesada e me defender de todos os perigos
Mais sendo que ele era o meu maior perigo
Primeiro ele me defendia de quem queria me matar, para depois ele ter o privilégio de arrancar meu coração
Na verdade ele já fizera isso
Meu coração não me pertencia mais, pertencia a ele
Já estava tarde e minha estava dormindo e eu lendo apenas com um abajur
Estava com sede decidir descer
E pior que nem estava de pijama não estava com um pingo de sono
Peguei a água e tomei e peguei uma colher e roubei um pouco de Nutella
Pelo menos o doce na boca eu podia ter já que na vida não podia
Fui subindo as escadas com maior cuidado
Até que alguém me puxa pelo braço e me puxa
E tapa minha boca
– Calma, sou eu — disse alguém e vi que era Vitor — Te assustei não foi — disse ele com um sorriso malicioso
– Seu retardado você quase me mata de susto — falei enquanto puxava o ar para ter fôlego
– Mais foi engraçado — disse Vítor dando umas risadas
– Vai ficar bancando o macaquinho do circo ou tem algo pra me dizer ? — perturbei cruzando os braços
– Não tenho algo pra te dizer é sim pra te dar — disse Vítor e pegou uma caixinha de dentro de uma sacola — É pra você
Peguei suspeitando e fiz uma cara de, o que você está aprontando ?
– Pode abrir é confiável — disse Vítor e colocou a mão nos bolsos
Mesmo estando desconfiada abri e era lindo
Era....

Continua...

Notas finais
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