Meu Guarda-Costas
13 Um Beijo Desejado! Paixão?
Quando a morena acordou novamente, o filme já tinha acabado.
— O que? Mas já acabou? – Perguntou ela num bocejo.
— Dormiu bem? – Butch ajudou-a a levantar e ela virou o rosto.
— Não sabe nem escolher filme de terror, Butch. – Ela zombou. – Era tão chato que eu dormi.
— Não importa. O que importa é ter você do meu lado.
TU-DUM
“Acalme-se, Buttercup. Ele não vai conseguir me fisgar jogando esses charmes. Apesar de que foi meio fofo. PARE, APENAS PARE!”
TU-DUM
— Aonde vamos agora? – Perguntou a morena, bufando. Não seria tão fácil se livrar dele.
— Tá com fome? Te levo pra jantar.
— Beleza. Mas aonde?
Butch coçou a cabeça.
— O que mais gosta de comer?
— Eu amo pizza, massas, etc...
— Que tal... o rodízio de pizza?
— Tá falando a minha língua! Boraaa! Mas o ‘senhorito’ paga. – Ela cutucou o abdome dele e reclamou: — Credo, o que tem aí? Aço? – Ela levanta a camisa dele e logo abaixa de vergonha.
— Não, é só um tanquinho bem definido. – Ele deu risada.
— Tá bom, vamos logo. – Falou a verde, emburrada.
Os dois rumaram para a pizzaria. Lá, quem encontram? Blossom, Bubbles, Brick e Boomer!
— Olha! Suas irmãs e meus brothers! – Apontou Butch.
— Deixa eles. – Butter falou, tomando seu suco.
— Bem que podia ser a gente... Um encontro de verdade... – Ele disse, com seus olhos profundos verdes. Butter queria desmaiar por uns segundos para não ser obrigada a olhar para aquelas esmeraldas.
— Qual é o seu problema? – Butter o chutou por baixo da mesa. – Eu sei que diz isso pra todas.
— Eu falava... – Disse ele, com a voz fraca de dor. – Mas eu parei. Não sentia nada por nenhuma...
“Falava, do verbo não fala mais. Mas se falou pra mim... Então ele... NÃO! MIL VEZES NÃO!!! POR FAVOR, ALGUÉM ME DÊ UM TIRO! AGORA!”
— Mas e eu? – Perguntou Butter, bem cara-de-pau.
— Você é minha subordinada e eu...
Outra pancada na canela de Butch.
— Ei! O seu pai não vai gostar de saber disso!
— Só não falar pra ele, gênio. E nem sou sua subordinada!
— Eu tava brincando, nossa. – Ele tocou um pouco de suco. – Me bate porque é mais fácil que beijar! Não tem a coragem!
“O... QUE... FOI... AQUILO?? EU BATO PRA ME DEFENDER E NÃO PORQUÊ QUERO BEIJÁ-LO!!! ESPERA, EU QUERO BEIJÁ-LO??”
— Como assim? Eu não temo nada, tá bom? – Ela fez pose de durona.
— Não exagere, você ainda tem que fazer papel de “garota”, esqueceu? – Butch alertou.
— Mas eu tô tentando! É tão difícil...
— Então eu vou te desafiar... Te desafio a me beijar!
TU-DUM TU-DUM TU-DUM TU-DUM
“Olha a escola de samba aí... O que eu faço agora?
— Não sou obrigada! – Bufou a verde.
“Não era mesmo. Era só uma desculpa pra ele conseguir um beijo. Mas bem que não seria nada mal encostar naqueles lábios perfeitos... PARA QUE TÁ FEIO PRA TUA IMAGEM, BUTTERCUP! FOCO! FIQUE DURONA POR DENTRO APENAS!”
— Está recuando de um desafio? Está com medo? – Ele provocou mais pois sabe que o orgulho dela seria ferido. Ela não recuava, não importa o que fosse. – Sabia que não tinha coragem.
— Eu te odeio. – Ela fez careta e se inclinou para beijar... a bochecha dele!
SMACK!
— Muito bom, muito bom... Mas será que você não sabia que era beijo... NA BOCA?
— Como eu vou adivinhar? Não sou vidente! Você nem especificou! – Ela disse. – Agora já foi. E as pizzas tão começando a chegar! Cala a boca e come agora! Digo, bom apetite. – Faz como uma menina fofa.
Ele a observa.
“Tão enigmática e imprevisível... Ela me deixa louco. Só ela consegue me despertar isso. Nenhuma das outras me deixa do jeito que ela me deixa. Eu preciso dela. Preciso muito! Por ela, dá até vontade de ser bonzinho... Eu já estou mesmo.”
Ele suspirou alto e Butter logo comentou:
— Eu sei, super normal suspirar por uma pizza. – Ela riu e faz careta como se aquilo fosse a coisa mais estranha do mundo. Era como se Butch estivesse morrendo de fome.
Ele se tocou e ficou vermelho.
— Portuguesa, senhores? – O garçom perguntou.
— Pra mim. – Os dois falaram ao mesmo tempo.
Quase o resto da janta passaram em silêncio. Estavam muito envergonhados com tudo aquilo. Butch estava babando e suspirando por Butter e quase que ela vê e Butter quase o beijou na boca. O preço do rodízio era bem em conta e os dois saíram satisfeitos.
Na rua, nenhum dos dois ousava falar nada. Até que Butter estava muito perto do meio-fio e uma moto desgovernada quase a atingiu. Butch pegou na mão dela e a puxou para perto dele. Ela estava segurando-se apenas no corpo escultural de Butch, morrendo de vergonha.
O cara de moto deve ter se quebrado todo. Mas podia ter quebrado nossa heroína também. Butch sempre a salvava a tempo. O Professor não fez uma escolha ruim, afinal. Ele se preocupava mesmo com ela. Butter que não sabia disso.
O coração dos dois estavam acelerados e eles estavam muito perto... O que causou um certo calor em ambos.
— B-Butch... Pode me soltar agora... O-Obrigada... – Ela ia sair mas ele a puxou pra perto novamente.
— Por favor... Fique um pouco mais. – Ele fez como se abraçasse a garota, e ela assentiu, toda envergonhada.
Quando saíram do abraço, o rosto deles estava bem próximo. Pelo calor da atração, eles automaticamente foram se aproximando. Butter não tinha mais controle de suas ações, ela só queria beijá-lo. Não interessava se ia se arrepender depois. O importante era o agora. E ela queria. O mesmo para Butch. Eles só pararam de se aproximar ao primeiro toque dos lábios, que se transformou num beijo apaixonado e cheio de desejo. Eles não sabiam, mas ambos ansiavam por esse beijo.
Boomer, Bubbles, Brick e Blossom que estavam passando por ali ficaram incrédulos. Mas não foram atrapalhar. Os garotos tinham ido levar as meninas pra casa.
Quando finalmente o ar acabou e os dois se desgrudaram... Butter estava trêmula e não sabia o que fazia agora. O mesmo para Butch. Os dois estavam vermelhos apesar de estar escuro.
— Ahn... Er... – Butch tentou falar.
— V-vamos pra casa. – A voz dela saiu toda tremida, ela não conseguia evitar. Sentia-se culpada, feliz, com raiva. Um misto de tudo. Mas sobretudo, feliz. Será que Butch estava sendo sincero? O beijo podia dizer que sim. Mas como ele iludia as meninas, ela não tinha certeza. Ele certamente poderia estar fazendo seu papel de ator. Mas ela gostou do beijo e do jeito que ele cuidava dela. Ela não podia mais negar. Agora seria sincera consigo mesma.
“Que resistir que nada... EU ESTOU APAIXONADA POR BUTCH JOJO!” – Pensou ela, toda envergonhada. “Pela primeira vez estou experimentando essas coisas estranhas que nunca quis... É tão bom e tão estranho...”
“Pela primeira vez, me apaixonei. E pelo jeito pela garota certa. essa vale a pena. A maios difícil, mais linda e corajosa. ESTOU APAIXONADO POR BUTTERCUP UTONIUM!”
E agora não seria amor proibido, não eram mais inimigos... Talvez só o Macaco achasse isso.
Mas ambos estavam tão envergonhados que resolveram guardar pra si e não contar nada por ora. Chegaram em casa, fizeram as higienes... E Butter foi ler enquanto Butch foi jogar videogame. Os dois mal se falavam depois do acontecido. Naõ conseguiam olhar nos olhos de quem amavam.
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