Meu Guarda-Costas
7 Ciúmes?
Notas iniciais
Na hora de voltar à sala de aula, Buttercup estava desanimada. Não tinha comido nada e ainda estava com a conversa com Sayumi na cabeça. Viu Butch entrar com Brick e Boomer e suspirou. “Apenas inimigos... ou quem sabe, até amigos?” Ela nem sabia mais o que Butch era.
Será que era uma boa ideia juntar a japonesa com Butch? Mas ela já tinha dado sua palavra. Teria que fazer alguma coisa.
“Por que acho que isso não é certo?”
Tirada dos seus pensamentos, estava a professora na frente da lousa, dizendo para todos prestarem atenção. Mas Butter estava imersa em pensamentos e nem conseguia se concentrar. Ao fim da aula, ela tentaria colocar um dos planos em prática. O plano “Sayuch”, o shipp que inventara, apesar de que não se sentia à vontade com esse nome.
— Por que está tão calada? – Butch perguntou, tirando a morena dos pensamentos.
— Tô pensando...
— Posso saber no que? – Butch se aproximou.
— Não.
— Sabia que diria isso. – Ele riu, já esperando tal resposta da morena.
Butter bufou e continuou pensando num jeito de juntar os dois.
— Você... conhece a Sayumi Wolts? – Perguntou a garota, casualmente.
— Não. Quem é?
— Uma fã sua. – Buttercup fez careta e isso fez o ego de Butch inchar.
— Ora, ora. Mais uma. Mas eu sou demais mesmo. – O lado narcisista dele sempre se aflorava quando o assunto era garotas.
— Não fique se achando, bocudo. – Butter fuzilou com os olhos, para evitar bater no moleque. – Ela quer te conhecer.
— Amanhã na escola, pode ser?
— Pode.
“Claramente, ele só quer status. Não liga pro inocente coração de uma garota de verdade. Espero que ele não a magoe... Senão chuto o traseiro dele! Espera! Eu não penso nessas coisas! Pareço uma garota melosa! Afe!”
— Ela é aluna nova, né? Pois eu conheço todas as meninas da escola praticamente. – Butch comentou.
— Claro, maior galinha você. – Buttercup achou que iria vomitar.
Isso fez Butch rir e dar um tapinha de leve nas costas da mesma.
— Não se preocupe, eu ainda tenho você ao meu lado. – Ele sussurrou no ouvido dela e isso a fez se arrepiar. Sentiu o coração pular no peito e bater depressa.
— O que quer dizer com isso? – Ela disfarçou a vergonha e usou um tom mais forte, não muito rude.
— Que sou seu guarda-costas e que é mais importante pra mim. Afinal, agora somos colegas, companheiros, amigos... Me preocupo com você.
— Você decora textos muito bem. Podia ser ator. – Debochou a verde, batendo palmas, sarcástica. – Deve estar precisando mesmo de grana para fazer essa encenação.
Butch abaixou a cabeça.
— Não seja tola. – Disse ele, em tom sério, ainda cabisbaixo. – O importante é você.
Butter não queria acreditar, então só riu na cara dele.
— Haha, boa essa, Butch.
Ela não queria se iludir e nem se machucar.
— Buttercup, é sério.
— Mas, Butch... Por que?
— Buttercup, é só que...
Nessa hora, Sayumi, que passava por ali, se aproximou.
— O-olá. – Murmurou ela, corada.
“Salva pelo gongo! Valeu! Meu coração não aguentava mais! Pera, que?” – Buttercup pensou, sorrindo.
— Oi, Sayu! Quer que eu apresente o Butch?
Ela fez que sim com a cabeça.
— Butch, essa é a Sayumi Wolts, aluna nova. Sayu, esse é o Butch, o imprestável do meu... guarda-costas.
— Também te amo. – Ele fez bico para Buttercup, como se imitasse um bico de beijo, e Butter ficou vermelha.
— P-prazer. – Reverenciou a japinha.
— Sou amigo dela também, e não sou tão imprestável. – Butch riu e fez a menina sorrir também (A Sayumi).
Butter só bufava. Algo não estava certo com ela.
Butch, no seu cavalheirismo, pegou na mão de Sayumi e a beijou, ajoelhando-se. Segundo Butter, ele não passava de um conquistador barato. Ele tratava todas as meninas bem, ou seja, ela não podia se iludir com o que Butch fizesse ou falasse, afinal, ele queria que Butter fosse mais uma na sua lista. Então, Butter teria que resistir. Ela não era esse tipo de garota.
— O prazer é meu, donzela. – Ele piscou, fazendo o rosto de Sayumi ficar em chamas (ou quase).
Butter resmungava coisas inaudíveis. Ela estava com ciúmes de Butch dar atenção à Sayumi. Ela queria que Butch desse atenção pra ela, nem que fosse pra provocar e brigar com ela. Apenas queria.
Sem isso, ela sentiria um enorme... vazio e uma estranha carência.
— E-então... Jojo-san... – Começou Sayumi, morrendo de vergonha.
— Não, apenas Butch. – Piscou ele e lhe deu um sorriso colgate.
Ela tentou de novo.
— B-Butch-sama... Saia comigo, por favor!
“Ohh! Menina corajosa!” – Pensou Butter, espantada.
Butch estava espantado, mas quis fingir isso.
— Claro, tudo o que minhas fãs pedem. – Lá estava o velho Butch de sempre, sorrindo para todas, sendo gentil com todas, iludindo todas, roubando corações.
“Esse bandido não vai me roubar.” – Pensou a superpoderosa.
— Q-quando, senpai? – Sayu indagou, envergonhada.
— Amanhã depois da aula? – Sugeriu o verde, abrindo um sorriso no rosto da apaixonada.
— HAI! – Ela deu um gritinho de empolgação. – Até lá... Butch-sama! – E saiu.
— Até! – Acenou Butch, com um estúpido sorriso no rosto.
— Butch... o Professor não vai gostar disso. Você não tem que cuidar de mim?
— Ciúmes? – Ele piscou e ela virou o rosto, que rapidamente havia esquentado.
— Claro que não, bocó. Mas acontece que você está preso a mim por um mês e eu a você. Sem querer, óbvio.
— Eu dou conta, afinal, tenho uma imagem a manter. Você se vira o resto da tarde, né? E se precisar, pode me ligar.
Isso estava errado. Butter devia ser a única garota para Butch. Ela estava espumando por dentro e o sangue estava fervendo. Mas ela não admitiria.
— Achei que eu era a única... – Murmurou Butter, um pouco chateada.
“Droga! Pareço uma garota chata!”
— Você é. – Como se Butch pudesse ouvir, espantando a mesma.
— Como?
— Nada. – Ele riu e os dois foram pra casa.
“Não quero ter ciúmes. Logo de quem! Mas eu queria que ele me desse atenção... PARA, BUTTER! Parece até o cachorro dele! Ou melhor, ele é o cachorro, já que te segue por todos os lugares e pega as minas...” – Suspirou Butter.
Os olhos da mesma ardiam e a garganta parecia ter um nó.
“Não vou chorar... NÃO VOU!”
Mas uma lágrima boba escorreu, mas ela não deixou Butch ver e a secou rapidamente. Quando chegaram em casa, ambos foram tomar banho, colocar pijama e ir jantar.
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