Meu Guarda-Costas

1 Capítulo 1 - A Tomboy Tem um Guarda-Costas?!


Notas iniciais
Espero que gostem :* Boa leitura X3

— Isso mesmo. Chuta! — A morena estava torcendo pela seu time de futebol, em casa. As meninas se entreolhavam e até o próprio Professor, apesar de ser bem comum aquela cena.

— Acho que ela deveria ser mais... feminina. — Blossom jogou os cabelos pra trás.

— Ah, cala a boca. — Buttercup falou em tom de nojo.

— Buttercup, às vezes você poderia ser mais feminina mesmo, sabia? — O Professor se meteu.

— Mas eu não consigo... Eu sou assim! — Ela mal prestava atenção, estava muito ligada à televisão.

— Não se preocupe, a gente ajuda! — Bubbles sorriu e desligou a tv.

— EI! EU TAVA VENDO! — Gritou a menina de olhos verdes.

— Vamos fazer um teste então! – Sugeriu o Professor. – Buttercup, vai ter que passar um mês inteiro sem usar seus poderes especiais, nem voar! Não pode se defender sozinha! Seja... normal!

— Ah, que saco. Odiei. – Butter faz careta.

— Qual é, vai ser divertido ver isso. – Blossom insistiu.

— É, e eu posso criar um figurino pra você todo dia! – Bubbles sorriu, meigamente.

— Ai, eu acho que vou vomitar... – Falou Buttercup, enjoada.

— Entendeu bem, BC? Nada de poderes e defesa por um mês! Não erga a mão pra ninguém, nem o pé! E tente mudar sua personalidade áspera, entendeu bem? É pro seu bem, querida.

— Mas, Professor...

— Mas nada! Estou mandando! Vai ser bom pra você! – O homem ergue o tom de voz um pouco.

Sentindo-se derrotada, Butter assente e aceita.

— Ah, então vou ficar frouxa e fraca? – Butter fez bico.

— Não, mas também não precisa ser brutamontes! – Blossom comentou.

— Se não vou me defender, quem vai? As minhas irmãs? – Buttercup não acreditava em nada daquilo.

— Damas frágeis e delicadas devem ser protegidas por um homem de verdade! Deixe que o homem faça tudo por você! – O Professor disse e quase fez Buttercup desmaiar.

— Em que século acha que estamos? Sou independente! – Buttercup estava realmente se enchendo.

— Mas tente. Não deve ser tão difícil. – Bubbles disse.

— Por que com você é fácil. – Butter faz careta. – E que “homem” seria esse? Você?

— Gostaria de acompanhá-la. Mas tem que ser uma rapaz da sua idade.

— O QUE? NÃO! NÃO ACEITO! Muita humilhação! – Buttercup estava constrangida

— Não se preocupe, tenho certeza que ele não vai se importar. E vou pagá-lo por isso! – O Professor disse.

— Humilhante. Patético. Vai acabar só dia 31? – Buttercup queria se jogar de um prédio.

O Professor assentiu.

— É só um teste, Buttercup. Depois desse tempo, pode voltar ao normal.

— Ainda bem!! – Buttercup disse.

— Vou arrumar sua roupa! – Bubbles disse.

— E eu, a sua personalidade! – Blossom comentou.

— E eu vou arrumar o rapaz! – O Professor, empolgado, saiu porta afora.

— Ficaram loucos... – Butter faz sinal de loucura e senta no sofá, muito confusa com aquilo tudo.

Bubbles arrumara um vestido verde com sandálias da mesma cor. Faltava arrumar o cabelo e uns brincos verdes. Blossom fez ela se comportar com delicadeza e educação. Nada de comportamentos bruscos. E o Professor arrumou um “guarda-costas” da idade de Butter. Mas ela não contava que fosse um Desordeiro!

— BUTCH? Professor! Por que logo ele? – Berrou Butter.

— Ué, sabe o que dizem... Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais ainda! – O Professor tinha pirado, segundo a morena.

— Vou cuidar bem dela. – Butch tentou ser galante, mas Butter quase vomitou bem na cara dele.

— Isso não posso perder! – Blossom pegou uma câmera.

— Nem eu! – Bubbles juntou-se a ela.

— Eu não suporto! Esse marica é pior que menina! É fracote e medroso! Eu que devo protegê-lo! – Butter zombou.

— Não me subestime, gatinha. – Butch pegou o braço dela, iniciando uma repentina queda de braço e jogando o braço dela pro lado.

— EI! – Butter reclamou.

— Viu? Eu sou muito forte! E digno da confiança de seu pai e da sua também, princesa. – Ele acariciou o queixo dela o que a deixou com mais raiva.

— Mas nem morta eu...

— BUTTERCUP UTONIUM! – O Professou chamou a atenção dela.

— TÁ! Por um mês! Depois, me deixe em paz! E eu serei a mesma de antes! – Butter revira os olhos, bufa e aperta a mão de Butch.

— Claro... É um prazer fazer negócios com você, madame. – Ele sorriu.

Butter grunhiu e socou o rosto dele.

— Butter! O que eu disse sobre socos? – Repreendeu o Professor.

— Foi sem querer... dessa vez. É o impulso. – Butter mostrou a língua.

— Trate de se controlar. O Butch vai andar pra cima e pra baixo com você. Inclusive vai passar esse mês com a gente, aqui em casa! – Disse o homem.

— O QUE? ESSE VERME? Como o Macaco deixou? – Butter indagou.

— Ofereci cinquentinha e como ele tá duro, aceitou! E eu vou pagar o Butch também. – Disse o cientista.

— Grr. Cê tá adorando isso, né? – A morena olhou pra ele com cara de nojo.

— Muito. Posso estar o dia todo ao seu lado. Parece sonho... – Ele ia dizendo mas foi interrompido com um tapa na cara.

— BUTTERCUP! – O Professor gritou.

— Desculpa! – Ela forçou uma voz fininha, a fim de ser “fofinha”, mas quase sem sucesso.

— Me desculpe, Butch. Ela vai demorar a acostumar... Mas não desista dela. Garanto que valerá a pena! – O Professor olhou o moreno no chão.

— Tranquilo. Guento qualquer tranco. – Ele sorriu mesmo com dor.

Buttercup só olhava com desaprovação.

— Como hoje é domingo, vou deixar os dois darem uma volta! Amanhã na escola, não se desgrudem. Aliás, não se desgrudem mesmo! – Disse o homem.

— Não tirarei os olhos dela, senhor. – Butch fez pose de soldado, fazendo Blossom e Bubbles rirem.

— Palhaço... – Butter disse.

— Você é garota, pode se machucar mais fácil, sabia? Por isso eu vou te cuidar, pois homens são mais for... AI! – Butter dá um soco no estômago dele.

— No meu caso, não sou tão indefesa quanto pensa! – Butter mostra a língua.

— Mas finja! Deixe ele fazer isso por você! É o que um bom cavalheiro faz! – Blossom explicou.

— Isso aí! Fica na sua! – Bubbles disse.

— Que coisa chata. Tá legal. – Bufou Butter, rendendo-se.

Era 15:00 do domingo e Buttercup e Butch iam para o primeiro passeio juntos... eles teriam que esquecer que eram inimigos.