Meu Gremista

65 Capítulo 65 - THE FINALE FINALISSIMO!!!!


Notas iniciais
Hey pessoaaal! eu nao consegui aguentar mais. assim q coloquei o ponto final eu tive q vir correndo compartilhar aqui com vcs. Agradecendo mil vezes a recomendação da "JuuuhFJackson" e tamb ao review de todos vcs. mesmo. Eu nao recebi tantos assim no cap pasado, pq tamb nao deu nem tempo e eu ja estou colocando o finalissimo aqui. Mas mesmo assim quero dizer um muito obrigada a todos vcs q acompanharam a fic desde o começo e q eu amo vcs muito muito muito. Vamos pro cap q esta bem cichê, mas nem tanto assim. como toda a fic na verdade. Vcs vao se surpreender. Eu espero. Vejo vcs nas notas finais!

9 anos depois

POV Percy

E lá estava ela.

Entrando toda de branco entre um corredor cheio de convidados.

Simplesmente deslumbrante.

Seus olhos cinza brilhavam pra mim assim como seu sorriso branco. Ela era meu mundo.

Seus lábios cor de cereja eram como um desafio pro meu autocontrole. Como vou conseguir aguentar a cerimonia inteira sem beija-la?

Isso me faz lembrar de tantas coisas...

FLASHBACK ON

Ψ Tyson veio passar as férias Ψ

Estávamos lá há uns 7 minutos esperando o jatinho do meu pai pousar.

Estávamos quem?

Todo mundo. Todos querem conhecer o tampinha.

Annie roía as unhas sem parar, tanto que eu estava com medo dela perder a ponta do dedo, eu ri e tirei sua mão da boca.

– Para de come o dedo. – Ela me mostrou o dedo do meio babado e voltou a pô-lo na boca.

– Ahh chegaram! – Ela grudou a cara no vidro e observamos o avião, com um tridente azul na calda, pousar na pista. Não demorou muito e avistamos meu pai descer de mãos dadas com a peste.

Liguei pra minha mãe.

– Mãe?

– Eles chegaram?? – Ela disse e eu tenho certeza que assim como a Annie ela também estava comendo a mão. Eu ri.

– Tira o dedo da boca. – Ela soltou um resmungo. – Sim, o avião acabou de pousar. – Ela suspirou.

– Cuida bem do meu pequeno, bebê. – Revirei os olhos.

– Nós vamos cuidar, não se preocupe. Ele é meu irmãozinho eu sei me virar. E é bom eu já ir treinando para o futuro. – Annie que estava ao meu lado ouvindo a conversa alheia deu uma cotovelada nas minhas costelas. – Ai anjo. – Minha mãe riu.

– Me deixa falar com ela! – Revirei os olhos e entreguei o celular a Annie que riu. Era sempre assim, eu ligava pra minha mãe ou ela me ligava e eu tinha que passar o telefone pra ela.

– Oi Sally... Pode ficar tranquila vai ser moleza, já cuido de uma criançona mais um não vai mudar em nada. – há há há como ela é engraçada né? – Vou desligar aqui que eles acabaram de desembarcar... ok... sim, sim até mais. Beijos. – Ela deligou e me entregou o telefone.

– Ahh olha eles ali!!! Gente ele é a cara do Percy que coisinha mais fofinha nhum nhum nhum. – Essa Drew tem sérios problemas mentais.

Ficamos debruçados na grade que separava o saguão do lugar em que pegava as malas, apenas olhando. Meu pai nos viu e sorriu, cochichou no ouvido do Tyson que se virou apidamente nos procurando. Quando nos focalizou ele veio correndo, e com a sua habilidade de skatista ele pulou a grade direto pros braços do meu anjo.

– Annie!!! – Ela gargalhou e o espremeu em um abraço.

– Oi pequenininho. – Ela encheu o rosto dele de beijos e ele sorria, feliz da vida. – Que saudade que eu tava de você.

– Eu também. – Ele deu mais um abraço nela e se debateu querendo ir pro chão. Foi ela coloca-lo no chão que eu o peguei pelas costas e o levantei pelos ombros. Ele gargalhou e abriu os braços.

– Esqueceu de mim é tampinha?? – Sua risada ecoava pelo aeroporto chamando a atenção toda pra gente, o que foi uma merda porque Poseidon Jackson estava aqui é logico que teriam urubus a espera de enfiar o microfone na cara do meu pai. Logo estávamos cercados de paparazzi. Segurei Tyson certo no meu colo e ele escondeu o rosto no meu pescoço. – Merda.

Annie se aproximou de mim e me abraçou pela cintura, nossos amigos vendo nosso desconforto se juntaram formando uma rodinha em volta da gente.

– Eiei saiam daqui seus urubus! – 78 gritou encarando os caras.

– É, isso aqui é exclusividade do meu blog. Saiam daqui seus porra louca!

– Tato, o que é porra louca? – Tyson sussurrou no meu ouvido e eu explodi em uma gargalhada, Annie olhou pra mim confusa.

– É uma coisa muito feia que você não deve falar. – Annie pegou no ar a pergunta que ele tinha feito e deu um tapa na nuca do Malcom.

– AO!! Que isso loirinha, to aqui te protegendo e você me estapeia.

– Não fala essas coisas feias na frente do menino.

– Noooossa Annabeth Chase pedindo para não falar palavrão, o moleque é milagroso mesmo.

Nesse momento meu pai chega carregando as malas do tampinha amenizando a chuva de paparazzi em cima da gente. Eu o vi desconfortável enquanto respondia algumas perguntas.

– Respondendo sua pergunta. – Tyson me encarou com os olhinhos lacrimosos. – Eu também senti sua falta cabeção. – Eu sorri pra ele e fizemos aquele nosso toque.

– Pequeno, vou te apresentar pra uns amigos nossos. – Ele virou pra Annie, prestando atenção nela, ainda agarrado no meu pescoço. – Esse daqui é o tio Malcom.

– Faaala moleque beleza? – Malcom estava com um boné hoje, Tyson olhou bem pra ele e sorriu tirando o boné dele e colocando na própria cabeça. Malcom riu e arrumou os cabelos cor de areia. – Esse é dos meus. – Eles fizeram um high-five e eu ri.

– Esse é o cara que faz aquele blog que você fica o dia inteiro. – Ele abriu a boca em um O e olhou pra ele.

– Seu blog é o melhor!

– Ah carinha curti o blog é? Você vai tá lá hoje diga X. – Ele tirou uma foto nossa e Tyson pediu pra ver.

– Da hora! – Malcom riu e abraçou a 78.

– Essa é minha mina, 78. – Tyson fez uma cara confusa fazendo a gente rir.

– Por que 78?

– Porque eu bati com a cara na traseira de um caminhão ai tive que colocar platina em uma parte do rosto. E essa tonta que é muito nerd colocou 78 porque é o numero atômico da platina. – Ela apontou pra Annie.

– Legal! Deixa eu rela? – Ela riu e chegou mais perto deixando ele encostar no seu rosto, perto da sobrancelha. Ele riu. – Você tem a cara dura. – Ela jogou a cabeça pra trás rindo e mostrou os dreads os olhos do meninos chegaram a brilhar. – Ahh você tem aquelas antenas legais. – Todo mundo riu.

– Poisé, elas são bem da hora. – Ele pegou os dreads e ficou apertando.

– São mesmo. Mas afinal, qual é o seu nome? – Ela riu.

– Nyssa.

– Ahhh eu prefiro 78. – A Annie riu.

– Todos preferem. Agora essa daqui é a Drew.

– Ah você, sei lá, parece um boneca. – Clarisse riu com gosto.

– Verdade pintor de rodapé, ela é a Barbie. – Ele virou a cabeça pra analisa-la.

– É você parece ela mesmo. – Os olhinhos da Barbie brilharam.

– Você é a coisinha mais fofa do mundo, eu tenho vontade de apertar essas bochechas.

– Pode apertar, eu deixo a Annie apertar porque ela é bonita. Você também é. – Só faltou ela chorar, mas ela apertou até deixar as bochechas dele bem vermelhas.

– Dá ele pra mim? – Revirei os olhos. – Esse aqui, coisinha fofa, é meu namorado o Leo.

– Firmeza carinha? – Eles deram um soquinho.

– Comigo tudo certo, mas a sua namorada tá me querendo. – Malcom ria tanto que chegava a chorar.

– Esse moleque é demais.

– É tenho que tomar cuidado com isso. – Leo piscou pra ele e abraçou a Barbie.

– Eu sou a Hazel. – Ela estendeu a mão pra ele que a cumprimentou.

– Ou melhor, a veia. – Annie disse e ele riu.

– Muito prazer veia.

– Você ainda me paga sua cretina. – Frank apertou seus ombros e sorriu pro tampinha.

– E ai cara? Eu sou o Frank, namorado da veia. – Hezel deu uma cotovelada nele e Tyson riu.

– Vocês são engraçados.

– Não vai na onda desses ai não em véi. Eu sou a Clarisse. – Eles também trocaram um soquinho. – E esse é meu namorado Chris.

– Fala moleque. – Tyson arregalou os olhos.

– Uau você é grande! – Nós rimos e meu velho chegou na nossa rodinha, ainda cercado pelos abutres. Tyson voltou a se esconder.

– Vou lá chamar a segurança. – Frank saiu acompanhado da veia e voltou rapidamente com 3 armários do tamanho do Chris atrás.

– Valeu cara. – Meu pai agradeceu colocando a mão sobre o ombro de Frank. Todo mundo se calou na hora sentindo a aurea de Poseidon. Annie sorriu e foi abraça-lo.

– Fala sogrinho! – Ele riu e bagunçou seus cabelos.

– E ai loira? Como que tá? – Ele olhou pra mim e sorriu. – E você jovem? – Eu ri, coloquei Tyson no chão que foi perto da 78 e ela o pegou no colo deixando ele mexer nos dreads.

– Fala meu velho homem. – Dei um abraço nele. – E ai?

– Tudo na paz, ve se cuida do seu irmão em. – Ele parou e refletiu um pouco. – Ou melhor. – Se virou pra Annie. – Cuide dos meus bebês. – Ela riu e eu cruzei os braços.

– Pode deixar.

– Fala sério. – Ele deu um soco no meu braço rindo.

– To brincando filhão. – Olhou pro relógio e fez uma careta. – Tenho que ir, vou passar em Curitiba pra uma reunião e voltar pra sua mãe. Essas férias serão demais. Aquela mesa de sinuca que me aguarde. – Eu fiz uma careta e Annie gargalhou.

– Vai lá. Boa viagem, fala pra Sally não se preocupar e curtir o tempo livre.

– Pode deixar que nós vamos curtir. – Ele se virou pros meus amigos e eles se apresentaram de novo. – Ei, você não é o carinha do blog? – Ele perguntou pro Malcom que engoliu em seco.

– Sim senhor.

– Então vamos tirar uma foto! Venha, venha! Pede pra um dos seguranças bater vai. – Malcom sorriu e foi saltitante entregar o celular pro cara bater a foto. Tyson ergueu os dreads da 78 e fez uma careta. Meu pai me abraçou e colocou uma mão no ombro do Malcom, que voltou correndo pra sair na foto. – É isso ai moçada. Tenho que partir. – Tyson desceu do colo da 78 e abraçou o velho.

– Tchau papai.

– Tchau pequeno. Se comporte, obedeça o seu irmão e ajude a Annie a por ele na linha.

– Ei! – Eles riram.

– Até mais. – Meu pai deu um beijo na testa do tampinha, um na minha e na da Annie. – Tchau pessoal. Venham passar umas férias lá em casa também!

– Pode deixar popo. – Malcom disse. Por um instante ele ficou sério e Malcom chegou a tremer, mas depois ele explodiu em uma gargalhada.

– Muito boa cara. Falou, até mais. – Ele foi até o portão de embarque e o deixaram passar sem problemas.

– Seu pai é foda cara! – Eu ri. Ele se agachou perto de Tyson. – E ai, quem tá afim de comer uma pizza?

– PIZZA!! – Tyson gritou levantando as mãos. Malcom riu e gritou um “UHUUUL” pegando ele no colo e colocando no pescoço.

Eles foram na frente enquanto eu e Annie ficamos pra trás pegando as malas.

– Não sei como que vão pra casa se eu to com a chave do carro. – Ela riu e deitou a cabeça no meu ombro.

– Eu não sei como vai caber todo mundo dentro do gol isso sim. – Eu ri e fomos arrastando o carrinho de bagagens até o estacionamento.

...

Acordei no meio da noite depois de um puta sonho erótico.

Tyson estava a quase 2 semanas com a gente aqui em sampa.

E a quase duas semanas estamos sem sexo.

Isso é u martírio.

Tentei enxergar na penumbra do quarto, mas não obtive sucesso. Peguei meu celular em cima do criado mudo e iluminei o quarto.

Fitei minha namorada que dormia do outro lado da cama e a peste que estava no nosso meio. Ele estava bem esparramado quase nos expulsando da cama.

Annie estava com as pernas descobertas porque o shorts tinha se enrolado, os cabelos parecendo mais um ninho de pombo do que qualquer outra coisa. Ela ressonava baixinho com a boca aberta. Me remexi desconfortável. É muito linda puta que pariu.

Desci da cama devagar e fui até o outro lado. Passei os dedos pela maçã do seu rosto e acariciei suas pernas. Soltei um choramingo, isso era tortura.

Fiquei ali distraído a acariciando, ela acordou e me fitou confusa.

– O que?... – Tampei sua boca e apontei pro Tyson adormecido. Ela olhou pra ele e voltou a me encarar. Desceu os olhos pelo meu tronco e voltou a olhar meus olhos quase tão famintos quanto os meus.

A encarei em entendimento, eu a queria tanto.

Annie se levantou devagar e saiu do quarto na ponta dos pés me chamando com a mão. Eu a segui.

Iluminei o corredor e a vi abrindo a porta do banheiro. Ela ascendeu a luz e me chamou. Eu sorri e fui atrás dela.

– Eu não tava aguentando mais. – Disse assim que tranquei a porta. Ela tirou a regata expondo seus seios grandes e rosados e eu soltei um gemido.

– Nem eu. – Ela disse e pulou no meu colo. Joguei meu celular na pia e colei suas costas no box de vidro. Apertei seus seios com força e ela gemeu nos meus lábios.

– Shh. – Tampei sua boca com a mão e a soltei. Ela escorregou pelo vidro, seus olhos me encaravam ferventes. Ela lambeu minha mão e eu desci seu shorts com a sua calcinha junto. Tirei a mão da sua boca pra tirar a minha bermuda e ela aproveitou pra lamber meu pescoço enquanto arranhava meu abdome. Eu comprimi os lábios para não gemer. Muito tempo sem essa mulher senhor.

Ela me empurrou até me fazer ficar sentado na privada. Fez um coque no cabelo e se sentou no meu colo.

– Tsc tsc tsc tsc. – Subi minha mão pelas suas costas e alcancei seus fios loiros os soltando novamente.

– Estão uma juba. –Disse com uma voz falhada. Ela sentou sobre meu membro devagar, fechei os olhos sentindo como ela é quente e apertada. Ela soltou um choramingo e apoiou a testa no meu ombro.

– Lindos. – Eu disse baixinho e comecei a estocar lentamente dentro dela. – Lindos como sempre. – Enfiei minha mão entre seus cabelos e os puxei, sentindo o cheiro de limão característico que emanavam deles. Aumentei a força ao mesmo tempo em que ela rebolou o que a fez soltar um gemido um pouco alto. Tampei novamente sua boca. – Eu amo seus gemidos anjo, mas não podemos nos arriscar. – Seus olhos me olhavam em desespero enquanto ela quicava cada vez mais no meu colo. Seus seios pulavam na minha frente e ela estimulou os mamilos rosados.

Desci as mãos que estavam no seu cabelo e apertei sua bunda. Ela apoiou as mãos no meu peito e eu me encostei enquanto ela subia e descia lentamente no meu pau. Descobri sua boca e estimulei seu clitóris. Ela mordeu os lábios firmemente, tanto que chegou a sangrar, colou a boca no meu ouvido e gemeu baixinho meu nome.

Revirei os olhos e estoquei com força, explodindo dentro dela.

Annie rebolou mais algumas vezes enquanto eu chupava seus seios e também gozou.

Ela respirou fundo com o rosto na curva do meu pescoço.

– Que horas são? – Perguntou. Peguei o celular dentro da pia (sorte que não estava molhada) e olhei as horas.

– 3:28 da manhã. – Ela riu e me olhou com seus olhos cinzas brilhantes. Passei o polegar pelo seu lábio inferior tirando o vestígio de sangue que tinha ali.

– Colocar o despertador pra essa hora todo dia é uma boa ideia, o que acha? Não da pra ficar muito tempo sem sexo. – Eu ri e a beijei.

– De acordo.

...

Ψ Temos uma nova moradora Ψ

Eu e os caras tínhamos saído mais cedo do hospital, Malcom veio junto de xereta, e resolvemos passar no shopping ali do lado pra tomar um chope. Afinal era sexta feira. Mandei uma sms pra Annie a avisando e ela me pediu pra levar qualquer comida pra ela.

– E então como anda a mudança? Ta conseguindo aturar a rabugenta todos os dias de boa? – Perguntei pra Frank que resolveu sair do flat e comprou um novo ap pra ele e pra Hazel dividirem. Ele deu de ombros.

– A gente nem tinha tantas coisas assim. A única coisa que está me deixando fora de série é o jeito que ela aperta a pasta de dente. Deuses qual é a dificuldade de apertar pelo fim? – Nós gargalhamos.

– Isso é porque ela ainda não começou a pendurar calcinhas no box. – Malcom ergueu o copo pra mim em concordância.

– É fera, a convivência é difícil.

– Mas é maravilhosamente delicioso. – Eu disse contornando a borda do copo.

– Ahh sim isso com certeza é. – Leo sorriu e colocou os braços atrás da cabeça. Olhei além dele e avistei um pet shop. Na vitrine uma pequena bolinha de pelos branca estava sozinha e embolada em um cantinho. Era tão pequena que eu não tinha nem notado até um cachorro maior mexer com ela. Tive um breve deslumbre de um velho sonho onde uma garotinha corria atrás de uma cachorrinha igual aquela. Não pude conter o sorriso.

– Ei. – Malcom estralou os dedos na frente dos meus olhos e eu voltei os pensamentos pra mesa. – Tá aqui ainda cara? – Olhei pra ele imaginando do que esse palhaço estava se referindo. Virei o resto do conteúdo do copo e me levantei. – Ei mano, onde você vai? – Joguei 10 reais na mesa e entreguei 20 pra ele.

– Me faz um favor. – Ele assentiu. – Vai até aquele restaurante de comida japonesa que a Annie gosta e compra o executivo pra viagem.

– Beleza, mas onde você vai? – Eu sorri e me virei pra loja.

– Vou buscar uma nova moradora.

...

– Anjo? – Chamei assim que abri, com dificuldade, a porta.

– Aqui! – Ela respondeu, provavelmente de boca cheia pela voz. Coloquei Sra. O’Leary no chão e ela saiu correndo se esconder atrás da porta. Território novo.

Annie apareceu por cima do balcão da cozinha com um pedaço de queijo na mão, os cabelos presos em um coque, descalça e apenas de calcinha e soutien.

É a vida poderia ser pior.

Ela se debruçou sobre o balcão e me beijou. Eu mordi seus lábios e ela sorriu me dando um pedaço do queijo.

– Oi. – Ela disse e me deu mais um selinho dando a volta no balcão. Eu acompanhei o movimento da sua bunda enquanto ela andava.

– Olá. – Ela me abraçou e eu soltei seus cabelos. – Te trouxe uma coisa. – Coloquei o pacote de comida no balcão e seus olhos brilharam ao ver a embalagem. – Não é isso. – Ela me encarou confusa trocando o peso do corpo.

– O que é? – Ela deu a volta em mim procurando alguma coisa. Eu ri.

– Sra. O’Leary. – Assoviei. A porta se mexeu e a bolinha de pelos branca curiosa botou a cabecinha pra fora procurando saber de onde veio o assobio. Annie ofegou e levou a mãos sobre os lábios.

– Que coisinha mais linda! – Ela se ajoelhou e também assoviou batendo a mão no chão. Sra. O’Leary veio saltitando feliz até ela. Annie riu ao ver o tamanho da coisinha. – Gente mas é muito fofa! – Ela a pegou no colo e veio na minha direção. – Por que? – Dei de ombros.

– Apenas uma lembrança estranha. – Passei a mão sobre a cabeça do filhote e ela deu uma latidinha tentando morder meu dedo. Seu rabinho se abanava pra lá e pra cá. – Seu nome é Sra. O’Leary. – Annie sorriu com as sobrancelhas franzidas.

– Estranho, mas eu adorei. – Ela levantou o filhote e ela lambeu o nariz dela. Annie riu. – Hey Leary! – Eu sorri.

– Vou arrumar um lugar pra ela dormir. Sugiro que deixe ela conhecer a casa. – Ela colocou a Leary no chão e a cadelinha saiu correndo tropeçando nas perninhas curtinhas. Peguei a caminha azul que tinha comprado junto e levei até o quarto. Quando cheguei lá ela tinha feito xixi na beirada da cama. Soltei um choramingo.

– Ah , isso será um problema. – Annie se apoiou em mim e observamos aquela coisinha minúscula sair marcando a casa toda.

...

Ψ Uma proposta Ψ

– Eu não acredito cabeça de algas. – E mais uma vez ela explodiu em gargalhadas.

– Há há há. Não tem graça Annabeth. Nenhuma mesmo. – Ela não parava de rir, lágrimas escorriam pelo seu rosto e ela estava rosa de tanto que ria.

– Ah é sim. É muito engraçado. O doutor Jackson, temido e respeitado naquele hospital TEM MEDO DE DENTISTA!! – E ela riu ainda mais. Apertei as mãos no volante e respirei fundo. Ela passou o dedo nos meus lábios desmanchando o bico, que eu nem tinha percebido que tinha feito. – Não fica assim cabeça de alga.

– Você está debochando do meu medo! Eu não me lembro de ter caçoado de você por causa daquela aranha minúscula, quando a senhorita gritava e chorava com o travesseiro na cara por causa daquele bicho inofensivo. Até a Leary se assustou com seu grito aquele dia. – Ela começou a soltar uns “aiai” e voltava a rir de novo enxugando as lágrimas.

– Aquilo é um medo justificável, tipo o seu de voar. Mas um médico ter medo de dentista? – Ela voltou a rir. Eu bufei e estacionei rapidamente/violentamente/velozes e furiososmente na frente do dentista assassino. Ela interrompeu a risada com os olhos arregalados e segurando firme no banco.

– Agora fico com medinho né? – Ela cruzou os braços sobre o peito (meus olhos instintivamente foram para o seu decote) e me olhou brava.

– Eu estou sendo uma ótima namorada vindo aqui com você e seu medo estupido e você quase me mata. – Ela tirou o sinto de segurança e saiu do carro batendo a porta com tudo. Bufei e encostei a testa no volante.

Aprenda uma coisa.

Quando as mulheres estão erradas elas estão certas.

Não riam delas ou você morre. Mas elas podem quase morrer de rir de você.

Não reclame por isso também.

– Ei anjo vem aqui vai. – Fechei a porta do carro e liguei o alarme correndo atrás dela que estava chamando um taxi. Peguei ela pelo braço e a virei pra mim. Suspirei. – Me desculpa.

– Não seja um estupido. – Ela me empurrou pelo peito e foi entrando no prédio. Baguncei meus cabelos e os puxei. O que está acontecendo com ela?? Bufei e a segui, e quase que não consigo entrar no mesmo elevador porque ela ficou apertando o botão de fechar as portas, o que seria uma merda porque eu não sei o número do andar. Mas eu corri e a alcancei.

– Obrigada por segurar a porta. – Disse sarcasticamente pra ela e ela bufou olhando pro outro lado e mexendo no pingente que eu dei pra ela anos atrás, isso me fez sorrir. Porque ai eu soube que ela não estava tããão brava.

Ela estava no penúltimo ano de faculdade e trabalhava em uma empresa que buscava novas utilizações pro petróleo. Andava mais estressada e irritadiça do que nunca. Seu TCC estava parcialmente pronto, mas ela sempre achava algum erro, que pra mim não era nada, e quebrava a cabeça tentando resolver. Quando se via, estava mais perfeito do que nunca.

Eu tinha mais 3 longos anos pela frente, além da especialização na área de neuro. Mas já trabalhava no hospital. Passei a ser mais que um residente, e isso ajudava e muito na faculdade já que eu já sabia muita coisa do que me era passado. Estava ganhando bem, assim como a Annie (ela ganhava bem mais que eu na verdade) o que foi um alivio pra minha sogra que não precisava mais pagar o apartamento. Que por falar nele, já falei com o proprietário sobre parar de pagar o aluguel a qualquer momento. Finalmente arrumei uma utilidade pro dinheiro que me pai depositava na minha conta todo mês. Eu comprei uma casa nova, grande e espaçosa. Não usei nem um terço do dinheiro mas ajudou e muito.

Não, Annie ainda não sabia sobre ela.

– Anjo. – Eu disse ela virou de costas pra mim me deixando puto da vida. Apertei o botão de parar o elevador e avancei sobre ela. – Para de se fazer de difícil cacete.

– Não fala assim comigo. – Ela me empurrou, mas eu a puxei junto comigo e colei nossos corpos. – Com que direito você está fazendo isso?

– Talvez o de ser ser seu namorado. – Colei minha boca no seu ouvido. – Desejando ser muito mais do que isso. – Ela estremeceu e me encarou.

– Esta me propondo em um elevador prestes a tirar um dente? – Ela não conseguiu terminar a frase tão séria quanto começou. Eu ri envergonhado.

– É. – Colei nossos narizes e ela sorriu e me abraçou pelo pescoço. Suspirei aliviado.

– Pois a resposta é não. – Ela se desvinculou de mim e apertou o botão, destravando o elevador. Olhei pra ela em choque.

– Não? – Ela cruzou os braços sobre o peito e bateu o pé no chão. Rosnei e apertei de novo o botão. Ela bufou. – Porque? Só porque foi feito em um elevador?

Ela me encarou por um momento, e eu quase acreditei que ela estava mesmo brava.

Quase.

Mas seus olhos a traíram.

Eles sorriam pra mim.

– Sua cachorra. – Prensei ela sobre a parede de novo e ela gargalhou.

– Não eu não aceito sua proposta. – Ela me beijou e eu me entreguei ao beijo amolecendo nos seus braços. – Porque eu sou muito mais que isso. – Ela arranhou minhas costas por cima da camisa e desceu seus lábios pelo meu pescoço. – Eu sou sua ficante. – Deu um beijo. – Sua namorada. – Outro. – Sua mulher. Esposa. Amante. – Ela lambeu o lóbulo da minha orelha e enfiou a mão dentro da camisa acariciando meu abdome. Minha respiração ficou acelerada e ela sorriu deixando o tom de voz cada vez mais excitante. – Sou sua puta. Sua cachorra. – Me mordeu e me arranhou. Soltei um leve gemido. Eu adorava quando ela falava essas coisas sujas pra mim. – Sou seu anjo. Seu amor. – Ela lambeu meu maxilar até chegar a minha boca, e murmurou com os lábios colados nos meus. – Eu sou sua. – E finalmente me beijou. Entrelacei nossas línguas e apertei sua cintura, ela deixou escapar um gemido e espalmou a mão na parede, bem em cima do botão, o que fez o elevador voltar a subir.

Me separei dela ofegante e a encarei. Ela sorriu tímida pra mim e se aproximou, passando as mãos pelos meus cabelos e limpando seu gloss dos meus lábios.

– Não vai se casar comigo? – Perguntei e a abracei pela cintura. Ela riu, me puxou pela gola da camisa e me beijou mais uma vez.

– Não. – Ela disse e saiu rebolando do elevador.

Cachorra.

...

– Vou fazer uma receita dos remédios pra dor que você vai precisar comprar. – O Doutor Thanatos disse rabiscando coisas indecifráveis, que se eu não fosse médico estaria perdido pra decifrar.

Eu ranquei os dentes do siso. E cara, dói pra caralho.

Annie estava acariciando minha mão enquanto ouvia o que o Doutor morte falava.

– Então Senhor... – Ele olhou na minha ficha e arregalou os olhos. – Jackson? – Eu dei uma risadinha meio fraca.

– Doutor Jackson na verdade. – Disse meio embolado, é difícil falar quando não se sente a língua. Ele soltou a ficha e veio apertar a minha mão, com força.

– Ah é um prazer enorme! Um Doutor tão jovem e já tão respeitado.

– Não é pra tanto assim, eu nem terminei a faculdade.

– Isso o torna ainda mais surpreendente. – Eu não respondi, não sou muito bom com esse tipo de coisa ‘ser elogiado’ e tudo mais. E também não confio nele. Ele é um dentista porra.

Não confie em dentistas.

– Bom, tudo bem doutor. Vamos comprar os remédios. – Annie disse vendo como eu estava desconfortável. Cara é por isso que eu a amo.

– Ah sim, mas temos mais algumas recomendações. – Ele voltou a olhar pras fichas e eu choraminguei. Quero ir embora meu. Annie sorriu pra mim e tirou os cabelos que ela jura que sempre caem na minha testa. – Você só vai poder comer coisas geladas. Na verdade, hoje é só sorvete e se quiser alguma coisa salgada tem que ser uma sopa bem fria. – Fiz uma cara de nojo. – É eu sei, triste. Amanhã, se você conseguir, já pode tentar mastigar alguma coisa, mas bem mole, e tem que ser gelado também pra evitar sangramento. – Soltei um gemido de desgosto. – Vai ter que colocar uma bolsa de gelo nas bochechas pra tirar esse inchaço e sem esforço físico por uma semana pelo menos. – Ficamos em silencio.

– Espera. – Annie disse. – Sexo é considerado um esforço físico muito grande? – Ela disse dando tamborilando as unhas na mesa. Doutor morte arregalou os olhos o deixando muito hilário. Eu ri, essa é a minha garota.

– Am... – Ele ficou visivelmente sem graça e eu ri ainda mais. Ajeitou os óculos sobre os olhos e cruzou as mãos sobre a mesa. – Não é recomendável.

– Ah mas nem se for devagarinho? – Ele ficou vermelho e eu não parava de rir.

– Sinto muito. – Ela bufou e cruzou os braços sobre o peito me olhando como se eu fosse o culpado por ficarmos sem sexo. Eu estava tão puto quanto ela.

– É bom você se recuperar rápido. – Ela levantou e eu também. Acenei pro doutor pegando a receita em cima da mesa e fechei a porta atrás da gente.

Alcancei ela já no elevador. Ela me olhou e passou a mão nas minhas bochechas ‘supersalientes’ e sorriu pra mim.

– Buchechudinho... – Bufei e entrei no elevador ela entrou rindo atrás e me abraçou. – A gente tem que dar um jeito nisso. – Apoiei o queixo na sua cabeça e acariciei seus cabelos.

– A gente sempre dá. – Ela riu e levantou a cabeça pra me dar um beijo. Eu soltei um gemido de desgosto e me separei dela. – Minha língua tá morta! Eu não consigo sentir você me beijando! – Coloquei a língua pra fora na frente do espelho e a apertei. Mas nada, não senti nada. Ela riu e me abraçou de lado.

– É acho que beijo não vai rolar. Você está com gosto de sangue. – Ela disse, enfiou a mão no meu bolso traseiro e roubou a chave do meu carro. Saiu rodando a chave no dedo e assoviando. Eu é claro fui acompanhado a dança sensual da sua bunda com os olhos e a segui feito um cachorrinho.

...

Ψ Visita inesperada Ψ

Era véspera de feriado, uma quinta-feira. O pessoal estava lá em casa tomando um vinho e esperando a pizza chegar. Annie estava sentada no meu colo porque não tinha lugar pra todo mundo naquele sofá.

– Então o cara chego e falo: meu to te oferecendo uma grana boa pelo site, não é uma coisa que se recusa assim. – Malcom disse. – Ai eu falei: Mano, não rola. Eu lutei muito pelo site não vou abandonar agora sacou? E tem mais, eu sou a fonte das noticias! Se você comprar seria só mais um site clichê sobre os dois com fotos dos paparazzi! Nem vem mano, não vou trabalhar pra você e meu site não está à venda.

Eu ri e tomei mais um gole do vinho.

– Você tá certo. Alias, se tivesse vendido o site eu te mataria. Você largou a faculdade de medicina por ele! – Eles riram e concordaram.

Senti alguma coisa vibrar sobre a minha perna e Annie tirou o celular do bolso. Ela colocou a taça sobre a mesa de centro e abriu a mensagem. De repente ela da um grito e se levanta correndo. Se eu não sou rápido teria tomado um banho de vinho.

– Que porra...

– Cala a boca e vamos. – Ela pegou a chave do carro, colocou um chinelo, foi até o quarto e pegou minha jaqueta de moletom colocando por cima da regata e do shorts. – Vamos, vamos , vamos! – Peguei ela pelo braço e a virei pra mim.

– Calma. Respira fundo. – Ela fez isso. – Agora me explica o que está acontecendo?

– Thalia, Nico e minha mãe estão no aeroporto. – Soltei um palavrão, peguei a chave da mão dela e coloquei um chinelo. Saímos de casa e quando fui trancar a porta vi a cara de todo mundo em choque olhando pra gente.

– Cacete. – Abri a porta de novo. – Olha, surgiu um imprevisto. – Passei os olhos pela sala vendo que não estava tão bagunçado assim, mas o quarto de hospedes estava. – Será que vocês podem descolar a bunda do chão e do sofá e ajudar? Minha sogra tá ai cacete. – Malcom levantou do chão e começou a catar as coisas espalhadas. Soltei um suspiro aliviado.

– Vamo cambada, ajudando! – Eles levantaram e começaram a arrumar.

– Hm, aquele quartinho, tem como vocês darem um jeito também né? Por favor. Se a pizza chegar e vocês quiserem ir comendo podem ir. A gente passa na pizzaria e pega outra. – A Barbie pegou o telefone e discou um número.

– Oi, nós fizemos um pedido há algum tempo ai e... Não tudo bem, segura ela ai mais um tempo. Podem fazer mais uma big do mesmo sabor... Isso... Não, não é pra entrega, vamos passar ai pra pegar ok? ... Coloca no nome do Doutor Jackson... Sim ele mesmo... É, é... Isso até mais. – Ela desligou e piscou pra mim.

– Valeu Barbie. – Malcom pegou a chave de casa da minha mão e me empurrou pra fora.

– Vai lá buscar a sogrinha que eu vou pegar outro vinho lá em casa. Vai, vai, vai. – Eu sorri e pegamos o elevador.

– O que ela mandou? – Perguntei. Annie riu.

– “Marmota, sai do colo do seu namorado e arraste essa bunda loira até o aeroporto!” – Eu ri e liguei o alarme do carro.

– Quanta delicadeza.

– Thalia sempre delicada como um mamute.

...

– Não reparem na bagunça... – Abri a porta e minha boca foi ao chão.

Estava tudo brilhando e arrumadinho. Parecia até que a Sra. O’Leary estava mais limpa.

– Que bagunça? – Atena disse. Leary latiu e veio saltitante se embolar nas pernas dela. Ela riu. – Mas veja que coisinha mais fofinha. – Ela pegou a cadelinha no colo e ela se aconchegou nos braços da minha sogra.

– Olá. – A Barbie apareceu não sei de onde e do nada todos vieram atrás. Eles cumprimentaram as visitas enquanto eu e Annie íamos pra cozinha.

– Como eles fizeram isso?? – Ela sussurrou pra mim enquanto olhava tudo limpo e no lugar. Dei de ombros tão assombrado quanto ela e abri as pizzas.

– Não faço ideia. – Dei uma olhada na mesa de jantar espremida que estava toda montada, tudo bem que não dava pra comer todo mundo ali, mas pra servir dava. – Vou lá da uma olhada no quarto e deixar as malas deles. – Ela acenou e eu fui lá ver.

Toda a tralha que estava jogada naquele quartinho foi tirada. Parece até que limparam as janelas!

Procurei pelo cantinho da sujeira da Leary mas não achei, fui achar no meu banheiro.

Voltei pra sala e eles já estavam todos sentados, uns no sofá, outros na poltrona. Alguns nas cadeiras e Malcom e 78 no chão brincando com a Leary. Todos tomando vinho enquanto Annie ia servindo as pizzas.

– Eita mas que sogra bonita que você tem em? – Malcom disse assim que me notou na sala. Eu sorri e fui até Atena lhe dando um beijo na testa.

– Você viu? É uma gata. – Ela riu e acariciou meu rosto.

– Bondade de vocês. Espero não estar atrapalhando... – Revirei os olhos.

– Mas é claro que não, você é uma das únicas sogras ainda suportáveis nesse mundo. – Eles riram. – Você também cunhadinha. – Desmanchei os cabelos da Thalia e ela me fulminou.

– Espera. – 78 colocou a taça no chão e olhou de Thalia pra Annie. – Vocês são irmãs??? – Ela caiu na risada.

– Não... – Annie que já tinha servido a todos com as pizzas me abraçou de lado e me entregou sua taça.

– Como não?! É sim minha irmã. – Ela deu a mão pra Thalia e sorriu pra ela. – Pode não ser de sangue, mas é de alma. – Ela sempre se emociona quando fala isso.

– Awwn que lindas. – Annie revirou os olhos e tomou um gole do vinho.

– Fala sério Barbie, você acha fofo até quando Leary sai mijando pela casa toda! – Eles riram e a Barbie fez um bico.

– É que é fofinho o jeito que ela se abaixa pra fazer xixi. – Gente, é muito louca.

– Quanto tempo vão ficar? – Leo perguntou.

– Voltamos no domingo. – Nico disse colocando o braço em volta da Thalia.

– Pouco tempo. Mas amanhã tem uma balada top pra gente ir. – Malcom disse.

– Ah vocês podem ir, eu fico em casa.

– De jeito maneira! Você vai, tá novona e gostosa, ainda vamos arrumar um boy magia pra você amanha. – A Barbie disse já toda animada. Nós rimos e Atena negou com a cabeça.

– Ei cara, tem lugar pra gente dormir aqui de boa? Porque a gente pode ir pra um hotel.

– Que isso, tem um colchão de casal de ar pra colocar aqui na sala e uma cama de solteiro no quarto de hospedes. Podem ficar aqui tranquilamente.

Aquele final de semana foi interessante

...

Ψ Um show Ψ

– Eu não acredito que a gente tá aqui. – Eu ri e a abracei por trás.

Annie não tinha parado de chorar um minuto sequer desde o dia que eu cheguei com esses ingressos em casa. E hoje aqui no show do cara eu estava com medo dela desidratar.

– Calma, para de chorar por favor. – Enxuguei suas lágrimas mas outras começaram a escorrer.

– Eu já disse que você é o melhor namorado do mundo? Porque você é!

Olha eu tenho que concordar.

Fretamos o jatinho do meu pai ontem de tarde. Ficamos em um hotel comigo tentando fazer essa criatura dormir. Sem sucesso.

Estávamos ali desde as 11:00 da manha.

Sendo que o show era as 23:30.

Cara, eu sou um vencedor.

– Então, agora vai aceitar se casar comigo? – Ela riu e me encarou.

– Você já sabe a resposta cabeça de algas. – Pelo menos fiz ela parar de chorar por um momento.

Como tínhamos chegado bem cedo (não o suficiente porque já tinha gente na fila) Estávamos na beirada do palco mesmo. Mas parece que os americanos são muito lerdos, porque quando abriram os portões Annie começou a correr tanto que eu só a alcancei por um milagre.

– Um dia você acaba aceitando. – Eu disse Ela sorriu e me beijou.

– Quem sabe. – E eu sorri.

O palco se iluminou e gritos foram ouvidos de toda parte. O momento de pausa no choro se foi e ela chorou como nunca. Chorou tanto que seu corpo ficou mole e ela teve que se apoiar em mim.

Os primeiro toques de Why Georgia foram ouvidos e ela só faltou desfalecer.

– Ei por favor não vai morrer né? – Ela parou de chorar pra cantar a musica em plenos pulmões.

– Só se eu fosse louca de morrer e não aproveitar a vista dessa delicia na minha frente. – Já não curti. – John!!!!!!!! – Ela gritou em plenos pulmões e assoviou.

Pra nossa sorte o povo americano não era tão animado, então a única louca esgoelada ali era ela, o que chamou a atenção dele.

Ele acenou pra Annie e ela voltou a chorar. Ele riu quando ela tentou tirar um foto mas tremia tanto que não dava pra se enxergar nada.

Hold on, hold on – Ele disse entre uma música e outra. Se debruçou no palco e estendeu a mão para pegar o celular dela. – Can I? – Annie lhe deu o celular ainda tremendo e cravou as unhas no meu braço (isso dói pra porra). Ele programou o celular pra tirar a foto enquanto ela enxugava insistentemente as lágrimas e arrumava o cabelo pra sair bem na foto. O sorriso quase rasgava a sua cara.

Ele colocou a cabeça na frente da câmera e bateu a foto. Mostrou pra Annie pra ve se estava boa e ela não falava nada coerente. Eu ri.

– Where are you from? (De onde vocês são?) – Ele perguntou. Annie ficou ali parada encarando o cara enquanto ele esperava uma resposta. Revirei os olhos.

Brazil. – Ele soltou um “ooh” como se entendesse agora o porque dela estar esgoelando tanto.

– So, what you want to hear? (Então, o que vocês querem ouvir?) – Ela gaguejou e falou vários nomes das músicas dele, mas não escolheu uma. Eu escolhi por ela.

Your body is a wonderland.– Eu disse e apoiei minha cabeça no ombro dela. Ele sorriu e piscou pra gente.

Ok guys I have a special request of a couple from Brazil! (Ok gente. Eu tenho um pedido especial de um casal do Brasil!) – Ele disse e começou a tocar o solo da música. Annie sorriu e relaxou em meus braços.

– E então, está mais calma? – Sussurrei no seu ouvido. Ela sorriu e me encarou. Os olhos cinzas estavam vermelhos de tanto chorar, e me beijou.

– Obrigada. Estou quase aceitando me casar com você. – Eu sorri e sussurrei a música no seu ouvido, assim como tinha feito há anos atrás.

...

FLASHBACK OFF

E aqui estamos nós. 9 anos depois.

Desviei meus olhos dela por um instante fitando as duas preciosidades que vinham à frente.

Marie e Olivia. 5 e 3 anos. Só os deuses sabem o quão difícil foi pra convencer Marie a colocar um vestido, era teimosa igual a mãe. Mas quando viu sua madrinha Thalia também de vestido isso foi o suficiente para convencê-la a usar um também. Contanto que fosse igual o da mãe.

Olivia era o meu doce. Toda a doçura de Annie foi passada pra ela e seus olhos cinza eram um trunfo contra mim, eu fazia tudo o que ela queria e Annie queria me matar por isso.

Algumas pessoas dizem que Annie apenas as gerou por não serem nada parecidas.

Eu discordo totalmente...

FLASHBACK ON

Ψ Urgente Ψ

Eu estava no meio da minha aula insuportável de Inicialização à pesquisa. Quase implorando pra que desse um ataque de diarreia na minha professora enormemente gorda e ela cancelasse essa aula.

Mas um milagre aconteceu.

Uma mensagem de texto aconteceu na verdade.

“Por favor Percy me encontra no banheiro feminino do pavilhão da Geografia”

Fiquei olhando pro celular um instante pensando no porque Annie ter me mandado aquilo agora se ambos estávamos em aula.

“Para de pensar no porque te mandei isso e vem logo, com urgência!”

Levantei da carteira muito rápido fazendo um barulho extremo na sala. A professora me olhou com aquela cara enorme e um olhar desaprovador. Leo me cutucou perguntando claramente o que estava acontecendo. Pedi pra deixar pra lá.

– Amm me desculpe professora, eu tenho que ir ao banheiro rapidinho ok? – Não esperei pela confirmação e sai da sala correndo.

Ela disse que era urgente, minha mente já imaginando todo tipo de coisa ruim que poderia estar acontecendo com ela.

Quando cheguei a frente do banheiro não tinha ninguém ali. Olhei pros dois lados e coloquei a cabeça pra dentro do banheiro feminino. Uma mão me puxou pela jaqueta de moletom e outra tampou minha boca. Arregalei os olhos e olhei pra louca da minha namorada. Seus olhos me mandaram calar a boca. E eu fiz isso. Quando ela viu que eu não iria falar tirou a mão dos meus lábios.

Ela olhou pra um das cabines e eu segui seu olhar vendo o pé de uma garota. Ela me mandou ficar quieto mais uma vez e me puxou pra uma das cabines vazias.

O banheiro não era tão grande como os da maioria daquela universidade, tinha apenas 4 cabines e uma pia com 2 torneiras. E além de nós dois tinha mais uma garota na cabine do lado.

Annie fechou a porta atrás da gente e colou as costas nela respirando profundamente. A avaliei.

Seus cabelos estavam bagunçados, como se ela estivesse remexendo neles por um tempo. Seu lábio inferior estava inchado e vermelho, provavelmente por ter mordido ele. Seus olhos estavam escuros e sua respiração acelerada.

– O qu...? – Perguntei mas ela voltou a tampar minha boca. Seu rosto bem próximo ao meu. Ouvimos a descarga do lado e ela tirou a mão da minha boca enquanto ouvíamos a menina do lado fazer num sei o que na cabine. Annie levou o dedo aos lábios pedindo silencio. Acenei e ela sorriu.

Ela me avaliou bem mordendo os lábios já vermelhos e levou as mãos até a minha jaqueta tirando ela de mim. Eu abri a boca pra falar mas ela voltou a me calar. Bufei. Ela ergueu a minha camiseta e eu arregalei os olhos. Ouvimos a porta do banheiro abrir e fechar com um estrondo. Ela riu e destampou minha boca puxando minha camiseta pra passar sobre a minha cabeça, mas eu não deixei. Segurei seus pulsos firmemente e colei seu corpo na porta.

– Que merda está acontecendo Annabeth? Você disse que era urgente! O que ouve? – Passei os olhos por todo seu rosto e pelo seu corpo a procura de ferimentos, mas a única coisa que eu encontrei foi mamilos completamente acesos. – Ela riu com gosto e se soltou do meu aperto.

– Eu estou entrando em combustão Percy. – Ela disse manhosa e colou seus lábios nos meus. Eu ainda a encarava confuso. – Eu tava na aula... – Ela puxou minha camiseta e eu deixei ela tirar. – E não sei o que aconteceu, mas eu senti um desconforto muito grande... – Ela me beijou de novo mordendo meus lábios e enfiou a mão nas minhas calças. Apoiei as mãos na porta e respirei fundo. – Não, desejo. Um desejo descomunal Doutor Jackson. – Ela mordeu o lóbulo da minha orelha e eu tremi. – E eu só vi uma maneira de acabar com esse fogo. – Ela me encarou e lambeu meus lábios. Eu ainda estava meio em choque pela ideia de transar o banheiro da universidade então só fiquei parado encarando-a.

Ela bufou e puxou os botões da camisa que usava que se arrebentaram todos e eu vi seus seios pularem pra fora. Duros, grandes e excitados. Soltei um sibilo.

– Cade seu soutien? – Perguntei com a voz rouca e acariciei seu mamilo rosado.

– Como eu disse, eu tava bem acesa e você demorou. – Ela pegou minha mão e colocou debaixo da saia ai eu percebi que ela estava sem calcinha, e muito, muito molhada. Eu gemi.

– Você estava masturbando? – Enfiei um dedo nela e apertei seu maxilar. Ela mordeu a ponta da língua e apertou os seios. Acenou com aquela cara de safada e desabotoou minha calça jeans.

– Mas eu não consegui gozar. – Ela formou um bico nos lábios e eu a beijei enfiando mais um dedo. – Meus dedos não são tão grossos quanto o seu pau. – Ela sussurrou no meu ouvido e arranhou minhas costas. Eu gemi. – Mas acho que você pode me fazer gozar né Doutor? – Esfreguei seu clitóris e ela rebolou na minha mão, gemendo no meu ouvido.

Tirei meus dedos de dentro dela e ela me olhou com uma cara feia, eu ri e me ajoelhei. Ela voltou a sorrir e levantou a saia me dando uma visão maravilhosa.

Peguei sua perna e coloquei no meu ombro e lambi toda sua fenda molhada. Ela colocou a mão sobre os lábios pra evitar gemer muito alto eu ri e estralei um tapa na sua perna e chupei seu clitóris, ela fechou bem os olhos e socou a porta. Lambi meus dedos e voltei a penetra-la enquanto brincava com seu clitóris usando a língua.

Nesse momento alguém entra no banheiro.

– Perva? – Eu me segurei muito pra não dar risada e aumentei a velocidade das estocadas. Annie me olhou em desespero. – Tá tudo bem? Faz tempo que você saiu estranha da sala e não volta nunca. – Chupei com força seu clitóris e girei meus dedos dentro dela. Ela não pode conter um gemido. – Annabeth? – A voz da 78 estava preocupada e eu enxerguei seus sapatos perto da nossa cabine.

Apertei a bunda da Annie e belisquei seu clitóris, voltando com tudo o dedo dentro dela novamente. Ela se esqueceu de tampar a boca e gemeu gostoso pra mim. Dei uma ultima chupada e ela gozou na minha boca, com um gemido nada baixo.

Annie abriu um pouco a porta em que estávamos e colocamos a cabeça pra fora.

A cara da 78 era impagável.

– Hmm é eu to bem. E ficaria ainda melhor se você desse meia volta e voltasse pra sala de boca fechada porque nós ainda não acabamos. – Eu ri e acenei antes dela voltar a fechar a porta e me puxar pelos cabelos, me sentando na privada. Acariciei suas pernas e apertei sua bunda. – E você. – Eu não deixei ela falar e a beijei ao mesmo tempo em que ela se encaixava em mim.

Aquela foi uma tarde produtiva.

Mas foi dias depois que fomos descobrir o porque daquele fogo todo...

Ψ Um presente Ψ

Era 4 da manha do dia 18 de agosto, meu aniversário de 26 anos.

Estávamos comemorando desde ontem a noite. Tudo bem que eu só fui poder abrir meu presente a meia noite.

Annie estava deitada sobre mim no chão e eu corria meus dedos pela sua coluna vendo seus pelinhos se arrepiarem.

Seu rosto pálido ficava ainda mais incrível à luz da TV. E ao longe eu escutava as patinhas da Sra. O’Leary raspando na porta do quarto de hospedes.

Mas não era isso que estava me preocupando agora.

E sim o fato dela estar tão calada.

Ela desenhava alguns círculos sobre meu peito com o olhar longe.

Eu até liguei a TV no multishow porque ia passar o show do Ed Sheeran. E só os deuses sabem o quanto ela falou na minha cabeça sobre esse show. E agora lá estava ela, nem ai pro que se passava.

– Annie. – Levantei seu rosto com a ponta dos dedos encontrando seus olhos brilhantes por um momento. E do nada o desespero me tomou.

Lágrimas escorriam pelo seu lindo rosto em abundancia. Enxuguei-as com o polegar sentindo meu coração apertado ao ve-la chorar desse jeito.

– Ei, ei. Anjo o que foi? – Ela me olhou novamente e novas lágrimas vieram.

Mas dessa vez eu não me preocupei, ela sorria.

– Ah Percy! – Ela se agarrou a meu pescoço e chorou ainda mais. De onde ela tira tantas lágrimas? Afaguei suas costas sem saber muito o que fazer.

– Anjo... – Eu fui falar, mas ela levantou a cabeça e me beijou eufórica. Suas lágrimas caiam no meu rosto e eu voltei a enxuga-las. Ela pegou minha mão e colocou sobre a sua barriga.

– Feliz aniversário papai. – Ela sorriu brilhantemente.

E foi ali.

Que eu entendi.

O por que de ser chamado de cabeça de algas.

Porque eu demorei um pouco a entender o que aquelas 3 palavras significavam.

E quando finalmente entendi.

Leve mais um tempo para absorver a ideia.

Ainda bem que Annie é uma pessoa sensata, ela não perdeu a cabeça facilmente. Acariciava meus cabelos pacientemente enquanto eu viajava em pensamentos.

E quando finalmente me dei conta.

Estava chorando tanto quanto ela.

– Eu vou ser pai? – Perguntei, só pra ouvir se aquela frase soava maravilhosamente bem assim como na minha cabeça. Annie sorriu e acenou. – EU VOU SER PAI!!!!!!! – Gritei em plenos pulmões. Ela gargalhou e se juntou a mim.

– EU VOU SER MÃE !!!!!!! – Saimos rolando pelo chão da sala rindo, gargalhando, gritando e chorando.

Decidimos não contar pra ninguém até saber o sexo do bebe. Até lá fizemos algumas consultas escondidas no hospital, principalmente de Leo que resolveu se especializar nessa área. Todas as noites eram discussões maravilhosas sobre o sexo do bebe, porque eu queria mais que tudo uma menininha loira e de olhos cinzas e ela queria um garoto moreno e de olhos azuis. Eu até cheguei a comprar um vestido rosa pra causar ainda mais discórdia.

– SE FOR MENINA ELA NUNCA IRIA USAR UMA COISA TÃO DE BIXA QUE NEM ESSA! N-U-N-C-A.

Esse foi um grande problema na gravidez. Se Annie já era irritadiça e teimosa imagine essa criatura grávida.

Sem falar nas vezes que eu tive que acordar de madrugada atrás de milk shake e batata frita. Deuses.

Mas valeu a pena.

Descobrimos o sexo apenas no mês seguinte, e foi difícil de aguenta-la quando descobrimos ser uma menina. Ela não gostou de ter perdido a aposta, que era usar aquele vestido rosa pelo menos uma vez.

– Dá pra vocês esperarem o restante chegar? – Estava uma zona naquela sala mínima. Todos falando ao mesmo tempo deixando Annie muito estressada.

– O que tem dentro da caixa peixinho? – Malcom tentou relar mas eu bati na sua mão.

– Da pra... – Sorri ao ouvir a campainha. – Ai, pronto só mais alguns minutos.

Abri a porta e fui sufocado pelos braços da minha mãe.

– Oi bebê! – Ela disse o que fez todo mundo na sala rir, mas eu não me importei. Eu não estava me importado muito esses tempos, eu era pai porra!!! – Quem tá ai? – Dona Sally a impaciente entrou na sala e avistou a Annie que a apresentou pra cambada.

– E ai tampinha? – Baguncei seus cabelos e ele me empurrou. Tyson tinha 11 anos e estava naquela idade insuportável de ‘não me toque, já sou adulto’. O ignorei e tirei ele do chão com um abraço.

– Arg me solta tato. – Eu sorri e coloquei ele no chão de novo. Acho que a regra de não me toque não se aplicava a mulheres (a não ser que seja sua mãe), porque ele não se importou com Annie o sufocando de beijos.

– E ae velho? – Abracei meu velho homem e ele deu uns tapas na minhas costas.

– E ae jovem? É bom ter um bom motivo pra nos trazer de tão longe. E eu também vou querer saber o que fez com o dinheiro que você nunca mexeu. – Eu sorri e acenti, dando espaço pra ele entrar.

– Fala popo! — Malcom deu um abraço no meu pai e eu revirei os olhos.

– Hey sogrinha linda! – Abracei Dona Atena que fica cada dia mais linda.

– Oi meu genro preferido! – Eu ri.

– Ei! Eu estou bem aqui! – Nico disse me dando um aperto de mãos.

– Você eu vejo todo o dia, até já enjoei da sua cara. – Nico fez uma careta, mas Atena o abraçou. – Estou brincando branquelo, você também é meu genro preferido. – Nico sorriu e a abraçou entrando em casa.

– E você cunhada, como anda? – Levantei a nanica do chão e ela me deu um murrinho no estomago.

– Com as pernas né. – Ela olhou pra dentro vendo todos reunidos e focalizou a Annie. Seus olhos a avaliaram bem e brilharam ao olhar pra mim novamente. – Ela está...! – Tampei sua boca e sorri assentindo. – O meu deus! – Ela me empurrou e entrou. Fechei a porta e observando todos tentando se encaixar em qualquer cantinho da sala. Tyson pegou Sra. O’Leary no colo e a cadelinha começou a lambe-lo. Parece que todos tinham esquecido do pacote azul sobre a mesinha de centro.

Annie ria prestes a chorar. Agarrei sua mão e assoviei.

Todos ficaram em silencio.

– Então, quem vai abrir o pacote? – Perguntei. Malcom levantou correndo e afoito rasgou a embalagem. Nós rimos.

– Afe pra todo esse suspense. Não tem nenhum bicho aqui dentro né? – Sorri e neguei com a cabeça. Ele finalmente conseguiu abrir a embalagem e dois sapatinhos pretos com fitas rosa pularam da caixa.

Ofegos tomaram conta da sala. Escorreguei minha mão pra barriga da Annie e ela finalmente deixou cair as lágrimas que segurou a tanto tempo.

– É uma menina. – Ela disse entre soluços.

Ai pronto, choradeira pra todo lado, berros, ofegos, parabenizações e até latidos.

– Hamm eu queria dizer outra coisa também. – Tirei uma caixinha de veludo do bolso e entreguei a Annie. Ela me olhou com uma cara assassina, mas eu apenas ri. – Que tal você abri primeiro ao invés de tirar conclusões precipitadas. – Ela abriu com violência e eu enfiei a mão no bolso esperando. Seus olhos se abriram confusos e ela tirou lá de dentro uma chave.

– O que..? – Ela me olhou questionadora. Eu sorri.

– Há um ano eu descobri uma finalidade pro dinheiro que meu pai depositava todo mês. Tudo bem que não usei quase nada que tinha lá mas foi o suficiente pro que eu queria.

– Continua. – Ela batia o pé no chão nervosamente.

– Então. Eu comprei essa casa grande espaçosa em um bairro legal e com piscina. – Seus olhos começaram a encher de água novamente. – E a vim mobilhando desde então. Não queria me mudar agora era um plano pro futuro. – Eu agachei na frente dela e beijei sua barriga. – E o futuro chegou, nossa pequena Marie. – Ela riu chorando e acariciou meus cabelos.

Dear Marie... – Eu sorri. E vimos um Flash!

– Isso vai ser monstro pro blog!! – Nós rimos.

Ψ Uma nova aposta Ψ

Nós fomos até Assis fazer uma visita pra minha sogra.

Quando digo nós, quero dizer Eu, Annie, Marie, Tyson, Poseidon e Sally. A caravana Jackson (Annie ainda será uma Jackson).

Ao longo desses anos nós convencemos ela a mudar de casa e ir pra um apartamento, já que morava apenas ela e Thalia e quase nico, que só faltava se mudar oficialmente pra perto da namorada. E por esse motivo mesmo, o de Thalia e Nico já estarem bastante tempo juntos e que em breve também vão juntar as tralhas e partir, que ela resolveu nos escutar e se mudou.

Com 10 meses Marie começou a andar deixando Annie louca correndo atrás da minha bonequinha branca de cabelos pretos e olhos azuis. E no mês seguinte ela disse mamãe, fazendo Annie derreter.

Agora então com 1 ano e 5 meses ela corria desesperada e gritando de felicidade atrás da Sra. O’Leary que fugia feliz.

– Marie vem cá com a dinda. – Thalia pegou ela no colo e ela gargalhou.

Inda. – Ela disse e abraçou minha cunhada. Ela sorriu cheirando o pescoço dela.

– Dinda tem um presente pra você. – Thalia levou ela pro quarto. Annie estava toda sorridente sentada no meu colo enquanto tomava um copo de suco de goiaba. O que é estranho já que ela não gosta muito desse suco. “Eu fiquei com vontade” ela disse. Eu não discuti.

Com o tempo a gente aprende.

Estava ali acariciando sua barriga lisa de novo, saudades da coisa redonda e linda que ela ficou grávida. Depois de dois meses da cesariana, feita por Leo, Annie entrou em uma academia. Desnecessário, mas ela insistiu então eu não falei nada.

Novamente, a gente vai aprendendo a não discordar delas.

Do nada ela se levanta e coloca o copo de suco na mesa. Olhei pra ela confuso e ela abriu um sorriso lindo.

– Acho que teremos que fazer mais um quartinho naquela casa. – Ela disse me olhando. Minha sogra se levantou com a mão na boca e foi abraça-la. Minha mãe também e elas deram pulinhos juntas. Olhei pro meu pai e ele deu de ombros, também não entendendo. Nico revirou os olhos e me deu um tapa na cabeça.

– Você vai ser pai de novo! – Ele me puxou pela mão e me deu um abraço. Encarei Annabeth pra ver se era mesmo verdade e quando vi a confirmação no seus olhos corri ao seu encontro.

– Teremos mais uma menininha pro time? – Lhe perguntei e ela me estapeou.

– Dessa vez não cabeça de algas. – A abracei firmemente cheirando seus cabelos.

FLASHBACK OFF

Como deu pra ver, eu ganhei a aposta novamente. E dessa vez uma garotinha de cabelos pretos e olhos cinzas fez a minha alegria e a de todo mundo.

Olivia quando me avistou no altar largou a flor no meio do caminho, enfiou o dedão na boca e veio correndo em minha direção, causando muito riso entre os convidados. Marie não ficou pra trás, catou o buquê da irmã e veio também. Elas pularam no meu colo e me abraçaram uma de cada lado. Beijei as sardas que as duas tinham sobre o nariz e Olivia sorriu tirando o dedo da boca e me dando uma bitoca. Malcom sorriu e trocou um soquinho com Marie.

– Não conseguiu se segurar né pirralha? – Ela bateu na cabeça dele fazendo até o padre rir.

– Fica quieto e olha a titia entrando vai.

...

POV Annie

Elas correram pros braços do pai fazendo todos presentes caírem na gargalhada.

Marie era tão parecida com ele que chegava a assustar. A única coisa que herdou de mim foram as malditas sardas. Fora isso mais nada.

Os cabelos negros e escorridos eram dele, os olhos azuis hipnotizantes também, até o nariz arrebitado! Era uma cópia perfeita só que feminina. E eu não reclamei nada disso.

Mas sua personalidade já era outra história.

Marie era tão teimosa quanto eu, e esperta também. Tinha uma paixão secreta por livros e desde que estava no meu ventre ela ouvia Dear Marie todos os dias. Percy não aguentava mais.

Ela não usava vestidos, e era geniosa que só ela. Pra poder colocar esse vestido hoje foi uma luta pra Barbie. Só quando ela viu que a Dinda estava de vestido também ela aceitou por.

Olivia não era tão diferente.

Tinha os mesmos cabelos negros, mas eles eram enrolados nas pontas e seus olhos eram cinza como os meus. Fazendo Percy suspirar de felicidade.

Eu me refiro a Olivia como “o pelo do saco do seu pai”. Nunca vi pra ser mais grude que ela. Era papai pra cá, papai pra lá e isso foi uma coisa que ela definitivamente puxou pra mim. O amor por Percy.

Pelo menos as duas tem uma coisa em comum comigo e isso foi o melhor presente que eu poderia pedir. Eram tão palmeirenses quanto eu. Marie então, era blusa do palmeiras, pijama do palmeiras, garrafinha do palmeiras e bolsa do palmeiras. Percy ficou puto por causa disso. Nem mesmo Olivia que era apaixonada pelo pai deu o braço a torcer, jogavam no meu time baby!

Andando até eles, descalça na areia da Praia da Matira com a brisa do mar pelos cabelos, lembrei do teste de gravidez que tinha feito a um mês antes. A única pessoa que sabe é Leo que fez meu ultrassom e descobriu ser um menino, e sorri tendo a certeza que dessa ganhava a aposta.

Parei ao lado de Percy no altar e ele sorriu colocando minhas pequenas no chão, não antes delas me darem um beijo no rosto e correrem para o primeiro banco. Enlacei meu braço no seu e nos viramos ao som da marcha nupcial tocada no estilo Reggae.

78 entrou com seu vestido verde e descalça. Pediu um arranjo no seu cabelo para que deixasse os dreads amostra e flores na cabeça. Parecia uma fada.

Ela não tinha buquê, entrou curtindo o Reggae e dançando pela areia. Foi a coisa mais linda e inacreditável que eu já vi na vida.

Nós, eu, a Barbie, Clarisse, a veia e Thalia (que viraram superamigas ao longo dos anos), as madrinhas, entramos com vestidos branco. Porque para o casamento da 78 as regras são como ela quer. Fim.

Malcom não conseguiu esperar no altar. Foi ao seu encontro e a trouxe no colo para perto do padre. Que encarava aquilo assustado. Eu sorri e me encostei em Percy sentindo uma tontura momentânea, mas só de sentir seu perfume eu fiquei melhor.

– Percy? – Sussurrei no seu ouvido. Ele me olhou. A veia atrás da gente pediu silencio porque era bem na hora de trocar as alianças.

– Diga. – Eu sorri e coloquei sua mão na minha barriga. Ele me olhou incrédulo. – Jura? – Eu acenei e mordi os lábios enquanto uma lágrima escorria do meu rosto.

– Nós gostamos mesmo de fazer filhos. – Eu disse, acho que meio alto porque 78 conseguiu ouvir.

– Como é? – Ela me perguntou, ela atolou rapidamente a aliança no dedo do Malcom e veio na minha direção. Eu sorri deixando outras lágrimas caírem. A câmera que antes estava focalizando os dois se virou pra gente.

– E É UM MENINO! – Eu gritei jogando as mãos pro céu. Percy gargalhou e se ajoelhou diante de todos beijando meu ventre.

– Será que agora eu consigo um loirinho? – Ele me olhou e eu acariciei seus cabelos, neste momento todos os olhos estavam voltados pra nós e tanto Marie quanto Olivia subiram correndo no altar pra ver o que estava acontecendo. – Quem sabe esse não será o meu gremista?

...

Notas finais
s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2s2 Obrigada a todos que acompanharam a fic Vcs ficarão sempre guardados no meu coração. É isso gente, espero nao ter decepcionado ninguem com esse final. OBRIGADA MINHAS GREMISTEIRAS LINDAS #BEIJOS DA GABI NO SEU s2 =* ......................................................................................... EPILOGO MEU GREMISTA http://fanfiction.com.br/historia/436299/O_epilogo_-_meu_gremista/ amo vcs!!!!!!!!!! link do vestido das meninas: http://www.papo10.org/wp-content/uploads/2012/12/Vestido-de-festa-branco-com-fenda.jpg
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!