Meu Gremista
40 Capítulo 40
Notas iniciais
Na semana seguinte eu voltei pra aula, sobre muitos protestos do meu namorado, dos putos dos meus amigos e até da minha mãe. Mas eu voltei!
Eu queria voltar para o estágio também, mas eu fiz um teste e realmente só vou poder depois que tirar a merda do gesso. Percy disse que tiro ele daqui uma semana ou alguma coisa do tipo, ai vou voltar à vida normal.
Com uma única diferença.
Percy não quer me deixar voltar pro flat. E sinceramente, não sei se quero voltar.
Aiin Annie, tá muito cedo pra isso blah blah blah, você vai enjoar dele desse jeito blah blah blah.
Acontece que a vida é minha e eu que decido.
Brincadeira, nem sou tão grossa assim.
Tá, posso até ser.
O que realmente importa é... Eu quero ficar aqui.
É tão bom acordar todo dia ao seu lado, dividir as coisas, fazer minha bagunça se misturar junto com a dele. E eu nunca estive tão certa disso.
Se eu me preocupo?
Definitivamente.
Mas estou mergulhando de cabeça nisso. Vai ser uma experiência nova, e se eu não fizesse me arrependeria por não ter feito. Prefiro me arrepender de ter feito a não ter nem tentado.
Nossa, me sentindo a Clarice Lispector aqui em.
Bom, tem outro motivo também.
Minha mãe tem que gastar muito mantendo um flat aqui, e com o Percy vou poder dividir as despesas o que não vai pesar tanto quanto pesava.
E como vou voltar pro estágio daqui alguns tempos, já vou começar a ganhar... Não é muito, mas ainda sim é dinheiro.
...
– Percy, você sabe que não precisa me acompanhar até a porta da sala né?
– Não é sacrifício nenhum. – Ele disse, abraçado a minha cintura e carregando a minha bolsa. Bufei.
– Eu me sinto uma inválida.
– E se eu não estiver te acompanhando porque você acabou de passar por uma delicada cirurgia, mas sim porque sou um ótimo namorado?
– 1º: você nunca me deixava na porta da sala antes desse acidente estupido e 2º: Você já é um perfeito namorado sem me levar até a porta da sala.
Ele sorriu e ficamos abraçados esperando o povo todo chegar. Percy acariciava meus cabelos e vez ou outra acariciava meus ombros, quer dizer, as sardas.
– Você vai passar lá no flat hoje pra pegar suas coisas?
– Não é pra isso que viemos de carro?
– Só confirmando, pra vê se você não mudou de ideia. – O encarei.
– Por que eu mudaria? – Ele deu de ombros.
– Sei lá, vai ver você cai na real e percebe que é demais pra mim. – Olhei pra ele perplexa.
– Você é complexado não é possível! – Peguei seu queixo firmemente e beijei seus lábios. – Eu amo você, eu nunca fui tão feliz em toda minha vida e isso por sua causa! Só você me faz assim, só você causa arrepios até a minha alma. – Olhei pra ele, cautelosa. – Ou será que você que não me quer mais lá?
– Não seja besta. – Ele me beijou profundamente, me deixando meio tonta, ele apertou firmemente minha cintura e olhou nos meus olhos. – Agora que eu te achei, nunca mais vou te deixar. – O abracei firmemente.
– Estamos parecendo dois idiotas sabia?
– É isso o que a insegurança faz com a gente.
– Você não precisa ficar inseguro ok?
– Muito menos você. – Ele me deu vários selinhos me fazendo sorrir. – Amo você.
– Aiaiaiaiaiai acho que o titulo de casal diabete será passado pra vocês. – Clarisse é muito chata mesmo puta que pariu.
...
– E na quinta? O que vamos fazer?
– Eu queria sair, sei lá todo mundo. Não quero nenhuma festa nem nada disso só vamos sair.
– Afe 78, você é muito chata pelamor, vamos fazer uma festinha. – Ela fez uma careta.
– Não Barbie, não to afim. Vamos sair, jantar, depois compramos um bolo cantamos parabéns e eu comemoro no ap do Malcom. – Ela sorriu safada.
– Concordo plenamente. Que tal a gente comer um japa?
– Ahhh não, você sabe que eu odeio comida japonesa. – Quem diria que essa frase um dia sairia da boca da veinha crakuda?
– Minha filha, a gente vai ao shopping, ai você e qualquer outra pessoa que não goste, come outra coisa e a gente come japa.
– Ah, mais ai fica todo mundo desunido, porque a gente não come, sei lá, em uma churrascaria?
– A aniversariante escolhe.
Todos encararam a 78.
– JAPAAA!! – Fizemos um High-Five, enquanto eu gritava um delicioso “chupa” pra veinha.
– Como você é criança. Nem parece que tem 19 anos essa criatura. – Dei de ombros.
– Você é muito mais velha que eu, e faria a mesma coisa.
– Noooossa quem vê pensa! Só tenho 21 minha filha, não é culpa minha que você cheira leite.
– Faloooou a múmia! Fala de mim, mas quem está sendo criança agora? – Ela me ignorou e voltou a chupar o sorvete de coraçãozinho dela, depois eu que sou criança.
Estava tudo certo, na quinta-feira iriámos, depois da aula... Merda.
– Não vai dar.
– Por quê?
– Percy tem que ir pro hospital. – Murchei na hora.
– Será que ele não consegue uma folguinha?
– Vou ter que ver com ele.
Depois desse pequeno intervalo, voltamos pra aula e eu me virei em mil pra acompanhar a matéria.
...
Depois da aula passei no flat e amontoei o carro de Percy com mil coisas, 78, Clarisse, Drew e a Veinha vieram me ajudar no transporte.
– Pra que tanto livro? – Perguntou a Drew.
– Eu gosto de ler.
– Nerd. – 78 disse.
– Nerd seria se eu lesse livro sobre a matéria, mas eu leio por hobbie.
– Você é muito chata. Eu leio obrigada e olhe lá! – Clarisse disse.
– Muito eu mesmo que sou chata.
– A cala a boca ai vai, e ve se pega as coisas mais leves.
Depois de varias viagens (nem tantas assim, não tinha muita coisa) até o carro, esvaziamos o flat.
– Até que você não tem muita coisa, mas suas roupas é que me intrigam... são todas de marca, boas bonitas e você não é cheia da grana. – Drew disse.
– É que eu tenho uma tia que é estilista, e a filha dela é modelo então ela descarta roupa né. Usa no máximo duas vezes e manda tudo pra mim.
– Que sorte. – Veinha falou.
– Pelo menos nisso né?
...
– Será que você consegue?
– Não sei, tenho que ver com o Martin. Talvez se eu cobrir o turno do Pólux no sábado.
– Mais um sábado trabalhando?
– Poisé.
– Puxado em?
Ele suspirou e enfiou a cabeça entre meus cabelos e acariciou minha barriga por baixo da blusa.
Era 23:00 mais ou menos, ele tinha chegado a pouco tempo e deitamos na cama pra assistir o jogo que estava passando, aproveitando que no dia seguinte ele não teria aula de manha.
– Nem me fale, mas pelo menos no sábado é só até a hora do almoço. – Ele continuou a acariciar a minha barriga, e eu estava sentindo ele se animar atrás de mim. Mordi os lábios. Levantei da cama e ele soltou um muxoxo.
– O que? – Perguntei.
– Nada. – Dei de ombros e virei de costas, tirei a camiseta dele ficando só de calcinha.
– É uma pena. – Virei pra ele de novo. – Porque eu pensei que você queria aproveitar mais a noite. – Ranquei minha calcinha e joguei pra ele, que catou e cheirou. – Mas parece que você não quer nada.
Percy levantou da cama e me puxou pela cintura, colando bruscamente seu corpo no meu. Roçou sua ereção em mim, agarrando meus cabelos fazendo minha cabeça pender pra trás. Ele mordeu meus lábios e puxou me fazendo gemer em seus lábios.
– Parece que eu não quero nada? – Ele lambeu meu pescoço e eu arranhei sua nuca.
– Palavras suas não minhas. – Abaixei sua boxer e agarrei sua bunda linda.
Ele me pegou no colo e me jogou na cama, veio pra cima de mim como um leão cercando a presa. E eu adorei.
– Já disse que adoro essa sua cara? – Ele pegou meu queixo, plantando um beijo nos meus lábios.
Percy acariciou minhas pernas e beijou a parte interna das minhas coxas. Eu já tremia em expectativa.
Ele passou o dedo na minha fenda, mostrando pra mim o quanto eu estava molhada, ele chupou o dedo e se enfiou entre as minhas pernas. Chupou meu clitóris com força, apertei meu seio esquerdo e o encarei enquanto ele me enlouquecia com a sua língua.
Percy penetrou dois dedos em mim de uma vez, fazendo com que meus olhos se revirassem e um gemido rouco escapar dos meus lábios, ele sorriu tipicamente orgulhoso.
Rebolei na sua boca, perto do ápice e desta vez, ele me deixou chegar lá, me limpando inteirinha com a boca.
Passei a língua nos lábios, os umedecendo. Percy subiu em cima de mim e sem me deixar esperar, me penetrou firmemente. Arqueei as costas e agarrei os lençóis.
Lambi seu pescoço e arranhei suas costas, eu adoro fazer isso. Ele grunhiu e aumentou a velocidade e a força, fazendo seu quadril se chocar com o meu com força. Eu não tinha força pra mais muita coisa a não ser gemer. Meu corpo inteiro tremia, colado junto com o dele, e perto novamente do clímax levei minha mão até meu clitóris e Percy chupou meu seio. Rebolei em baixo dele e explodi em um orgasmo maravilhoso, logo depois ele também veio.
Percy ficou jogado em cima de mim por um tempo, até que escutei sua respiração se regularizar e ele simplesmente dormiu ali, com a cabeça no vão do meu pescoço, a mão no meu seio e a outra envolta da minha cintura. Nossas pernas estavam entrelaçadas e a única coisa que eu consegui apensar naquele momento era que eu nunca mais queria sair dali.
...
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