Meu Ex E Atual Vizinho
13 O que tem a Po?
Notas iniciais
Boa leitura!!!
Anteriormente...
-Então vou indo lá- disse o Vitor e virou-se para mim- É uma pena que não seja mais caidinha por mim- falou ele e sumiu.
-Oi oficialmente- falei rindo, mais não fui acompanhado pelo Fred que agora parecia ter uma carranca na cara.
-Oi- ele falou de forma seca, virou-se e entrou na Comunidade, me deixando ali sozinha.
O que será que aconteceu para ele ficar assim? Garoto bipolar que muda de humor da água pro vinho.
Depois de refletir um pouco, resolvi entrar e ir atrás da Pilar, a dona do salão da Comunidade, encontrei ela conversando com algumas pessoas. Fiquei esperando ela se desocupar para poder falar comigo.
-Que bom que você chegou querida, estamos em um verdadeiro caos aqui- olhando em volta eu percebi, várias pessoas tinham se solidarizado para ajudar a deixar tudo pronto pra festa-Comece organizando as mesas- e olhou para o lado-Frederico venha ajudar que a Anna não tem força para carregar sozinha essas mesas- olhei e lá vinha ele na nossa direção- Bom vou deixar vocês resolvendo isso, que ainda tenho que ir conferir o estoque de bebidas- falando isso ela nos deixou ali.
-Pra começar onde estão as mesas?- perguntou ele.
-Vem comigo que eu sei- falei e ele me seguiu.
-Pega desse lado, que eu pego aqui do outro que é mais pesado- falou ele.
-Nossa que cavalheiro!- falei debochada, e ele abriu um sorriso dissimulado.
Olhando ao redor, já fiquei cansada. Eram muitas mesas, cadeiras e essa semana seria muito longa. Carregamos a mesa até o local que ela deveria ficar, colocamos ela no chão de qualquer jeito. Nisso a Pilar apareceu e nos chamou.
-Ei vocês, tem que colocar a mesa no lugar- falou.
-É só arrumar depois que carregar todas- disse o Fred.
-Não, não, prefiro que já arrumem agora- falou.
-Tá bem- falei e olhei para ele- Onde devemos coloca-la?
-Coloquem mais para a frente, ela está muito para trás- falou Pilar. Carregamos a mesa para onde ela tinha “pedido”.
-Acho que um pouquinho mais para a direita- falou. Carregamos.
-Mais para a direita- falou- Não, acho que à esquerda fica melhor-nisso carregávamos a bendita mesa de um lado para o outro- Pensando bem, eu acho que à direita fica melhor, agora um pouquinho para a frente, isso...mais para a frente...agora passou- nisso eu ouvi o Fred bufar, e não era pra menos, que mulher chata- Isso exatamente aí, ficou perfeito, vai ficar perfeito, não vejo a hora dessa festa chegar- falou e saiu andando.
-E eu desse dia terminar!- falou o Fred- Ô mulherzinha bem chata- e fez uma careta, que tive que rir.
-Porque veio então?- perguntei.
-Meu pai tinha prometido que vinha, mais teve um compromisso, e me mandou no lugar.
-Hum- falei.
-O que quer dizer com hum?- perguntou.
-Apenas acho que se veio até aqui sem vontade, nem devia ter vindo- falei- Ou você não sabe que essa festa é beneficente vai ser para arrecadar dinheiro para fazer uma festa de natal e dar os presentes para as crianças que não tem, além de roupas e alimentos-falei.
-Não sabia, eu...- falou ele.
-Pois é, então se está afim de ajudar, apenas ajude, se não nem precisa ficar, eu arrumo as coisas aqui sozinha- falei.
-Eu não sabia, não precisa ser grossa comigo também!- falou ele.
-Faça o que quiser- falei e saí para pegar as outras mesas. Olhei disfarçadamente para trás e vi ele me seguindo, sorri sem que ele visse, eu sei que fui grossa com ele, mais acho que surtiu efeito, fez ele pensar.
Passamos a tarde toda carregando o restante das mesas, mais não trocamos uma palavra se quer. Quando terminamos, a Pilar reuniu todos nós do lado de fora.
-Bem gente, gostaria de agradecer a todos que vieram aqui ajudar, foi muito bom mesmo, então nos encontramos novamente na quarta, era isso, obrigada- falou ela.
Como tudo já havia terminado, e estava escuro na rua já, me afastei do grupo e peguei o celular, já ia ligar para a minha mãe me buscar, quando escuto alguém falar meu nome.
-Anna, precisa de uma carona?- adivinhem só quem era, pois é, o Vitor.
-Eu...é...- nisso senti um braço por cima do meu ombro, não precisei nem olhar, já sabia quem era.
-Não precisa- respondeu ele por mim-Que isso cara, tu vai sair daqui da cidade para levar ela, contando que eu moro do lado da casa dela- virou para mim- Deixa que eu te levo, pode ser?- ele perguntou.
-Obrigado pela oferta Vitor, mais acho que o Fred tem razão, não precisa, você vai ter que sair daqui, e eu moro do lado dele, então...valeu mesmo- falei.
-Vamos?- perguntou o Fred.
-Claro- falei e virei para o Vitor- Tchau.
-Tchau- ele falou, mais não parecia feliz, na verdade ele lançava um olhar quase mortal pra cima do Fred, vai entender?
Fomos em direção da caminhonete do Fred, olhei para ele, que estava com a cara séria.
-Que foi?-perguntei.
-Se eu não chegasse a tempo você ia mesmo pegar uma carona com o Vitor?- perguntou. Eu pensei um pouco, pra falar a verdade, eu não ia pegar a carona.
-Não- falei. Ele olhou bem nos meus olhos.
-Não?
-Claro que não, eu podia ter uma paixonite platônica por ele no passado, mais mesmo assim, eu não conheço ele direito, não sou nenhuma irresponsável tá?- falei, e percebi um sorriso se formar em seu rosto, e lá estava o “maldito” sorriso de lado, que é completamente lindo, tá parei.
Subimos na caminhonete, e além do rádio estar ligado, o silêncio entre nós permaneceu. Resolvi mexer com ele.
-Como está desbotada a sua caminhonete, porque não pinta?- falei, já conhecenso sua paixão por carros, provavelmente ele ficaria furioso.
-O que tem a Po?- falou.
-Po? Ãh?- não entendi nada.
-A caminhonete ué!
-Você colocou o nome da sua caminhonete de Po?-perguntei.
-Sim, algo contra?-falou ele.
-Não, mais da onde tirou isso?
-Até parece que não assistia Teletubbies!-falou- eu olhei não acreditando no que tinha ouvido- Lembra do bonequinho vermelho?-concordei-Pois é o Po- falou e eu caí na risada.
-Não acredito, só você mesmo- falei e ele me olhou com um sorriso escondido no rosto- Tá mais e porque não pinta, está feia a pintura!
-Sabe que já andei até pensando em comprar, acho que vou aproveitar segunda pra olhar os preços das tintas, e um lugar que pintem pra mim- falou.
-Porque não pinta você mesmo?
-Porque sozinho é ruim para desmontar as peças- falou olhando para mim- Mais pensando bem, porque você não me ajuda, já que está rindo e debochando da minha querida Po- falou, e eu caí novamente na risada.
-Tá bem, eu te ajudo, não entendo nada de carro, mais te ajudo, isso só porque você mesmo não estando afim de estar lá hoje, me ajudou muito de boca fechada sem reclamar- falei.
-Então tá, depois que a gente treinar segunda, começamos a pintura- parou na frente da minha casa — Feito?- estendeu a mão para mim. Segurei sua mão selando o acordo.
-Feito!
Notas finais
Até mais*-*
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