Meu Eu, Meu Tudo, Meu Amor...
1 Te amo...
Notas iniciais
PAMELA!!
Estava com essa fic rondando meus pensamentos, quando resolvi fazer uma sinopse inventada e ela achou tudo um máximo, mas ai fiquei com medo de postar e ninguém gostar por ser uma fic sofrida...
Queria dedicar tbm a minha outra nega, a Paula!!
Ela que me incentivou a postar e me assegurou de que ninguém irá me jogar pedras quando lerem essa fic.. rsrs'
Tenho, quase, certeza de que mais da metade de vocês irão abandonar a fic assim que começarem a ler, mas vamos lá!
Prestem atenção pra ninguém ficar boiando! As partes em itálico são pensamentos.. As em negrito são as pessoas que estão pensando, ok? Espero não deixa-los(las) confusos(as) ... ;)))
Boa leituraaa! :)))
Pepper
Porque a vida é tão injusta?
Em um momento está feliz, no entanto tem sempre algo que nos faz chorar ou vice-versa. Meu momento agora não era dos bons. Segurava a carta branca com as bordas pintadas de preto e amarelo como se aquilo tudo fosse o mais profundo e sombrio pesadelo. E era.
Não precisava abrir aquele envelope para saber o resultado que tanto temia. Lágrimas, como evita-las uma hora dessas?
Minhas mãos tremiam e mesmo isso me assustando eu não consigo parar de chorar. É como se estivesse em uma corda bamba em que qualquer movimento brusco ou um mero respirar mais profundo fizesse com que meu equilíbrio se dissipasse e fosse de encontro à morte certa, mas não tinha como fugir, era o meu destino e isso é irreversível.
Tony me abraçava o mais forte que podia na tentativa de arrancar nem que seja um pouco do meu sofrimento para fora do meu coração, mas era impossível!
_Pep, você não precisa chorar, nem abriu o enve...
_E precisa? – o cortei.
_Mas e se o resultado for o contrario do que imaginamos? – disse esperançoso. Essa é uma das coisas que eu mais gosto nele.
_Eu estou com câncer, será que é tão impossível de se acreditar? Eu vou morrer não você!
_Eu queria estar no seu lugar, pode acreditar. – percebi um brilho em seu olhar, eram lágrimas teimando cair. – Eu não quero perder você, Pep. – ele me abraçou e dessa vez de uma forma mais desesperada.
_Eu não quero deixar você.
Deixamos o envelope de lado. Não havia necessidade de ler o que já sabíamos. Depois desse dia, ele passou a ficar mais tempo na oficina, talvez procurando um jeito de me mantiver vida. Quem sabe uma “cura”?
Porém, o que mais me deixava triste era ele se distanciar de mim, mesmo que para tentar me ajudar. Eu estava morrendo aos poucos, sentia isso. Meu cabelo já dava indícios de queda. Quantas vezes eu me perdi contando os fios de cabelo que caíam sobre o travesseiro?
O via ficar diferente também. Sua expressão jovial estava morrendo, passava horas sem se alimentar direito dentro daquela maldita oficina.
Quantas vezes já não pensei em me matar e acabar com essa angustia logo de uma vez?
“Estava tudo quieto, até demais. Depois que saiu da oficina, decidiu ir à procura dela para ver como estava, até ordenou que J.A.R.V.I.S. a monitorasse e que o avisasse de algo se caso fosse o ocorrido. Não a viu na sala, nem na cozinha, então só podia estar no quarto.
Em passos largos, todavia lentos, subia pulando a cada três degraus. Uma voz de choro se apossava do cômodo logo mais a frente, era Pepper que se debulhava em lágrimas.
_Pepper? – seus olhos se arregalaram quando a viu com uma arma apontada para a própria cabeça. Mas onde raios ela achou aquilo? – Não faça isso! – falava atônito tentando faze-la mudar de ideia e tirar aquela coisa da cabeça e acabar com aquela cena que estava o aterrorizando por dentro.
_Pra que ficar se martirizando? Eu vou morrer de qualquer jeito você queira ou não. – gritava nervosa, pois não sabia o que fazer tampouco usar aquela arma que teimava em apontar para si.
_Eu estou arranjando um jeito de te ajudar, meu amor.
_Você é surdo? NÃO TEM CURA! Eu não tenho jeito, eu sou uma pedra no seu caminho. Só estou atrapalhando você. Estou atrasando sua vida. – fechou os olhos e as lágrimas ainda queimavam enquanto desciam agora cada vez mais forte e sem controle.
_E você não entende? Eu estou sofrendo com isso também e você com essa arma na cabeça não esta ajudando em nada. Ver-te se matar só vai me fazer ficar pior por dentro do que eu já estou. – ela pareceu se distrair e chorando começou a pensar em tudo que ouviu e ele aproveitando a distração, tirou a arma das mãos dela e a abraçou o mais forte que podia.
_Vai ficar tudo bem, meu amor. Você não está sozinha, eu estou aqui com você...”.
...
_Meu cabelo está caindo. – dizia segurando uma mexa dos meus cabelos já sem muita vida.
_Que tal fazermos uma viagem?
_Que tal você não fugir do assunto?
_Que tal você parar de se martirizar?
_Que tal a gente parar de ficar perguntando “Que tal”?
_Boa ideia. – sorriu. – Sabe, estava querendo passar um tempo só com você então estava pensando em uma viagem, só eu e você o que acha?
_Mas e a empresa, Tony?
_Eu dou um jeito nisso, não existe só você para ajeitar as coisas no mundo, Pepper, você queira ou não.
_Mas e o seu lado super- herói?
_Existem outros heróis por ai, não tão bonitos e com um carisma invejável como o meu, mas eles até que fazem um bom trabalho.
_Modéstia é você? – sorrio depois de tanto tempo só de lágrimas.
_É sério, o que acha?
_Tudo bem... Mas para onde você o senhor quer me arrastar?
_Hum... Que tal Paris?
_Ótimo!
...
Depois de aceitar aquela ideia louca, passamos nossos momentos de “férias” fazendo viagens para diversos lugares. Estava tudo ótimo. Piqueniques, jantares a luz de vela e afins. Brincávamos nos parques que víamos, ele não deixava passar nada por aonde íamos.
Ele não disse, ou dizia, mas eu percebia que essas viagens não passavam de um momento para ele aproveitar comigo antes que eu vá embora e nunca mais volte. Tudo era só mera farsa, havia um pano preto em cima de toda a verdade que queria se escancarar em minha frente. Ela passava despercebida, mas eu notava e ele tentava esconder.
No entanto foi bom, ou melhor, está sendo. Melhor está sorrindo do que chorando, certo? Ou melhor, chorando de felicidade do que fingindo um sorriso, uma felicidade que não vinha, não existia, não existe.
Dizer que estou calma irá ser uma grande mentira. Dizer que esqueci tudo e que deixei para trás aquela angustia seria um pecado e tanto para mim. Dizer que não penso na morte ou que nunca imaginei como seria minha partida também seria uma farsa. Às vezes, esperava Tony dormir para ficar o admirando e enquanto afagava os cabelos castanhos bagunçados o imaginava sem mim. Como seria?
Voltaria a ser o playboy de antes? Esqueceria-me com qualquer outra vadia que visse pela frente? Entre outras perguntas que nunca teriam respostas.
Já em casa depois daqueles dois longos e bons meses e meio, não digo que foram cem por cento ruins, estava agora em casa. Usando apenas uma lingerie rosa, me olhava no espelho.
Magra demais, branca demais. A pele sem vida era exatamente assim que eu estava. Meu cabelo? Já não existia mais nenhum fio. Estava feia e o pior, não atraente como queria estar para Tony e esse pareceu perder o interesse em mim. As lágrimas nem vinham mais, pois já havia secado.
_Eu estou feia. – Tony me olhou de canto.
_Você não está feia.
_Não diga que não estou porque eu estou sim! Não diga que ninguém irá reparar, por todo irão. Quer dizer, eles já reparam. Você acha que eu não leio revistas? Não que eu me importe com a opinião dos outros, mas se sentir feia e indesejável é uma coisa horrível!
_Pepper, pra mim você sempre irá ser linda.
_Você não me entende.
_EU ENTENDO SIM! – já dizia gritando. – Você não tem que ligar para o que os outros dizem. Você é linda por dentro e por fora independente da sua aparência.
_Você está mentindo.
_Olha, quer saber? Já chega, eu estou cansado de ouvir você reclamar. – dizia saindo do quarto me deixando sozinha.
_Aonde você vai? – não obtive resposta, pois ele já virava o corredor.
Horas depois...
_Senhorita Potts.
_Oi, querido. – mesmo não sendo humano, ele conquistou minha confiança. Tenho certa feição por ele.
_O senhor Stark pediu para a senhorita descer e pegar o vestido branco que se encontra no sofá da sala.
_O que? Mas pra que, ele disse alguma coisa?
_As ordens são somente usar o vestido e se arrumar que o senhor Hogan está a sua espera no estacionamento da mansão.
Já descia a escada curiosa atrás do tal vestido sendo que o encontrei exatamente onde J.A.R.V.I.S me indicou. Era muito parecido a um que usei um tempo atrás...
“_O que faz aqui?
_Estou fugido dos acionistas do governo. Você está linda, nem reconheci.
_Ah, obrigada. Foi um presente, seu na verdade.
_Eu tenho muito bom gosto. Vem, vamos dançar.
_O que? Não. – não conseguiu dizer meias palavras e ele já a levava para a pista de dança.
_Esta nervosa?
_É que... Eu sempre me esqueço de passar desodorante e eu estou dançando com meu chefe na frente de todo mundo que eu trabalho.
_Você está muito bonita e cheirosa, mas eu posso te demitir se isso a fizer ficar melhor.
_O senhor não consegue amarrar os sapatos sem mim. Qual o número da sua identidade?
_Ah... Cinco?
_Faltam oito dígitos.
_Tenho você para lembrar deles...”.
Balancei a cabeça tentando dissipar aquele pensamento e tratei de me arrumar logo para seja lá o que ele esta aprontando.
Já chegando ao local, saí do carro mais nervosa do que entrei. Mesmo com aquele vestido lindo e uns brincos e colares que vieram em conjunto com o vestido, eu me sentia nua por conta da falta do meu cabelo mesmo estando com uma espécie peruca.
Com o pensamento longe adentrei no salão completamente vazio, mas não sem antes perguntar ao Happy se ele não havia errado o lugar. Vários arcos recheados de flores brancas, azuis e vermelhas faziam um caminho totalmente desconhecido pra mim e um tapete vermelho com pétalas de rosas brancas fazia o mesmo trajeto. Não via ninguém, mas se era possível ouvir sons de pianos e violinos tocando. Virando o corredor vejo Tony de smoking parado ao lado de um senhor que julgo ser... Um juiz?
_Meu Deus!
Levei minha mão à boca em total surpresa. Tony por sua vez sorria me olhando com ternura. Continuei a caminhar pelo tapete vermelho que me levava direto ao noivo que tinha o sorriso mais lindo do mundo. Seu olhar brilhava mais que a luz da lua e das estrelas. Raspava as mãos nas outras em total demonstração de nervosismo.
_Você está linda. – ele me deu um selinho assim que cheguei perto dele.
_Huhum... – resmungou o senhor. – Vamos começar e, por favor, senhor Stark, espere até dizer que pode beijar a noiva, tudo bem? – indagou em brincadeira.
...
_Eu nem acredito que estamos casados. – estávamos dançando uma musica lenta, sozinhos naquele enorme salão decorado só para nossa festinha particular.
_Eu também não, querida. – afagava meus cabelos falsos, enquanto repousava minha cabeça no peito dele escutando o zumbido quase inaudível que vinha do reator.
_Eu amo você. – levantei a cabeça o olhando diretamente nos olhos. – E eu não quero o deixar. Você é tudo pra mim e eu tenho medo. Na verdade estava com medo de você já esta com outra, pois eu não estou a sua altura.
_Pepper, eu quero que você feche os olhos.
_Tony...
_Pepper, feche os olhos. – o fiz. – O que você vê?
_Nada.
_Então, é assim que é a minha vida sem você. Como posso querer outra se você é tudo de melhor que eu tenho em mim? Você é o meu eu, é parte de mim. Você é a minha vida e não vamos pensar nisso, não por hora, tudo bem? – assenti.
Fim Pepper
...
Anos depois...
Admirava o mar sentado na areia fina e quente da praia. Uma brisa fresca tocava-lhe a pele desprotegida e fechava os olhos sorrindo enquanto seus olhos lacrimejavam.
Se concentrasse mais um pouco poderia ver exatamente como se ela estivesse ali, pulando, sorrindo, brincando na agua que batia de encontro com a pele gélida fazendo-a sentir-se uma verdadeira criança. Colocava as mãos dentro d’agua e levantava-os despejando o a agua que estava em mãos nele.
Abrindo os olhos lentamente, voltou para a realidade. Podia sentir a presença dela ali, mas ela não estava e isso o frustrava. Era triste não a ter por ali, mas nada podia fazer a não ser aceitar. Permitiu-se imaginar vê-la sentada ao seu lado, sorrindo.
_Pepper, eu sinto sua falta.
_Eu queria poder ter ficado, mas...
_Eu sei querida.
_Como você está? Andei sabendo que tem ótimos resultados na sua pesquisa sobre...
_Queria ter encontrado uma cura pra você. – ele a cortou vendo que ela mudava de assunto para tentar o anima-lo. Ele estava falando consigo mesmo, ou era um fantasma? Não importava, só gostava de, pelo menos, “imaginar” ela ali conversando com ele.
_Você é a minha cura. Feche o solhos. – ele o fez. – Agora, me diga o que você vê?
_Pepper, eu que inventei isso.
_Cala a boca Edward, agora me diga o que você vê? – ele sorriu nem mesmo na própria imaginação ela deixava de ser estouradinha. A sua estouradinha.
_Nada.
_Então, não é o que você vê, é o que você sente. Você pode não me vê, mas eu estou aqui – apontou para o reator dele – e sempre você estará aqui. – apontou para o próprio peito onde ficava o coração. – E isso nem mesmo a morte pode interferir. “Você é o meu eu”, lembra? Somos um só, e mesmo não estando no seu mundo, você sempre será tudo que há em mim. Meu eu, meu mundo, meu tudo. O meu amor.
Notas finais
Péssimo? Ruim? Bom? Ótimo? Uma merda, apaga sapoha aí e incinera... u.u
Por favor, me digam... Façam essa louca aqui feliz!
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