Meu Estranho Mafioso

31 Vinte e sete.


Notas iniciais
SIM! Devo mesmo amar você para ter voltado em meio a pleno hiato! Como vão, seus lindjos/lindjas? Sentiram falta de MEM? De mim? *pisca os olhos em um gesto insinuativo* Sem mais delongas, enjoy it. ♥

CAMINHEI SILENCIOSAMENTE PELOS corredores enquanto saia do quarto de Aries.

Isso sim foi uma surpresa!

… E pensar que tudo o que aconteceu desde que cheguei à Magnolia foi planejado por ela...

A visão da pensão em chamas e Sting fez-me repensar essa sentença.

… E pensar que quase tudo o que aconteceu desde que cheguei à Magnólia foi planejado por ela...

Porém... O que será que a impede de se declarar para o Loki?

Suspirei, imersa em pensamentos.

— Se andar distraída assim, pode ser pega de surpresa por um pervertido. — Avisou-me alguém. Virei-me pra ver quem era. Ele sorriu e acenou para mim. — Olá!

— Gray! — Exclamei.

Postou-se do meu lado enquanto caminhava.

— Então você e Natsu finalmente engataram de vez, hein? — Indagou. — O que vocês dois fizeram ontem à noite para resolver tudo?

— Be-bem... — Relembrei da noite anterior e imediatamente corei feito um pimentão.

— Hohoo... — Balbuciou ele, deixando um sorriso malicioso escapar pelos lábios.

— Nã-não é isso que está imaginando! — Berrei.

— Não? — Surpreendeu-se.

— Err... — Fiquei sem dizer. Suspirei, desistindo. — É o que você está imaginando.

Ele riu.

— Você é honesta demais, Lucy.

— Isso é algo ruim? — Indaguei.

— Não. — Voltou a afagar minha cabeça e sorriu. — Nem um pouco.

Sorri levemente. Gray parecia um irmão mais velho.

E por falar em irmão mais velho... até agora não vi Natsu agir como um...

— O que foi?

— Eh?! N-nada!! É só que... acabei de perceber que nunca vi Natsu agindo como um irmão mais velho...

— Por que estava pensando nisso? — Perguntou, a expressão levemente interessada.

Senti minhas bochechas voltarem a arder.

— Isso não interessa.

— Hum? — Aproximou seu rosto do meu, fazendo um som interrogatório. — Seja a garota honesta que sei que é, Lucy.

Silenciosamente prensou-me contra a parede.

— Tudo bem! Eu falo! É porque estava pensando que você parece um irmão mais velho! — Admiti.

— Heh... — Afastou-se. Apoiou a mão sob o queixo, em um gesto pensativo. — Isso soa bem... Então quer dizer que não preciso lhe chamar de Ane-san?

— Nem deve pensar em me chamar assim! — Bronqueei.

— Ce-certo. — Concordou meio assustado. Em seguida retomou a posição anterior, de maneira mais convencida, e ordenou: — Então quero que me chame de Onii-chan.

— O quê?!

— Não? — Lançou-me um olhar pidão típico de um cachorrinho filhote.

Touché.

— O... Onii-chan. — Disse um tanto relutante.

Ele abriu um grande sorriso, satisfeito.

Sabe Lucy, quando éramos pequenos, Natsu e eu vivíamos em pé de guerra, brigávamos por qualquer coisinha.

— Sério? — Desacreditei. — Mas vocês se dão tão bem.

Soltou um sorriso compreensivo.

— Pode até ser. No entanto, isso se deve ao fato de não termos mais tempo para isso. A falta de tempo é desanimante...

— Nem parece que você ainda está na escola, pelo jeito que fala. — Observei.

Ele parou.

— O que está dizendo, Lucy? Eu já me graduei ano passado.

Parei meus passos.

… Eh?

— Como? — Lancei-lhe um olhar estupefato. — Ma-mas você... foi até as montanhas Sakura e ao monte Hakobe junto com a escola...

— Natsu ainda não lhe explicou?

— Natsu não me diz nada. Nunca! — Adicionei em tom irritado.

— Não tenho escolha então... Na escola, diversos membros da máfia já formados estão presentes, como eu, Loki... a Erza e a Mira também.

— EEEEEEEH?! Mira-san?!

Riu levemente.

— Não sabia que Mira é parte da máfia?

— A Mira-san é um anjo! Não tem como ela ser uma mafiosa violenta! — Afirmei convicta.

— Suas palavras machucam, Lucy. Nem todos nós, mafiosos, somos violentos.

— De-desculpe.

Bufou.

— Tudo bem. Porém não devia ficar classificando a Mira pela carinha angelical dela. De todos nós, que servimos a família Dragneel, ela pode ser a pior, juntamente com a Erza.

— A Mira-san?

— Yeap.

Lancei-lhe um olhar de descrença, suspirando logo em seguida.

— Certo...

— Hun? — Estranhou.

O que foi?

— Nada. É só que... você parece o único disposto a me contar algo. — Observei.

— Talvez seja mesmo. — Afirmou com um sorriso honesto nos lábios.

Parei meus passos.

— Já que é assim... — Balbuciei. — Pode me contar algumas coisas que quero saber?

— Como por exemplo? — Arqueou uma sobrancelha.

— Por que a Aries não se declara para o Loki? — Soltei.

Segurou a risada e respirou fundo.

— É algo que queira saber tanto assim? — Acenei afirmando. — Certo. O motivo dela não fazer isso é devido ao fato do Loki... ser gay.

— EEEEH?! Loki? Estamos falando do mesmo cara que me deixou na mão no dia da viagem escolar?

— Esse mesmo. — Confirmou.

— Ma-mas... não dá para acreditar! Ele me avaliou quando fui para a escola pela primeira vez! — Objetei.

— Ele é o melhor amigo e braço direito da Aries para tudo. Tinha como ele não saber quem era você?

Perdi a fala.

— Você está... certo. — Admiti depois de um tempo.

— Viu? — Desviou sua atenção para um trecho do bosque que rodeava a mansão.

— O que foi? — Perguntei.

— Hã... Nada. De qualquer forma, tenho que ir. — Mostrou-me a tela do celular, onde havia a lista de chamadas do celular que continha uma linha gigante de “Juvia” nele. Suspirou fortemente. — Ela vai realmente me tirar do sério.

— Dê seu melhor! — Incentivei. — No fundo, acho que ela só quer que você dê uma prova de que a ama. — Afirmei o surpreendendo.

— Talvez você esteja certa... — Ponderou. — Obrigado pela dica.

Sorri.

— Não foi nada, onii-san.

Devolveu o gesto e começou a caminhar na direção contrária – a mesma que viemos, aliás.

— Aliás, Lucy! — Chamou-me quando já estava longe o suficiente para gritar. — O motivo de você não ver Natsu agindo como um irmão mais velho, é simplesmente porque ele não foi moldado para esse papel!

— Como assim? — Gritei de volta.

— Tente pensar no porquê de Meredy ser tão chegada nele!

… O quê?

— O quê? — Gritei, recebendo como resposta apenas um sorriso enorme. Em seguida, o moreno desapareceu pelo corredor que já começava a escurecer com o tempo chuvoso que se aproximava.

Quando o tempo havia fechado daquele jeito?

… O que ele quis dizer com “pensar no porquê de Meredy ser tão chegada em Natsu”?

Como eu poderia saber? Ao meu ver, isso começou em uma época muito distante, quando ainda não estava aqui...

Olhei para trás, pelo caminho pelo qual vim.

Deveria perguntar à Aries?

— Onii-sama! — Ouvi o berro de Meredy. Infelizmente, mais próximo do que gostaria.

Observei os dois aparecerem em meu campo de visão. Natsu andava com certa dificuldade devido a Meredy estar grudada novamente em sua perna.

— Mer, será que dá para parar?

— Onii-sama! — Ela possuía um olhar triste. — Você não pode estar falando sério quando afirma que está namorando aquela quenga da Lucy!

Como é? Eu acabei de ser chamada de quenga?! Que ABSURDO!

Natsu soltou um longo suspiro cansado.

— Poderia não chamá-la assim? Lucy não é nada disso que está pensando Meredy. Além do mais, pensei já ter deixado claro minha visão sobre o que você quer.

O olhar da pequena tornou-se uma mescla de tristeza com decepção e choque.

— De-deixou, porém...

— Então acho que estamos conversados. — Pôs um ponto final na conversa.

— Sim... — Afirmou ela, murcha.

Aquela visão, na verdade... era de cortar o coração. Acho que nunca vi Meredy tristonha. Até quando fazia seus dramas, dava para perceber que não estava triste de verdade.

— Ah, Lucy! — O rosado deu-se conta da minha presença. Ao ouvir meu nome, Meredy secou as poucas lágrimas que estava impedindo de saírem rolando pelo rosto e lançando-me um olhar cheio de ódio:

— Isso é tudo culpa sua, sua bruxa velha! Quenga! Eu te odeio! — E saiu correndo em seguida, deixando-me surpresa e chocada. Em sua voz havia contido tanto ódio e desprezo...

— O que foi isso? — Perguntei ao meu namorado.

— Meredy sendo Meredy. — Deu de ombros.

— Não diga isso, Natsu. — Ralhei. — Por que ela está agindo assim?

— Assim como? — Lancei-lhe um olhar cínico.

— Pensei que queria me contar tudo.

— Está bem, está bem. — Desistiu. — Porém, não posso lhe dizer porque ela está agindo assim, Lucy. Somente Meredy entende os próprios sentimentos.

Calei-me. Não poderia opinar a respeito disso.

Ele estava certo, não estava? Não existe absolutamente ninguém que compreenda cem por cento o que uma pessoa pode sentir, o quão profundo pode ser o abismo desses sentimentos.

Eu mesma sou um exemplo disso. Mesmo que goste do — talvez ame — Natsu, e mesmo que ele saiba disso, ainda não saberá o quanto eu gosto dele.

Além disso... Acho que não poderei o amar até ter totalmente — eu mesma — certeza de que é realmente isso que sinto por ele. Ainda guardo, vergonhosamente (ou não) falando, sentimentos muito fortes pelo meu ex-namorado.

— Isso não importa agora. — Observou o rosado, enlaçando a minha cintura. — Fiquei o dia todo longe de você. Já estava morrendo de saudades. — Roçou os lábios na curva de meu pescoço.

— Seu nível de carência é tão grande? — Indaguei, degustando aquele pequeno momento de prazer.

— Quando se trata de alguém como você, sempre.

— Alguém como eu? Como assim? — Desvencilhei-me de seus braços.

— Alguém tão... social. Você fala com todo mundo, então quase nunca fico sozinho com você.

… E não é que era verdade?

Tivemos pouquíssimos momentos a sós, se levarmos em conta há quanto tempo estou em Magnolia.

— Você está certo. — Admiti. — Como pedido de desculpa, deixarei que me peça qualquer coisa.

Puxou-me para perto e selou nossos lábios.

— É mesmo? — Indagou quando nos afastamos para recuperar o ar.

— Sim... — Respondi, dando-lhe beijinhos rápidos.

— Então quero que repitamos a dose de ontem à noite.

Afastei-me rapidamente, sentindo minhas bochechas ruborizarem fortemente.

— O que você está dizendo?! — Gaguejei. Jurava que a qualquer instante poderia sair fumaça da minha cabeça, de tanto que estava quente.

— Você disse que eu poderia pedir qualquer coisa. — Reclamou com um muxoxo, plantando um bico enorme no rosto, como se fosse uma criança.

— Ma-mas isso...! — Envergonhei-me ainda mais.

— Vamos lá. — Disse ele, beijando-me novamente. Isso era jogo sujo!

Correspondi ao seu beijo e ele aceitou isso como um sinal positivo para ir em frente.

Puxou a maçaneta da porta atrás de si e adentramos o quarto, sem nos separarmos nenhuma vez. Pouco me importava com o espaço onde estávamos. Natsu explorava minha boca com sua língua de uma forma bem mais profunda do que a da noite anterior, ao mesmo tempo em que encostava-me da parede.

Em menos de três segundos senti meu short deslizar pelos meus joelhos, que enlacei em volta de sua cintura. A mão dele — que era incrivelmente quente — deslizou por dentro de minha blusa e, ao sentir o roçar de seus dedos em minha barriga, um arrepio exitante subiu por minhas costas.

Separamo-nos ofegantes por falta de oxigênio. Aproveitamos o pequeno intervalo de tempo para retirarmos as camisas. (Natsu praticamente quase rasgou minha regata.) Voltamos a nos beijar e minhas costas foram de encontro à parede novamente e incrivelmente fria em comparação ao rosado que agora começava a caminhar sem rumo pelo quarto.

Tropeçou em algo – isso mesmo, me carregando – e caímos em cima de algo macio que, graças a Deus, era a cama. Sua mão voltou a movimentar-se, apalpando meu seio direito, cujo ele preferiu ao invés de meus lábios. Lambeu o mamilo, o chupando com força. Vale constar que ainda estava de sutiã.

— Natsu... — Gemi, quando ele passou dos limites o mordiscando.

Suas mãos agora se concentravam em minhas pernas, deslizando por elas e as apertando levemente.

Com certa brutalidade e nenhum gesto gentil, as abriu o máximo que pôde deixando um sorriso malicioso tomar-lhe a face.

— Lucy, acho que temos um problema. — Murmurou, chupando minha intimidade através da calcinha.

— O... quê? — Ofeguei, agarrando o lençol da cama.

— Acho que posso me viciar em você. – Respondeu, fazendo uma trilha de beijos em minha região pélvica.

— Mesmo? — Deixei um sorriso escapar por minha expressão. Balbuciou um “hunrum”, roçando os lábios na curva de meu pescoço e mordiscando o lóbulo de minha orelha. — Deixe-me contar-lhe um segredo... — Inverti nossas posições e murmurei em seu ouvido. — Eu também.

Beijei-lhe apaixonadamente.

Foi nesse momento que tudo foi por água abaixo. A porta do quarto escancarou-se, trazendo luz ao cômodo e Meredy entrou, com a voz incrivelmente animada.

— Onii-chan, papai mandou avisar que... — Calou-se ao nos ver. — O que estão fazendo?

— Meredy! — Exclamou ele, jogando uma blusa sobre mim. Só então percebi que estávamos em seu quarto. — Nós... bem...

— O que estão fazendo? — Sibilou ameaçadora.

— Nós estávamos... — Pensei em que desculpa dar, porém não foi necessário. Antes que percebesse, estava caindo da cama pois a pequena rosada havia me dado um chute na altura do estômago.

— Sua... sua...succubus! Não se preocupe, onii-sama! — Afirmou. Como é? Succubus?! — Não a deixarei roubar sua pureza! — Segurei minha gargalhada que ameaçava explodir. — E você! — Apontou os dedos finos em minha direção, assustadoramente séria. — Não deixarei que fique a sós com meu irmão em momento algum!

A gargalhada sumiu na mesma hora. Lá fora, um raio caiu estrondosamente.

Por que parecia que ela... estava falando sério?

Notas finais
O que acharam? Oh. God. Loki é gay. (Alguns adivinharam.) "Gurey onii-chan" ( ' ³ ') • Obrigada pelos favoritamentos no capítulo anterior. Comentem, por favor. A opinião de vocês é importante e, quanto mais comentários eu receber, mais rápido vou querer postar o próximo. :3 Reviews? *-*