Meu Estranho Mafioso

39 Trinta e três.


Notas iniciais
Hello people! Postar depois de uma semana me trás boas lembranças... De qualquer forma: ♦ Obrigada à Ayazawa Misaki pela décima quinta* recomendação! Arigatou~! E não acho que seja tão difícil achar gente que goste de Maid-sama... * Quinze é meu 3º número favorito. *u* ♦ Obrigada também à Nandaarguelles pela décima sexta recomendação! Arigatou gozaimasu~! E temos algo "em comum", embora você não saiba. e.e Enjoy it~

— ROGUE... — Murmurei seu nome assim que separamo-nos, ofegantes por causa do beijo arrasador que trocamos depois de sua declaração. — E-eu não sei se...

— Shhhh! — Balbuciou. — Não estrague o momento Lucy. Estive esperando nosso reencontro desde que partiu... — Voltou a me beijar com lascívia, sem dar tempo para surpreender-me com suas palavras que soaram tão doces e tão tristes aos meus ouvidos.

Inclinou-se um pouco, deitando meu corpo no sofá incrivelmente confortável. Em seus lábios podia sentir a saudade e carência a qual o havia largado. Estava começando a me sentir com culpa quando sua mão tocou minha perna perigosamente perto do short preto.

— Rogue! — Exclamei. — O que você...

— Shh! — Voltou a brandir. — Eu quero que volte a corresponder a mim, Lucy. Quero que volte — beijou-me na testa — a ser minha.

— Você... — Corei completamente diante daquela confissão. — Não acho que devamos fazer isso. — Empurrei-o. — Quero dizer... eu sinto que se voltar a corresponder-lhe... estarei traindo Natsu, e isso... Sei lá, parece errado. — Encarei-lhe os olhos vermelhos.

— Natsu? Esse é o nome dele?

— O quê?

— É só que... até agora você estava evitando me dar qualquer informação a respeito desse novo alguém, então estava me perguntando como ele era...

— Um tapado. — Respondi.

— Huh?!

— Um idiota volúvel que consegue perder os sentidos se fica irritado. Aquele babaca pode ser realmente assustador. — Mordi meu lábio inferior, lembrando de como ele pareceu um monstro para mim quando foi “me salvar” do tal Erigor. — Mas... ele consegue ser fofo. E bondoso. E incrivelmente amoroso quando quer demostrar seus sentimentos. Ele é pervertido e têm uns sérios problemas com a família pelo o que pude perceber, porém...

— Lucy... Você... está realmente apaixonada por ele.

Arregalei meus olhos, sentindo as lágrimas tomarem conta deles.

Se Rogue estava reconhecendo... Entretanto, não quero machucá-lo. E me apaixonar pelo Natsu realmente deve doer nele.

— Ele é o verão da minha vida, Rogue. — minha voz estava embargada por causa do choro ao qual lutava contra. — Porém não quero lhe machucar! O que eu devo fazer? — Enterrei meu rosto em minhas mãos. — O que devo fazer?

Enlaçou-me em um abraço caloroso e soltou um assobio.

— Caramba, ele é um forte oponente.

— Rogue?

— Eu... realmente fico feliz de você estar levando meus sentimentos em consideração, Lucy. Mas não quero lhe forçar a algo que não queira. — Beijou minha testa. — Se precisar desistir de você para que seja feliz, doerá muito, mas o farei de bom grado. Se está realmente apaixonada por ele, quem sou eu para impedi-lo? Essa é uma das consequências de ficar tanto tempo longe um do outro. Você seguiu em frente, então devo fazer o mesmo, certo?

Funguei, assimilando tudo o que ele me dissera, e acenei em concordância.

— Realmente está tudo bem ser assim? — indaguei.

— Bem... — Sorriu tristemente. — É doloroso, mas sim. Porém lembre-se disso: se esse cara lhe magoar novamente, ou então mostrar-se perigoso em qualquer sentido para você, não verei outra escolha a não ser retirá-la dele. — Sorri. — A propósito, Lucy... O que aconteceu com a pensão?

— Pensão?

— A que você deveria estar morando. Não havia nada no local onde ela deveria ficar, além de alguns poucos escombros.

— Ah! Houve um incêndio que dizimou o local completamente.

— Incêndio?! Acidental ou não?

— Não fiquei a par da situação, mas Tara disse que planeja reconstruir assim que acabarem as investigações.

— Você está machucada? — Sua voz inundou-se de preocupação.

— Estou bem. Isso já faz muito tempo. Se me lembro bem, foi no dia que Levy chegou a Magnólia.

— Tanto tempo assim?! Espere um pouco! Se a pensão foi completamente destruída, onde você e Levy estão morando?

— Hã... — Dizer ou não dizer?

— Lucy Heartfilia! — Brandiu irritado.

— Er... Uma família muito bondosa ofereceu-nos abrigo em sua mansão até as obras da pensão estarem terminadas para que possamos voltar para a pensão.

— Família bondosa, hein? Só acredito vendo!

— O quê? — Ele desvencilhou-se de mim e caminhou até o telefone, pedindo um táxi para nós dois. Assim que terminou de dar as instruções e desligou o telefone lhe disse: — Não precisa me acompanhar até lá!

— Você pode estar morando embaixo de uma ponte e mentir para mim. Só ficarei tranquilo quando ver em que condições você está, se são favoráveis ou não.

✩✩✩

E então Rogue me acompanhou até a mansão Dragneel, mas...

COMO A SITUAÇÃO ACABOU ASSIM?!

— Natsu-nii-san, pare com isso! — Implorava Meredy que puxava um Natsu enlouquecido para trás através da camisa.

— De maneira nenhuma! Você ouviu o que ele disse, certo? “Então você é o tal Natsu, huh”. — Repetiu. — Com uma atitude ousada dessas!

— Não sei onde você está vendo atitude ousada no que ele disse!

— Tire esses seus braços da Luce! — Urrou. — Antes que eu lhe transforme em uma penei... — Foi calado por Igneel, que deu-lhe um tapa em uma região da nuca que o deixou desacordado. Em seguida jogou Natsu em seus ombros como se não fosse nada e voltou-se para nós.

— Desculpe a falta de delicadeza e educação de meu filho, sr. Cheney. Falta de surra na infância, sabe como é.

— Ah.. não, tudo bem. Não precisa me chamar dessa forma. Pode chamar-me de Rogue mesmo, hum... senhor...?

— Igneel Yamaguchi Dragneel! Sério mesmo? — Seus olhos brilharam de empolgação. — Mesmo mesmo?

— Hã... — Rogue lançou-me um olhar como se perguntasse o que deveria fazer. Apenas dei de ombros. — Claro.

— Yupi! — Exclamou Igneel, explodindo em sua animação. — É realmente um prazer conhecê-lo, Ro-kun! Agora se me dão licença... — Adentrou a mansão carregando Natsu de qualquer jeito.

— Ro-kun? — Estranhou.

— O Igneel-san é assim mesmo, não estranhe. — Disse.

— Então... — Aries pigarreou. — Seja bem vinda de volta, Lucy! — Sorriu para mim. — E... já pode ir embora, Rogue Cheney.

Arregalei os olhos tamanha hostilidade que saiu da boca dela.

— Vocês... já se conhecem? — Perguntei.

— Algo assim. — Respondeu o moreno. Um sorriso irônico brincava em seus lábios.

— Infelizmente. — Completou Aries.

— Aconteceu algo entre vocês dois? — Questionou Meredy.

— Podemos dizer que sim. — Rogue voltou seu olhar para mim. — Lucy... vou voltar agora. Fico feliz por não ter mentido para mim e estar morando em um lugar — lançou um olhar crítico em direção à Aries — confortável.

Franzi o cenho ao observá-los. De onde se conheciam? E por que Rogue estava agindo daquela maneira?

— Por que mentiria para você? — Forcei um sorriso.

— Eu não sei. Mas não é impossível, certo? — caminhou em direção ao táxi novamente. — Boa noite, Lucy. — inesperadamente se aproximou e me beijou.

— Gah! — Exclamou Meredy. — Ainda bem que levaram o Nii-chan lá para dentro!

— Shhh! Quieta, Meredy! Se ele lhe ouvir voltará correndo! — Reprendeu Aries, aparentemente irritada.



A linha desde a minha bochecha até os meus lábios vermelhos

É como se você fosse amigo da minha pele e do meu amor vermelho¹



O beijo demonstrava certo controle, como se ele estivesse se repreendendo por fazer aquilo naquele lugar.



Depois de beijar você, agora acredito que encontrei o cara certo, é o destino



Eu podia entender. Rogue sempre foi meio tímido em demonstrar esses tipos de afeto em público. Era uma de suas qualidades. Sua vergonha o fazia ser muito fofo. Mas...



Eu não posso escolher com quem eu ficarei



Por que estou sentindo que isso é errado? Não! Por que sinto que ficar confusa é errado?

Rogue está me apoiando com Natsu, mesmo que o machuque! Eu sinto que gosto mesmo do Natsu! Então por quê?



Não consigo parar de pensar em você

Deve ser assim que é ser louca



Por que meu coração está batendo tão aceleradamente?



Não consigo parar de pensar em você

Deve ser assim que é ser louca

Separamo-nos ofegantes.

— Rogue... — Balbuciei. Ele apenas calou-me depositando seu indicador levemente sobre meus lábios.

— Poderia me encontrar no Fairy... — parou para pensar. — Latte, amanhã?

— Hã... Claro. — Respondi confusa.

— Então até amanhã, Lucy. — Sorriu docemente para mim e foi como se tivesse me esbofeteado.

Por que estou me sentindo dessa forma?



Não consigo parar de pensar em você

Deve ser assim que é ser louca ♪

✩✩✩

— Então... Agora que Rogue está de volta — murmurava Levy no dia seguinte, no Fairy Latte. Estava esperando Rogue chegar. A azulada estava em seu intervalo, por isso aproveitou para inteirar-se dos últimos acontecimentos —, você se sente balançada em relação aos seus sentimentos?

Acenei confirmando.

— O que eu devo fazer, Levy-chan? Não é estranho me sentir dessa forma?

— Por que seria? — Debruçou-se sobre seus braços que estavam entrelaçados em cima da mesa.

— O quê?

— Pense dessa maneira: você e o Rogue somente se separaram por causa da distância. Dessa maneira, é claro que quando ele voltasse você ainda teria, e tem, sentimentos fortes por ele, certo?

— Sim, mas o Natsu...

— Agora, a respeito do Natsu — interrompeu-me — podemos pensar dessa maneira: você chegou, o conheceu, não se deram bem no começo e finalmente ele balançou seus sentimentos.

— Certo, porém eu ainda...

— Mas — voltou a interromper —, ele quase lhe assassinou, o que lhe deixou abalada em questão a ele. E então, Rogue volta e pam! Seus sentimentos viram um turbilhão, igual ao mar durante uma tempestade. Simples assim!

— Ainda não entendi o que está tentando me dizer.

Suspirou fortemente.

— Pense dessa maneira: Natsu representa algo que lhe balança, mas também algo desconhecido e potencialmente perigoso; enquanto Rogue representa... um “porto seguro”, por assim se dizer. Ele é alguém em quem pode confiar e sabe que não representa nenhum perigo.

— Então o motivo de estar tão indecisa é porque eu não sei se opto pelo perigoso ou pelo seguro?

— Bingo!

— Parece meio errado isso. Não vejo problema em ficar com o seguro.

— Mesmo que não veja — esticou os braços e ajustou a postura —, você vai acabar ficando com o perigoso.

— Como pode ter tanta certeza?

— É sempre assim, certo? Por alguma força misteriosa do universo, as mocinhas sempre preferem o bad boy ao fofo e compreensivo.

— Sim, é sempre assim... em dramas.

Levy apenas riu.

— A mocinha tende a acreditar nisso também. — Levantou-se.

— Não fale como se estivéssemos em uma estória que qualquer um pode ver. — Ela apenas deu de ombros. — A propósito, como sabia que o Seguro iria vir para cá?

— Hum? Vai começar a chamá-lo assim agora? — Voltou a suspirar. — Era a “coisa que vai lhe animar” de que tanto falei. Ele me pediu para lhe entregar uma carta com essa notícia, entretanto sempre acabava acontecendo alguma coisa que me impedia de entregar-lhe.

— E onde está essa carta agora?

— Eu queimei.

— Eh?!

— Agora que ele está aqui, do que adiantaria? Bem, tenho que voltar ao meu turno!

— Posso fazer uma última pergunta antes de você ir?

— Diga!

— Com quem você acha que eu deveria ficar? Seguro ou Perigoso?

Ela sorriu em minha direção antes de se virar e andar em direção ao balcão.

— Contanto que um deles lhe faça feliz, eu realmente não me importo!

— Sua Rogue versão feminina! — Berrei para ela que somente sorriu de forma mais aberta.

— Minha o quê? — Indagou Rogue, aparecendo ao meu lado.

— Seguro! — Exclamei, tampando minha boca logo em seguida. Não creio que fiz isso!

— Huh?!

Ele estava elegante com aquele sobretudo negro e segurando aquela pasta de couro da mesma cor.

— Na-nada! — Sorri amareladamente. — O que tem aí? — Apontei para a pasta.

— Oh! — Sentou-se. — Panfletos de apartamentos. Não vou poder morar naquele hotel para sempre, infelizmente. Preciso arranjar um novo apartamento para mim — encarou-me cuidadosamente — e um para você.

— O quê?!

— Não posso deixá-la morando com aquelas pessoas.

— Você não parecia ter problema nenhum com elas ontem à noite. Ou.. com quase todas elas. — Lembrei-me de Aries.

— Isso até ver aquela ruivinha sinto muito e descobrir que estava morando no mesmo local que ela.

— Ruivinha sinto muito?! — Estranhei. — Mais importante que isso, por que seria algo ruim eu morar sob o mesmo teto que a Aries?

— Não é seguro.

— É claro que é! É um lugar muito bem protegido!

— Pelas árvores? Não vi nada que nos impedisse de entrar. Aquele lugar é facilmente invadido!

— Não é nã... — Lembrei-me de Erigor. Ele conseguiu entrar e sair sem que ninguém percebesse. Não parecia ser tão difícil invadir a Mansão Dragneel, agora que pensei a respeito...

— Além disso, se acontecer um incêndio em qualquer parte daquela região, a mansão será pega facilmente. E não teria como fugir.

— Isso também não é... Certo, isso pode acontecer, nunca se sabe. Mas não vejo motivos para não me deixar ficar só porque a Aries mora lá também.

— Você sabia que há uma máfia nessa região? Suspeito que essa garota possa estar envolvida de alguma maneira com ela. Não seria difícil para ela lhe meter em meio a assassinatos, sequestros e afins, se quisesse.

Arregalei os olhos. Se ele soubesse que Aries era uma das possíveis líderes daquela máfia...

— No entanto, mesmo se fosse, ela não conseguiria me enfiar no meio disso tudo. Eu sei tomar conta de mim mesma.

— Não, você não sabe, Lucy. — Voltou a me encarar. — Podem fazer mais de oitocentas coisas ruins com você por causa deles, mas é só eles darem uma desculpazinha qualquer e você os perdoa. Você é assim. Bondade e inocência são coisas boas, Lucy, mas qualquer coisa em excesso pode estragar. Seja um bolo com muito fermento, seja ouvir uma música muitas vezes, ou seja perdoar muitas vezes pessoas que não merecem. Essa última é a pior, pois tem o poder de acabar com a vida de uma pessoa.

— Está insinuando que eu sou facilmente levável? — Indaguei ofendida.

— Exatamente. “Confiança é algo que se conquista”. Já ouviu essa frase, certo? Eles já fizeram algo que os fez merecer sua confiança, ou você apenas está confiando neles piamente? Se está fazendo a segunda opção, é mais tola do que me lembrava.

Abri a boca para contradizê-lo, porém não consegui fazê-lo.

Há quanto tempo conheço Natsu e os outros? Menos de seis meses!

Nesse tempo, o que eles fizeram para merecer minha confiança?

O que os difere de Sting, que no início parecia uma pessoa agradável e acabou se mostrando um calhorda? O que os difere de Erigor?

Erigor admitiu que só estava atrás de vingança pelo o que a máfia Dragneel havia feito com sua família.

Embora não parecesse, Aries admitiu estar por trás de tudo o que havia acontecido até agora. O que garantia que ela não estaria por trás do estupro? Do incêndio? …. Do sequestro?

E Natsu... Sim, ele já havia admitido, porém fui idiota o bastante para acreditar em sua desculpa.

— Faça isso, Rogue. — Lhe pedi. — Arrume um novo apartamento para mim... e para Levy.

O que garantia que, esse tempo todo, eu não fui apenas um brinquedo para a família Dragneel?

Notas finais
¹ - Trecho da tradução da música tema RxLxN (todas as que estão em itálico). Vesh, a Lucy começou a desconfiar dos Dragneel's. Será que o que o Rogue disse pode estar correto? -qq • Obrigada aos que favoritaram no último capítulo! OBS: Aos que eu dei alguns spoilers, não os levem muito a sério. Eu mudo 574351454 coisas desde que solto um. e.e Mizu que o diga! (Minha amiga que sabe de toda a estória de MEM — e de qualquer estória que eu venha a escrever e.e) Estou me sentindo muito reveladora a respeito de mim hoje, melhor parar. Ah! A respeito do meu pulso: já sei qual o problema nele e estou tendo que fazer fisioterapia. Sorry, MEM vai continuar a ser quinzenal, podendo ou não ter capítulos postados adiantados/atrasados e grandes/pequenos. Estou aguardando ansiosa seus reviews~