Notas iniciais
♦ Obrigada a SCARLET por RECOMENDAR a fic! ♥ Arigatou Gozaimasu, Scarlet-san!! Primeira recomendação de MEM *u* Aproveitem!

— IMBECIL? — Indagou o albino olhando para mim estupefaço.

— Quem é você? — Perguntou a azulada. — Juvia não gostou de você. Como ousa insultar Natsu-sama?

— Acalme-se Juvia. — Pediu Gray. — Você. — Se dirigiu até mim. Corei por alguns minutos. Ele realmente era bonito, mas meu rosto esfriou ao notar o olhar que Juvia lançou-me. Já entendi que ela gosta dele. — Como conhece o Natsu?

— Ele é um imbecil que acaba com minha paz. — Respondi.

Os três olharam para algum ponto atrás de mim. De alguma forma, já sabia o que esperar. Natsu.

— Por que será que toda vez que me encontro com você, estou sendo chamado de imbecil? — Ressoou a voz dele, irritada, atrás de mim.

Claro que era Natsu. Digam-me um dia em que ele não apareceu em minha frente desde que cheguei a Magnolia.

— Por que está aqui?

Ele cerrou os olhos em minha direção.

— Aconteceu algo?

— Por que a pergunta?

— Digo... Olhe seu estado. Por que está mostrando para todos sua beleza natural?

Ele estava sendo irônico, claro. Mesmo que meu pijama fosse composto de um short meio curto (lê-se na metade das coxas aqui) e uma camisa regada que deixasse minhas curvas — que eram pouquíssimas, aliás —, a vista. Meu cabelo estava todo embaraçado, minha roupa toda bagunçada... Estava um fiapo.

— O que está fazendo aqui? Ainda são três da manhã.

— Vim devolver sua chave. — Ele mostrou a pequena cópia que eu havia feito da minha chave.

— Waah! — Corri até ele e arranquei o objeto de sua mão. — Onde conseguiu isso?

— Caiu da sua bolsa ontem, quando você brutalmente atingiu minha cabeça. — Lançou-me um olhar irritado ao se lembrar da situação.

Sorri em sua direção envergonhada. Depois lembrei-me da hora.

— E por que veio devolver a essa hora?

— Era a hora perfeita. Assim, além de devolvê-la, lhe daria um susto como vingança por ontem.

— Você sabe que isso é crime? É invasão!

— Você esquece que sou da máfia? Não existe isso para mim!

Ah!

… É verdade.

Coloquei minha mão na testa e murmurei para ele:

— É mesmo. Esqueci que você é um mafioso...

— Como alguém esquece isso? — Olhou-me. — É verdade. Estamos falando da estranha da Lucy.

— Eu ainda estou segurando um balde. — Ameacei.

A risada de Gray ecoou pela rua vazia. Natsu e eu nos viramos. Os três, que assistiam tudo, pareciam achar aquilo à coisa mais engraçada do mundo.

— Então... — Começou o de cabelo branco. — Você é a garota dos boatos.

Olhei para ele indagativamente. Natsu fez de meu pensamento suas palavras:

— Boato?

— Sim. — Respondeu Juvia. — Por todas as seções e esquadrões da máfia estão da falando da estranha que chegou à cidade.

— Por que todos me chamam de estranha? — Perguntei em um suspiro tão alto que Gray pôde ouvir-me.

— Como assim? — Indagou inclinando-se em minha direção. — Isso não é óbvio?

— Também sempre dizem isso...

Minha visão começou a ficar turva. Deveria voltar para dentro logo, estava muito cansada da semana desastrosa. Mas um pouco e eu acabaria desmaiando ali mesmo, na rua.

— De qualquer forma, foi um não muito prazer conhecer vocês, Juvia, Gray e...

— Lyon. — Apresentou-se o albino. — Lyon Vastia.

— Lyon. — Repeti. Virei-me para Natsu. — Obrigada por me devolver minha chave e até nunca mais.

Ele colocou as mãos nos bolsos da calça.

— Não seria mais fácil dizer isso antes das férias? Afinal, nos veremos na segunda-feira.

— Nem me lembre disso. — Reclamei.

Atravessei o portão da pensão e o tranquei, escorando-me nele. Estava realmente com muito sono, se não fosse logo para o quarto dormiria ali mesmo.

Subi as escadas arrastando meus pés sobre cada degrau, ao chegar o meu apartamento cai sobre a cama pesadamente, adormecendo rapidamente.

✩✩✩

Acordei lá pelas dez horas da manhã. Teria dormido até mais tarde, mas meu celular estava provocando um terremoto em minha cama então tive que atendê-lo.

Era Mira.

— Bom dia Lucy! — Saldou-me animada do outro lado da linha. — Queria ter te ligado mais cedo, porém meu celular estava sem bateria, então...

— Bom dia Mira. — Bocejei. — Por que está me ligando?

— Ah! É que em breve serão as provas trimestrais, e como você perdeu toda a matéria me perguntei se não gostaria de vir aqui para estudarmos juntas.

A menção de provas fez-me levantar rapidamente.

— As provas?!

— Sim. Ora, você não sabia? Pensei ter pedido a Natsu para lhe entregar o horário de provas...

— É! — Enervei-me. Natsu me pagaria por isso. — Ele não me avisou nada.

— Bom... Aposto que teve um motivo para não fazê-lo. — Realmente teve um motivo... Esse motivo foi tê-lo feito ficar inconsciente. — E então? Não quer vir aqui para fazermos um grupo de estudos? Chamarei a Erza também!

Suspirei alegre.

— Isso seria muito bom. Obrigada, Mira.

— Não é nada... Pode marcar meu endereço?

— Um minuto! — Anotei o nome e número de sua casa, a rua e o bairro. — Obrigada Mira. Logo, logo estarei aí!

— Estarei esperando! Pode vir para almoçar, assim teremos mais tempo para revisar.

— Okay!

Corri para o banheiro, onde tomei um banho rápido e fiz a higiene matinal. Peguei uma roupa qualquer em meu guarda-roupa, o que resultou em minha camisa regata branca e meu short cinza. Coloquei um par de meias que vinham até pouco acima do joelho e uma bota de cano baixo. Prendi minhas madeixas loiras em um rabo de cavalo alto e arrumei o material necessário em uma bolsa comum. Capturei um dos pães que comprara anteriormente e o devorei rapidamente.

Tranquei meu apartamento e desci as escadas, ouvindo um barulho familiar logo atrás de mim. Ignorei e segui em frente atravessando o portão prata. E então me dei conta de quem estava atrás de mim. Era o salvador da noite anterior! Loki!

— Bom dia. — Saldou reconhecendo-me.

— Bom dia. — Respondi. — Mora aqui?

Ele olhou a enorme construção para onde apontava.

— Bem... Pode-se dizer algo assim.

— Como?

— Ah! Nada, nada. — Respondeu enigmático. — É, eu moro aqui.

— Entendo... — Disse um pouco confusa. — De qualquer forma, muito obrigada por ontem! Quando puder, farei algo para lhe recompensar.

Ele sorriu e devolvi o gesto.

— Já disse que não precisa.

— Mas... Você pode ter salvado minha vida! — Exclamei. Ele riu e pegou uma mecha de meu cabelo, cheirando-a e depois roçando seus lábios ali.

Senti minhas bochechas esquentarem.

Ele riu novamente, largando meu cabelo e se virando.

— Até mais, Lucy.

— Até... — Respondi.

Espera! Como ele sabe meu nome? Não o disse a ele em nenhum momento, a não ser que... Teria a ver com o boato que Gray, Lyon e Juvia mencionaram mais cedo?

Desisti de pensar nisso e fui até a casa de Mira. Ao chegar lá, notei que a construção era gigante com uma garagem bem espaçosa. Toquei a campainha e esperei. O moço da padaria, que fora tão simpático comigo, atendeu.

— Ah! — Exclamou ao me reconhecer. — Pois não?

— Hã... Desculpe, devo ter me enganado de endereço... Por acaso sabe onde mora Mirajane Strauss? — Indaguei.

— Aqui mesmo. Você deve ser a Lucy, estou certo?

— Sim, está.

—Entre, fique à vontade!

Adentrei a casa e ele me levou até a sala, que era toda pintada de branco com móveis negros e almofadas de um vinho profundo.

— Nee-chan! — Gritou ele. — Lucy está aqui!

— A Mira-nee está no banho, Elf-nii-san. — Esclareceu uma garota de cabelos brancos idênticos ao de Mira. Aliás, ela era totalmente idêntica a Mira, só que mais nova e com o cabelo bem curto.

— Sente-se. — Ofereceu-me o moreno que mais parecia um gigante de tão alta que era sua estatura. — Aliás, não me apresentei! Sou Elfman Strauss e aquela ali é a caçula da família, Lisanna.

— É um prazer. Chamo-me Lucy Heartfilia.

Ambos encararam-me chocados.

— Heartfilia?! Então você é a dos boatos?

— Eh? Espera... Não me digam que até vocês já ouviram falar de mim...

— Você é muito corajosa! — Exclamou a albina olhando-me admirada.

— Eh? Que boato você ouviu a meu respeito? A maioria diz que sou estranha...

— Bom... Você é mesmo um pouco estranha. — Respondeu Elfman. — Mas acho que você é muito homem!

— Homem? — Estranhei sua frase. — Mas sou uma mulher...

Lissana riu.

— Apenas ignore o Elf-nii-san. Ele sempre diz isso.

— Oe, Lisanna! — Advertiu o irmão mais velho.

— De qualquer forma... — Ignorou-o virando-se para mim. — Não pressione tanto o pobre Nat-kun, Lucy-san.

— Nat-kun?

— Ah! Somos amigos de infância. De qualquer forma, não o pressione tanto, caso contrário ele dará um sumiço em você.

Engoli em seco. Ela estava certa. Nunca tinha parado para pensar direito, porém... Natsu é o líder da máfia!

— Ara, Lucy, você chegou! — Chamou atenção Mirajane, descendo a escada.

— Mira-san! — Ela usava um vestido vinho longo e um colar negro que possuía uma pedra azul. Estava linda.

— Já almoçou?

— Não... Ainda não. — Respondi.

— Que bom! — Exclamou animada. — Erza só virá depois do almoço, então o que acha de almoçarmos e conversarmos até ela chegar?

— Isso seria ótimo. — Sorri.

Ajudei a família Strauss a preparar o almoço que depois de pronto e servido resultou em uma conversa animadíssima. E então a campainha ressoou pela casa, indicando a chegada de Erza.

Enquanto Mira foi atender a porta, eu e Lisanna recolhemos os copos e taças que usamos bebendo e tomando sorvete. Empilhei tudo em meus braços enquanto Lisanna abria a porta do lava-louça, onde organizamos tudo.

— Então Lucy... — Começou.

— Hun?

— O que está achando de Magnolia?

Sorri para ela.

— Lhe digo quando tiver a oportunidade de explorá-la.

— Ainda não passeou pela cidade? — Indagou surpresa.

— Não.

— Por quê?

— Por causa do Natsu.

Ela parou seus movimentos e fitou-me.

Suspirou pesadamente.

— Peço desculpas pela atitude do Nat-kun, Lucy. Ele só não sabe demostrar muito bem o que pensa.

— Não, acho que o problema dele é grosseria mesmo...

— Você sabe... — Ela adotou um olhar triste. — Ele era muito animado e brincalhão antigamente...

— Me pergunto o que o mudou tanto...

— Isso foi... — Lisanna começou, mas decidiu não contar. — Não posso contar. No momento certo ele mesmo lhe revelará, acho.

Seu sorrido demonstrava grande tristeza e preocupação.

— Hey, Lisanna... — Chamei-a. — Você está livre amanhã?

— Eh? Sim. — Olhou-me confusa. — Por quê?

— Já que eu não conheci a cidade... Poderia ser minha guia?

Um sorriso alegre brincou em seu rosto.

— Seria um prazer!

Erza e Mira entraram na cozinha e chamaram-me para estudar. Subimos a escada e fomos até o quarto de Mira que era de um azul claro muito fofo. Passava uma sensação de calma, talvez em contraste aos móveis brancos.

Fizemos a revisão e demos muitas risadas. Demorei a perceber... No entanto aquele dia fora muito bom, sem nenhum pingo de irritação.

✩✩✩

— Lucy-san! — Escutei Lisanna me chamar no dia seguinte em meio à praça central. Ela corria em minha direção e, ao me alcançar, parou apoiada no joelho, respirando ofegante. — Desculpe o atraso! Elf-nii-san me pediu para ajudar ele em uma coisa antes de sair e acabou levando mais tempo do que imaginei.

— Não, tudo bem. — Respondi com um sorriso. — Também me atrasei um pouco. Cheguei há pouco.

— Sério? Mesmo assim, sinto que lhe devo um pedido de desculpas. Vamos ver... — Olhou em volta sondando as lojas no local. — Ah! Comprarei-lhe um donnut!

— Donnut?

— Se preferir, podemos tomar um sorvete...

Estava prestes a escolher o sorvete quando um rosto perpassou em minha mente.

— Prefiro o donnut. —Respondi.

— Então está decidido! — Agarrou a minha mão e saímos correndo em direção a uma grande loja no lado esquerdo da praça. A construção era gigante, demostrando que ali era uma cafeteria. Por dentro havia mogno por toda parte: nas mesas, bancadas e bancos que davam um toque alegre e aconchegante ao local, pois tinha equilíbrio com todas as flores que ali estavam espalhadas.

Lisanna puxou-me até uma das mesas que davam para a janela que consistia em um vidro temperado bem grande e dava visão para as pessoas que passeavam para lá e para cá do lado de fora, na rua. Sentamos no banco de mogno estofado e apertamos o pequeno botão vermelho aveludado que havia ali.

Não demorou muito, um dos garçons do local veio nos atender.

— Posso anotar seu pedido?

— Sting-kun?! — Exclamei ao ver quem nos atendia.

— Lucy! Há quanto tempo! Tudo bem?

— Sim, sim, tudo e com você?

— Estou bem. O que a trouxe aqui hoje?

— Ah! Isso? Lisanna está me mostrando à cidade e... Lisanna?

Ela demonstrava um olhar assustador em direção a Sting.

— Lisanna-san! Há quanto tempo, não é mesmo? — Perguntou ele, um sorriso estampado no rosto.

— O que faz aqui? — Rosnou ela. Sobressaltei-me com sua atitude, porém Sting pareceu não ficar nem um pouco surpreso.

— Trabalho aqui. — Respondeu simplesmente. Seu rosto obteve uma expressão sádica. — Como andam as coisas entre você e o Natsu? Ainda estão como antes ou... — ele riu e Lisanna encolheu um pouco, como se estivesse tremendo de medo diante de uma memória há muito esquecida.

— Er... — Tentei interromper o momento incômodo, mas Lisanna recobrou a consciência e se virou para o balcão gritando:

— Com licença! — Alguém que parecia a gerente do lugar, de cabelo castanho e longo, olhos da mesma cor, que usava óculos e vestia um uniforme negro que constituía de uma camisa social, colete sem mangas e uma saia que ia até pouco acima do joelho, negros, olhou em nossa direção. — Esse funcionário está agindo de forma indesejada!

Sting tremeu ao ouvir isso. Engoliu em seco quando ela o chamou e retirou-se. Lisanna adotou um olhar satisfeito e virou-se para mim.

— Vamos Lucy-san. — Chamou levantando-se. — Sinto muito, porém lhe pago outra coisa em outro momento, okay?

— Oh...

Saímos da loja e paramos em frente à mesma, as pessoas andavam ruidosamente ao nosso lado.

— Aonde podemos ir agora? — Indagou-se.

— Er... Lisanna?

— Sim?

— O que foi isso há pouco?

— Ah... Somente Sting sendo um imbecil.

— Você o conhece? Parece guardar grande rancor dele...

Ela suspirou pesadamente.

— Bem... Sim. É uma longa história. Pelo visto, o conhece também, certo?

— Sim... Nos conhecemos através do Lector.

— Entendo. — Seu olhar era vago. Olhei-a indagativamente. — De qualquer forma, deveria evitar qualquer tipo de contato com ele, Lucy-san.

— Lisanna?

— Então, aonde podemos ir agora?

Ela saiu andando. Olhei-a sem entender nada. Por que deveria evitar ter algum contato com o fofo do Sting?

O final do dia fora bem calmo, caminhamos e rimos muito, e por causa disso mal me aguentei em pé depois do banho. Caí pesadamente sobre a cama e repensei sobre meu final de semana inteiro.

Incrível! Só percebera agora, mas... Passei o final de semana inteiro sem ver o Natsu!

Sairia pulando, caso pudesse.

Mesmo assim... O que será que aconteceu entre Lisanna e Sting? E pelo que pude entender, Natsu estava envolvido também...

Bom, não é da minha conta afinal. O problema deles é deles. Ponto final.

Deveria mesmo é me preocupar com Natsu... Como Lisanna disse, ele podia mesmo dar um sumiço em minha pessoa...

Embora eu não ache que ele faria isso... Será que estou começando a confiar nele? Ou será que é porque ele não fez nada até agora?

Argh! Não importa! Tenho que dormir... Será uma longa semana.

E com a semana de provas chegando, não tenho tempo para pensar em coisas relacionadas à Natsu.

Notas finais
• Obrigada aos que favoritaram! Reviews?